«No dia em que se assinalam os 50 anos da aprovação da Constituição da República Portuguesa, o ANTT apresenta uma mostra documental, na qual é possível ver algumas fotografias das eleições para a Assembleia Constituinte, das sessões de trabalho e de alguns deputados da referida Assembleia Constituinte e, ainda, o primeiro e o último número do Diário da Assembleia Constituinte, documento que transcreve as reuniões plenárias dos trabalhos. São 132 diários pertencentes a este período histórico e no último número é possível ver a transcrição da leitura do decreto que aprova a Constituição da República.» A mostra pode ser vista até 15 de maio.
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quinta-feira, 2 de abril de 2026
terça-feira, 1 de outubro de 2019
Da vinheta
Dias de festa na República Popular da China, assinalando com pompa e circunstância as sete décadas do regime vigente. Há motivos para festejar, já que é inegável o progresso material alcançado pela nação mais populosa do planeta. Quem julgou que o capitalismo introduzido há quatro décadas iria levar consigo, ainda que lentamente, a democracia é que se enganou. O autoritarismo continua, aumentado com o actual ( e vitalício ?) presidente, e o centralismo não diminuiu.
Como alguém disse ontem, " podes enriquecer, não podes é discordar " ...
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Da vinheta
25-26 de Outubro de 1917 ( cal.juliano ) : Usando como distracção o 2º Congresso dos Sovietes, que decorre no Instituto Smolny, Lenine e Trotsky iniciam o seu golpe durante a noite, sendo ocupadas todas as estações de comboios, centrais telefónicas, pontes, bancos e o quartel general no Palácio dos Engenheiros.
O Governo Provisório, instalado no Palácio de Inverno de São Petersburgo, recusa render-se, pelo que o palácio é bombardeado pelos canhões do cruzador Aurora e da Fortaleza de Pedro e Paulo. Kerensky foge da cidade num carro emprestado pela Embaixada dos EUA. É assaltado o Palácio de Inverno, com o saque e destruição sobejamente conhecidas.
( Ivan Vladmirov, Assalto ao Palácio de Inverno, óleo sobre tela, 1917 )
Com data de 26 de Outubro, são emitidos os Decretos sobre a Paz e a Terra, o Governo Provisório é substituído pelo Comité Revolucionário Militar do Soviete de São Petersburgo, é criado o Sovnarkom - Conselho dos Comissários do Povo.
O novo poder vai ficar ainda mais seis meses em São Petersburgo, só se transferindo para o Kremlin de Moscovo em Abril de 1918. A guerra civil russa vai durar mais, até 1921 .
O Governo Provisório, instalado no Palácio de Inverno de São Petersburgo, recusa render-se, pelo que o palácio é bombardeado pelos canhões do cruzador Aurora e da Fortaleza de Pedro e Paulo. Kerensky foge da cidade num carro emprestado pela Embaixada dos EUA. É assaltado o Palácio de Inverno, com o saque e destruição sobejamente conhecidas.
( Ivan Vladmirov, Assalto ao Palácio de Inverno, óleo sobre tela, 1917 )
Com data de 26 de Outubro, são emitidos os Decretos sobre a Paz e a Terra, o Governo Provisório é substituído pelo Comité Revolucionário Militar do Soviete de São Petersburgo, é criado o Sovnarkom - Conselho dos Comissários do Povo.
O novo poder vai ficar ainda mais seis meses em São Petersburgo, só se transferindo para o Kremlin de Moscovo em Abril de 1918. A guerra civil russa vai durar mais, até 1921 .
sábado, 21 de outubro de 2017
Da vinheta
Continua o braço de ferro entre Madrid e Barcelona, e este fim de semana deverá ser agitado. Importante lembrar o compromisso histórico de há 40 anos : Após as longas e intensas negociações em Paris com Adolfo Suárez, Josep Tarradellas, presidente da Generalitat da Catalunha no exílio de 1954 a 1977, e da Generalitat provisória de 1977 a 1980, regressa a Barcelona no dia 23 de Outubro de 1977, proferindo um memorável discurso na varanda do Palácio da Generalitat.
Talvez seja necessário um novo compromisso histórico, não sei é se há gente do calibre desta de há quarenta anos ...
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Nova vinheta
Não podia deixar de assinalar o início da Era Espacial há seis décadas atrás, pois foi a 4 de Outubro de 1957 que a então União Soviética surpreendia o mundo, e especialmente os EUA, pondo em órbita o primeiro satélite artificial , o Sputnik 1 , cujos sinais de rádio seriam ouvidos por qualquer rádio amador em qualquer parte do mundo.
Não demorou muito, foi em Janeiro de 1958, até os EUA lançarem o seu ( o Explorer ), mas por essa altura já os soviéticos tinham a caminho o Sputnik 2 com vida a bordo ...
