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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Marcadores de livros - 3518

Como hoje vamos saber quem é o Nobel da Literatura 2025, trago alguns marcadores que ainda não tinha postado de nobelizados nesta área.

1907


1920

1924

1930

1946

1953

Verso e reverso.

1956 / 1989

1962

1981

1982

1998

1999


Versos e reversos.

2000

2002
Verso e reverso.
Verso e reverso.

2006

2009

2011
Verso e reverso.

2012

2013

Versos e reversos.

2023

Versos e reversos.

Com agradecimentos a Goretti, Justa e Maria Luisa.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Pensamento ( s )


Na velhice, o ser humano tem que decidir entre converter-se em madeira ou em pedra. A madeira é aromática, mas a pedra é mais dura. 

- Elias Canetti, in Apontamentos .

A pensar na Prima Lina, 89, que nos deixou este fim de semana. Era mais pedra que madeira, mas até a pedra tem os seus limites. Não foi a Covid-19 que a quebrou, foram as várias doenças que tinha, e sem dúvida estar um mês sem ver ninguém, nem sequer a filha.

sábado, 13 de outubro de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Leituras no Metro - 88


«[...] Dickens. Foi o autor que [a minha mãe] me deu a ler nessa época e eu tomei-me por ele de uma paixão sem igual. Ela tinha começado por Oliver Twist e Nicolas Nickleby; o segundo, sobretudo, tratando dos costumes escolares na Inglaterra de então, agradava-me de tal modo que não me queria separar dele. Quando chegava ao final, recomeçava e relia tudo da primeira à última linha. Devorei-o assim três ou quatro vezes, talvez mais. "Mas, então, tu já o conheces, dizia ela. Não queres ler outro?" Mas quanto mais o conhecia, mais me apetecia mergulhar nele. [...] Por fim, ela decidiu dar-me David Copperfield, o livro de Dickens que ela preferia e que ela considerava como a sua obra mais bem sucedida.»
Elias Canetti - Histoire d'une jeunesse (1905-1922). Paris: Albin Michel, cop. 1980, p. 232-233

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Leituras no Metro - 87

Lenine costumava frequentar o café Odeon durante o seu exílio em Zurique.

«[...] dizia-se que Lenine vivia em Zurique. [...] Um dia quando passávamos defronte de um café, [a minha mãe] mostrou-me um homem com um crânio enorme sentado perto da janela; sobre a mesa, ao lado dele, havia uma pilha de jornais [...]. Ele atirou bruscamente a cabeça para trás, virou-se para o homem sentado ao seu lado e falou-lhe ao ouvido. A minha mãe disse: "Olha bem. É Lenine. Ainda vais ouvir falar dele."»
Elias Canetti - Histoire d'une jeunesse (1905-1922). Paris: Albin Michel, cop. 1980, p. 225-226