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sábado, 8 de julho de 2023

Livro(s) e marcador(es) - 61

Desta vez foi a Cláudia que nos enviou estas capas de livros com os respetivos marcadores:


Destes só o marcador de Ó meu rico Santo António! já apareceu no blogue. Muito obrigada!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Um moinho de maré


O moinho de maré de Corroios, edificado em 1403 por iniciativa de D. Nuno Álvares Pereira [São Nuno de Santa Maria], constitui um exemplo do aproveitamento da energia das marés, cuja aplicação à moagem se generalizou noutros tempos no estuário do Tejo.

Em 1986, após a realização de obras de restauro, este espaço abriu ao público como um dos núcleos museológicos que integram o Ecomuseu Municipal do Seixal.

Tendo sido alvo nos últimos anos de um projecto de reabilitação, reabrirá as suas portas no próximo dia 11 de Setembro, às 18H00, com a exposição “600 Anos de Moagem no Moinho de Maré de Corroios”, a qual nos convida a descobrir um património que, embora raro, é representativo da actividade outrora desenvolvida no estuário do Tejo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Aquisições recentes - 6


Esta "Aquisições recentes " é a rubrica que tenho mais atrasada aqui no blogue, e não é por falta de matéria-prima, pois que tenho umas dezenas de títulos que penso serem de mencionar aqui à espera. Decidi recomeçar, embora sem seguir um critério cronológico estrito, por este romance que comprei há uns meses. Comprei-o por vários motivos, e entre eles a surpresa de um romance sobre o Santo Condestável escrito por um estrangeiro nos anos 50 do século passado.
Aqui fica informação, extraída do próprio livro, sobre o autor e a obra:
" Reinhold Schneider nasceu, em 1903, em Baden-Baden, onde seus pais dirigiam o famoso Hotel Messmer que, desde meados do séc.XIX, acolhia imperadores e reis, nobres e ricos burgueses nas suas vilegiaturas termais. Depois da Primeira Guerra, estabelece-se em Dresden como tradutor numa firma comercial. Renunciando à sua actividade, muda para Berlim em 1928 e inicia uma vida de escritor independente.
No mesmo ano visita Portugal, cuja história, cultura e destino muito o impressionam e constituirão influência determinante ao longo da sua vida. Um livro sobre Camões, no ano seguinte, assinala a sua estreia nas letras.
O regime nacional-socialista proíbe a publicação das suas obras mas, impressas clandestinamente, estas continuam a ser lidas mesmo entre os soldados alemães na frente de batalha.
Após a guerra, prossegue a sua actividade de escritor e conferencista, assumindo posições sobre o rearmamento alemão que são fonte de intensa controvérsia. Em 1956 é distinguido com o Prémio da Paz da Associação dos Livreiros Alemães, e nesse mesmo ano publica a Lamparina de Prata, seu único romance, sobre o Condestável Nun' Álvares Pereira, figura que admira acima de todas e considera «das mais belas da História da Europa». Morre em Freiburg no domingo de Páscoa de 1958. "
E da Nota dos Editores :
" Em 1956, próximo do fim da sua curta vida, Reinhold Schneider, um dos maiores escritores e pensadores alemães de matriz cristã do séc.XX, dedica o seu único romance ao Condestável Nun' Álvares Pereira. Assim culminava um interesse apaixonado de mais de um quarto de século pela história e a cultura portuguesas, desde que percorrera o país no final dos anos 20 e se estreara nas letras com um livro sobre Camões, logo seguido pelo diário da sua estadia.
(...) A Lamparina de Prata, romance que permanecia estranhamente desconhecido em Portugal, é a homenagem a uma figura « das mais belas da História da Europa » e o testemunho e súmula de um dos mais importantes pensadores do fenómeno histórico, tendo, doravante, de ser reconhecido entre as obras mais significativas alguma vez dedicadas ao Condestável. "
- A Lamparina de Prata, Reinhold Schneider, Abril de 2009, Evoramons Editores.


domingo, 31 de maio de 2009

O Retrato de Nun’Álvares (III). D.António dos Reis Rodrigues!


