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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Berthe Weill. Galeriste d’avant-garde

Raoul Dufy - Trente ans ou_La vie en rose, 1931
Paris, Musée d'Art Moderne

Em 1901, Berthe Weill abriu uma galeria no 25, rue Victor-Massé, em Pigalle. Apesar dos seus meios limitados, escolheu trabalhar ao lado dos artistas do seu tempo, dando-os a conhecer e a desenvolver as suas carreiras. Entre eles, contam-se alguns dos maiores nomes da vanguarda, bem como outros menos conhecidos atualmente. Com um entusiasmo e uma perseverança inabaláveis, apoiou-os durante quase 40 anos, até ao encerramento da sua galeria em 1940, durante a guerra e a perseguição aos judeus. Em 1933, publicou as suas memórias de três décadas de atividade sob o título Pan! Dans l'œil.... 
Foi a primeira mulher galerista. O papel de Berthe Weill ainda não foi reconhecido no mundo dos negociantes de arte (entre os quais Daniel-Henry Kahnweiler, Paul e Léonce Rosenberg, Ambroise Vollard e Paul Guillaume), e no impulso dado à obra de pintores como Modigliani ou Picasso. 
Esta exposição, organizada pelo Grey Art Museum de Nova Iorque, pelo Museu de Belas Artes de Montreal e pelo Musée de l'Orangerie de Paris, tem como objetivo mostrar uma parte pouco conhecida da história da arte moderna.
Esta exposição pode ser vista até 26 de janeiro de 2026 no Musée de l'Orangerie.


sábado, 12 de julho de 2025

Marcadores de livros - 3438

Modigliani - Femme aux yeux bleus, ca 1918.
Musée d'Art Moderne de Paris.
É provavelmente o retrato da mulher de Modigliani, Jeanne Hébuterne.


quarta-feira, 18 de outubro de 2023

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Anna Akhmatova por Modigliani

Depois de um comentário de APS,  a propósito de um marcador que postei há dias. Eu não sabia que o pintor italiano tinha retratado a poetisa russa. Encontrei estes desenhos na net, todos de cerca de 1911:





quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Marcadores de livros - 954


Modigliani - Nu assis sur un divan (La Belle Romaine) , 1917
Este quadro foi vendido em 2010 por 69 milhões de dólares.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Paris: La Rotonde

«Saí e desci pelo passeio ao Boulevard Saint-Michel, passei as mesas do Rotonde ainda cheias, olhei para o outro lado da rua para o Dôme, com as suas mesas até á beira do passeio. Alguém me acenou de uma das mesas, não vi quem era e segui. Queria chegar a casa. O Boulevard Montparnasse estava deserto. O Lavigne estava fechado a sete-chaves e à porta da Closerie des Lilas amontoavam-se as mesas. [...]
«[…] meti-me num táxi para o café Select. Ao atravessar o Sena  […]. O rio estava bonito. Era sempre agradável passar uma ponte em Paris. […]
«O táxi parou em frente do Rotonde. Seja qual for o café de Montparnasse para onde se mande quando o condutor nos traz da margem direita, é certo que nos põe no Rotonde. Daqui a dez anos será provavelmente o Dôme. Mas era bastante perto. Ladeei as mesas tristes do Rotonde, direito ao Select.»
Hemingway – O sol nasce sempre (Fiesta). Carnaxide: Livros do Brasil, 2007, p. 49, 60-61



Já aqui foi referido que Léon Zamaron convivia neste café com muitos artistas.
Antes da Grande Guerra, La Rotonde era um pequeno bistrot que Victor Libion comprou, em 1911, e alargou para um talho junto. Criou ainda uma esplanada onde os clientes podiam gozar o sol.
Victor Libion, que manteve o café até 1920, apoiava muito os artistas e conta-se que quando os que não tinham casa adormeciam no café, os empregados tinham ordem para não os acordar.
Soutine, Kisling, Derain, Vlaminck, Picasso, Modigliani, André Salmon e Max Jacob eram alguns dos frequentadores do café, assim como Lenine e Trotsky, que aí jogava xadrez.
Neste café encontravam-se pessoas provenientes de muitos países e ouviam-se conversas em muitas línguas.
Fonte: Jean-Paul Carcalla – Montparnasse: L’âge d’or


