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terça-feira, 9 de junho de 2026

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Brindes de Natal


Entre 1957 a 1973, a Estúdios Cor publicou uma colecção de dezassete folhetos: Brindes de Natal. Saía um por ano, no Natal, e nela foram editados contos de Domingos Monteiro, O sortilégio do Natal; José Gomes Ferreira, O mundo desabitado; Jorge de Sena, A noite que fora de Natal; David Mourão Ferreira,  O viúvo; Alphonse Daudet, As três missas rezadas; Urbano Tavares Rodrigues, A samarra; Isabel da Nobrega, Já não há Salomão; Natália Nunes, Ao menos um hipopótamo; Augusto Abelaira, Ode (quase) Marítima; Manuel da Fonseca, Tempo de solidão; Odylo Costa Filho, História de Seu Tomé Meu Pai e Minha Mãe Maria; Manuel Ferreira, A nostalgia do Senhor Lima; José Saramago, O embargo; José Rodrigues Miguéis, O Natal do clandestino; Alves Redol, Noite esquecida; Sophia de Mello Breyner Andresen, Os três reis do Oriente.e João Palma Ferreira, Os crânioclastas. Todos com desenhos de artistas, como Bernardo Marques, Manuel Lapa, Luís Filipe Abreu, Júlio Pomar, Paulo-Guilherme, António Pimentel, Cipriano Dourado, Manuel Lapa, Sá Nogueira, Lima de Freitas, Maria Keil ou Maria da Luz Lino.
Posteriormente estes contos foram coligidos no volume Histórias de Natal.

Lisboa: Estúdios Cor, 1970

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Leituras no Metro - 286


Lisboa, 22 ago. 2017
Estas boas-noites já estão no fim.

«16 de novembro [de 1969] «Ontem ao reler o velho romance brasileiro de Bernardo Guimarães A Escrava Isaura (para o que havia de me dar!) encontrei uma referência às boninas vermelhas
«Vermelhas? Então as boninas (que na minha infância tanto rimavam com colinas e campinas) não são sempre brancas? 
«Não – explica o bom do Moraes que consultei agora com mão matutina – as boninas tanto podem ser brancas como avermelhadas e, afinal, não passam daquilo que, nuns casos, chamamos margaridas-dos-prados, e noutros boas-noites. Um mistério que levei meio-século a decifrar.»
José Gomes Ferreira – Dias comuns VIII: Livro das insónias sem mestre. Alfragide: Dom Quixote, 2017, p. 96


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Flores para Mário Soares

http://www.viaflores.com.br/floriculturainternacional/floresparraespanha/cravosvermelhosESP
http://docevidadeana.blogspot.pt/2010/07/rosa-amarela-cravo-vermelho-e.html



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Marcadores de livros - 477

«Seis folhas caídas de Lisboa lidas nas suas árvores» por Miguel Torga, Almeida Garrett, Almada Negreiros, Fernando Pessoa, José Gomes Ferreira e Eça de Queirós.

No Dia da Natureza.

terça-feira, 10 de março de 2015

Dias comuns VII

Lisboa: Dom Quixote, 2015

O diário Dias comuns, de José Gomes Ferreira, começou a ser publicado em 1990, cinco anos após a sua morte. O sétimo volume, Rasto cinzento, que é hoje posto à venda, debruça-se sobre o período entre 1 de janeiro e 17 de agosto de 1969, revelando muitas histórias e momentos do panorama literário e político português desses meses. 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Hoje as mulheres...

José Malhoa, 
Museu Municipal de Coimbra/Edifício Chiado
Hoje as mulheres são diferentes
Vieram de outro planeta
nos raios do sol
E esconderam-se por dentro das flores
No gozo depravado do pólen.

José Gomes Ferreira 


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Chove (I)



Van Gogh, Ponte à Chuva depois de Hiroshige, 1887,
Museu Van Gogh
I

Chove...

Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir na chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?

Chove...

Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.

José Gomes Ferreira, "Sonâmbulo" in Poesia-II. Lisboa: Portugália,  p. 141.

domingo, 19 de maio de 2013

"Espantado de Existir"

Após MR ter colocado vários livros de José Gomes Ferreira houve um que me despertou o interesse e a curiosidade: João Sem Medo. Dele retirei das páginas iniciais este trecho:

Cortesia do Google

(...) Mas juro que não hei-de ser infeliz PORQUE NÃO QUERO.

José  Gomes Ferreira, Aventuras de João Sem Medo, Panfleto Mágico em forma de Romance. Lisboa: Dom Quixote, 1991, pp. 13 e 20.

Obrigada MR.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Leva-me os olhos, gaivota"

Roman garden painting, detail, first century A.D. Casa del Bracciale d’Oro, Pompeii

XXX

Leva-me os olhos, gaivota,
e deixa-os cair lá longe naquela ilha sem rota...

