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sábado, 30 de dezembro de 2017

Pinturas surrealistas na Galeria Millennium, em Lisboa


A Partir do Surrealismo é a exposição, comissariada por Raquel Henriques da Silva, que pode ser vista na Galeria Millennium BCP (Rua Augusta) até 6 de Janeiro de 2018. De realçar que a primeira inclui obras de Paula Rego, Graça Morais, Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, António Dacosta, Carlos Calvet, Marcelino Vespeira e Eduardo Luiz.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

António Dacosta

sem título
António Dacosta, s/título, 1948,
CAM

«O Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian anunciou hoje que vai lançar na quinta-feira o catálogo "raisonné" de António Dacosta (1914-1990), o primeiro artista português a ter toda a obra reunida "online".
A diretora do CAM, Isabel Carlos, disse hoje, em Lisboa, num encontro com jornalistas, que o catálogo será lançado propositadamente no dia da inauguração da exposição sobre a obra António Dacosta, assinalando o centenário do nascimento do artista.
"É um catálogo excecional, porque será o primeiro 'raisonné' 'online' em Portugal, e dos poucos que existem no mundo", sublinhou a responsável, justificando que o CAM decidiu criá-lo "a pensar no público que já só usa o formato digital".»
No Destak

segunda-feira, 5 de maio de 2014

In memoriam Rui Mário Gonçalves

Amadeu de Sousa Cardoso - Título desconhecido, 1917
Lisboa, CAM
Almada - Auto-retrato, 1940 
António Dacosta - Serenata açoriana, 1940
José Escada - Sem título, 1965
Cruzeiro Seixas - No dia a seguir ao nosso casamento, 1967
Costa Pinheiro - A armada do rei Dom Sebastião, 1988
Lisboa, CAM

Rui Mário Gonçalves escreveu sobre muitos artistas portugueses, tendo dedicado monografias ou catálogos de exposições a estes (entre outros).

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um quadro por dia


António Dacosta, Sonho de Fernando Pessoa debaixo de uma latada numa tarde de Verão, 1982-83, óleo sobre tela, col. Centro de Arte Moderna da Fund.Calouste Gulbenkian, Lisboa.

Porque soube recentemente que foi uma das telas de artistas portugueses pedidas emprestadas por Durão Barroso para o seu gabinete de Presidente da Comissão Europeia em Bruxelas. Foi, aliás, a primeira vez que um ocupante de tal cargo se rodeou de obras de arte provenientes do seu país natal com um total de 17 artistas portugueses representados, de Noronha da Costa a Julião Sarmento passando por Fernando Lemos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A vida é tempo

António Dacosta - Antítese da calma
Óleo sobre tela, 1940
Lisboa, CAMJAP

Com alma, ideias, tempo, luta
Componho um homem, sou sujeito
[...]

Vitorino Nemésio

sábado, 9 de maio de 2009

Europa


Capa de António Dacosta.

Europa, sonho futuro!
Europa, manhã por vir,
fronteiras sem cães de guarda,
nações com seu riso franco
abertas de par em par!
Europa sem misérias arrastando seus andrajos,
virás um dia? virá o dia
em que renasças purificada?
Serás um dia o lar comum dos que nasceram
no teu solo devastado?
Saberás renascer, Fénix, das cinzas
em que arda enfim, falsa grandeza,
a glória que teus povos se sonharam
- cada um para si te querendo toda?

Europa, sonho futuro,
se algum dia há-de ser!
Europa que não soubeste
ouvir do fundo dos tempos
a voz na treva clamando
que tua grandeza não era
só do espírito seres pródiga
se do pão eras avara!
Tua grandeza a fizeram
os que nunca perguntaram
a raça por quem serviam.
Tua glória a ganharam
mãos que livres modelaram
teu corpo livre de algemas
num sonho sempre a alcançar!
Europa, ó mundo a criar!
Europa, ó sonho por vir
enquanto à terra não desçam
as vozes que já moldaram
tua figura ideal,
Europa, sonho incriado,
até ao dia em que desça
teu espírito sobre as águas!
Europa sem misérias arrastando seus andrajos,
virás um dia? virá o dia
em que renasças purificada?
Serás um dia o lar comum dos que nasceram
no teu solo devastado?
Renascerás, Fénix, das cinzas
do teu corpo dividido?

Europa, tu virás só quando entre as nações
o ódio não tiver a última palavra,
ao ódio não guiar a mão avara,
à mão não der alento o cavo som de enterro
dos cofres digerindo o sangue do rebanho
- e do rebanho morto, enfim, à luz do dia,
o homem que sonhaste, Europa, seja vida!
Adolfo Casais Monteiro
Início do poema Europa, escrito em 1944 e 1945 e que foi lido aos microfones da BBC, em 13 de Maio de 1945, por António Pedro.