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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Leituras no Metro - 2970

Trad. Pedro Sousa Pires. Porto: Asa, 2006

Há uns dias reli este policial de Simenon, escrito em 1932. «Enquanto ele aguarda que a casa de La Richardière, que alugou em Marsilly, fique habitável, instala-se provisoriamente (até abril-maio de 1932) na cidade, no Grand Hôtel de France et d'Angleterre [de La Rochelle], onde escreve Le Fou de Bergerac, uma investigação de Maigret na qual a cidade da Dordogne faz mais de uma vez lembrar... La Rochelle. Vamos ler a descrição do hotel de onde o comissário, ferido, conduz as suas investigações.» (Daqui.) É assim que «Maigret foi instalado no melhor quarto do Hôtel de l'Angleterre, no primeiro andar.» (p. 24) Investigação, em que o comissário por estar preso numa cama é ajudado por Madame Maigret.
«Um guia Michelin fornecera-lhe um plano da cidade. Ora, eles estavam instalados mesmo no centro. A praça que ele via era a place du Marché [Gambetta] e aquele edifício que começava à direita era o Palácio da Justiça.
«O guia dizia: Hôtel d'Angleterre. Primeira categoria. Quartos a partir de vinte e cinco francos. Quartos de banho. [...] Também ficara a saber que o Hôtel de France era o concorrente direto do Hôtel d'Angleterre.» (p. 31)
Foi como se tivesse lido este livro pela primeira vez. A única coisa que recordava da sua primeira leitura  (numa ed. da col. Vampiro) era a ida de Madame Maigret até à Alsácia para o nascimento de mais um sobrinho, tendo o comissário aproveitado essa ausência para visitar o seu amigo Leduc, a viver na Dordogne.
A trad. é fraca.

Trad. Mascarenhas Barreto. 
Lisboa: Livros do Brasil, [1957]. (Vampiro; 117).

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Marcadores de livros - 2255

Mais uns marcadores da coleção Vampiro, correspondendo aos n.ºs 36 a 43. Pode ver os outros aquiaquiaqui e aqui:


Agradeço a quem mos ofereceu.

sábado, 30 de outubro de 2021

Marcadores de livros - 2020

Para hoje escolhi as «damas do crime» publicadas (até agora) na nova série da col. Vampiro:

N.ºs 13,18,22,23,28 e 38 da col. Vampiro.

Para Goretti e com um agradecimento a quem me tem oferecido estes marcadores.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

domingo, 24 de março de 2019

Marcadores de livros - 1306


Considerado um dos grandes jornalistas do século XX, Ryszard Kapuscinski dizia escrever para «pessoas de qualquer lugar ainda suficientemente jovens para estarem curiosas sobre o mundo».

quarta-feira, 20 de março de 2019

Marcadores de livros - 1302

Mais uns marcadores da coleção Vampiro, correspondendo aos nºs 20 a 27 da nova série da coleção. Pode ver os outros aqui e aqui:


Com um agradecimento a quem mos continua a oferecer.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Marcadores de livros - 1067

Em continuação ao n.º 719 desta série, posto mais oito marcadores da coleção Vampiro, desta vez dos nºs 12 ao 19.


Com renovados agradecimentos a quem mos ofereceu e com votos de que continue a colecionar os Vampiros. :)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

sábado, 18 de março de 2017

A Coleção Miniatura está de volta



Parece que foram postos à venda em janeiro, os três primeiros números da renovada Coleção Miniatura, da Livros do Brasil, mas eu só ainda vi os dois primeiros. 
Criada nos anos 50, e com o slogan «As Grandes Obras em Pequenos Volumes», esta foi uma das principais coleções de livros de bolso em Portugal e contou com 170 números. Nesta nova série, o formato dos livros é muito semelhante ao da coleção original, mas nela sairão autores contemporâneos e clássicos, ao contrário do que acontece (pelo menos até agora) com a Vampiro.
A Louca da Casa, de Rosa Montero, Soldados de Salamina, de Javier Cercas, e A um deus desconhecido, de John Steinbeck, são os três primeiros títulos da nova Miniatura.
«Sobre A Louca da Casa: Um romance? Um ensaio? Uma autobiografia? A Louca da Casa é, em qualquer dos casos, a obra mais pessoal de Rosa Montero: uma viagem através do misterioso universo da fantasia, da criação artística e das recordações mais secretas da própria autora, que neste livro empreende uma viagem ao mais profundo do seu ser através de um jogo narrativo pleno de surpresas, onde literatura e vida se misturam num cocktail afrodisíaco de biografias alheias e de autobiografia romanceada. E assim descobrimos, por exemplo, que Goethe adulava os poderosos, que Tolstoi era um energúmeno, que Rosa, ela própria, em criança, se julgava anã, e que, com vinte e três anos, manteve um extravagante e arrebatador romance com um ator famoso. Todavia, não devemos fiar-nos por completo em tudo o que a autora conta sobre si mesma: as recordações não são sempre o que parecem.
«Sobre Soldados de Salamina: Ao ser publicado, em 2001, Soldados de Salamina inaugurava uma nova época no romance espanhol e rapidamente se transformava num ruidoso bestseller, com mais de um milhão de exemplares vendidos e traduções em numerosos países. Num recente inquérito do jornal El País, um painel de 50 críticos colocou-o entre os dez melhores livros da literatura de língua espanhola, ao lado de obras de Bolaño, Vargas Llosa, Javier Marías, Vila-Matas ou Marsé. Cercas criava uma nova forma de abordar a Guerra Civil de Espanha, construindo o seu relato sem apriorismos ideológicos. Um soldado republicano pôde matar um militar fascista, mas não o fez. Cercas transforma esse soldado que teve um gesto de piedade num herói. Os leitores fizeram o mesmo.
«Sobre A um deus desconhecido: As antigas crenças pagãs, as grandes epopeias gregas e os relatos da Bíblia servem de base a este romance extraordinário, que Steinbeck demorou cinco longos anos a escrever. Cumprindo a promessa feita ao pai antes da sua morte, Joseph Wayne parte para o Oeste com o desejo de criar uma quinta próspera na Califórnia. Aí encontra uma bela e imponente árvore e acredita estar nela incorporado o espírito do pai. Os irmãos e respetivas famílias, que foram viver com ele, beneficiam dos êxitos e da prosperidade de Joseph, e a quinta cresce — até um dos irmãos, assustado pelas suas crenças pagãs, decidir cortar a árvore, fazendo com que a doença e a fome se abatam de súbito sobre todos eles. A um deus desconhecido é um romance quase místico, que tem por tema central o modo como os homens tentam controlar as forças da natureza e ao mesmo tempo compreender a sua relação com Deus e com o inconsciente.»
http://www.estantedelivros.com/2017/01/novidade-livros-do-brasil-colecao-miniatura.html

