Edgar Morin
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sábado, 30 de maio de 2026
In memoriam Edgar Morin
quinta-feira, 19 de setembro de 2024
Para ler - 15
«Em 1990, quando o SH [Sciences Humaines] dava os primeiros passos, Edgar [Morin] já tinha uma obra considerável: a sua atividade sem limites tinha-o levado a explorar novos domínios: a antropologia da morte e do cinema, a sociologia do presente, da juventude, o estudo dos rumores... Tinha trilhado uma vida paralela como intelectual empenhado e filósofo do conhecimento. Também se tinha dedicado à poesia, ao romance e ao cinema. A obra de Edgar Morin é monumental, atípica e desconcertante. Seguiu o seu curso fora das escolas de pensamento e das disciplinas académicas. Depois, há o próprio homem: nos seus numerosos diários, Edgar Morin revela-se com uma autoironia e uma sinceridade muitas vezes desconcertantes. As suas grandes ideias convivem com as suas pequenas histórias. Todos se podem reconhecer nelas e partilhar com ele uma parte da nossa humanidade comum.» (Daqui)
Este n.º especial vai ser uma das minhas leituras de outubro.
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
Edgar Morin: le philosophe indiscipliné
Vi há dias que saiu este número especial dedicado a Edgar Morin. Saiu no final de junho, mas já o encomendei.
sexta-feira, 9 de julho de 2021
Edgar Morin, chronique d'un regard
Logo às 18h00 na Cinemateca.
quinta-feira, 8 de julho de 2021
Parabéns, Edgar Morin!
Edgar Morin faz hoje 100 anos!
A Cinemateca Portuguesa evoca o seu aniversário com a passagem de dois filmes, hoje e amanhã: Chronique d'un été, de Jean Rouch e Edgar Morin, e Edgar Morin: Chronique d'un regard de Céline Gailleurd e Olivier Bohier.
Vejam o primeiro destes filmes:
sexta-feira, 19 de junho de 2020
Para ler - 5
O último livro de Edgar Morin saiu anteontem em França:
Paris: Denoël, 2020
Se não entendermos a pandemia, saibamos tirar daí lições para o futuro.Um pequeno vírus numa cidade muito distante da China desencadeou a agitação do mundo. O choque terá sido suficiente para finalmente consciencializar todos que há uma comunidade de destino? Para desacelerar a nossa corrida frenética pelo desenvolvimento técnico e económico? Eis que entrámos numa era de grandes incertezas. O futuro imprevisível está agora em construção. Asseguremo-nos que será para a regeneração da política, para a proteção do planeta e para uma humanização da sociedade. É a hora de mudar de rumo. (Retirado da Amazon.)
segunda-feira, 23 de março de 2020
Edgar Morin a L'Obs
Quel est, à ce stade, le principal enseignement que l’on puisse tirer de la pandémie du coronavirus ?
Cette crise nous montre que la mondialisation est une interdépendance sans solidarité. Le mouvement de globalisation a certes produit l’unification techno-économique de la planète, mais il n’a pas fait progresser la compréhension entre les peuples. Depuis le début de la globalisation, dans les années 1990, guerres et crises financières ont sévi. Les périls planétaires – écologie, armes nucléaires, économie déréglée – ont créé une communauté de destin pour les humains, mais ceux-ci n’en ont pas pris conscience. Le virus éclaire aujourd’hui de manière immédiate et tragique cette communauté de destin. En prendrons-nous enfin conscience ? Faute de solidarité internationale et d’organismes communs pour prendre des mesures à l’échelle de la pandémie, on assiste à la fermeture égoïste des nations sur elles-mêmes.
L'Obs, Paris, 18 mar. 2020
sábado, 1 de outubro de 2016
«A utopia é o sonho necessário, a realidade é o desafio permanente»
«A utopia é o sonho necessário,
a realidade é o desafio permanente. Estou impregnado desta filosofia que Edgar Morin apelidou de filosofia da complexidade.»
Daniel Cohn-Bendit
(Entrevista a Le Monde, Paris, 12 set. 2015)
quinta-feira, 13 de março de 2014
Pensamento ( s )
Como toda a gente, tenho um horror total às esperas nos correios ou nos consultórios e não suporto as filas burocráticas a que nos obrigam. Contudo, não cesso de esperar o inesperado.
