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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Olavo Bilac

Praça do Brasil, Setúbal.
Foto ago. 2020.

«A Pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos económicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo
Olavo Bilac

Parece que Pessoa teve um antecessor a pensar o mesmo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Museu do Trabalho Michel Giacometti

Há uns dias fui a Setúbal visitar este museu instalado numa antiga fábrica de sardinhas. Gostei bastante. Para conhecer a sua origem leia aqui.
Caixa registadora da Mercearia Liberdade.
Nesta foto ainda se veem as bancas onde o peixe era amanhado.
Desenhos para as latas de sardinhas.
Latas de sardinhas.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Praias e lugares da minha infância - 9

Gravura antiga de Setúbal

Mesmo no tempo invernoso, mas mais na Primavera e no Outono, um dos lugares onde o meu pai gostava de ir, aos domingos, em passeio, era Setúbal. Era, então, nos anos cinquenta do século passado, uma cidade mais pacata. Embora não ficasse a uma grande distância de Lisboa, os transportes públicos eram mais vagarosos, principalmente as camionetas, mas também o comboio e não havia autoestrada que permitisse, como hoje já acontece, viver ali e trabalhar na capital.

 
 Setúbal vista do mar
 

Era programa de dia inteiro. Chegava-se perto do almoço que era tomado num dos restaurantes da Av. Luísa Todi ou junto à doca. Depois passeava-se. Umas vezes junto à costa, até uma monstruosidade chamada Secil, um atentado ao ambiente e à paisagem. Outras vezes dentro da própria cidade, vendo lugares antigos e visitando, por exemplo, a Igreja do Convento de Jesus. Também se ia, não me recordo como, mas creio que quando na companhia da minha tia Ema, irmã mais velha da minha mãe e do meu primo Rogério que tinha carro, até ao Forte de S. Filipe onde se lanchava e se gozada a maravilhosa vista sobre a baía, a cidade e do outro lado Troia. Com eles também me lembro de ter ido, a partir de Setúbal e no regresso a Lisboa, à serra da Arrábida, a "serra mãe" de Sebastião da Gama.

Forte de S. Filipe

Num desses passeios aprendi muito mais sobre Bocage, cuja estátua inaugurada em 1871 vi na praça com o seu nome, do que as anedotas inocentes que dele sabia ("o pum que esta senhora deu, não foi ela, fui eu") e Luísa Todi, por curiosidade em saber quem dera nome à rua onde passava em cada visita e ao seu busto, num monumento com pautas musicais.


Outro passeio que fazíamos a partir de Setúbal, de ferry boat, para grande gáudio meu e da minha irmã, era Troia, onde passeávamos à beira mar, lanchávamos e onde visitámos as ruinas romanas, cujos    trabalhos conheciam então novo ímpeto.

Não resisto a contar um pequeno episódio, passado uns anos depois, com um amigo de infância que teria então os seus 13 ou 14 anos e é hoje um conceituado heraldista que, interessado por tudo o que era História e cultura em geral, resolveu ser arqueólogo por conta própria em Troia. Um dia, não sei porque artes, conseguiu subtrair e trazer para casa, muito muito perto da minha, uma ânfora romana. Vinha ufano. E tão ufano, que ao entrar em casa tropeçou no capacho e fez em cacos o achado arqueológico. Tentámos, eu e ele, restaurar a ânfora. Tarefa impossível.

 Ruínas romanas de Troia
 
E aqui termino as minhas lembranças das praias e lugares por onde passei  quando era menino e moço. Haveria por certo outros: ou sem recordações especiais ou apenas lugares episódicos.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Leituras no Metro - 122

Lisboa: Planeta, 2012
€18,00

Estou a ler este primeiro romance de Alice Brito e estou a gostar. Passa-se em Setúbal entre os anos 10 e 70 do século passado. 
Apenas um reparo: 'não havia necessidade' de tanto palavrão, embora a autora, através de Laura, o refira também: ««Há demasiado fascismo e palavrões nesta tua prosa.» Fascismo não digo porque era a época, mas palavrões... E eu não sou nenhuma santa neste campo, mas não acho que eles ajudem à narrativa. Exemplos: «a fotografia [...] dos dois regimes, o Estado Novo e o franquismo [...] sempre na expectativa de se foderem um ao outro» (p. 14); «e o raio que os parta a todos, fascistas de merda» (p. 19); e «que se fodesse a República e a monarquia» (p. 23).
A revisão também não primou pelo rigor, deixando escapar uma vírgula ou um plural mal colocados.

Sabem o que eram (são?) «bifes de cafeteira»? Eu não. Aqui vai. «Continuavam os pobres, e eram muitos, a comer bifes de cafeteira, ou seja, fatias de pão barradas de banha e café a acompanhar café de mistura com cevada, às vezes como única refeição durante um dia inteirinho.» (p. 19)

Acho que este livro ainda voltará a esta secção. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bom dia !



Marie Myriam, que era para ter ouvido ao vivo no passado sábado, no 3º Eurovision Live Concert que este ano se realizou em Setúbal. A vencedora do Festival da Eurovisão de 1977 era a grande atracção.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pedro Namora, Setúbal e o PPM


Se a candidatura de Pedro Namora à Câmara de Setúbal pelo PPM tivesse sido divulgada no dia 1 de Abril, ninguém teria acreditado. Mas é verdade: o antigo casapiano que se tornou famoso pelo processo Casa Pia e que nunca escondeu ser militante comunista, irá tentar conquistar Setúbal contra o seu partido de toda a vida, o PCP.
Dizendo-se revoltado contra o apoio dado pelos comunistas à recandidatura da actual presidente setubalense Maria das Dores Meira, Namora entregou há dias o cartão de militante do PCP, e assumiu no seu blogue a candidatura nas listas do PPM.
Ainda eu costumo dizer que a política portuguesa é muito cinzenta...