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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Bom dia !
Crede l'uom ch' egli riposi quando spiega i vanni occulti. Ma se i colpi sono ascosi, chiari poisono gl'insulti.
Pensam os homens que o Tempo dorme quando abre as suas asas invisíveis. Mas se os seus golpes são ocultados, os seus danos são bem visíveis.
Não batam muito nesta tradução, que é minha e com dicionário ao lado. Esta bela ária é do Triunfo do Tempo e do Desengano de Haendel, cantada por Sara Mingardo, excepcional contralto que actua na próxima sexta, dia 7, às 21h30, no Palácio da Ajuda.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Bom dia !
A grande cantora lírica francesa Mady Mesplé ( 1931-) numa interpretação histórica da opereta La vie parisienne de Jacques Offenbach.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Shirley Verrett
A recentemente falecida Shirley Verrett (1931-2010) numa das minhas árias favoritas.
domingo, 4 de julho de 2010
A obra de Dietrich Fischer-Dieskau

Um dos mais recentes lançamentos discográficos da EMI é dedicado à obra de Dietrich Fischer-Dieskau. Integrada na série "Great recordings of the century", a colectânea de onze CDs reúne os registos chave da carreira deste barítono alemão que, desde os anos 5o, definiu significativamente o género artístico do Lied. O repertório deste compêndio inclui os ciclos de Lied de Schubert, Schumann, Brahms, Wolf e Mahler. A Gerald Moore, pianista predilecto de Fischer-Dieskau, juntam-se outros génios de piano, como Richter ou Barenboim, que acompanharam o cantor ao longo das últimas décadas.
Dietrich Fischer-Dieskau completou 85 anos no passado dia 28 de Maio.
sábado, 29 de maio de 2010
José Van Dam
quarta-feira, 24 de março de 2010
Primavera/Schwarzkopf
Vendredi 10 Septembre 1999
Elizabeth Schwarzkopf chante: à sa voix le monde
Est suspendu car les anges lui ont transmis
Leur pouvoir qui n'est constitué que de grâce.
À l' air qui vibre les sphères répondent: muse
N'est pas un vain mot mais le lieu où la musique
Prend corps qui brûle sans se consumer, oxyde
En fleur rouge épanoui au-dessus du gouffre,
Celle que veut cuueillir exactement celui
Qui marche depuis longtemps vers le même but
Et qui, après son nom, inscrit, en post-scriptum:
In memoriam, connaissant qu'il n'y a pas
D'éternel retour mais qu'un chant perpétuel
De la source de soif jaillit qui désaltère
Le marcheur sans qu'il soit privé de son désir.
Robert Marteau, Le Temps ordinaire, ed.Champ Vallon, 2010.
Elizabeth Schwarzkopf chante: à sa voix le monde
Est suspendu car les anges lui ont transmis
Leur pouvoir qui n'est constitué que de grâce.
À l' air qui vibre les sphères répondent: muse
N'est pas un vain mot mais le lieu où la musique
Prend corps qui brûle sans se consumer, oxyde
En fleur rouge épanoui au-dessus du gouffre,
Celle que veut cuueillir exactement celui
Qui marche depuis longtemps vers le même but
Et qui, après son nom, inscrit, en post-scriptum:
In memoriam, connaissant qu'il n'y a pas
D'éternel retour mais qu'un chant perpétuel
De la source de soif jaillit qui désaltère
Le marcheur sans qu'il soit privé de son désir.
Robert Marteau, Le Temps ordinaire, ed.Champ Vallon, 2010.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
2009 - Balanço musical
" (...) Desapareceram duas grandes cantoras straussianas, Christel Goltz e Hildegard Behrens, e outra universal, Elisabeth Söderstrom, assim como o compositor Nicholas Maw. O verdiano Edward Downes escolheu a eutanásia na Suíça ( na companhia da mulher). O mais multidotado dos jovens tenores, Rolando Villázon, teve um colapso psicológico e vocal, mas já anunciou o regresso para Março de 2010. Duas notas altas, a terminar: Joana Carneiro tomou conta da Berkeley Symphony Orchestra ( sucedendo a Nagano ) e viu lançado o seu primeiro disco; a Oficina do Livro publicou a tradução do tour-de-force de Alex Ross, « O Resto É Ruído». É. "
Jorge Calado fez o seu habitual balanço do ano no Expresso da semana passada, do qual transcrevi a parte do obituário e duas notas de optimismo. Aproveitando as evocações de Calado, serão aqui lembrados os que em 2009 nos deixaram para sempre começando com Elisabeth Söderstrom. Aqui está ela como Fidelio no Festival de Glyndebourne.