- Edgar Morin
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
O «Tesouro dos remédios da alma» - 20
«Le grand malheur que pouvait constituer cette période de chômage fut aussi pour moi une grande chance. Mon amie Olga Wormser, qui lançait une collection d'essais à dimension historique chez Corrêa, me demanda un livre. Je proposai L'Homme et la mort. Elle me fit établir un contrat et je me mis au travail à la Bibliothèque nationale. J'y passai plus d'une année de fréquentation quotidienne. J'y pris mes aises et mes habitudes, j'y avais mon siège favori, mes livres déposés la veille et repris le lendemain, je bénéficiai de la familiarité des appariteurs et de la grande amitié de Maria Susini, bibliothécaire, écrivaine d'origine corse, qui m'aidait de multiples façons. Je m'absentais seulement pour fumer une cigarette, prendre un café, un sandwich à déjeuner [...].
«Je fus d'abord défricheur et explorateur de bibliographies dispersées. En effet, à l'article "Mort", on ne trouvait que deux ou trois titres à caractère religieux. Il fallait voir du côté de l'ethnographie, de l'anthropologie, des religions, de la psychologie, des psychanalyses, de l'histoire, de la littérature, de la poésie et, bien sûr, de la biologie. Pour la première fois, mon esprit déployait ses ailes en survolant des disciplines séparées, pour fondre, comme l'aigle sur sa proie, sur l'information intéressante et l'inscrire sur une fiche. Je faisais d'innombrables sécouvertes en éprouvant une volupté intellectuelle sans égale. J'accumulais les notes sur un nombre croissant de fiches, chacune portant un intitulé provisoire. Quel merveilleux voyage ce fut pour moi, dans l'immensité des savoirs, immobile sur mon siège de la BN! Je crois que j'aurais pu y passer ma vie. C'était à la fois monacal et jouissif, mystique, austère et épucurien.
«Je fis là la connaissance d'un vieux monsieur assidu comme moi. "Non pas comme vous, rectifia-t-il: je suis là depuis 1905. J'étais un jeune homme riche, ayant calèche et valet, ne m'intéressant qu'aux plaisirs matériels, quand j'entrai un jour par curiosité à la Bibliohtèque nationale, et n'en suis plus ressorti depuis. J'ai vendu la calèche, j'ai licencié le valet et me suis plongé dans les livres. Puis j'ai eu l'idée de receuillir des connaissances insolites au service des gens curieux e j'ai créé une publication, L'Intermédiaire des curieux, où grâce à mes lectures, je peux réondre aux interrogations les plus diverses."»
Edgar Morin
In: Mon Paris, ma mémoire. Paris: Fayard, 2013, p. 119-120
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Edgar Morin : L'aventure d'une pensée
Não sei se sabem, mas eu aprecio imenso esta criatura. Hoje vi numa livraria este n.º, já de maio-junho, desta revista e resolvi comprá-lo. Vai ser a minha leitura noturna.
Amanhâ temos uma citação de Edgar Morin, retirada de um livro dele que li recentemente.
domingo, 7 de abril de 2013
Os meus franceses - 266
A atriz Gina Manès, nascida a 7 de abril de 1893, em Paris, e referida por Edgar Morin nas «Leituras no Metro» de ontem.
sábado, 6 de abril de 2013
Leituras no Metro - 126
«C'était la culture des chansonettes et du musette , celle des films qui étaient alors tous populaires (l'élite intelectuelle méprisait le cinéma, divertissement d'ilotes", selon Georges Duhamel), y compris la trilogie de Marius, de Marcel Pagnol, Sous les toits de Paris et le 14 Juillet de René Clair.»
E Edgar Morin continua: «J'y subis la fascination de films comme L'Atlantide, de Pabst (1932), où la fatale Antinea, incarnée para Brigitte Helm, me rendit fou de désir, ainsi que la non moins fatale brune Gina Manès dans La Voie sans disque de Léon Poirier (1933). À l'époque, on y censurait le sexe, mais l'éros était concentré de façon si intense, dans les regards et les expressions, qu'ils étaient bien plus envoûtants, érotiquement, que les pornographies d'aujourd'hui.»
In: Mon Paris, ma mémoire. Paris: Fayard, 2013, p.24
In: Mon Paris, ma mémoire. Paris: Fayard, 2013, p.24
sexta-feira, 1 de março de 2013
Nas montras de Paris - 2
Paris: Flammarion, 2013
€19,00
Quem acredita que a crise acabou? François Hollande e o PSF apostam no crescimento para fazer baixar o desemprego e o emprego precário que atingiram níveis inimagináveis. Mas o ano de 2013 vai ser marcado pelo agravamento da crise. A esquerda no poder está condenada a dececionar os seus eleitores? Este livro pretende dizer a verdade sobre os perigos que nos ameaçam e, sobretudo, propor soluções para estes problemas. os sistemas atuais estão cada vez mais interdependentes, para o pior e para o melhor. O efeito dominó pode também funcionar para sairmos da crise.
