Só soube da existência de Simonne Vidal, mulher de Marc Bloch, quando ela entrou no Panteão no passado dia 23 de junho, junto ao marido, ambos em cenotáfio. Para além de mulher, ela teve um papel importante como assistente de investigação do historiador. Apoiou o marido quando ele entrou na Resistência e quando ele foi preso pela Gestapo, foi a Lyon para saber dele, sendo hospitalizada com um cancro no estômago. Morreu no hospital, quinze dias depois do marido ter sido fuzilado, e foi enterrada numa fossa comum.
«Ballade triste», poema de Marc Bloch para a sua mulher.

7 comentários:
Que triste! Quantas vidas foram assim perdidas... e seguimos.
Um abraço
Muito triste, como diz Maria Luisa.
Bom dia para as duas!
Bom dia para as duas.
O tão oportuno e comovente poema ("Ballade triste") que Marc BLOCH dedicou a Simmone VIDAL [Bloch], constitui um bom exemplo de uma personalidade forte e, ao mesmo tempo, sensível, que demonstra cabalmente o carácter muito afectuoso e intelectual do seu casamento com uma corajosa e admirável Mulher (falecida em 2 de Julho de 1944), uma Figura que, de facto, não podemos dissociar do notável legado do rigoroso historiador e exemplar cidadão. (A tal propósito, não é fácil esquecer as palavras atribuídas ao "nosso" Pe. A. VIEIRA: "São as Mulheres grandes que fazem grandes os Homens"!)
E por falar em "casos" modelares de Homens e Mulheres que lutaram contra o Nazi-Fascismo Germânico: a temática levou-me, esta noite, a procurar um raro testemunho epistolográfico, encontrando-se a referida "Carta" ["LA DERNIÈRE LETTRE DE JACQUES DECOUR, fusillé par les Allemands en mai 1943" (originalmente inserida nas págs. 30-32 do livro 'Lettres de Fusillés', com Prefácio de Jacques DUCLOS, publicado em 1958 pelas Éditions Sociales)] no 7.º Vol. (Dossier VII, Fiche 37) dos preciosos "Documents d'Histoire Vivante, 1917-1945" [Éditions Sociales, 1971].
De notar que uma curiosa biografia, que eu nunca li, do citado Herói - um brilhante intelectual! -, executado em 30 de Maio de 142, com 32 anos, foi entretanto publicada por Pierre FAVRE (ed. Farrago, de Tours), sob o título "Jacques DECOUR, L' Oublié des Lettres Françaises"...
Ainda a este respeito, recomendo vivamente a consulta de um (muito) útil "site" - "Les Amis de la FONDATION DE LA RÉSISTENCE" -, onde acabei de constatar a existência de uma significativa lista de Resistentes e (o que, neste contexto, mais nos interessa) a recente publicação do inovador trabalho de Alya AGLAN (docente de História Contemporânea na Univ. de "Paris 1", SORBONNE-Panthéon), "La Double Mort de MARC BLOCH". (É relevante o "livre acesso" [digital] às primeiras páginas deste estudo, editado pela Flammarion.)
E, agora, sem mais delongas, não posso deixar de registar aqui o prazer da última audição, emocionante, do "CHANT DES PARTISANS" (ou "de la Libération"), uma das mais belas "CHANSONS POPULAIRES de France", com a voz inconfundível de Yves MONTAND. Uma, não a única, como é óbvio: o disco [ed. SONY Music, 1963) não podia excluir outras "faixas", criteriosamente escolhidas, como "LE TEMPS DES CERISES" e/ou "La Butte Rouge"!...
P.S.: Com a mais elementar distância crítica, reconheço, todavia, a importância das imagens do "resgate" de uma vítima - sobrevivente! - dos sismos, na Venezuela, que vi, esta tarde, no Canal TELESUR, graças à emissão de um programa (extraordinário) conduzido por Marcela HEREDIA. Inolvidável!!!...
Muito Boa Noite!
Só conhecia Simonne Vidal quando o seu cenotáfio entrou com os retos mortais de Marc Bloch no Panteão.
Não conhecia a frase do padre António Vieira.
Hei de procurar o livro «Lettres des fusillés».
Por vezes visito o site https://www.fondationresistance.org/la-fondation/soutenir-la-fondation/les-amis-de-la-fondation-de-la-resistance/.
Obrigada pelas achegas. Boa noite!
Só agora, tenho ocasião (e o gosto) de regressar, por brevíssimos momentos, ao "PROSIMETRON", para, ainda neste contexto, lamentar conhecer SÓ UM "extrait" da última e impressionante carta do resistente antifascista Jacques DECOUR, graças à sua inclusão (parcial) no citado Vol. 7 dos "Documents d'Histoire Vivante, 1917-1945", um precioso exemplar que integra a nossa modesta Biblioteca pessoal e, sobretudo, nos remete para o referido livro, "LETTRES DE FUSILLÉS" [Éditions Sociales, 1958 (pp. 30-32)], o qual constitui, de facto, uma raridade bibliográfica, difícil de encontrar (inclusive, nas melhores Lojas Alfarrabistas Parisienses e nas próprias Bibliotecas Públicas especializadas da Capital Gaulesa)!!!...
Muito Boa Tarde!
Hei-de procurá-lo. Há dias de sorte.
Boa semana!
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