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Números
Já se falou nestas páginas dos 200 anos passados sobre a morte de Jane Austen, mas penso que ainda não da nova nota , de £ 10 , que assinala tal efeméride . Aqui está ela, e com uma citação que já levantou alguma celeuma ...
sábado, 25 de março de 2017
Números
60
anos hoje sobre a assinatura dos dois Tratados de Roma em 1957, pela Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Itália e Luxemburgo.
Assim nascia a CEE ( Comunidade Económica Europeia ) e a Euratom ( Comunidade Europeia da Energia Atómica ), antecessoras da actual União Europeia, de 28 estados ( ou 27 ... ) e destino incerto ...
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
sábado, 2 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
Última de Março
A última vinheta de Março evoca os 170 anos do Teatro Nacional D.Maria II que se cumprem em 2016, uma já longa vida do nosso " teatro do Estado " que tem cumprido os seus objectivos com uma programação que vai além dos espectáculos de sala e que merece ser melhor divulgada e participada . Aqui fica o endereço para melhor a conhecermos : www.teatro-dmaria.pt
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Poema para Galileo, António Gedeão
Justus Sustermans, Galileu, 1636,
Uffizi, Sala Rubens Colecção Fernando II de Médici (1678)
Poema para Galileo

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… Eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar – que disparate, Galileo!
– e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação –
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas – parece-me que estou a vê-las –,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.
António Gedeão, Linhas de Força. [Coimbra: s.n.], 1967, (Tip. da Atlântida Ed.), p. 28-32.
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… Eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar – que disparate, Galileo!
– e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação –
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas – parece-me que estou a vê-las –,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.
António Gedeão, Linhas de Força. [Coimbra: s.n.], 1967, (Tip. da Atlântida Ed.), p. 28-32.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
In memoriam Agatha Christie
Celebrando o 125.º aniversário do nascimento da " rainha do crime " foi criado um site onde se pode consultar, pela primeira vez, a correspondência mais interessante da muita recebida pela escritora durante a sua longa carreira :
www.125stories.com
www.125stories.com
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
30 anos
Passam hoje sobre o aparecimento das primeiras caixas multibanco em Portugal . Eram nove, só em Lisboa e Porto, e a primeira no então BNU do Rossio. Actualmente, são 13 000 e já não passamos sem elas ...
sábado, 25 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Há 25 anos
- 24 de Abril de 1990 : O telescópio espacial Hubble passa a orbitar a Terra, fotografando o espaço infinito :
- Nebulosa do Anel, 1998, a 2000 anos-luz da Terra .
- " Os Pilares da Criação ",1995, três colunas de poeira cósmica, na Nebulosa da Águia e a 7000 anos-luz do nosso planeta .
- A Galáxia Sombrero, a 28 milhões de anos-luz da Terra .
- Nebulosa do Anel, 1998, a 2000 anos-luz da Terra .
- " Os Pilares da Criação ",1995, três colunas de poeira cósmica, na Nebulosa da Águia e a 7000 anos-luz do nosso planeta .
- A Galáxia Sombrero, a 28 milhões de anos-luz da Terra .
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Da vinheta : 11 / 09 / 2001
Uma data fundadora, pelos piores motivos. Será difícil alguém não se lembrar onde estava neste dia . Escolhi mostrar a homenagem entretanto erigida em memória das vítimas, tanto as de Nova Iorque como as do Pentágono. É o World Trade Center Memorial, construído no local onde antes se erguiam as orgulhosas torres gémeas.
sábado, 9 de agosto de 2014
Quem se lembra ?
Há precisamente 40 anos, Richard Nixon despedia-se da Casa Branca e da presidência dos EUA . O primeiro presidente que renunciou, para não ser destituído por causa do caso Watergate. Ainda hoje, os sucessos diplomáticos ( China, Guerra do Vietname ) não conseguem fazer esquecer que a paranóia esteve no poder ...
segunda-feira, 28 de julho de 2014
28 / 07 / 1914 : Os primeiros tiros
Passam hoje precisamente 100 anos sobre o início da Grande Guerra : o Império Austro-Húngaro, depois de ver rejeitado pelos sérvios o ultimato punitivo da morte do Arquiduque Francisco Fernando, começa a disparar sobre o território sérvio e no início de Agosto invade o país. A política de alianças levará a guerra a toda a Europa, e para além dela .
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Da vinheta
Cumprindo o que me foi pedido, apresento a vinheta dos próximos dias. Uma homenagem a Marc Bloch. Vamos ver se quem a escolheu, o nosso J.P. , consegue interromper os seus labores e explicar-nos as razões desta escolha .
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
D.Carlos na Ajuda
O Palácio Nacional da Ajuda não ficou indiferente, e fez bem, aos 150 anos passados sobre o nascimento do Rei D.Carlos I e organizou uma série de iniciativas que começam hoje.
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