Saúdo a saída desta coleção e desejo-lhe uma longa vida.

Dois livros da antiga coleção, com capas de Infante do Carmo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Em adenda a «100 Milhões»



Lisboa: Livros do Brasil, 1963. (Colecção Vampiro; 18)
Lisboa: Livros do Brasil, 1981? (Vampiro Gigante; 17)

No seguimento do post do MLV sobre o livro mais vendido no mundo a seguir à Bíblia, fui ver se ele estava editado em português. Ten Little Niggers está traduzido por Baptista de Carvalho como Convite para a morte. Saiu primeiro na col. Vampiro, com uma capa surrealista de Cândido Costa Pinto - comme il faut -,  e mais tarde na Vampiro Gigante. Não o tenho e não me lembro de o ter lido, mas brevemente o farei.

Desconfio que pelo Arpose deve haver o Vampirito. :)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Marcadores de livros - 240

Uma coleção em armónio da Livros do Brasil, recentemente comprada pela Porto Ed., publicitando livros de Steinbeck, Hemingway, Malraux, Truman Capote e Virginia Woolf, publicados na coleção Dois Mundos.

Agradeço a quem mos enviou.

E mais dois soltos, com o reverso branco.

terça-feira, 28 de julho de 2015

A Vampiro vai voltar

Foi anunciado no início do ano, que a coleção Vampiro ia voltar pela mão da Porto Editora que comprou a Livros do Brasil. Mas quando sairá novo volume?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Quase na hora de...

Quem conhece as aventuras de Nero Wolfe, o brilhante, temperamental e gourmand detective criado por Rex Stout, sabe que pode sempre contar com  apetitosas descrições gastronómicas em cada obra. Talvez algumas sejam um pouco fortes para os padrões actuais, mas lá que fazem abrir o apetite...

(...) Os borrachos marinados em natas leves, envoltos em farinha temperada com sal, pimenta, noz moscada, tomilho e bagas de zimbro esmagadas, salteados em azeite e servidos sobre uma tosta, regados com geleia de groselha e molho de natas ao Madeira, são um dos petiscos preferidos de Wolfe, geralmente consome três, mas já vi comer quatro. (...)

Esta receita é do livro Plot It Yourself, de 1959, traduzido para português por Clarisse Tavares para a famosa Colecção Vampiro ( é o nº 564, Crimes em série ) da Livros do Brasil, a mais longeva colecção de literatura policial que existiu no nosso país.

sábado, 9 de maio de 2009

No Dia da Europa - 1

" (...) Acontece-me, por vezes, ao voltar de uma dessas curtas tréguas que nos deixa a luta comum, pensar em todos os recantos da Europa que conheço bem. É uma terra magnífica, feita de sacrifícios e de história. Revejo as peregrinações que fiz com todos os homens do Ocidente. As rosas nos claustros de Florença, as tulipas douradas de Cracóvia, o Hradschin com os seus paços mortos, as estátuas contorcidas da ponte Karl sobre o Ultava, os delicados jardins de Salzburgo.
Todas essas flores, essas pedras, essas colinas e essas paisagens onde o tempo dos homens e o tempo da natureza confundiram velhas árvores e monumentos! A minha memória fundiu essas imagens sobrepostas para delas formar um rosto único: o da minha pátria maior. (...) "

- Albert Camus, Terceira carta ( Abril de 1944 ) , in Cartas a um amigo alemão, Editora Livros do Brasil, 1ª edição, Lisboa, Novembro de 2003.

Descobri ontem na Feira do Livro estas Cartas a um amigo alemão. Li-as compulsivamente, e só me fizeram engrandecer a opinião que tinha sobre Camus que, além de todos os outros, tem para mim o mérito de ter sido um europeísta convicto.
Achei esta passagem da Terceira Carta muito oportuna para este Dia da Europa. Para mim, a Europa é também a minha pátria maior.