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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A manhã não está propícia


Ainda não é desta que o Bom Rei Encoberto entra pela barra. Feliz 456.º aniversário, nessa ilha de bruma.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sem polémica ?

- O tal livro de Bernardo da Gama Lobo Xavier, cuja capa apresenta um dos retratos que faz jus ao título.
- A bela Inês.

Estive agora a ver os comentários e os posts sobre D.Sebastião, e dá para perceber que a polémica continua viva. Sobre a personalidade e o reinado não me pronunciarei. É peditório para que já dei, e não vejo grande interesse em dar mais- apenas direi que a "verdade" há-de estar, se estiver, entre o "pedaço de asno" como o qualificava António Sérgio e a veneração de outros. Mas há uma perspectiva que me interessa: D.Sebastião como mito cultural, a par do nosso outro grande mito cultural - Inês de Castro. Duas figuras polémicas, uma divulgação internacional, incontáveis obras à sua volta, em todas as artes, até aos nossos dias. Não temos nada igual na nossa história cultural.
Se bem que talvez exista um terceiro mito cultural luso : a Saudade...

Origens do Sebastianismo


Existe um livro fabuloso, publicado em 1909, e escrito por um dos nossos bons historiadores: A. de Sousa Silva Costa Lobo.
Tem como título: Origens do Sebastianismo: História e Perfiguração Dramática, Lisboa, Tip. da Empreza da História de Portugal / Livraria Moderna, 1909, 154 [2 br]pp. A partir da página 97 tem um auto dramático com o título "Portugal Sebastianista".

A peça termina assim:
D. Fernando (toma a mão de D. Anna, e ambos se adiamtam para o proscenio.)
O' rei Dom Sebastião
Desgraçaste a tua gente,
Em vida, pela impulsão
De um espirito fervente.
E tu, joguete da sorte,
Rebelde a todo o avizo,
Agora, depois da morte,
Nos tens levado o juizo.
[...]