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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Marcadores de livros - 3846

Hoje vou geminar com a Justa, numa série e marcadores com pinturas:

John Singer Sargent - Nonchaloir, 1911.
Washington, National Gallery of Art

Albert Henry Collings (1868-1947) - Portrait of a Lady.

E um desenho de Júlio Pomar:

sábado, 24 de janeiro de 2026

Júlio Pomar (1926-2018)

Pomar - Almada I, 1970.

A nova vinheta é dedicada a Júlio Pomar, cujo centenário de nascimento ocorre este ano. Pomar nasceu em Lisboa em 10 de janeiro de 1926. 
Em tempos de presidenciais é sempre bom ver como Pomar viu o seu amigo Mário Soares.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

No meu sofá a ler... - 14

Lisboa: Imprensa Nacional, 2025.

Um excelente «brevíssimo resumo de uma vida cheia e, desde a adolescência, dedicada à causa pública Uma vida de ação, de luta política, como tantas vezes a caracterizou, e também de pensamento e cultura. São os três lados de um triângulo.» (p. 9)
«Quem é, portanto n-ao quem foi, mas quem é para nós, hoje -, Mário Soares?
«É o construtor e portador de escolhas estratégicas claríssimas, de que nunca duvidou e que nunca abandonou: a liberdade, a democracia pluralista, o socialismo democrático, o europeísmo. Soares é o estrénuo defensor do primado da política: do primado da política sobre a economia, sobre os poderes separados, sobre a ideologia e sobre o falso moralismo da virtude. Soares é o que vive a política com paixão, porque nunca deixou de viver a vida por causa da política: é o anti asceta, o paladino da política como obrigação mas também jogo, divertimento e prazer. Soares é um dos maiores patriotas que Portugal conheceu, exatamente porque foi implacável com toda a sorte de pequenez que diminuía o seu país e procurou sempre engrandecê-lo, não o prendendo numa história mitificada, mas abrindo-o ao futuro, modernizando-o, dirigindo-o para novos desafios e descobertas; porque afirmou sem hesitações o patriotismo, que é mar o seu país, como o exato contrário do nacionalismo, que é hostilizar o dos outros, porque, justamente, a condição de portiguês, por ser português, é ser cidadão da Europa e do mundo [...].
«E, por último, mas não menos importante: soares - o Soares que defendeu os presos políticos da ditadura e o Soares que ensinou em Vincennes, o Soares que discursou na Fonte Luminosa e o Soares que escolheu "os poemas da sua vida", o Soares que negociou com Bruxelas e o Soares que se fez retratar por Júlio Pomar - é um dos políticos portugueses que mais longe levaram a fecundação recíproca entre política e cultura. Não só com a sua curiosidade infantigável e juvenil alegria de viver, mas também na determinação com que porfiou em abrir os horizontes da liberdade aos seus compatriotas, ele teria, sem dúvida merecido a perspicaz observação de Fernando Pessoa [...]: "O interesse pela cultura geral [...] é que de facto distingue os políticos que deveras o são".» (p. 88-89)

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Sidónio Muralha: caminhada insubmissa

Uma exposição, comissariada por Violante F. Magalhães e José Raimundo Noras, a ver no Museu do Neorrealismo (Vila Franca de Xira) até 22 de outubro. 
Em boa hora, David Santos voltou à sua casa.

A dedicatória nesta foto é uma delícia. O Pedro Sidónio devia estar no Polo Norte, de tal estava enchouriçado.



Busto de Sidónio Muralha do escultor Vasco Pereira Conceição.

Sidónio Muralha, terracota de Júlio Pomar, 1960.




Disco de 1955. Foto da capa de Horácio Novais.
«Amantes separados», letra de Sidónio Muralha e música de António Mestre.

Disco de 1962.
«Raízes», letra de Sidónio Muralha e música de Henrique Lourenço.

Entrevista a O Diário, Lisboa, 3 ago. 1980, p. 20.

