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domingo, 29 de maio de 2016

Parabéns, Justa!

Cinco marcadores dos Painéis de São Vicente. A coleção podia ter seis marcadores, um por cada painel...

Nuno Gonçalves - Painéis de São Vicente, 1470-1480


Para Justa, no dia do seu aniversário.
Um dia feliz!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ainda ( e sempre? ) o Políptico das Janelas Verdes-2

Manoel de Oliveira, que faz hoje 102 anos, apresentou ontem em Portugal pela primeira vez a sua curta-metragem, Painéis de São Vicente de Fora-Visão Poética, encomendada em 2009 pela Fundação de Serralves para comemorar o seu 20º aniversário.
Estou com vontade de ver estes 16 minutos à volta da mais célebre pintura portuguesa. Aqui fica um "cheirinho":

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ainda ( e sempre? ) o Políptico das Janelas Verdes

Este post chega atrasado, pois que se refere à Visão da semana passada. Cortei então o pedaço de texto que me interessava, mas o mesmo ficou esquecido dentro do "caderno do blogue".
É um pedaço de texto da pena da jornalista Cláudia Almeida, que ao escrever sobre a exposição Primitivos Portugueses termina o seu artigo assim:

Investigações mais recentes indicam que a obra não representa São Vicente mas o funeral simbólico de Dom Henrique, o Infante Santo.

Bem sei que infantes há muitos, que já não há revisores de texto em lado nenhum, e que os jornalistas não são historiadores. Mas ainda assim, fica mal à Visão, que tenho como a melhor revista generalista portuguesa e de que sou assinante há uma década, trocar o Fernando pelo Henrique. Imagino que muitas boas almas achem que não tem importância nenhuma,que foi um lapso menor, mas como costuma dizer um querido amigo que também escreve nestas páginas, é não verificando as fontes (ou a nossa memória, acrescento eu ) que o erro se perpetua.
E escrever numa revista não é o mesmo que publicar umas coisas num blogue, sem desprimor para os blogues obviamente.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Primitivos portugueses (1450-1550): O século de Nuno Gonçalves

José Alberto Seabra Carvalho comissaria esta exposição que tem dois pólos: um que inaugura a 11 Nov. no MNAA; outro, no Museu de Évora, a 18 Nov., ficando ambos patentes até 27 Fev. 2011.
«Reunindo e colocando em confronto mais de 160 pinturas dos séculos XV e XVI, reconstituindo alguns dos mais belos retábulos portugueses desse período, esta exposição ensaia um panorama crítico, actualizado e de grande dimensão, acerca dos chamados Primitivos Portugueses e visa demonstrar como o estudo técnico e material desse património contribui decisivamente para renovar e aprofundar o seu conhecimento. Assinalando o centenário da primeira apresentação ao público, em 1910, dos Painéis de S. Vicente, que desde então passaram a constituir, nacional e internacionalmente, a obra “fundadora” e mais célebre da arte da pintura em Portugal, a exposição procura também documentar e questionar as noções de “originalidade artística” e de “identidade nacional” tradicionalmente associadas ao brilhante ciclo criativo dos Primitivos Portugueses, iniciado por Nuno Gonçalves e depois prosseguido e consolidado pelos nossos pintores da primeira metade do século XVI.
«Contando com a colaboração de muitas colecções públicas e privadas, a selecção de peças privilegiou quer os painéis retabulares mais importantes, quer as pinturas menos conhecidas, algumas oportunamente restauradas para esta ocasião. Do estrangeiro, comparecem importantes obras de museus de Itália, França, Bélgica e Polónia.
«A estrutura da exposição tem uma dominante de ordenação cronológica mas combina essa sequência de base com um agrupamento das obras em função dos confrontos comparativos (estilísticos, iconográficos, etc.) que importa suscitar.
«O percurso integra uma vasta quantidade de materiais gráficos, incluindo uma zona exclusivamente dedicada ao conhecimento, exposição e polémicas relacionadas com os Primitivos Portugueses desde 1910. Inclui também uma vasta documentação laboratorial associada à investigação do processo criativo das pinturas mais relevantes.
«O núcleo expositivo no Museu de Évora é especialmente dedicado aos pintores luso-flamengos e às oficinas activas na cidade nas primeiras décadas do século XVI.» (do site do MNAA)
Mais uma razão para ir a Évora.


