Prosimetron

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Boa noite!

Angel Deradoorian para mim foi ma descoberta recente. Parece que ela já tinha 'andado' pelos U2 e outros grupos.

Frases


Não foi fácil para mim . Tive de começar em Brooklyn, o meu pai deu-me um pequeno empréstimo de um milhão de dólares .

- O inefável Donald Trump ...

Citações



A fase de linchamento público de José Sócrates, de que ele se dizia vítima e os seus advogados e amigos corroboravam, acabou no sábado, depois da conferência em Vila Velha de Ródão. Naquele dia, começou a fase de lavagem pública da imagem do antigo primeiro-ministro.
Apenas registo a mudança e faço-o sem qualquer intuito recriminatório. Sócrates tem todo o direito de se defender na praça pública, depois de tanto se ter insurgido por ter sido condenado em tribunais populares. ( Escusava, porém, de tentar associar os sistemas judiciais angolano e português, ele que é largamente responsável pelo que se passa em Portugal em matéria de justiça. )
A reflexão que esta nova situação suscita tem a ver com o insuportável segredo em que as nossas autoridades se escondem e na hipocrisia dos muitos envolvidos em processos mediáticos, que se apressam a condenar as revelações quando as não controlam. Afinal, como Sócrates mostrou, para eles o mal não está em falar dos processos, está em que sejam outros a falar . (...)

- João Garcia , na Visão desta semana .

Aquisições recentes


Comprados ontem estes dois ensaios históricos , o primeiro sobre o que era ser " Rei de França " ( toda a simbólica, cerimonial, etc ) e o segundo sobre a idade média africana, algo pouco estudado mas mais interessante do que se pensa .
O melhor é não entrar mesmo em livrarias ... :)

Humor pela manhã


O jornalismo que temos, a falta de revisores, e se calhar apenas a ignorância à solta ...

Bom dia !





Uma interessante voz libanesa .

Pacotes de açúcar - 113

Agora que a Liga Mundial de Surf está a acontecer em Peniche, com bons resultados para dois portugueses.

Lisboa é branca ou melancólica? - pergunta Pierre Pratt‏


Leituras no Metro - 229

Lisboa: Quetzal, 2014

«Uma noite jantava Salazar em casa do general Carmona, então Presidente da República, e à mesa reinava um silêncio profundo. Um dos netos do general, ainda criança, voltando-se para Salazar quis saber:
- Senhor presidente, o que é o Governo?
Não tendo recebido resposta, na sua inocência fez mais uma pergunta: - E o que é a ditadura?
Salazar retorquiu irritado: - O menino faça como o seu avozinho, coma e cale-se.» (p. 64)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Boa noite!

A arte do retrato


Vanessa Bell , Retrato de Virginia Woolf , 1912 , óleo sobre tela, Monk's House .

Um dos três retratos da escritora pintados em 1912 pela sua irmã .

Cinenovidades





Comepetiu em Cannes este novo filme do italiano Nanni Moretti, a sua obra mais autobiográfica . Será que chega às nossas salas ?

Auto-retrato(s) - 224


Um auto-retrato de Courbet datado do período suiço : Courbet au chien noir , 1842, Fondation Beyeler, Suiça .

Números


100

O número de instituições portuguesas que se ofereceram até à data para acolher refugiados, designadamente sírios . Os primeiros devem começar a chegar em Novembro .

Um quadro por dia


O quadro do dia só podia ser esta Adoração dos Magos pintada por Domingos Sequeira em 1828 , e que é objecto da primeira campanha pública de crowdfunding artístico em Portugal . Bastam 6 cêntimos para participar e ajudar a pô-la onde pertence : o Museu Nacional de Arte Antiga .

Pode ser aqui : sequeira.publico.pt

Humor pela manhã


Leituras no Metro - 228

Lisboa: Bertrand, 2011
€13,95

Estive a reler esta biografia romanceada da vida de José Fontana, que nasceu há 175 anos, em Cabbio, no Ticino (Suíça). Reli-a agora na tradução portuguesa. E gostei. Talvez até mais do que quando li na edição italiana porque não sei italiano e vi-me e desejei-me para ler o livro. 

Toda a gente tem os seus ídolos e Fontana é um dos meus.

«Todo o pé quer asa.» (Eça de Queirós, cit. p. 13)
Visto de este modo, podemos dizer que os pés de todos os homens da Geração de 70 quiseram e tiveram asas. :)

Bellinzona: Casagrande, 2008

Bom dia !





Um novaiorquino que até já actuou em Portugal várias vezes, mas que só descobri recentemente .

Marcadores de livros - 280


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Vamos pôr o Sequeira no lugar certo: o MNAA

Pormenor de A Adoração dos Magos, de Domingos Sequeira

Surgiu ao Museu Nacional de Arte Antiga a oportunidade imperdível de integrar no seu acervo – ao lado do cartão final e dos desenhos preparatórios, que já fazem parte da sua coleção – a pintura A Adoração dos Magos, uma peça fundamental do património nacional. Mas, para adquirir esta obra, o MNAA precisa de contar com o empenho e a participação de todos. O Museu convida, por isso, os portugueses a patrocinar A Adoração dos Magos e a pôr o quadro de Domingos Sequeira no lugar certo.
Parabéns ao MNAA por esta iniciativa, utilizada noutros países. Ultimamente referi diligências semelhantes por arte da BnF e do Museu d'Orsay.