Jorge Calado fez o seu habitual balanço do ano no Expresso da semana passada, do qual transcrevi a parte do obituário e duas notas de optimismo. Aproveitando as evocações de Calado, serão aqui lembrados os que em 2009 nos deixaram para sempre começando com Elisabeth Söderstrom. Aqui está ela como Fidelio no Festival de Glyndebourne.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Mestres cantores do século XX: Fritz Wunderlich
O público do pós-guerra recorda Fritz Wunderlich como um dos maiores tenores líricos de todos os tempos. Segundo Luciano Pavarotti, Wunderlich terá sido o tenor mais destacado de toda a História. Ouvir a voz de Wunderlich significa escutar uma voz clara, natural e jovial que abrangia a extensão de duas oitavas com um equilíbrio raro.O desaparecimento precoce e trágico pôs fim a uma carreira brilhante: em 1966, aos 35 anos apenas, Wunderlich morre na sequência de uma queda da escadaria num pequeno castelo em Obererdingen (Sul da Alemanha) onde se encontrava com amigos para seguir a sua grande paixão, a caça.
Wunderlich nasce a 26 de Setembro de 1930 em Kusel (Palatinado/Alemanha). Seu pai é maestro, sua mãe violinista. Vive uma infância difícil: após a morte do seu pai em 1935, toca acordeão em festas da sua localidade para ajudar financeiramente sua mãe e sua irmã.
Estuda canto na Escola Superior de Freiburg entre 1950 e 1955. Durante esse período, surgem os primeiros convites para interpretar Bach e Mozart, os primeiros registos sonoros datam de 1953/54.
Em 1955, integra a companhia residente da Ópera Estadual de Württemberg em Estugarda. Em 1956, numa récita da Flauta Mágica, substitui, inesperadamente, o tenor previsto para o papel de Tamino. O seu talento é descoberto, e a partir dessa noite, Wunderlich inicia uma carreira imparável.
É convidado para produções das grandes casas europeias, onde interpreta Mozart, Strauss, Rossini, Donizetti, Tschaikoswky, Mahler ou Verdi, sob a direcção dos mais conceituados maestros da época (von Karajan, Böhm) ao lado dos maiores nomes do estrelato operático (Joan Sutherland, Elisabeth Schwarzkopf, Hermann Prey, Elisabeth Grümmer, Leontyne Price ou Christa Ludwig).
Bach e o seu repertório, em particular as oratórias, acordaram da sua „hibernação“ depois de 1945, graças ao trabalho notável de Karl Richter e Wunderlich. A discografia com obras de Bach, gravadas entre 1955 e 1965, bem como de outros compositores, tais como Mozart, Beethoven, Schubert, Schumann ou Strauss, deixaram felizmente um vasto registo para a posteridade.
Entre 1960 e 1962, é membro da companhia da Ópera Estadual da Baviera em Munique, para depois se transferir para a Wiener Staatsoper.
Wunderlich foi casado com Eva Jungnitsch (harpista) com quem teve três filhos.
Fritz Wunderlich vivia o auge da sua carreira quando faleceu a 17 de Setembro de 1966. A sua estreia no Met de Nova Iorque já estava agendada.
Estuda canto na Escola Superior de Freiburg entre 1950 e 1955. Durante esse período, surgem os primeiros convites para interpretar Bach e Mozart, os primeiros registos sonoros datam de 1953/54.
Em 1955, integra a companhia residente da Ópera Estadual de Württemberg em Estugarda. Em 1956, numa récita da Flauta Mágica, substitui, inesperadamente, o tenor previsto para o papel de Tamino. O seu talento é descoberto, e a partir dessa noite, Wunderlich inicia uma carreira imparável.
É convidado para produções das grandes casas europeias, onde interpreta Mozart, Strauss, Rossini, Donizetti, Tschaikoswky, Mahler ou Verdi, sob a direcção dos mais conceituados maestros da época (von Karajan, Böhm) ao lado dos maiores nomes do estrelato operático (Joan Sutherland, Elisabeth Schwarzkopf, Hermann Prey, Elisabeth Grümmer, Leontyne Price ou Christa Ludwig).
