Prosimetron

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quinta-feira, 2 de março de 2017

Cadernetas de cromos

Cadernetas de cromos: 100 anos do cromo colecionável em Portugal é o título de uma exposição que se encontra na Biblioteca Nacional de Portugal, até 29 de abril próximo. Qualquer um de nós aí encontra alguma coleção que fez.
Antiga máquina de fazer caramelos. 

Da folha de sala, transcreve-se o texto do colecionador João Manuel Mimoso:
«Durante as primeiras décadas do século XIX só eram conhecidos processos de impressão de imagens a uma cor (geralmente negro) e as ilustrações coloridas que se encontram em livros dessa época eram aguareladas individualmente por pintores especializados. Mas em 1837 Engelmann registou um processo planigráfico que permitia a impressão a cores, a que chamou cromolitografia. Alguns anos mais tarde começaram a vulgarizar-se pequenas estampas produzidas por este processo a que se chamava cromos. A sua atratividade era tal que em breve os industriais e comerciantes começaram a associar cromolitografias aos seus produtos, quer como decoração da embalagem, quer como oferta aos compradores.
«Portugal sempre foi um país ávido de novidades, com tendência para vogas imoderadas, e os cromos não foram exceção. A mania dos cromos correu o País em vagas distintas e sob diversas formas a partir da década de 1870: os cromos oferecidos pelos estabelecimentos comerciais; os cromos das caixas de fósforos e do tabaco; os postais ilustrados; os cromos dos chocolates, rebuçados e caramelos; e finalmente os cromos vendidos em envelopes-surpresa.
«As melhores cadernetas de cromos constituem autênticos livros cujas ilustrações, por vezes notáveis, se sobrepõem aos textos formando monografias temáticas, mostras de carácter enciclopédico, histórias de banda desenhada ou simples registos de desportistas ativos num determinado contexto. Mas só se tornam livros depois de completadas e, talvez por isso, são lamentavelmente escassas nos espólios das bibliotecas públicas.
«A exposição apresentada pela Biblioteca Nacional com o apoio do Clube Português da Banda Desenhada representa, assim, um evento digno de nota, quer por oferecer pela primeira vez no contexto cultural de uma grande biblioteca um meio tantas vezes secundarizado, quer por ter conseguido reunir um espólio notável abrangendo um século a partir da década de 1870. Será constituída por três núcleos principais: uma introdução que conduz o visitante através das primeiras cinco décadas do período; uma parte dedicada aos cromos oferecidos na compra de guloseimas, cobrindo cerca de quatro décadas; e um grupo respeitante aos cromos enquanto produtos vendáveis, apresentando exemplos desde a sua origem até 1974.
«A mostra é dedicada ao cromo em Portugal mas, além das coleções nacionais expostas, inclui também algumas edições estrangeiras com elas relacionadas, ilustrações originais; uma máquina de fabricar rebuçados; latas de caramelos; brindes das coleções... reminiscências com história de um quotidiano nacional cuja memória merece ser conservada.»

Mala (de vendedor?) forrada com cartazes e rótulos da Fábrica Universal.  
Envelopes-surpresa. 

Hoje, ao final da tarde, há um encontro em que se vai falar de cromos-surpresa, os que compramos dentro de um envelope:

Bom dia !





Começar com o dia com Marie Modiano, cantora, escritora e filha de escritor .

quarta-feira, 1 de março de 2017

Boa noite!

Marcadores de livros - 636

Marcadores da mediateca de Haguenau.


Aqueduto dos Pegões

Há uns dias fui a Tomar e vi o Aqueduto dos Pegões. Não me lembrava de o ter visto. É uma beleza!
O Aqueduto dos Pegões foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar, e tem cerca 6 km. A sua construção foi iniciada em 1593, com projeto de Filipe Terzio.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Boa noite!

Para nos despedirmos, este mês, de José Afonso.

Bom Carnaval!



Bom Carnaval com este bolo de chocolate do Café Casino!


Marcadores de livros - 635

Este marcador vem com uns dias de atraso. Estava guardado para dia 24 de fevereiro: nos 180 anos de Rosalía de Castro, poetisa que muito aprecio.

