Prosimetron

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Leituras no Metro - 18


«the rare occurrence of the expected...»
William Carlos Williams (1883-1973)

Por causa da crónica de Fernanda Câncio no Notícias Magazine, de domingo passado, tendo andado a reler umas páginas da Pastoral americana, de Philip Roth. Este verso de W.C.W. é umas das epígrafes do livro.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Boa noite!

Dia Internacional da Juventude



Menino do Rio
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso

Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração, de eterno flerte
Adoro ver-te...

Menino vadio
Tensão flutuante do Rio
Eu canto prá Deus
Proteger-te...

O Hawaí, seja aqui
Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo
Eu desejo o teu desejo...

Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Toma esta canção
Como um beijo...

Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração, de eterno flerte
Adoro ver-te...

Amor é cego e vê...

Foi tema do jantar e pós jantar... aqui fica a canção do filme "O Bocage", cantada por Tomás Alcaide:

"O Amor é Cego e Vê"

No homem ou na mulher
Amor é uma cegueira
Mas só não vê quem não quer
E vê sempre a quem o queira.
Amor é cego e vê, não sei porquê,
Amor é cego e vê, não sei porquê.
Deus lhe deu esta graça
Este poder fatal
De ver dentro de nós o que se passa
Como se o peito fosse de cristal.
Se o Amor nos olha, logo a gente
Preso na alma o sente
E escuta a sua voz.
Mas o que enfim se não entende:
Aquele a quem se prende
É quem nos prende a nós
Amor é viver não sei porquê
Amor é viver não sei porquê
Por mais que feche os olhos pra não ver
Acabas sempre por me aparecer
Se o Amor nos olha, logo a gente
Preso na alma o sente
E escuta a sua voz.
Mas o que enfim se não entende:
Aquele a quem se prende
É quem nos prende a nós
Nos prende a nós

1978 : The Commodores

A 12 de Agosto de 1978 os The Commodores começavam um reinado de duas semanas na tabela de singles dos EUA e depois no Reino Unido e outros países europeus com esta Three Times A Lady, escrita por Lionel Richie.

Um quadro por dia - 78


Jean Béraud, Um dia ventoso na Pont des Arts, óleo sobre tela, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque.


A estação do ano que vivemos não coincide com a desta tela do grande mestre da Belle Époque, mas o incómodo do vento sim. Onde me encontro, pelo menos. Em contrapartida, os kitesurfers voltaram em força...

Tarde de Verão

Volto hoje a Peder Severin Krøyer (1851-1909), nascido em Stavanger (Noruega) e que viveu em Skagen (Dinamarca), onde se reunia uma comunidade de pintores.
Há-de aqui voltar na série de auto-retratos.


Final de tarde de Verão próximo de Skagen, 1892.
A mulher do artista com um cão na praia.


Mulher de branco na praia, 1893.


Final de tarde na praia de Skagen, ca 1893


Passeio à tarde na praia de Skagen, 1893.
Anna Ancher e Marie Krøyer.


Pormenor do quadro anterior.

Arte da praia


Praias com lixo também podem inspirar os artistas como no caso de Stuart Haygarth. Famoso pelos seus lustres (mais adiante trarei aqui alguns exemplares verdadeiramente espectaculares), este designer concebeu o Tide Chandelier a partir de objectos de plástico que encontrou numa praia inglesa.

Pagamento original

Na Visão de hoje pode ler-se uma notícia curiosa: a Coreia do Norte quer pagar parte da sua dívida à República Checa com ginseng, a famosa planta que pode melhorar desde a líbido à memória. Bem pensado, porque embora aquela planta medicinal tenha origem na China é principalmente cultivada na Coreia. Também podíamos pensar em algo do género para amortizar parte da nossa dívida externa. Talvez cortiça, tendo em conta o enorme êxito que teve na Expo Xangai...

Praias de Portugal - 1.b)




«E a luz? E o prodígio da luz?... A gente está tão afeita à luz que não repara nela e trata como coisa conhecida e velha este azul que nos envolve e penetra e que desaba em torrentes sobre as águas verdes desmaiadas e sobre as terras amarelas e vermelhas até ao Cabo Espichel... Mas fecho os olhos - abro os olhos... Imensa vida azul - jorros sobre jorros magnéticos. Todo o azul estremece e vem até mim em constante vibração.»
Raúl Brandão
In: Os pescadores. Lisboa: Ulisseia, 1988, p. 146
Reparei hoje que o trecho que coloquei ontem retirado do Guia de Portugal é da autoria de Raul Brandão e encontra-se em Os pescadores, datado de Janeiro 1923.

