Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Ovídio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ovídio. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Marcadores de livros - 3846

Hoje vou geminar com a Justa, numa série e marcadores com pinturas:

John Singer Sargent - Nonchaloir, 1911.
Washington, National Gallery of Art

Albert Henry Collings (1868-1947) - Portrait of a Lady.

E um desenho de Júlio Pomar:

segunda-feira, 20 de março de 2023

terça-feira, 29 de novembro de 2022

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Marcadores de livros - 2076

Para acabar o ano, estes marcadores, que já apareceram noutra entrada, estão em sorteio. 
Quem estiver interessado, só tem de enviar um comentário dizendo-o. Pode fazê-lo até ao dia de Reis. No dia 7 meterei os nomes num saco e tirarei um. Confiem em mim que não farei batota. 😊

Doze marcadores feitos a partir de iluminuras de Jean Bourdichon do livro Les grandes heures d'Anne de Bretagne, ca 1503-1508.
Em baixo reversos de quatro desses marcadores.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Boa noite!

Acho que nunca tinha ouvido Carl Ditters von Dittersdorf. Esta Sinfonia n.º 6 (1781) foi inspirada nas Metamorfoses de Ovídio. Uma boa ideia, dado estar a ser tocada, esta noite, na BNP.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A beleza é um bem frágil.

Manter a paz é uma das dignidades do ser humano. Com tantas atrocidades na Tunísia e por esse mundo fora, é preciso ver de novo a paz pela mão de Picasso.
Pablo Picasso, La visage de la paix
Arte de Amar

Ovídeo,
A beleza é um bem frágil. (tal como a paz).
x

terça-feira, 6 de julho de 2010

Rostos de Roma


Estátua sentada de Lívia
Mármore, 14-19
Madrid, Museu Arqueológico Nacional


«Feio é o campo sem erva e o arbusto sem folhas e a cabeça sem cabelo»
(Ovídio - Arte de amar)

«Em Roma, o cabelo e o seu arranjo eram considerados um elemento fundamental do atractivo de uma mulher, assim como um sinal da sua idade, posição social e função publica.»
Bruno Ruiz-Nicoli
In: Rostos de Roma. Évora: Museu de Évora, 2010, p. 48

Exposição
Museu de Évora
até Set. 2010

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cartas de Amor. Ovídio 2

´
Cartas de Amor

Que a cera espalhada nas lisas tabuinhas indague o seu íntimo,
que a cera leve os primeiros segredos do teu coração;
que leve palavras de ternura, a imitar os amantes;
e, seja quem fores, acrescenta-lhe súplicas nada modestas.
Heitor, Aquiles o entregou a Príamo, comovido pelas suas súplicas;
Trata de fazer promessas; pois que mal pode vir de prometer?
Em promessas, qualquer um pode ser rico.

OVÍDIO, Públio Nasão – Arte de Amar, Lisboa: Edições Cotovia, Livro I, p. 42-43
(Tradução de Carlos Ascenso André)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ovídio e as guerras da água


"Porque me proibis a água? O uso da água é comum a todos. Nem a natureza produziu um sol privado, nem o próprio ar, nem a fluida água. É um bem público aquilo a que venho."

Ao ler hoje esta passagem das "Metamorfoses" de Ovídio, na mui excelente tradução de Paulo Farmhouse Alberto para as Edições Cotovia, passaram-me pelo espírito duas ideias:
- a primeira, a recente crise de abastecimento de água a Barcelona, que avivou o mal-estar madrileno / catalão ao ponto de amigos meus de ambas as "facções" comentarem sobre a vileza dos outros;
- a segunda, a célebre frase de Boutros-Ghali, antigo Secretário-Geral das Nações Unidas, que num discurso de 1985 preconizava que as próximas guerras no Médio Oriente seriam pela água, não pela política.

Como a História já provou, as previsões de Boutros-Ghali pecaram por demasiado cedo; ainda houve umas guerras com outros motes pelos lados do Médio Oriente (mais cautelosamente, mas igualmente apocalíptico, em 1995 em entrevista à revista Newsweek, Ismail Serageldin, Vice-Presidente do Banco Mundial, prenunciava "Many of the wars this century were about oil, but those of the next century will be over water.")

Mais interessante, seria perceber as estratégias de defesa de países com abastecimentos de água doce porventura periclitantes. Por exemplo, se numa crise de abastecimento de água em Espanha se cortarem os caudais do Tejo, do Douro, do Minho e do Guadiana, Portugal terá água suficiente para a sua população se abastecer e para a geração de electricidade nas suas barragens? E se não tiver, pega-se em armas e ala para Castela? O PEAASAR 2007-2013 parece apostar na boa vontade.
Dezenas de líderes mundiais reuniram-se esta semana em Roma na sede da FAO para endereçar o problema da escassez mundial de alimentos, provocada parcialmente pela falta de água em África, na Austrália e em Espanha. Na Austrália, é proibido (e punido) lavar o carro em determinados dias e existem frequências mínimas; em Espanha idem aspas. Nestes países, há campanhas para poupança de água em todos os meios de comunicação.
A obra-prima de Ovídio, terminada em 8 D.C., apresenta um paradigma da água como bem público que se manteve dois mil anos - embora a previsão de Boutros-Ghali tenha falhado (por alguns anos?), parece improvável que o paradigma se mantenha até 4008.