“(…) resolvi abordar o assunto sobretudo pelo lado técnico, e o estudo desse aspecto da questão já me permitiu resolução do caso «Mestre de São Bento e Cristóvão de Figueiredo», confundidos por Haupt, como, de resto, o têm sido por todos os críticos de arte a quase totalidade dos artistas da época, tão grandes são as afinidades e semelhanças que a todos trouxe a comunidade das oficinas em que trabalharam. O mestre de São Bento, ao contrário do que também algum tempo supus, não é o pintor Cristóvão de Figueiredo, sendo, sem dúvida, o autor do primitivo retábulo da capela-mor da Igreja da Madre Deus e devendo ser, como brevemente mostraremos, o pintor régio Gregório Lopes, pai de Cristóvão Lopes, também pintor régio a partir de 1551, e que podemos, desde já, identificar com o autor dos retratos de D. João III e Dona Catarina, do coro alto da Madre Deus.”
x
D.António dos Reis Rodrigues, Nun’ Álvares Condestável e Santo, Lisboa: Alêtheia Editores, 2009, p. 103.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Resposta ao 1.º pedido de ajuda


O nosso simpático comentador J.P. , que acompanha este blogue desde o seu inicio, enviou-me uma imagem do estandarte que esteve exposto no Vaticano. Sempre eram três as figuras.
Sempre serão identificadores de solidariedade e protecção com os carenciados, ou terão um outro significado?
Aqui fica o meu agradecimento e a imagem para todos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pedido de ajuda


Gostaria de encontrar uma imagem, em boas condições, da tapeçaria que esteve exposta no Vaticano, aquando da cerimónia de Santificação de São Nuno de Santa Maria. Não consegui melhor do que esta que acompanha este post.
1.º pedido: Algum amigo sabe onde posso encontrar uma boa imagem?
Por tradição é essa a imagem que passa para a "legenda áurea" e nela encontram-se todos os símbolos que permitem uma posterior identificação iconográfica do Santo. E é ai que necessito também de ajuda.
2.º pedido: No canto inferior esquerdo aparecem pequenas imagens que me parecem ser de três figuras. As figurinhas, aparentemente idênticas, aparecem também em São Nicolau (cuja imagem se pode recordar revendo o post colocado no dia 16 de Maio pela nossa colega Ana, aqui no Prosimetron .
As três figurinhas, na tapeçaria, serão identificadores de solidariedade e protecção com os carenciados, ou terão um outro significado? E que outros Santos têm o mesmo símbolo iconográfico?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Filatelia: Nuno Álvares Pereira


Se não houve mudança é este o selo que os correios vão colocar em circulação no próximo dia 26 de Abril.
Haverá carimbo especial em Lisboa (Restauradores); Porto (Município); Funchal (Zarco); Ponta Delgada (Antero de Quental).

Uma curiosidade, um mistério



Possuo uma medalha, que é um mistério: cunhada para a inauguração da estátua do Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira em Lisboa, em 1967, a verdade é que a estátua foi parar à Batalha. Esteve para ser colocada no alto do Parque Eduardo VII, mas parece que Salazar não gostou da ideia e desterrou-a. O cunho foi destruído e esta medalha é rara. Será que alguém conhece esta história?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ateus contra Cavaco



A Associação Ateísta Portuguesa manifestou-se "absolutamente indignada" pelo facto de Cavaco Silva ter aceite fazer parte da comissão de honra da canonização de D.Nuno Álvares Pereira, cerimónia que se realiza no próximo dia 26, em Roma. Diz a AAP que se assim se estabelece " uma confusão entre as funções de Estado e os actos pios de foro individual". Será que a Associação não sabe que é da praxe estarem presentes autoridades do país de origem de quem é canonizado?
Duvido que Mário Soares ou Jorge Sampaio se tivessem recusado a estar na comissão de honra.