A Adoração dos Magos
Óleo sobre tela, 1828

Eu já comprei os meus pixeis. Compre os seus em: http://patrocinar.publico.pt/

Boa noite!

A Cinemateca Portuguesa projeta hoje este filme de John Ford, que esteve desaparecido até 2009.

Leituras no Metro - 227

Lisboa: Objectiva, 2012

Fragmentos: poemas, cartas e notas íntimas reúne textos, escritos entre 1943 e 1962, que estavam na posse da viúva de Lee Strasberg. 
Tabucchi escreve no prefácio que «dentro deste corpo […] vivia a alma de uma intelectual e de uma poetisa de que ninguém suspeitava.»

«Vejo-me agora ao espelho, a minha sobrancelha franzida –se me aproximar muito vou ver aquilo que não quero ver – a tensão, a tristeza, a deceção, os meus olhos sem brilho, as faces avermelhadas por pequenos vasos que parecem rios num mapa – os cabelos que caem como serpentes. É a boca que mais me entristece, a seguir aos meus olhos quase mortos. Existe uma linha escura entre os lábios como os contornos de numerosas ondas levantadas por uma violenta tempestade – que diz não me beijem não me ridicularizem, eu sou uma bailarina que não sabe dançar.» (p. 153)
Estes textos acrescentam algo à controversa personalidade de Marilyn Monroe.

domingo, 25 de outubro de 2015

Boa noite!

Tarde no cinema


Jean- Jacques Annaud realizou mais um belíssimo filme, na senda de O Nome da Rosa, O Urso ou Sete Anos no Tibete: em português A Hora do Lobo, em francês e muito bem Le dernier Loup ( há em Portugal o mau hábito de dar nomes diferentes dos originais, creio que para serem originais). Baseado no livro Wolf Totem, do dissidente chinês que chegou a estar preso pela sua luta pela democracia, Liu Jiamin que o publicou com o pseudónimo Jian Rong e cuja identidade só muitos anos mais tarde foi revelada, conta  história (uma quase autobiografia do autor do livro) de um estudante chinês de Pequim enviado em 1967 para a Mongólia Interior, para ensinar mandarim a uma pequena comunidade de pastores nómadas, numa daquelas loucas políticas da Revolução Cultural e do Grande Salto em Frente de Mao Tsé Tung dos anos 50 e 60, que levou também ao extermínio de várias pragas que alteraram o natural sistema ecológico da produção de arroz e conduziu, entre outras causas, à Grande Fome que assolou a China e provocou mais de 30 milhões de mortes.
A zona onde o jovem foi colocado era infestada pelos lobos que dizimavam os rebanhos e que uma directiva do poder determinou que fossem dizimados.
O estudante Chen Zhen decide criar uma cria de lobo e é esta relação que domina o filme que o realizador expurgou de referências políticas, que no entanto estão subjacentes.
A beleza desolada e por vezes agreste das grandes estepes mongólicas, a música de James Horner e o excelente trabalho dos actores chineses, faz deste filme sino-francês um tempo de prazer a não perder, 

Na montra

Il de Arthur Getz.

Também já vamos vendo por aí algumas abóboras, convidando à celebração de algo que não tem nada a ver com a nossa cultura.

sábado, 24 de outubro de 2015

Bom jantar!

No café

Samuel Melton Fisher - Num café vienense, 1889

«J'écris dans les cafés a risque de passer pour un ivrogne. J'écris sur les tables de café parce que je ne saurais pas me passer longtemps du visage et de la voix humaine». (Georges Bernanos, pref. a Os grandes cemitérios sob a lua) 

Li este livro há muitos anos nesta edição. É um testemunho dramático sobre a Guerra Civil Espanhola, de alguém (um católico, inicialmente simpatizante franquista) que assistiu ao seu eclodir em Maiorca.

Marcadores de livros - 278

Amanhã, às 2h00, temos de atrasar os relógios uma hora.

OIT

Ao longo de quase um século a Organização Internacional de Trabalho tem defendido as condições de vida dos trabalhadores e lutado pela justiça social. Julgo assinalável este artigo que li no Público,(seguir o link na data).

Tarsília do Amaral, Operários, 1933
(Wikiart)
Operários - Tarsila do Amaral

«OIT: cem anos em defesa da justiça social
Em finais de 1918, o mundo dilacerado via-se ao espelho. Terminara a Grande Guerra, os escombros escondiam milhões de mortos e inválidos. A devastação atingira edifícios, fábricas, estradas. Chegava o século XX, um pouco atrasado no calendário do tempo. A guerra marca a transição de um mundo para o outro e tem origem em conflitos políticos, que têm por trás profundas desigualdades e a “questão social”, expressão que condensava toda a tensão ligada às difíceis condições de vida e de trabalho dos operários. (...) »

Cristina Rodrigues e António Casimiro Ferreira, no Público , 24/10/2015

No século XXI ainda há tantos conflitos por resolver, ainda há tanta injustiça por colmatar. Evoluímos mas na essência somos os mesmos...