Os autores deste livro, Michel Rocard e Pierre Larrouturou, colocam a esquerda francesa e europeia face às suas responsabilidades e avançam com propostas concretas.
Michel Rocard nasceu em 1930 e é membro do PSF desde 1949. Em 1960 fundou o PSU, regressando ao PSF em 1974. Foi primeiro-ministro da França entre 1988 e 1991.
Pierre Larrouturou nasceu em 1964. è membro do PSF, especialista em questões económicas. Criou com Stéphane Hessel, Edgar Morin e Michel Rocard o movimento Roosevelt 2012 (http://www.roosevelt2012.fr/).
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Nas montras de Paris - 1
Paris: Fayard, 2012
€5,10
«Esperamos contribuir para a formação de um poderoso movimento de cidadania, para uma insurreição das consciências, que possa gerar uma política à altura das exigências».
Stéphane Hessel, Edgar Morin
sábado, 5 de maio de 2012
Edgar Morin / François Hollande
O filósofo e o político encontraram-se e conversaram. Pode ler em:
quarta-feira, 7 de março de 2012
Leituras no Metro - 85
«Uma cultura é um corpo complexo de normas, símbolos, mitos, imagens. Este conjunto penetra o indivíduo, orienta as suas emoções, alimenta a vida imaginária que cada um guarda e com a qual se cobre, modela a sua personalidade. A cultura de massa, através dos filmes, emissões televisivas, magazines, etc., penetra o indivíduo, orienta as suas emoções, muitas vezes a sua vida imaginária, contribui para modelar a sua personalidade.
[..]
«- A título pessoal, aprecia o que chamamos a cultura de massas?
«Na minha infância, fui imergido nesta cultura. Eu era e continuo um cinéfago, vejo todas as espécies de emissões televisivas, gosto de séries como New York District Polices Blues, La Loi de Los Angeles, a série brasileira Dona Beja. A cultura de massa pelo cinema e pela televisão é o único terreno comum a todos os povo, dirige-se a pessoas de todas as idades, aos dois sexos, de todas as culturas. Ela revela e acorda o homem-criança que se encontra em qualquer homem, curioso, gostando do jogo, do divertimento, do mito, do conto. Fundamentalmente profana, ela segrega o seu próprio imaginário e a sua própria mitologia, como o culto das stars, e a sua ideologia: aos valores transcendentais opõe a felicidade individual. Efectivamente, ela criou, desde os anos de 1930 até 1960, uma religião baseada na felicidade, tão ilusória como todas as religiões. Eu desprezo qualquer desprezo global, incluindo o que diz respeito à cultura de massa.»
[..]
«- A título pessoal, aprecia o que chamamos a cultura de massas?
«Na minha infância, fui imergido nesta cultura. Eu era e continuo um cinéfago, vejo todas as espécies de emissões televisivas, gosto de séries como New York District Polices Blues, La Loi de Los Angeles, a série brasileira Dona Beja. A cultura de massa pelo cinema e pela televisão é o único terreno comum a todos os povo, dirige-se a pessoas de todas as idades, aos dois sexos, de todas as culturas. Ela revela e acorda o homem-criança que se encontra em qualquer homem, curioso, gostando do jogo, do divertimento, do mito, do conto. Fundamentalmente profana, ela segrega o seu próprio imaginário e a sua própria mitologia, como o culto das stars, e a sua ideologia: aos valores transcendentais opõe a felicidade individual. Efectivamente, ela criou, desde os anos de 1930 até 1960, uma religião baseada na felicidade, tão ilusória como todas as religiões. Eu desprezo qualquer desprezo global, incluindo o que diz respeito à cultura de massa.»
Edgar Morin
In: O meu caminho: entrevista com Djénane Kareh Tager. Lisboa: Inst. Piajet,, 2009, p. 99, 101-102
Nos últimos dias tenho estado a ler esta entrevista de Edgar Morin, em que ele passa em revista a sua vida. Muito interessante. Vai voltar aqui ao blogue.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O Homem e o Conhecimento, um pensamento de Edgar Morin.
Edgar Morin
O Homem e o conhecimentoO conhecimento do conhecimento ensina-nos que apenas conhecemos uma pequena película da realidade. A única realidade que é cognoscível é co-produzida pelo espírito humano, com a ajuda do imaginário. O real e o imaginário estão entretecidos e formam o complexo dos nossos seres e das nossas vidas. A realidade humana em si mesma é semi-imaginária. A realidade é apenas humana, e apenas parcialmente real.Li este pedaço de prosa e verifico quanto é tão verdadeira. Às vezes queremos só ouvir o que imaginamos e não o que é real. Talvez, por isso, seja do imaginário que se tecem os sonhos.
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