sábado, 28 de março de 2009

Ainda D. Nuno Álvares Pereira

" (...) Até agora, não dei conta de qualquer actividade relevante programada a propósito da santificação do Condestável. Apenas têm surgido algumas iniciativas isoladas e dispersas, oriundas maioritamente de instituições e personalidades relacionadas com a defesa da monarquia e de responsáveis religiosos.
A elevação do Condestável à dignidade dos altares da Igreja Católica pelo Vaticano não pode ser ignorada por Portugal. Este acontecimento, de tanta relevância e expressão pública a nível mundial, na comunidade de centenas de milhões de católicos, pode e deve ser aproveitado com a finalidade de acentuar perante os portugueses a condição de D. Nuno como grande figura nacional, cuja actuação contribuiu decisivamente para a formação e consolidação da nação que ainda hoje somos, em momentos particularmente difíceis e com a independência da pátria em grande perigo.
O que fariam outros países, como a Espanha, a França, os EUA, o Brasil a uma das suas figuras históricas, perante uma distinção idêntica?
Seria bom para a nossa auto-estima, tão abalada que ela tem andado, apesar das coisas positivas que muitos dos nossos compatriotas vão fazendo- algumas de repercussão internacional-, se os meios de comunicação públicos e privados debatessem abertamente a figura de Nuno Álvares no seu tempo, o período em que viveu e de que foi um dos principais protagonistas, as suas atitudes positivas e negativas, os valores que animavam os portugueses de então, enfim, todos os aspectos que contribuíram para desenhar o seu perfil histórico, sejam eles de aplaudir ou de reprovar.
Neste contexto, o Estado português não poderá abster-se. (...) "

- José Loureiro dos Santos, in PÚBLICO de 27/03/2009.

domingo, 1 de março de 2009

Petição aos CTT sobre D. Nuno Álvares Pereira






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D. NUNO ÁLVARES PEREIRA PERPETUADO

NUM INTEIRO POSTAL DOS CTT







http://www.petitiononline.com/inpostal/petition.html

É esta a petição onde se solicita aos Correios de Portugal
que assinalem pelo meio sugerido a canonização de D. Nuno Álvares
Pereira, como Santo de Portugal.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mais um santo português

É já no próximo dia 26 de Abril que será canonizado, juntamente com quatro beatos italianos fundadores de congregações, D. Nuno Álvares Pereira que há muito é para a Igreja Católica o Beato Nuno de Santa Maria.
Beatificado em 1918 pelo Papa Bento XV, o Santo Condestável (entre nós já o é antes de o ser em Roma) que até deu o nome a uma igreja de Lisboa, teve de esperar por 2004 para que fosse reaberto o seu processo de canonização com a alegada cura milagrosa da cozinheira de Vila Franca de Xira, Guilhermina de Jesus.
O último português a ser canonizado foi S. João de Brito (1647-1693), em 1947 pelo Papa Pio XII.
Como se vê, estamos muito longe do recorde estabelecido por S. Josémaria Escrivá...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A propósito de santos portugueses

Já que se falou da Rainha Santa, aqui fica uma notícia recente sobre o Santo Condestável :
"O alegado milagre já foi criticado no interior da Igreja Católica como frágil, mas a Congregação da Causa dos Santos (CCS) apresentou-o ao Papa Bento XVI e este autorizou o decreto que permite a canonização do Condestável Nuno Álvares Pereira : Guilhermina de Jesus, sexagenária de Vila Franca de Xira, sofreu lesões no olho esquerdo com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe. Por intercessão do Condestável, a mulher ficou curada, versão confirmada por médicos de Portugal e da CCS como cientificamente inexplicável. (...) De acordo com um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, citado pela Ecclesia, o cardeal português Saraiva Martins, que preside á CCS , apresentou ontem ao Papa os decretos que reconhecem o milagre. O processo para proclamar o « santo condestável» - como é já reconhecido popularmente - foi reaberto em 2004 pelo Patriarcado de Lisboa e pela Ordem do Carmo.(...) "
- António Marujo, PÚBLICO , 4 de Julho de 2008