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terça-feira, 3 de outubro de 2023

Marcadores de livros - 2801

Na quinta-feira, 5 de outubro, saberemos quem é o novo Nobel da Literatura 2023. Assim, hoje, trago versos e reversos de marcadores em armónio, de autores que ganharam o prémio.
Quem ganhará este ano? Aceitam-se apostas! Para os(as) vencedores(as) haverá um recuerdo.

Os reversos ficaram mail digitalizados. O primeiro reverso pertence ao verso do quarto marcador de cima; o segundo ao terceiro; o terceiro ao segundo e o quarto ao primeiro.
Os reversos ficaram mail digitalizados. O primeiro reverso pertence ao verso do quarto marcador de cima; o segundo ao terceiro; o terceiro ao segundo e o quarto ao primeiro.
O primeiro reverso pertence ao verso do quarto marcador de cima; o segundo ao terceiro; o terceiro ao segundo e o quarto ao primeiro.

Verso e reverso.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Marina Tsvétaïeva nas palavras de Pasternak



«Coloco Marina Tsvétaïeva no topo - era uma poeta consumada logo desde o início. Numa época de afetação, ela tinha a sua voz própria - humana, clássica. Era uma mulher com alma de homem. A luta dela com a vida de todos os dias dava-lhe força. Ela esforçava-se e obtinha uma clareza perfeita. É melhor poeta que Akhmátova, cuja simplicidade e lirismo sempre admirei. A morte de Tsvétaïeva foi uma das grandes tristezas da minha vida.»
Entrevista de Boris Pasternak a Olga Carlisle para a Paris Review, 1960.
In: Entrevistas da Paris Review. Lisboa: Tinta da China, 2009, vol. 1, p. 190-191.

domingo, 30 de maio de 2021

Leituras na pandemia - 57

Lisboa: Bertrand, [1959]

«- Leu os ensaios críticos de Edmund Wilson a respeito de O Doutor Jivago?
«- Sim, li-os e gostei da sua perceção e inteligência, mas tem de perceber que o romance não deve ser julgado segundo uma grelha de análise teológica. Não há nada mais afastado do que isso do meu entendimento do mundo. Tem de se viver e de se escrever incansavelmente, com a ajuda das novas reservas que a vida oferece. Estou cansado dessa noção de fidelidade a um ponto de vista a todo o custo. A vida à nossa volta está em permanente transformação e acredito que devemos tentar alterar as nossas inclinações de acordo com isso - pelo menos uma vez a cada dez anos. A grande devoção heroica a um ponto de vista é para mim muito estranha - é uma falta de humildade. Maiakovsli matou-se porque o seu orgulho não lhe permitia a conciliação com algo novo que estava a acontecer dentro de si próprio - ou à sua volta.»
Entrevista de Boris Pasternak a Olga Carlisle para a Paris Review, 1960.
In: Entrevistas da Paris Review. Lisboa: Tinta da China, 2009, vol. 1, p. 185.

Boris Pasternak


«Pasternak parece ser simultaneamente um árabe e o seu cavalo.»
Marina Tsvétaïeva

domingo, 28 de outubro de 2012

Nobel da Literatura 1958

Em 28 de Outubro de 1958, o Prémio Nobel da Literatura foi atribuído a Boris Pasternak, que foi impedido pelas autoridades soviéticas de o ir receber.

 
Poeta e romancista russo, nasceu em 1890 e morreu em 1960, é como poeta que é mais conhecido na Rússia, além de tradutor de peças de Goethe, Schiller, Calderon de la Braca e Shakespeare. O romance que lhe deu fama no Ocidente foi mal recebido na então União Soviética, por razões políticas :"Dr. Jivago",  publicado em 1956, conheceu um enorme êxito e teve a sua versão cinematográfica em 1965, por David Lean, com Omar Sharif, Julie Christie e Geraldine Chaplin, nos papeis principais.
 
"A arte serve a beleza, e a beleza é a felicidade de possuir uma forma, e a forma é a chave orgânica da existência; tudo o que vive deve possuir uma forma para poder existir, e, portanto, a arte, mesmo a trágica, conta a felicidade da existência."
em Dr. Jivago


domingo, 27 de maio de 2012

Os livros conduzem-nos à beleza 3

uma aventura em ferrara de Boris Pasternak levou-me até Ferrara e encontrei o belo retrato pintado por Veneto. Boa noite!

Bartolomeo Veneto, Retrato idealizado de uma cortesã (talvez retratando Flora?), retrato erradamente atribuído à figura de Lucrécia Borges  Ver o link assinalado.


sábado, 26 de maio de 2012

Boa noite!

Quatro peças para piano de quatro autores/escritores russos: Waltz - Lev Tolstoi; Waltz - Alexander Griboedov; Sentimental Waltz - Vladimir Odoyevsky; Prelude in G-sharp Minor - Boris Pasternak

A propósito do post da Ana, lembrei-me que, em 1997, encontrei numa loja em Roterdão, um CD com música de Boris Pasternak. Não imaginava que ele tinha querido ser músico. 

Os livros conduzem-nos à beleza 2

Na Feira do Livro de Coimbra encontrei um livro de Boris Pasternak "aventura em ferrara", na Livraria Lumière, e nele tive conhecimento que o pai era pintor, facto que desconhecia até hoje.

Leonid Pasternak, Os filhos, 1914, da esquerda para a direita, Bóris, Josephine, Lydia, Alexander,
no 25º aniversário do casamento dos pais. Daqui

Leonild Pasternak, Auto-retrato com a mulher Rosa Kaufman, 1924 (wikipedia)



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nos 50 anos do Doutor Jivago



Vou transcrever o mais pequeno poema de Iuri Jivago. E para quando uma edição portuguesa dos poemas de Pasternak?

EMBRIAGUÊS

A hera enlaça-se ao salgueiro
Que nos protege do mau tempo.
Um manto envolve-nos os ombros
Quando te enlaço estreitamente.

Não. Embriaguês, e não a hera,
O que se solta do arvoredo.
E deste manto, já por terra,
Façamos antes um tapete.

Trad. de David Mourão Ferreira
In: O Doutor Jivago. Lisboa: Betrand, s.d., p. 596

Pasternak e o Nobel


Pedagógico...