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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Costa Pinheiro, o pintor ele-mesmo

Costa Pinheiro - Espaço Poético de Fernando Pessoa e Meu, Munique, 1979-1980

Costa Pinheiro faleceu há dias em Munique, mas tem uma exposição na Galeria São Roque Too (Rua de São Bento, 269, Lisboa) até final do ano.
«A exposição de Costa Pinheiro reúne um núcleo de 70 trabalhos, bem demonstrativo da grande qualidade artística do autor, e permite, numa viagem entre 1955 e 1985, conhecer o seu percurso, um processo criativo e inovador em constante transformação. 
Figura cimeira da arte portuguesa do séc. XX, Costa Pinheiro nasce em Moura em 1932. Bolseiro do Ministério da Cultura da Baviera, estudou na Academia de Belas Artes de Munique, onde foi aluno do pintor Geitlinger. Posteriormente, como Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, instala-se em Paris em 1960, onde funda o grupo KWY, em conjunto com Lourdes Castro, João Vieira, Gonçalo Duarte, René Bertholo, José Escada e ainda Jan Voss e Christo. Em 1963 regressa a Munique e passa a desenvolver a sua actividade artística entre esta cidade e o Algarve.» (Agenda Cultural de Lisboa, out. 2015)
Já agora porque não ir ver a exposição de Lourdes Castro que está na Gulbenkian, só mais uns dias? Eu ainda não fui. :(

segunda-feira, 5 de maio de 2014

In memoriam Rui Mário Gonçalves

Amadeu de Sousa Cardoso - Título desconhecido, 1917
Lisboa, CAM
Almada - Auto-retrato, 1940 
António Dacosta - Serenata açoriana, 1940
José Escada - Sem título, 1965
Cruzeiro Seixas - No dia a seguir ao nosso casamento, 1967
Costa Pinheiro - A armada do rei Dom Sebastião, 1988
Lisboa, CAM

Rui Mário Gonçalves escreveu sobre muitos artistas portugueses, tendo dedicado monografias ou catálogos de exposições a estes (entre outros).

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Leituras no Metro - 82


Duas hipóteses de leitura de Fernando Pessoa dos autores de que ele fala.

Costa Pinheiro - Fernando Pessoa ele-mesmo com a minha chávena de café, um pincel e um lápis meus e a sua caneta, 1980

«Um dos poucos divertimentos que ainda restam ao que ainda resta de intelectual na humanidade é a leitura de romances policiais. Entre o número áureo e reduzido das oras felizes que a Vida deixa que eu passe, conto por do melhor ano aquelas em que a leitura de Conan Doyle ou de Arthur Morrison me pega na consciência ao colo.
«Um volume de um destes autores, um cigarro e 45 ao pacote, a ideia de uma chávena de café - trindade cujo ser-uma é o conjugar a felicidade para mim - resume-se nisto a minha felicidade. Será pouco para tanto, é verdade. É que não pode aspirar a muito mais uma criatura com sentimentos intelectuais e estéticos o meio europeu actual.»
Fernando Pessoa
In: Escritos autobiográficos, automáticos e de reflexão pessoal. Lisboa: Assírio & Alvim, 2003, p. 150-151

domingo, 13 de junho de 2010

«Eu sou uma antologia»


Costa Pinheiro - Fernando Pessoa e os heterónimos, 1978

«Eu sou uma antologia.
'Screvo tão diversamente
Que, pouca ou muita a valia
Dos poemas, ninguém diria
Que o poeta é um somente.»

Fernando Pessoa

Porque gosto muito destes poetas e deste pintor.

sábado, 6 de junho de 2009

Inês de Castro, Costa Pinheiro!

Inês de Castro (1966) .
Inês de castro nesta tela assume a figura de boneca, olhos como corações chorando, vestida de vidrinhos, Inês exprime a ternura da lenda de amor e não se preocupa com a verdade científica.
Costa Pinheiro nasceu em Moura em 1932. Frequentou a Escola António Arroio e a Escola de Belas-Artes de Lisboa. Realizou, em 1966, uma série de retratos imaginários dos reis de Portugal numa recriação lírica e irónica das lendas populares. O traçado corresponde ao dos tradicionais jogos de cartas.
x
100 Pintores Portugueses do Século XX, [sl.sn.], 1992. Fundo documental da Biblioteca Municipal de Coimbra, p.168-169.