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sexta-feira, 27 de março de 2026

domingo, 2 de novembro de 2025

Leituras no Metro - 2973


Estou contentíssima por François Ozon ter adaptado O Estrangeiro ao cinema, mais de 80 anos depois do livro ter sido publicado. Aguardo que o filme estreie em Lisboa.
Le Nouvel Obs traz uma conversa entre o realizador do filme e Kamel Daoud, autor de Meursault, contre-enquête, uma releitura de O estrangeiro. Estou com muita vontade de ler este livro. A Bertrand, editora deste escritor argelino, poderia traduzi-lo.


François Ozon - «[...] tive de fazer um trabalho de pesquisa histórica, porque conhecemos muito mal este período da colonização nos anos 1930. Vi muitos arquivos, com os comentários colonialistas que elogiam «o sorriso d'Argel», o seu lado maravilhoso.... Fiz questão de integrar esse aspeto para que o espectador compreenda que era a visão dos franceses da Argélia francesa, o que isso representava para eles. Eu próprio tenho avós que aí viveram, que adoraram a Argélia e falavam como de um paraíso perdido, aliás como muitos pieds-noirs. O meu avô era juiz, escapou a um atentado e foi obrigado a voltar para França; era uma ferida no seio da família de que se não falava... Tentei descobrir o que tinham vivido lá. Eu queria mostrar, concretamente, como duas comunidades viviam lado a lado mas sem se misturarem.»
Kamel Daoud - «De facto, o apagamento desta época é duplo. Há esta imagem de paraíso perdido, colada á realidade,  que elimina toda a complexidade da vida e a sua dureza para nós. Mas por outro lado, na Argélia, a literatura anterior ao eclodir da guerra foi apagada. Os escritores 'nascidos' com a guerra estão no panteão, mas os que,antes, descreviam a complexidade humana não são visíveis. São os meus pais e os meus avós que me contaram como era a vida então. Mas continua a ser tabu dizer coisas como: "Na época, era muito bonito aqui, havia flores, o prédio estava limpo, o relógio tinha ponteiros que funcionavam..."». (p. 17)
Segundo Saoud, depois da independência «Camus foi apagado. Uma espécie de auto da fé extraordinário.» E o filme não vai ser visualizado nos cinemas argelinos. Aliás, o filme foi feito em Tãnger.
No ano passado, quando fui à Argélia, apenas dez dias, fiquei espantada com a aversão que os argelinos têm aos franceses. Quando lhes perguntávamos porquê, muitos respondiam: «Não há uma família argelina que não tenha um pai, um tio ou um avô que não tenha sido torturado pelos franceses.» E os mais jovens preferiam falar inglês connosco do que francês...


quinta-feira, 31 de agosto de 2023

sábado, 19 de maio de 2018

Frantz

Sou fã do cinema de François Ozon. Ontem fui ver Frantz, que recomendo vivamente.


«Alemanha, 1919. O pesadelo da Primeira Grande Guerra chegou finalmente ao fim. Após a morte em combate do seu noivo, Frantz, Anna vive com os sogros numa pequena aldeia. Incapaz de lidar com a perda, todos os dias visita a campa do seu amado. Um dia, dá-se conta da presença de Adrien, um ex-soldado francês que afirma ser amigo de Frantz.» (Retirado do cinecartaz.) Com Paula Beer e Pierre Niney. Este foi o protagonista de Yves Saint-Laurent.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Cinenovidades



Estreou ontem nas nossas salas o novo filme de François Ozon, com Kristin Scott Thomas e Emmanuelle Seigner.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

1976 : Sylvie Vartan



Já que se falou de louras, aqui fica este grande sucesso de Sylvie Vartan, também incluído na banda sonora do filme Potiche de François Ozon.

domingo, 14 de novembro de 2010

Cinenovidades - 151 : Potiche

É o mais recente de François Ozon, com um elenco fantástico, sendo impossível não destacar Deneuve num registo cómico muito bem conseguido. Estreou-se em França dia 10, e espero que chegue cá depressa.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cinenovidades - 113 : O Refúgio

Quando se tem tudo e ainda assim não se consegue largar a dependência de drogas. Espero que este Le Refuge, o mais recente filme de François Ozon, em exibição há um mês nas salas francesas não demore muito a chegar às nossas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Cinenovidades - 23 : Ricky

Estreia em França a 11 de Fevereiro o mais recente filme de François Ozon, que renova com a possibilidade do sobrenatural já presente em anteriores filmes. Como se vê, o cinema francês está vivo e recomenda-se.