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sábado, 9 de março de 2019

Do sonho à luz


Com as conquistas napoleónicas, os pintores fascinados pelo Oriente resolvem viajar até lá. O alvorecer da era industrial motiva o gosto pelo Oriente e o Orientalismo, gosto que vai atravessar todo o século XIX europeu. As próprias vanguardas artísticas do início do século XX alimentam-se dessas novas experiências e inventam uma nova arte, quase abstrata, muito influenciada pelo Oriente.
Esta exposição, que o museu Marmottan-Monet apresenta até 21 de julho, está organizada em dois núcleos distintos: a figura humana e a paisagem.

Émile Bernard - Abyssine en robe de soie
Vallotton - O banho turco
Kandinsky - Oriental, 1909

domingo, 1 de outubro de 2017

Marcadores de livros - 834

Pormenor do quadro de Ingres Napoléon Ier sur le trône impériale

Três pessoas assistiram a um diálogo inacreditável entre uma visitante e o vendedor da loja dos Invalides. A senhora, que era bastante ignorante, perguntava quem estava ali enterrado, se Napoleão I ou Napoleão III. O rapaz, que era ainda mais inculto, não sabia e foi ver a um livro. Entretanto, um prosimetronista elucidou a senhora. «Que mais nos irá acontecer?!»

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Marcadores de livros - 470

Verso e reverso de três marcadores da exposição Impressionistas e Modernos da coleção Phillips que pode ser vista até 23 de outubro na CaixaForum em Madrid.


sábado, 16 de março de 2013

Pintores e pinturas -10



Ingres (Jean Auguste Dominique) nasceu em 29 de Agosto de 1780 na cidade de Montauban, filho de um pintor de miniaturas, escultor e músico, pelo que teve uma educação artística, entre a pintura e a música, chegando aos 16 anos a ser segundo violino na Orchestre du Capitole de Toulouse, em cuja escola de artes se inscrevera.


Em Paris, para onde foi depois, em 1796, estudou com Jacques Louis- David. Ingressou na école des Baeux-Arts. Recebeu em 1798 o 2º lugar do Prémio Roma e teve obras suas expostas nesta cidade, que obtiveram o maior sucesso.
Banho Turco
 
Casado co a também pintora e música Anne Julie Forrestier foram para Florença a convite do escultor Lorenzo Bartolini, mas sem dinheiro viveram da venda de desenhos aos turistasnos primeiros tempos.

 
Napoleão vestido de Consul
 
Ainda em Florença, por influencia de uma amigo francês, teve a encomenda de alguns trabalhos e através dele expôs um quadro "Voto de Louis XII" encomendada para a Catedral de Montauban", no Salon de Paris de 1824, com que conheceu finalmente a fama. Antes do fecho do Salon foi condecorado com a Légion `d' Honneur.
 
 
Princesa de Broglie
Josépine-Eléonore de Brassac de Béarn
 
Ainda em Itália abriu o seu atelier onde estudaram muitos jovens pintores.e eleito para o Institut de France.

 
Perseu e Andrómeda

 
Regressado a Paris em 1841, continuou a sua carreira, entre elogios e críticas ferozes. É considerado um dos maiores pintores do Séc. XIX francês, sendo muito apreciado como retratista. Morreu em Paris em 17 de Janeiro de 1867,
 
 Édipo e a Esfinge

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um quadro por dia - 198

Jean-Auguste Dominique Ingres, Gianciotto descobre Paolo e Francesca, 1819, óleo sobre tela, Museu Turpin de Crissé, Angers.

Uma tela que me apareceu num texto de João Miguel Fernandes Jorge ( Moinho do Corvo, na Intervalo # 4 ) que só recentemente li :

(...) uma tragédia entre irmãos. Dois príncipes italianos. Foi o que me disse o meu filho. O duque de Rimini, com ciúmes, vai matar a mulher e o irmão que são amantes. O quarto onde estão os amantes é frio. O assassino, de negro, um homem muito feio, em contraste com a beleza do irmão e da mulher, traz no seu aspecto o horror da morte. Começa a sua visão muito antes do instante em que a própria morte vai ferir os amantes, dois corpos iluminados pela vontade do amor. Tudo permanece suspenso. O duque, feroz, mesmo cego de ódio, deve estar com os olhos cheios de lágrimas. Por isso, suspende os passos face à cena amorosa. Lágrimas, do tipo das lágrimas que os homens choram perante as coisas demasiado belas. O que está a ver é-lhe insuportável. (...)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

In Memoriam de um Génio!