Bach e o seu repertório, em particular as oratórias, acordaram da sua „hibernação“ depois de 1945, graças ao trabalho notável de Karl Richter e Wunderlich. A discografia com obras de Bach, gravadas entre 1955 e 1965, bem como de outros compositores, tais como Mozart, Beethoven, Schubert, Schumann ou Strauss, deixaram felizmente um vasto registo para a posteridade.
Entre 1960 e 1962, é membro da companhia da Ópera Estadual da Baviera em Munique, para depois se transferir para a Wiener Staatsoper.
Wunderlich foi casado com Eva Jungnitsch (harpista) com quem teve três filhos.
Fritz Wunderlich vivia o auge da sua carreira quando faleceu a 17 de Setembro de 1966. A sua estreia no Met de Nova Iorque já estava agendada.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Mestres cantores do século XX: Rita Streich
Rita Streich, o “Rouxinol de Viena”, foi uma das maiores intérpretes de Mozart e Strauss do século passado. A naturalidade e o timbre fascinantes da sua voz (soprano coloratura), acompanhada de um domínio técnico ímpar, colocaram Streich no estrelato dos grandes nomes do canto lírico. Rita Streich nasce a 18 de Dezembro de 1920 em Barnaul (Nowosibirsk/Rússia). Após a Segunda Guerra Mundial, muda-se com os seus pais para a Alemanha (Essen e, posteriormente, Jena). Rita cresce num ambiente bilingue, seu pai é alemão, sua mãe russa. A habilidade linguística adquirida seria de enorme utilidade para a sua carreira. Streich viria a interpretar obras de Rimski-Korsakow e de outros compositores russos sem qualquer dificuldade.
Estuda canto em Augsburg e Berlim, com artistas importantes da época, entre eles, Paula Klötzer, Willi Domgraf-Fassbaender e Erna Berger que descobre e promove o talento de Rita. Em 1946, é convidada a integrar a companhia residente da Deutsche Staatsoper de Berlim. Estreia-se como Pajem no Rigoletto de Verdi. Nas temporadas seguintes, interpreta vários papéis, tais como a Olympia nos Contos de Hoffmann de Offenbach ou a criada Blonde no Rapto do Serralho de Mozart.
O seu percurso durante os anos 50 é notável: a soubrette cómica e, por vezes, insolente transforma-se num soprano de coloratura multifacetado e tecnicamente seguro. Streich domina um repertório vasto de obras de Mozart (Idomeneo, Così fan tutte, O Rapto do Serralho, a Flauta Mágica/Rainha da noite, as Bodas de Fígaro, Don Giovanni), Richard Strauss (O Cavaleiro da Rosa) ou Weber (Der Freischütz).
A opereta clássica sem Rita Streich – impensável! Refira-se as actuações como Adele no Morcego de Johann Strauss, ou os registos de televisão nos anos 60 no Zigeunerbaron (J. Strauss) ou Der Bettelstudent (Karl Millöcker).
A partir de 1974, ensina canto na Escola Superior Folkwang de Essen e dá aulas de Masterclass em Salzburgo. Entre 1983 e 1987, é directora do Centre du Perfectionnement d'Art Lyrique em Nice.
Rita Streich morre a 20 de Março de 1987 em Viena, vítima de um tumor cerebral.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Mestres cantores do século XX: Hermann Prey

O barítono Hermann Prey faleceu a 22 de Julho de 1998. A assinalar esta efeméride, foi lançado um CD sob o título Hermann Prey – Die Lieder meines Vaters (Hermann Prey – Os Lieder do meu pai) da Deutsche Grammophon, uma belíssima colecção de obras, escolhidas pelo filho Florian Prey.
Hermann Prey nasce em Berlim a 11 de Julho de 1929. Em 1948, inicia os seus estudos de canto na Escola Superior de Música de Berlim. Tem o seu primeiro recital de Lied em 1950. Seguem-se gravações para a rádio, até ganhar o concurso Meistersinger em 1952. Nesta competição, patrocinada pelas tropas aliadas americanas, participam 2800 jovens entre 18 e 25 anos. Prey alcança o primeiro lugar, o que lhe proporciona uma bolsa de 190 dólares e uma digressão de duas semanas pelas Estados Unidos.