Modigliani, Picasso e André Salmon à frente do café, 1916.
Moïse Kisling, Pâquerette e Picasso no café, 1916.
Jean Cocteau - Picasso e Paquerette em la Rotonde.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Chez Rosalie

Dois quadros de Bouguereau., em que Rosalia foi modelo.

Modigliani - Retrato de Rosalia

Rosalia Tobia – uma romana, antiga modelo de Bouguereau, Odilon Redon e Modigliani – abriu, em final de carreira, no n.º 3 rue Campagne Première, em Montparnasse, um pequeno restaurante. Tinha apenas quatro mesas e servia uma deliciosa comida italiana - osso bucco, lasagna al forno, ravioli, tagliatelli - e vinhos italianos - Barolo, Valpolicella, Frascati, Lambrusco, Chianti -, tudo a preços módicos.
O restaurante era muito frequentado por pintores, como o norueguês Edvard Diriks, Midigliani ou Utrillo, para além dos poetas Paul Fort e André Salmon. E a modelo Alice Prin, conhecida como Kiki de Montparnasse.

Utrillo também desceu um dia da Butte e veio beber neste restaurante, tendo deixado uma recordação de Montmartre nas paredes do restaurante. No final, quando ele e Modigliani não pagaram a conta, Rosalia disse-lhes: «Não vou cortar a parede para pagar o meu vinho». 
Fonte: Jean-Paul Caracalla – Montparnasse: L’âge d’or

 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A arte do retrato - 207


Este Jeune fille à la frange que Amedeo Modigliani pintou em 1917 pertenceu a Paul Guillaume, marchand e amigo do pintor, e estava à venda na recente Bienal dos Antiquários de Paris .

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Marcadores de livros - 470

Verso e reverso de três marcadores da exposição Impressionistas e Modernos da coleção Phillips que pode ser vista até 23 de outubro na CaixaForum em Madrid.


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Um quadro por dia



Em 1940, Oscar Stettiner, um judeu dono de uma galeria de arte, conseguiu abandonar Paris antes da entrada das tropas nazis na capital francesa . Para trás deixou uma fantástica colecção de arte, onde se incluía um quadro de Amedeo Modigliani, " Homem sentado com bengala " . Em 2008, o quadro reapareceu num leilão da Sotheby's em Nova Iorque. O único herdeiro vivo de Oscar Stettiner iniciou uma batalha legal para tentar provar que o quadro pertencia ao seu antepassado e tinha sido roubado pelas tropas nazis . Quando os seus advogados começaram a tentar deslindar o caso esbarraram na Mossack Fonseca .
Os novos " donos " do quadro , uma família de herdeiros nova-iorquinos, alegaram que afinal não eram os reais proprietários e que a pintura pertencia a uma empresa sediada no Panamá, a IAC, e , como tal, não podia ser processada nos EUA . O leilão do quadro foi proibido e o caso arrastou-se até hoje nos tribunais americanos .
Desde essa altura que " Homem sentado com bengala " está fechado num armazém de 145 mil metros quadrados da IAC na Suiça. Ao lado do Modigliani estão mais cinco mil obras de arte, entre as quais trezentos Picassos .
Os Panama Papers são o elemento decisivo para desmascarar negociantes, marchands e advogados que nunca se importaram de usar todo o tipo de esquemas legais para ocultar obras de arte e proprietários (...)

- Ricardo Costa, no Expresso do passado Sábado .