Leonardo da Vinci nasceu a 15 de Abril, de 1452, em Vinci, e faleceu a 2 de Maio de 1519 em Amboise, França.

"Verdadeiramente admirável e celeste foi Leonardo da Vinci, filho de Piero da Vinci, e na erudição e princípios das letras teria tido grande proveito, se não fosse tão diletante e instável. Por isso, pôs-se a aprender muitas coisas que, uma vez começadas, acabava por abandonar [...]".


Vasari, in Grandes Pintores do Mundo, Leonardo da Vinci, Florença:E-ducation.itS.p.A., Firenze, 2007, p.2, (acrescentado às 9:20h).


Apesar de entender as palavras de Vasari, citado no livro indicado, discordo, ainda bem que Leonardo da Vinci foi "diletante", daí a sua genialidade e polivalência.


Ingres, detalhe d' A morte de Leonardo da Vinci, 1818



O rei Francisco I segura a cabeça de leonardo da Vinci


Retirada da wikipedia


Detalhe do quadro A Virgem dos Rochedos, de Leonardo da Vinci,


O Anjo Uriel, versão que está no Museu do Louvre, c. 1483-86.


Wikipedia

sábado, 24 de outubro de 2009

Duas obras em diálogo!

Hoje li no Público que a partir de 2 de Novembro até 10 de Janeiro de 2010, estarão patentes no Centro Cultural de Belém, no Museu Colecção Berardo, duas pinturas sobre o mito de Édipo, uma de Ingres "Édipo e a Esfinge" outra de Bacon num diálogo entre o passado e o presente. Bacon trabalhou o mesmo tema mas centrou o seu olhar num herói ferido, ensaguentado, salientando o destino dramático de Édipo. A obra de Bacon foi comprada por José Berardo para a Colecção Berardo. Não mostro aqui as duas telas porque já foram colocadas pelo Luís.
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As duas pinturas já estiveram em exposição Museu Ingres, em Montauban, terra natal do pintor francês. Intitulada "Ingres e os Modernos", foi inaugurada a 03 de Julho, deste ano, e incluiu trabalhos de David Hockney, Dalí, Man Ray, Picasso e Robert Rauschenberg, entre outros inspirados pelo trabalho do artista.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O espelho 2 !

Conhecia poucas obras de Ingres e resolvi investir nesse conhecimento. Descobri que conhecia algumas das obras mas não as identificava com o pintor. Gosto deste quadro porque mais uma vez o espelho é ignorado pela personagem retratada.
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Jean-Auguste Dominique Ingres, Louise de Broglie, Countesse d'Haussonville, 1845
Óleos sobre tela, 131,76 x 92,08 cm, The Frick Collection, New York

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lá fora - 46 : Ingres como nunca o vimos...?

- Édipo e a Esfinge, de Ingres, emprestado pelo Louvre.
- Édipo e a Esfinge, de Francis Bacon, onde se vê que o atormentado Édipo apenas está preocupado com o seu pé ensaguentado e a Esfinge está mais interessada em nós.

- O magnata da imprensa, Louis François Bertin, retratado por Ingres, e em 2002 por Pol Bury...
Não sei muito bem porquê, mas os historiadores de arte saberão explicar, Jean Auguste Dominique Ingres, reputado pintor da sua época, além de músico, melómano e coleccionador ( deixou um espólio de 15.000 desenhos e gravuras cobrindo toda a História da Arte ) , foi e continua a ser um ódio de estimação entre os seus pares. Custa-me a crer que seja só pelo academismo formal da sua pintura, até porque houve bem muitos piores pintores com a mesma pecha, mas a verdade é que Ingres foi durante todo o séc.XX e ainda o é nos nossos dias uma "vítima"- foi vitimizado com mais respeito por Picasso, Dalí e Juan Gris, e com menos respeito pelas gerações posteriores...
Esta exposição do Museu Ingres mostra a presença de Ingres na arte dos séculos XX e XXI, com 4o telas do mestre e muitas outras obras, da pintura à fotografia, passando pela instalação e pelo vídeo, do brasileiro Vik Muniz à coreana Julie An, que ilustram bem como Ingres é o Dantas da pintura...
- Ingres et les modernes, Musée Ingres, Montauban, até 4 de Outubro.