Em 1953, é convidado a integrar a companhia residente da Ópera Estadual de Hamburgo, da qual viria a fazer parte até 1960, para depois se transferir para a Ópera de Munique. Realiza a sua primeira digressão pela Inglaterra em 1955, onde é acompanhado por Gerald Moore ao piano.
O salto decisivo dá-se em 1957, quando Prey canta o Fígaro do Barbeiro de Sevilha na Wiener Staatsoper. A partir daí, a carreira internacional é imparável. O espólio de interpretações é inesgotável, reproduzi-lo é impossível. Apenas alguns highlights:
Estreia-se no festival de Salzburgo em A mulher silenciosa de Strauss em 1959; estreia-se no Met de Nova Iorque em 1960 como Wolfram von Eschenbach no Tannhäuser, encenado por Wieland Wagner; em 1964, também no Met, representa um dos muitos Papagenos da sua vida; é o primeiro cantor alemão a ser convidado para o papel principal do Barbeiro de Rossini no Scala de Milão em 1969, sob a batuta de Claudio Abbado.
Até aos anos 90, marca presença nas principais casas, trabalhando com Herbert von Karajan, Karl Böhm ou James Levine, num vasto repertório com obras de Mozart, Lortzing, Rossini, Donizetti, Schubert, Schumann, Brahms, Wagner, Strauss ou Orff.
Hermann Prey morreu em sua casa, nos arredores de Munique, a 22 de Julho de 1998 devido a uma paragem cardíaca.
O belo timbre e a sonoridade requintadíssima da sua voz tornaram Prey num dos maiores barítonos do século passado. Muitos registos televisivos, entre eles, as actuações com o grande tenor e seu amigo Fritz Wunderlich, deixam à posteridade o testemunho de um homem bem na vida.
A sua grande paixão foi o Lied. O CD Die Lieder meines Vaters é uma homenagem digna a Prey.
Hermann Prey nasce em Berlim a 11 de Julho de 1929. Em 1948, inicia os seus estudos de canto na Escola Superior de Música de Berlim. Tem o seu primeiro recital de Lied em 1950. Seguem-se gravações para a rádio, até ganhar o concurso Meistersinger em 1952. Nesta competição, patrocinada pelas tropas aliadas americanas, participam 2800 jovens entre 18 e 25 anos. Prey alcança o primeiro lugar, o que lhe proporciona uma bolsa de 190 dólares e uma digressão de duas semanas pelas Estados Unidos.
Em 1953, é convidado a integrar a companhia residente da Ópera Estadual de Hamburgo, da qual viria a fazer parte até 1960, para depois se transferir para a Ópera de Munique. Realiza a sua primeira digressão pela Inglaterra em 1955, onde é acompanhado por Gerald Moore ao piano.
O salto decisivo dá-se em 1957, quando Prey canta o Fígaro do Barbeiro de Sevilha na Wiener Staatsoper. A partir daí, a carreira internacional é imparável. O espólio de interpretações é inesgotável, reproduzi-lo é impossível. Apenas alguns highlights:
Estreia-se no festival de Salzburgo em A mulher silenciosa de Strauss em 1959; estreia-se no Met de Nova Iorque em 1960 como Wolfram von Eschenbach no Tannhäuser, encenado por Wieland Wagner; em 1964, também no Met, representa um dos muitos Papagenos da sua vida; é o primeiro cantor alemão a ser convidado para o papel principal do Barbeiro de Rossini no Scala de Milão em 1969, sob a batuta de Claudio Abbado.
Até aos anos 90, marca presença nas principais casas, trabalhando com Herbert von Karajan, Karl Böhm ou James Levine, num vasto repertório com obras de Mozart, Lortzing, Rossini, Donizetti, Schubert, Schumann, Brahms, Wagner, Strauss ou Orff.
Hermann Prey morreu em sua casa, nos arredores de Munique, a 22 de Julho de 1998 devido a uma paragem cardíaca.
O belo timbre e a sonoridade requintadíssima da sua voz tornaram Prey num dos maiores barítonos do século passado. Muitos registos televisivos, entre eles, as actuações com o grande tenor e seu amigo Fritz Wunderlich, deixam à posteridade o testemunho de um homem bem na vida.
A sua grande paixão foi o Lied. O CD Die Lieder meines Vaters é uma homenagem digna a Prey.
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