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Um quadro por dia


Novo recorde para Modigliani, e este Nu Deitado passa, aliás, a ser a segunda tela mais cara de sempre em leilão já que foi vendida há dias na Christie's de Nova Iorque por 170 milhões de dólares ( 163 milhões de euros ) depois de 9 minutos de leilão e disputada por 7 interessados, tendo ficado com um coleccionador chinês mostrando uma vez mais a pujança dos bilionários chineses ...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A arte do retrato


Foi entre 1911 e 1912 que Modigliani pintou este Retrato de Paul Alexandre, imortalizando o seu primeiro mecenas . Avaliado entre 5 e 8 milhões de euros, foi vendido na Sotheby's de Paris a  4 de Junho por 13,5 milhões .


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Leituras no Metro - 165

http://www.turismocongusto.it/arte-musei/s304/casa-museo-modigliani.html

«Modigliani viveu primeiro na via Roma e, mais tarde, no número 10 da via Leonardo Cambini.» 
Ken Follett - O escândalo Modigliani. Barcarena: Presença, 2014, p. 78

Modiglinai nasceu a 12 de julho de 1884, na via Roma, 38, em Livorno, casa que alberga hoje um museu; o edifício da via Leonardo Cambini já não existe.

«A voz de Cleo Laine saía dos altifalantes estéreo» (p. 84).

Já acabei o livro, que partiu de boas ideias mas é fraco. Não me parece que volte a ler Ken Follett.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Leituras no Metro - 164

Barcarena: Presença, 2014

É o primeiro livro de Ken Follett que leio. Atraiu-me a trama basear-se na procura de um quadro desconhecido de Modigliani. 

«"Deixem-me conta-vos. Há cerca de dois meses, em Londres, foram vendidos oito quadros por um total de quatrocentas mil libras. Dois desses pintores morreram na pobreza. Sabem como a coisa funciona? Quando um artita está vivo, dedica-se à arte, despejando na tela o sangue da sua vida. [...] Sabem, nada mais lhe interessa a não ser pintar, mas os tipos gordos, os ricos, as mulheres da sociedade, os comerciantes de arte e os colecionadores em busca de investimentos e benefícios fiscais não gostam do seu trabalho. Querem algo seguro e conhecido e, para além disso, não sabem porra nenhuma de arte. Portanto, não compra e o pintor morre cedo. Depois, passados alguns anos, uma ou duas pessoas perspicazes começam a ver onde ele queria chegar e compram os seus quadros. A amigos a quem ele os oferecera, em lojas de velharias , em galerias de arte de terceira categoria [...]. O preço sobe e os negociantes começam a comprar os seus quadros. De súbito, o artista fica na moda e torna-se um bom investimento."» (p. 41-42)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A arte do retrato


A cotação de Modigliani continua em alta, como se viu em Fevereiro passado com a venda deste Jeanne Hébuterne ( au chapeau ), de 1919, pelo equivalente a 31 milhões de euros na Christie's de Londres.

terça-feira, 25 de junho de 2013

No verso da tela

Não me importava de ter esta tela por causa da sua singularidade:

Amadeo Modigliani, estudo para O Retrato de Brancusi no verso do estudo para O Violoncelista, 1909, coleção particular


Estudo para O Violoncelista, 1909

Fotogarfias retiradas do livro de Doris Krystof, Modigliani. Colónia: Taschen, 2000, p. 18 e 20.

Em torno de Modigliani depois de ter visto o filme de Mick Davis, Modigliani. 
Andy Garcia interpreta o papel do pintor.

(gralha alterada às 14:00)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"a aurora"

Amadeo Modigliani, detalhe de "Cabeça de uma jovem", 1916




No deserto
acontece a aurora.
Alguém o sabe.

Jorge Luis Borges (cortesia do google)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Modigliani - Retrato de Blaise Cendrars, 1917

Blaise Cendrars, pseudónimo de Frédéric Louis Sauser, um suíço nascido em 1887, influente no movimento modernista, naturalizado francês em 1916 e que faleceu a 21 de janeiro de 1961.

«Os homens diferenciam-se mais naquilo que possuem de mais comum.»
Blaise Cendrars