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segunda-feira, 13 de junho de 2022

Marcadores de livros - 2238

Dez marcadores de edições de Fernando Pessoa na Tinta da China.


No dia em que Fernando António nasceu há 134 anos, em Lisboa. 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Manuel Alegre: Prémio Consagração de Carreira 2015



O Prémio de Consagração de Carreira  é hoje entregue a Manuel Alegre, um dos nomes mais destacados da vida literária, cívica e política portuguesa desde meados da década de 60 do século passado. Manuel Alegre estreou-se em livro com a publicação de A Praça da Canção em 1965. Escreveu o livro na prisão, em Angola. Foi preso quando estava na guerra colonial..
«Nos primeiros tempos na prisão, em Angola, o alferes Manuel Alegre não tinha direito a usar papel ou lápis. E se não podia escrever poesia, pensava os textos com cuidado, dizia-os em voz alta e memorizava-os. "Uma vez até lá foi um funcionário da PIDE saber o que é que se passava, se eu estava a falar com alguém" [...]. Não estava. Mas dizê-los permitia-lhe "avaliar o ritmo do poema, a sonoridade". Isso fez com que, nas suas palavras, os textos desta Praça da Canção tenham "uma estrutura rítmica muito especial muito ligada aos cancioneiros e à poesia trovadoresca".» (Entrevista à Sábado, 29 jan. 2015).
Vários poemas de A Praça da Canção foram musicados e cantados por nomes como Adriano Correia de Oliveira. Esse livro tornou-se assim um dos símbolos da luta dos Portugueses contra a ditadura de Salazar e Caetano. Também esse facto foi tido em conta na escolha do nome de Manuel Alegre para receber a mais alta distinção anual da SPA em 2016.
Manuel Alegre foi deputado durante várias legislaturas e duas vezes candidato à Presidência da República.  Mas alguns ainda se lembraram dele como a voz da Rádio Voz da Liberdade.



terça-feira, 26 de abril de 2016

Fim

Escultura (pormenor) de Francisco Simões

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

Mário de Sá Carneiro



E o seu fim foi há 100 anos, num quarto do Hotel Nice, em Paris.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Poemas - 20

Era para ter sido no início da semana, mas circunstâncias imprevistas não o permitiram. Lembro agora, por intermédio de Mário Viegas, os 75 anos passados sobre a morte do maior poeta português do século passado.