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terça-feira, 16 de maio de 2017
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
1554 - 20 de Janeiro - 2011
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Numa manhã de nevoeiro...
Quando acordei e olhei pela janela do meu quarto vi tal neblina a cobrir a Alameda que pensei que esta podia ser uma manhã propícia ao seu regresso.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Sem polémica ?
- O tal livro de Bernardo da Gama Lobo Xavier, cuja capa apresenta um dos retratos que faz jus ao título.
- A bela Inês.Estive agora a ver os comentários e os posts sobre D.Sebastião, e dá para perceber que a polémica continua viva. Sobre a personalidade e o reinado não me pronunciarei. É peditório para que já dei, e não vejo grande interesse em dar mais- apenas direi que a "verdade" há-de estar, se estiver, entre o "pedaço de asno" como o qualificava António Sérgio e a veneração de outros. Mas há uma perspectiva que me interessa: D.Sebastião como mito cultural, a par do nosso outro grande mito cultural - Inês de Castro. Duas figuras polémicas, uma divulgação internacional, incontáveis obras à sua volta, em todas as artes, até aos nossos dias. Não temos nada igual na nossa história cultural.
Se bem que talvez exista um terceiro mito cultural luso : a Saudade...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Ainda o Desejado
E, por mero acaso, deparei-me ontem com um texto onde se fala do Desejado, expressando-se a mesma reserva que imputo ao penúltimo rei de Aviz :
" 7. Eis-nos chegados ao problema de D.Sebastião, figura controversa e que abriu com a sua morte, em Alcácer-Quibir, a segunda crise nacional. A 400 anos de distância importa ver o homem e o monarca à luz da sua conduta histórica. Ora, a grande reserva que formulo contra D.Sebastião é que se lançou na «jornada de África» sem ter assegurado a sucessão ao trono e, com ela, a continuidade da Monarquia portuguesa. Mesmo que o poderio turco fosse uma forte ameaça para a Península Ibérica, não podia o Rei ter desencadeado a empresa de Marrocos, sabendo que o seu mais próximo herdeiro era um velho cardeal de 64 anos, que não poderia garantir a coroa a um descendente próprio.
Nós sabemos que D.Sebastião, meses antes da jornada de África, foi ao mosteiro de Guadalupe pedir o apoio de seu tio Filipe II; e que este lhe prometeu a mão da filha Isabel Clara Eugénia, quando ele voltasse de Marrocos. É célebre a boutade do Rei de Espanha: « Se ele voltar tenho um genro, se não voltar tenho um trono.» Obstinado no seu projecto guerreiro, D.Sebastião ali mesmo toma o título de Majestade, para marcar a sua grandeza régia. Mas a empresa de Marrocos veio a ser-lhe fatal, com as graves consequências que a derrota acarretou para Portugal. Foi D.Sebastião mal sucedido militarmente, ou mal aconselhado? A verdade é que ele deixou em Alcácer-Quibir as esperanças do reino. "
- Joaquim Veríssimo Serrão, A GÉNESE E O VALOR DA MONARQUIA EM PORTUGAL, separata do volume Estudos sobre a Monarquia- Conferências no Grémio Literário, Lisboa, 1984.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Uma lenda...!
Cristóvão de Morais, “O Rei D. Sebastião”, 1571,
Museu Nacional de Arte Antiga
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"Quinta-feira, 13 de SetembroAlcântara, Maranhão
Existe uma lenda sebastianista por estas terras. A 4 de Agosto de cada ano aparece um galeão todo iluminado nos Lençóis do Maranhão, um imenso deserto entremeado de lagoas de água doce; dele desce el-rei D. Sebastião que logo desaparece debaixo do areal onde reina numa cidade prodigiosa, rodeado de uma corte brilhante. Depois, na noite de S. João, disfarçado de touro negro, o rei deixa a sua corte subterrânea e corre pelas praias ao luar. Se alguém conseguir atingir a sua cabeça e dela fazer jorrar sangue, quebrar-se-á o encantamento e ficará vivo e presente el-rei D. Sebastião".
António Abreu Freire, Diário de Bordo na rota de Vieira, Pelos 400 anos do nascimento do padre António Vieira (1608-1697), Lisboa: Portugália, 2008, p. 210.
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