Uma bela península


Um terço do PROSIMETRON andou a veranear ontem em Tróia. Não a de Schliemann, mas a do Belmiro de Azevedo, e vale a pena. Um verdadeiro óasis. Pena as casitas serem tão baratas...

Há números e números...

«Algunos escritores aumentan el número de lectores; otros sólo aumentan el número de libros.»
Jacinto Benavente 

«Vendo 2 apartamentos na planta»

Ei-los:

Chegou por e-mail. Se alguém estiver interessado, posso dar o contacto. :)
Para c.a.

O mal...

 
Desenho de Suárez del Árbol , 1944 

«El mal que hacemos es siempre más triste que el mal que nos hacen.»
Jacinto Benavente

Jacinto Benavente nasceu há 144 anos.

Estreia hoje...


... e espero ir vê-lo em breve.

Feiticeiro de OZ

Hoje o Google faz uma homenagem evocativa da passagem do 71.º aniversário do filme. Aqui fica para mais tarde recordar...

Janelas que valem a pena...

Tenho um gosto especial por janelas talvez porque através delas podemos ver o mundo: o nosso e o dos outros.
No Verão sabe bem ver o sol imenso que bate na vidraça... e sonhar que ela nos leva a outras paragens. Por isso, quando visito um país uma das recordações que trago são as janelas.
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Avenida Andrássy, Budapeste, Hungria.
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Avenida Andrássy, Budapeste, Hungria


A caminho da Basílica de Santo Estevão, Budapeste, Hungria


Avenida Andrássy, Budapeste, Hungria
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Rua Dohány, em frente à Grande Sinagoga, Budapeste, Hungria




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(...)
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes
encontro nuvens espessas. Avisto
crianças que vão para a escola. Pardais
que pulam pelo muro. Gatos que abrem
e fecham os olhos, sonhando com
pardais.
(...)

Alguns versos do poema A Arte de Ser Feliz de Cecília Meireles (retirado da net).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Boa noite!


Zélia Duncan -«Capitú», de Luiz Tatit. Do cd Eu me transformo em outras, que veio do outro lado do Atlântico.

Metropolitano de Lisboa - 2

Hoje trago duas entradas e saídas dos acessos às gares avariadas: a de Entrecampos há uns dias; a do Rato há vários dias. Até quando?
Entrecampos. Rato.
Entretanto, 2.ª feira à noite, constatei com surpresa que a escada rolante da Estação de Telheiras avariada (segundo dizia uma outra utente que olhava estupefacta para a escada a funcionar: «Estava avariada há cinco meses!») se encontra a funcionar. Alguém tem passado pela do Chiado?

Nuno Mendes conquista Londres


O conceito de cozinha criativa, atrevida e visionária do famoso restaurante espanhol El Bulli chegou a Londres pela mão de Nuno Mendes, o chef português que foi discípulo do mestre Adrià. Em Abril, a capital britânica acolheu o restaurante Viajante que está a revolucionar o panorama gastronómico da cidade. É no antigo bairro de Bethnal Green (a este de Londres), num edifício neoclássico de 1910, onde funciona o hotel Town Hall, que Nuno Mendes oferece aos seus clientes uma fusão muito personalizada em matéria de gastronomia de tudo o que aprendeu durante as suas viagens em companhia dos grandes cozinheiros. Experiências que resultaram numa proposta culinária que o autor define como "iberoasiática".

Kate Moss na marmelada


Depois de uma longa carreira de sucesso nas passerelles de todo o mundo, a famosa modelo britânica, Kate Moss, vai dedicar-se à venda de marmelada caseira, criada por si.
Em tempo de férias e à falta de melhor qualquer tema é digno de interesse jornalístico para preencher páginas. É o caso desta notícia com que o DN nos brinda hoje.
Mas como tudo tem o seu lado positivo, esta não vai ser uma marmelada qualquer; terá a assinatura de uma famosa modelo que ainda por cima recebeu em 2009 a honra de dama da Ordem do Império Britânico. O doce até podia chamar-se Dame.

