Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Diogo Freitas do Amaral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Diogo Freitas do Amaral. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Da vinheta


Mesmo conhecendo-se o estado de saúde de Diogo Freitas do Amaral, fomos ontem surpreendidos com a sua morte. Discordâncias políticas à parte, ninguém pode negar o seu percurso académico de excelência, o homem de cultura que foi ( do teatro à ópera, das biografias ao memorialismo ), e mesmo a coragem de ser livre, várias vezes contra tudo e contra todos .
Descanse em paz.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Citações - 168

(...) Termino com uma ideia muito acertada de Karl Popper: a grande vantagem da Democracia não está só no direito do povo de escolher aqueles por quem quer ser governado, mas também ( e, às vezes, sobretudo ) no direito do povo de, por via pacífica, eleitoral, mandar embora aqueles por quem não quer continuar a ser governado.

- Freitas do Amaral, na Visão.

Para bom entendedor... Quanto a mim, tenho muitas dúvidas mas uma grande certeza: o meu voto no próximo Domingo terá como fundamento o desejo de não continuar a ser governado por quem está.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Frase da semana ( que passou )


Só agora descobri que ele tem pouca cultura democrática.

Freitas do Amaral sobre José Sócrates. Uma descoberta muito tardia para uma inteligência tão arguta como a do Prof.Freitas.

domingo, 17 de outubro de 2010

Citações - 127 : O Orçamento...

(...) Não é a Oposição que deve oferecer-se para negociar com o Governo, nem é ela que tem de passar cheques em branco ao Executivo; se o Governo quer votos da Oposição, é ele que tem de os obter.
Nos próximos 15 dias ficaremos todos a saber se o Governo quer ou não quer negociar, ou seja, seremos esclarecidos sobre se o Governo quer mesmo um Orçamento ou se pretende antes provocar uma crise política.

- Freitas do Amaral, na Visão.

quinta-feira, 4 de março de 2010

As figuras de ontem





Por razões que para aqui não interessam, vi ontem bastante televisão, designadamente os canais noticiosos. E fiquei agradavelmente surpreendido com este trio que elegi como figuras do dia. Freitas do Amaral ,porque prestou um depoimento de alto nível na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Fundação das Comunicações Móveis, mostrando que está em boa forma; Manuela Moura Guedes na Comissão de Ética do Parlamento armou tal sururu que o seu depoimento ( que envolveu desde a agora famosa Inspectora Alice
da P.J. de Setúbal até ao Rei de Espanha...) já deu origem a intenções de processos judiciais e o diabo a sete- espero que a dra.Manuela tenha provas que sustentem o que disse senão prevejo avultadas indemnizações...; finalmente o Dr.Balsemão, na mesma comissão, prestou um depoimento que começou logo por um cenário de 10 pontos que entupiu toda a gente. Não há de demorar que venha a estar no YouTube.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Há melómanos e melómanos...

" No Outuno de 1995, o Metropolitan Opera House, de Nova Iorque, organizou uma gigantesca festa de homenagem pelos 25 anos do maestro James Levine como director musical da instituição. Vieram os mais célebres cantores e cantoras do mundo, cada um cantando uma ária, sendo a orquestra da casa regida pelo próprio homenageado.
(...) Eu não conhecia ninguém. Mas vim a perceber, ao longo da noite, que os meus convivas eram o presidente e os vice-presidentes do Metropolitan, bem como os membros dirigentes do respectivo comité de angariação de fundos ( que arranja, normalmente, 10 milhões de contos por ano em donativos... ).
Todos muito simpáticos, de smokings pretos e brancos, acompanhados de mulheres gordas e magras, velhas e novas, feias e lindíssimas! ( Pensei para comigo: il catalogo é questo. )
Posso garantir a todos os meus leitores que, apesar de ter então 54 anos de idade e uma carreira cheia de eventos, nunca me senti tão infeliz, tão desorientado, e tão incapaz de entrar numa conversa, como naquela noite, no meio daqueles riquíssimos melómanos.
Apenas uma pequena amostra da conversa, durante o peixe, aliás magnífico:
- Frank ( dizia a minha vizinha da esquerda), não imaginas o que perdeste na semana passada em Berlim: foi a melhor Ariadne do Strauss que eu ouvi na minha vida!
- Ó querida ( respondeu o Frank ), eu não pude lá ir porque estava em Viena para a 5ª do Mahler com o Abbado. Divinal!
- Ah, mas isso não é nada ( interveio o senhor mais gordo dos dez ): vocês perderam a melhor ópera de sempre- o Fidélio em Paris, com o Maazel.
- Ai sim? ( comentou outro, muito blasé ) . Pois eu não fiquei nada mal servido. Na mesma semana estive em Amsterdão, no Concertgebouw, a ouvir, durante cinco noites seguidas, a integral das sinfonias de Beethoven dirigidas pelo Harnoncourt. O homem é um génio!

E assim por diante, num ritmo vertiginoso... Era de tirar o fôlego! (...) "

- Diogo Freitas do Amaral, A snobeira dos melómanos, in Ao correr da memória, Bertrand Editora, 2003.

Esclareço: Veio-me ontem à memória este texto numa conversa sobre como a vida mudaria com os 77 milhões de euros do jackpot desta semana do Euromilhões...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Citações - 18 : Ainda os paraísos fiscais

" (...) acho que é preciso começar por acabar com a economia mundial clandestina. Muitos dos escândalos a que estamos a assistir são puros casos de polícia! E, depois, é preciso acordar os reguladores que dormem. Ou criar novos reguladores que actuem. A grande finança internacional vive hoje sem regras, sem fiscalização e sem sanções. É a lei da selva.
Por isso não me parece nada conveniente, numa primeira fase, extinguir os off-shores e os paraísos fiscais. É lá que estão e actuam os ilegais e os clandestinos. É preciso ir apanhar os lobos no seu covil. "

- Diogo Freitas do Amaral, in VISÃO de 26/03/2009.

Assim termina o muito interessante artigo de Freitas do Amaral publicado na VISÃO desta semana, e que vale a pena ler na íntegra já que oferece uma excelente análise do estado a que chegámos e das suas causas ( capitalismo desregulado, gestores gananciosos, autoridades financeiras passivas ) .

sábado, 14 de março de 2009

Meditação

MEDITAÇÃO DO INFANTE D. PEDRO

A grandeza da pátria que procuram
nos mares nas descobertas nas conquistas
tudo há-de perecer. Do passado farão
única força se o presente a não tem.
Do futuro dirão que desconhecem.
Por ele hei-de morrer. Por outra
tal grandeza que reviva na alma
mais que no corpo e fundamente
que o meu sonho não morra inutilmente.

- João Mattos e Silva

( in Diogo Freitas do Amaral- os poemas da minha vida, 2ªedição, Maio 2005, Edições Público)

Veio-me à memória este poema do nosso João Mattos e Silva a propósito do meu serão de ontem. Não podemos renegar o passado, mas também não devemos fazer dele única força mesmo que o presente a não tenha.