Lá...
      onde os cravos e os jasmins
nunca se repetem nos jardins...

Lá...
      onde nunca a mesma aranha tece a mesma teia
na mesma escuridão das mesmas casas...

Lá...
      onde toda a noite canta uma sereia
... e a lua tem asas...

Lá...

José Gomes Ferreira, "Areia" (1938) in Poesia II. Lisboa: Portugália, 1972, p. 42.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Aventuras (maravilhosas) de João Sem Medo

A Assembleia da República vai amanhã evocar José Gomes Ferreira, por ocasião dos 50 anos da publicação das Aventuras de João Sem Medo em livro. E já agora pelos 80 anos da publicação em folhetim, em O Senhor Doutor. Saiu nesta revista infantil entre abril e setembro de 1933, com ilustrações de Ofélia Marques e sob o título de «As maravilhosas aventuras de João Sem Medo». Na primeira edição , em livro, chamou-se Aventuras maravilhosas de João Sem Medo e, posteriormente, apenas Aventuras de João Sem Medo.
N.º 1 d'O Senhor Doutor, dirigido por Carlos Ribeiro.
As quatro primeiras ilustrações de Ofélia Marques, de um total de 25, publicadas em O Senhor Doutor, entre 8 e 29 de abril de 1933. Não entendo por que nunca se fez uma edição em livro com estas ilustrações.
Lisboa: Portugália, 1963
Capa de João da Câmara Leme 
4.ª ed. Lisboa: Diabril, 1975
10.ª ed. Lisboa: Moraes, 1979
17.ª ed. Lisboa: Dom Quixote, 1991
19.ª ed. Lisboa: Dom Quixote, 1999
1.ª ed. Lisboa: Dom Quixote, 2008. (Booket)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Memória possível

E hoje posto à venda o vol. 6 de Dias comuns, o diário de José Gomes Ferreira. Este volume abarca o período de setembro a dezembro de 1968 e é um retrato da vida quotidiana e da sociedade intelectual e política portuguesa na saída de Salazar como presidente do conselho e na entrada de Marcelo Caetano. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Boa noite!

Música de Fernando Lopes Graça para dois poemas de João José Cochofel e de José Gomes Ferreira.

BOM DIA!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Boas-noites, árvore

Boas-noites, Árvore


(Um pequenino passeio antes de me deitar)

Boas-noites, árvore

E toquei-lhe com as mãos
- folhas de sol cansado
na Primavera arrefecida.

Boas-noites, árvore.

Mas a árore não respondeu
no seu atavio
do luar fosco.

Senti apenas o arrepio
do vento com mãos de carne no meu rosto.


Quinta das Lágrimas


José Gomes Ferreira, "Encruzilhada, 1949/50", Felizmente as Palavras, p. 43, poema declamado por Sofia Sá da Bandeira.


Obrigada MR!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Boa noite!


Um dos concertos de que mais gosto, e tocado por este violinista.
Mendelssohn faleceu há 164 anos.

xxxxxxxxxxxxx (Enquanto ouvia o David Oistrakh.)
Não, não deixes secar
Este fio de água de violino
Que nas manhãs de ouro
Completa as nossas sombras com flores
- enquanto os pássaros de sementes nos olhos
Procuram na espiral dos voos
Outro cárcere de recomeço
José Gomes Ferreira
In: Poeta militante. Lisboa: Círculo de Leitores, 2004, vol. 2, p. 325

«O incomparável violinista soviético David Oistrakh está em Lisboa. E ontem, depois de um concerto triunfal no Império, foi convidado para uma recepção em casa da Marquesa do Cadaval.
«O russo porém recusou e preferiu ir assistir a um desafio de futebol em que jogava o Eusébio – hoje o português mais conhecido em todo o mundo pela maneira como joga à bola.
«- O Choskatovich ainda gosta mais de futebol do que eu – confidenciou o genial violinista não sei a quem.»
José Gomes Ferreira
In: Dias comuns. Lisboa: Dom Quixote, 2004, vol. 4

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Elegâncias - 71

Já viram bem esta palhaçada? Nem os sapatos se safam. E ainda não chegámos ao Carnaval.




Lisboa, Praça dos Restauradores, 47

E pensar que o Lourenço & Santos, quando estava por baixo do Avenida Palace, na esquina dos Restauradores, já foi uma das casas mais chiques de Lisboa. Do tempo em que o José Gomes Ferreira escrevia no seu diário:
«Então o Nikias, do alto da sua preocupação de não pôr nódoas no casaco do Almeida & Santos [sic], observa [...].» (Dias comuns. Alfragide: Dom Quixote, 2010, vol. 5, p. 57)
O Zé Gomes (como o tratavam os amigos) devia querer dizer Lourenço & Santos.