Obrigada, Justa!


Para Justa e Luisa.

Bom dia !





Em inglês, mas portuguesa e a fazer uma carreira internacional.

Grande Guerra - 33


Henri Barbusse tem 41 anos quando se alista, em agosto de 1914, no dia seguinte à declaração de guerra. Este escritor viu-se bruscamente atirado para os horrores da Grande Guerra. A partir desta experiência, escreveu Le Feu, um romance que conheceu um enorme sucesso, tendo recebido o prémio Goncourt em 1916. Fundador da Association républicaine des anciens combattants, Henri Barbusse não parou desde então até final da sua vida, em 1935, de combater a guerra e a ascensão de um novo perigo: o fascismo. Os Archives départementales de la Seine-Saint-Denis, depositários du fundo Henri Barbusse, consagram uma exposição a esta grande figura política e literária do século XX. Através de documentação vária, descobre-se o itinerário de Henri Barbusse. A exposição pode ser visitada até 3 de março.

Barbusse nas trincheiras, 1915-1916.
Página manuscrita de Barbusse, 1916.

Marcadores de livros - 634

Estes marcadores são do romance Julia Bride, de Henry James, escritor que me é muito querido. Não conheço este livro, publicado em 1909, que me parece não estar traduzido em português.
O postal já o havia postado na caixa do correio, no ano passado. Entretanto, recebi os marcadores da editora dÉpoca - sempre lindos.

Obrigada, Luisa!

Parabéns, HMJ!

Uma recordação (virtual) de Dusseldórfia:

Um dia feliz!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Boa noite!


Fauve - Carnaval




Fauve é uma artista contemporânea (francesa). Vi vários quadros seus à venda em Paris.

Aqui ficam dois apontamentos relacionados com o período.
Bom dia de Carnaval.

Onde me apetecia estar - 127



Na bela cidade hanseática de Hamburgo, a segunda maior da Alemanha, e estaria bem acompanhado pelo prosimetronista que por lá anda estes dias . Quem será ? :)

Um quadro por dia - 339


Bal Masqué do belga Charles Hermans ( 1839-1924 ) , no dia deles .

Humor pela manhã

A cada um o seu veículo ... :)

Lá fora -297





É no Gemeentemuseum na Haia que está patente esta Piet Mondrian e Bart van der Leck , a invenção de uma nova arte , marcando o início das celebrações do centenário da corrente De Stijl, nascida nos Países Baixos .

Bom dia !





Do álbum homónimo, o primeiro em seis anos .

Leituras no Metro - 271

Mem Martins: Europa-América, 2003

O Prisioneiro de Zenda (1894), de Anthony Hope, é um romance de aventuras em que o Rei de Ruritânia é drogado na véspera de sua coroação, não podendo por isso participar na cerimónia. Mas se esta não se realizar, ele perderá a coroa. Assim, os seus simpatizantes persuadem um turista inglês, parecido com o monarca, a substituí-lo na cerimónia...
Este romance de aventuras foi várias vezes adaptado ao cinema.





«Hay novelas que contienen un doble misterio. Uno de esos misterios es el de la historia que su autor cuenta en ellas: un peculiar atractivo que, gracias al talento y al oficio de quien las escribe, puede mantener a un lector - incluso a millones de lectores - atrapado entre sus páginas, viviendo las peripecias que allí se narran, olvidado por completo del mundo real. Aunque hay un segundo misterio más sutil cuyo secreto nadie ha podido desentrañar aún, pero que es causa del torrente de luz que deslumbra la historia misma, la in­dependiza de su tiempo, de sus lectores e incluso del propio escritor, y pasa a convertirla en algo especial. A integrarla en el muy selecto club de los libros que nunca envejecen.» escreve Arturo Pérez-Reverte no prefácio a uma nova edição espanhola deste livro, prólogo que pode ser lido aqui:
http://www.zendalibros.com/prologo-prisionero-zenda/

Marcadores de livros - 633

Não sei qual é a frente e o reverso deste marcador.