Retrato do homem do copo de vinho, ca 1460
Paris, Museu do Louvre

«A repercussão internacional da redescoberta dos Painéis de S. Vicente, em torno de 1910, levou a crítica francesa a atribuir a Nuno Gonçalves um misterioso retrato então recém-adquirido pelo Museu do Louvre. Encarada como singularíssima imagem de um qualquer "funcionário municipal e vinhateiro" afogando eventuais tristezas da vida num bom copo de vinho, a obra passaria assim a ter uma possível paternidade portuguesa. Se nem toda a gente viria a concordar depois com a atribuição, jamais foi possível fazer o confronto directo entre o retrato e os Painéis. Esta exposição permite finalmente fazê-lo. Será que foi Nuno Gonçalves a pintar este retrato desconhecido com chapéu à moda borgonhesa do século XV? O queijo que ele também saboreia será, afinal, português?» (JL, Lisboa, 3 Nov. 2010, p. 10)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

IN MEMORIAM PAULO GUILHERME

But he, first with a start and then with a wink, said " There's another star gone out, I think."
- Lord Byron
Um português que eu admirava, homem dos 7 ofícios, morreu no passado sábado.Tinha 78 anos e chamava-se Paulo Guilherme d' Eça Leal. Um homem que foi muitos: escritor, poeta, ilustrador (deu beleza a muitos livros que temos nas nossas estantes), pintor e decorador. Além de ser um excelente conversador. E dedicou também algum tempo da sua vida ao maior enigma artístico português como se pode ver no livro que está no topo. RIP

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Aquisições recentes - 12

Comprei esta tarde o mais recente romance do David Soares, O Evangelho do Enforcado, que, como resulta desde logo da capa, tem como intriga central os Painéis de São Vicente.
Passo a transcrever um excerto do texto da contracapa:
(...) Entretecendo História e fantasia, O Evangelho do Enforcado, é um romance fantástico sobre a mais enigmática obra de arte portuguesa: os Painéis de São Vicente. É, também, um retrato pungente da cobiça pelo poder e da vida em Lisboa no final da Idade Média. (...)
É uma edição da Saída de Emergência.

domingo, 25 de outubro de 2009

S. Crispim e S.Crispiniano

- Aert van den Bossche, O Martírio de S.Crispim e de S.Crispiniano, óleo sobre tela, 1494, Palácio-Museu de Wilanów, Varsóvia, Polónia.


25 de Outubro é o dia reservado na Igreja Católica Romana, nas igrejas ortodoxas e na Igreja de Inglaterra aos santos gémeos Crispim e Crispiniano, padroeiros dos sapateiros e dos tanoeiros e mais recentemente da comunidade leather em geral ( motards e afins ). A ligação dos irmãos, que nasceram no séc.III no seio de uma família importante de Roma, aos sapatos advém do facto de ter sido esse o ofício a que se dedicaram para subsistirem na Gália para onde fugiram evitando as perseguições então exercidas em Roma. Fuga que não lhes serviu de muito pois acabaram torturados e decapitados em Soissons.
No que respeita ao nosso país, a devoção que em tempos lhes foi votada especialmente na capital levou a que pelo menos um estudioso do Políptico das Janelas Verdes visse neles os "santos" retratados nas famosas tábuas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quando os painéis não eram 6 mas apenas 4.

Não é novidade para a maioria, mas poucos viram as fotos anteriores ao restauro. Aqui fica a primeira documentação fotográfica sobre os "painéis de S. Vicente de Fora - assim chamados por terem sido encontrados no mosteiro com esse nome" (A. H. de Olivieira Marques, Nova História de Portugal, vol. IV, Lisboa, 1987, Presença, p. 451).
Qualquer dia fazemos um jantar debate só sobre os painéis: Vamos fazer inscrições?