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domingo, 5 de janeiro de 2025

Marcadores de livros - 3265

A BnF (François Mitterrand) foi inaugurada há 31 anos.

Jean Fouquet - «Couronnement de Louis VI le Gros». Iluminura de Grandes Chroniques de France, ca 1455-1460

«Harmonie d'automne du vent et de la lune». 
Pìntura il. o romance Xixiangji. Dinastia Qing, 1846

Gustave Doré - L'éducation d'Arthur
Grav. a partir de des. de Alfred Tennyson.
Il. para livro ed. pela Hachette, 1869.


segunda-feira, 25 de março de 2024

As artes em França no reinado de Carlos VII

A exposição mostra a diversidade da produção artística durante o reinado de Carlos VII. Reúne manuscritos iluminados, pinturas, esculturas, ourivesaria, vitrais e tapeçarias. Entre as obras de exceção, contam-se o dossel de Carlos VII (tapeçaria, Museu do Louvre), o manuscrito das Grandes Heures de Rohan (BNF) e a pintura da Anunciação de Aix-en-Provence, de Barthélémy d'Eyck, pintor do Duque René d'Anjou que iluminou o seu Livre des tournois (BnF). Por último, toda uma secção é consagrada a Jean Fouquet, um dos maiores pintores franceses do século XV. Iluminador de génio, é o autor do célebre retrato pintado sobre madeira de Carlos VII (Museu do Louvre), que ocupa um lugar de destaque na exposição. 


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Marcadores de livros - 1523



Versos e reversos de marcadores feitos aquando da exposição Jean Fouquet, peintre et enlumineur du XVe siècle, realizada na BnF em 2003.


domingo, 23 de novembro de 2014

Casos do 14

O Elias
Elias tinha uma tara
qual era ninguém sabia.
Tinha atracção por gravatas
grenás e às pintinhas brancas
e engraxava os sapatos
sempre encostado às esquinas.
Trabalhava ai trabalhava
sentado e todo dobrado
com a mão a servir de pala
por causa da luz do sol
que entrava pelo gabinete
onde a preencher documentos
era como ele dizia
um autêntico portento.
Mal acabava o trabalho
sumia-se pelas vielas
caminhando empertigado
sacudindo o pó dos ombros
do seu casaco azulado
e para esticar os punhos
da sua camisa branca
levava as mãos aos sovacos
e logo de imediato
num gesto bem computado
puxava os punhos com os dedos
com tão grande precisão
que fosse qual fosse a mão
quando tinha que os puxar
os punhos obedeciam sem falhar.
E assim era o Elias
no seu vulgar dia a dia.
Até que um dia
a empregada da pensão
onde vivia o Elias
vai dar com ele de pé
em frente à televisão
de cuecas e em peúgas
numa grande convulsão
na altura que o Santo Padre
em plena praça de S. Pedro
de costas e em saiote
abrindo os braços benzia
uma enorme multidão.

Eduardo Valente da Fonseca, Casos do 14. Porto: Cadernos do Caos, p. 57-59.

Conheci o escritor/jornalista através da Livraria Lumière e achei que o retratado no poema ligava bem com o retrato pintado por Jean Fouquet.
Boa tarde!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Do Materno: A Virgem e o Menino, Jean Fouquet.

Jean Fouquet, A Virgem e o Menino, ladeada por anjos.
Díptico de Melun, 1450, Wood, 93 x 85 cm, Royal Museum of Fine Arts, Antwerp
A Virgem com o Menino ao colo é um tema plurissecular na arte sacra ocidental. Jean Fouquet abordou o assunto no Díptico de Melun (ca. 1452-1455), emprestando a Maria o rosto de Agnès Sorel. Fouquet desenha uma dona tardo-medieval de seios opulentos, pele marmórea como era próprio dos estratos sociais elevados e vestuário rico, não omitindo sequer o detalhe da testa rapada à navalha. O conceito de pudor na Idade Média não abarcava o seio desnudo quando em contexto de amamentação, costume que se prolongou na cultura portuguesa até ao século XX.