Praias de Portugal* - 1.a)










Postais dos anos de 1950, de António Passaporte.


«A Costa da Caparica é um vasto areal batido das ondas (4,5 km), só areia e mar, barcos como crescentes encalhados e alguns pescadores remendando as redes. Nem um penedo. Areia e céu. [...]
«Haverá ao todo umas 30 casas de aluguer. [...]
«É de aqui que vem grande parte da sardinha consumida em Lisboa, o que explica o famoso pregão das peixeiras: Vivinha da Costa! [...]»
Era assim em 1924, segundo o Guia de Portugal (Lisboa: Biblioteca Nacional de Lisboa, p. 616).

Reparei hoje (12 Ago.) que o trecho acima é da autoria de Raul Brandão e encontra-se em Os pescadores, datado de Janeiro 1923.

* Título roubado a um livro de Ramalho Ortigão.

Banhistas - 1


De William Haskell Coffin (1878-1941)

A religiosidade em Budapeste! 1

Nos finais do século XVIII, D. José II da Áustria ordenou que todas as religiões tivessem os mesmos direitos, estava assim, salvaguardada a liberdade de culto.
Os judeus tiveram a possibilidade de se estabelecer em Peste. Em 1826 inauguraram a primeira sinagoga mas cedo descobriram que precisavam de uma que comportasse o crescimento populacional do grupo. O projecto foi entregue ao arquitecto Ludwig Föster e foi inaugurada em 1859. Construída na rua Dohány é a maior sinagoga da Europa.
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Uma das torres da Sinagoga Dohány ou Grande Sinagoga; mede 43, 61 metros, Budapeste, Hungria.
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O estilo insere-se no "romântico-oriental" e é parecido com o estilo mourisco. Na fachada principal possui duas torres altas, elementos muito raros nas sinagogas, a sua simbologia está ligada às torres da igreja de Salomão. Sobre a parte central da fachada no frontão triangular estão situadas as tábuas de Moisés. A inscrição hebraica que se encontra na entrada principal é uma citação do segundo livro de Moisés:

"Fazei-me um santuário para que viva entre vós".

Fachada principal da sinagoga Dohány ou Grande Sinagoga como também é conhecida, Budapeste, Hungria
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O interior do edifício foi desenhado por Federico Feszl, a nave central tem 26 metros de altura e 12 de largura.
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Abóbada é decorada com motivos bizantinos roxos e azuis. A cúpula foi o que mais me impressionou. Nos dias de festa é iluminada com 1600 lâmpadas.
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Em 1945, o Jardim da sinagoga converteu-se no cemitério dos judeus mortos durante a II Guerra Mundial. A maioria dos cadáveres não se puderam identificar. O silêncio deste jardim que se vê de umas arcadas é tranquilo mas ao mesmo tempo terrível. A hera cobre os túmulos e as árvores embelezam-nos.
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O parque comemorativo por detrás da Sinagoga tem o nome de Raoul Wallenberg, diplomata sueco que durante a ocupação alemã salvou cerca de 35 000 judeus húngaros. Aqui encontramos uma das mais belas esculturas em memória do holocausto. Um salgueiro- chorão de aço e prata do escultor Imre Varga que simboliza um menorah invertido. Nas 4000 folhas estão inscritos os nomes dos judeus húngaros que padeceram e morreram. Foi subsidiada em parte pelo actor Toni Curtis de origem judaico-húngaro. Junto à escultura está a seguinte inscrição:
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Existe maior dor que a minha?


Memorial do Holocausto, escultura de Imre Vargas, Grande Sinagoga, Budapeste, Hungria.
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Durante a II Guerra Mundial caíram 27 bombas na sinagoga; foi reconstruída e hoje, é um notável edifício.
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Notas retiradas do catálogo da Sinagoga Dohány.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Boa noite!


Mais um Dueto.

Fim de tarde


Joaquín Sorolla y Bastida - Instantâneo, Biarritz, 1906


Joaquín Sorolla y Bastida - Paseo a Orillas del Mar, 1909
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SOLIDÃO

Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!
Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.
És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente...
Que plenitude de solidão, mar solitário!
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Juan Ramón Jimenez
In: Antologia poética / trad. José Bento. Lisboa: Relógio d'Água, 1992, p. 82