Livros para crianças.


domingo, 22 de maio de 2022

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Brindes de Natal


Entre 1957 a 1973, a Estúdios Cor publicou uma colecção de dezassete folhetos: Brindes de Natal. Saía um por ano, no Natal, e nela foram editados contos de Domingos Monteiro, O sortilégio do Natal; José Gomes Ferreira, O mundo desabitado; Jorge de Sena, A noite que fora de Natal; David Mourão Ferreira,  O viúvo; Alphonse Daudet, As três missas rezadas; Urbano Tavares Rodrigues, A samarra; Isabel da Nobrega, Já não há Salomão; Natália Nunes, Ao menos um hipopótamo; Augusto Abelaira, Ode (quase) Marítima; Manuel da Fonseca, Tempo de solidão; Odylo Costa Filho, História de Seu Tomé Meu Pai e Minha Mãe Maria; Manuel Ferreira, A nostalgia do Senhor Lima; José Saramago, O embargo; José Rodrigues Miguéis, O Natal do clandestino; Alves Redol, Noite esquecida; Sophia de Mello Breyner Andresen, Os três reis do Oriente.e João Palma Ferreira, Os crânioclastas. Todos com desenhos de artistas, como Bernardo Marques, Manuel Lapa, Luís Filipe Abreu, Júlio Pomar, Paulo-Guilherme, António Pimentel, Cipriano Dourado, Manuel Lapa, Sá Nogueira, Lima de Freitas, Maria Keil ou Maria da Luz Lino.
Posteriormente estes contos foram coligidos no volume Histórias de Natal.

Lisboa: Estúdios Cor, 1970

quarta-feira, 27 de março de 2019

Esculturas de Pomar em exposição


«É talvez a partir do desejo de uma (re)configuração objetual, partes independentes que constituem um todo - que podendo ser processado por algum referencial do real, possui sempre a característica daquilo que não parece “encaixar”, como peças de puzzle que não são sucessivas -, e através de um acaso que Pomar instrumentaliza sempre pela sua mão, que surgem diversas esculturas-assembladas. Há um gesto de liberdade em dinâmica no seu conjunto de esculturas que, não por acaso, mostra recorrentemente animais selvagens. Estes animais sempre preservam esse estado na sua representação, não havendo lugar para uma subjugação, a não ser aquela operada pela mão de Pomar ao transformá-los em imagem.» (Ana Cristina Cachola e Marta Espiridão - «Júlio Pomar, o pintor que esculpiu o futuro», in Júlio Pomar: Então e a escultura?).
Exposição na Galeria Valbom até 22 de maio, de segunda a sábado das 13h00 às 19h30.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Um quadro por dia - 416


É de Júlio Pomar este Bocage, e aparece aqui este desenho do mestre ontem falecido porque cruzei-me ele várias vezes durante um certo período da minha vida . R.I.P. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

domingo, 10 de janeiro de 2016

Parabéns, Júlio Pomar

Hoje, Júlio Pomar celebra 90 anos, Parabéns!

Fotografia de JOSÉ COELHO/LUSA

O almoço do trolha, 1946-50
Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Um quadro por dia


Júlio Pomar, Maria da Fonte, 1957, óleo sobre aglomerado, 121x180cm .

Estava na colecção Humberto Pelágio e vai hoje à praça no Palácio do Correio Velho, em Lisboa .

domingo, 27 de abril de 2014

Homenagem a Vasco Graça Moura

A minha homenagem a Vasco Graça Moura (1942-2014) através da sua tradução da Divina Comédia

Purgatório



CANTO I

Buscando águas melhores iça as velas
a navicela deste meu engenho
que deixa atrás de si cruéis procelas;
e do segundo reino cantar venho
em que a alma humana purga e se habilite
por digna de ir ao céu no seu empenho.
A morta poesia ressuscite,
ó santas Musas, sendo eu vosso, e então,
já surgindo Calíope, palpite
aquele som seguindo-me a canção,
que fez as Pegas míseras sentir o
golpe a desesperá-las do perdão.
(...)

Dante Alighieri, A Divina Comédia. Lisboa: Bertrand, 2006, p. 171
(trad. Vasco Graça Moura e ilustr. de Júlio Pomar)


quinta-feira, 24 de abril de 2014

sexta-feira, 5 de abril de 2013

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"Atirar a Albarda ao Ar"

Júlio Pomar, exposição intitulada: Atirar a Albarda ao Ar, patente na Galeria 111, 
desde 12 de janeiro a 9 de março, Campo Grande, 113, Lisboa.


Acerca da exposição o pintor proferiu que era  "uma forma simples de dizer basta. (...) tenho olhos e ouvidos abertos. (...) É uma reação intuitiva à crise, uma rejeição da fatalidade".

Júlio Pomar em entrevista ao Jornal de Notícias, 9/11/2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Desenho de Júlio Pomar.

Quero, terei -
Se não aqui,
Noutro lugar que inda não sei.
Nada perdi.
Tudo serei.

Fernando Pessoa