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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Biblos, cidade milenar do Líbano

Biblos é hoje também conhecida como Jubayl, Jbail ou Jbeil.


«Mergulhe na história do primeiro porto marítimo internacional do mundo, que, desde a Antiguidade, ligava a costa libanesa ao Egito, à Mesopotâmia e ao mundo do Mar Egeu, estabeleceu laços únicos com os faraós e desempenhou um papel fundamental na história do Mediterrâneo e na difusão do alfabeto fenício.» Exposição que está no Instituto do Mundo Árabe (Paris) até 23 de agosto.


Tenhamos esperança que algo sobreviva a esta guerra de Israel no Líbano, que aquele não arrase este país.

domingo, 12 de abril de 2026

Leituras no Metro - 2989

Mapa mostrando a linha de demarcação da Linha Azul entre o Líbano e Israel, estabelecida pela ONU após a retirada israelense do sul do Líbano em 1978.

«Por ter vivido num país em guerra, num bairro submetido a bombardeamentos pelo bairro vizinho, por ter passado uma ou duas noites numa cave transformada em abrigo, com a minha jovem mulher grávida e o meu filho pequeno, os ruídos das explosões lá fora, e ali dentro mil rumores sobre a iminência de um ataque, bem como mil bisbilhotices sobre famílias degoladas, eu sei perfeitamente que o medo pode fazer oscilar qualquer pessoa para o crime. Se, em vez de falsos boatos, houvesse uma verdadeira chacina no meu bairro, teria eu mantido  por muito tempo o mesmo sangue-frio? Se, em vez de passar dois dias nesse abrigo, eu tivesse de lá passar um mês, ter-me-ia recusado a segurar a arma que me seria posta nas mãos?
«Prefiro não fazer a mim mesmo estas perguntas com muita insistência.» (Amin Maalouf - As identidades assassinas. Barcarena: Marcador, 2023, p. 32)

Quantos assassinos ou terroristas vão sair destas guerras no Médio Oriente? De Gaza, da Cisjordânia, do Irão? Miúdos que tinham pouco e ficam sem nada, sem pais, sem comida, sem casa, entregues a si próprios...

sábado, 11 de abril de 2026

Leituras no Metro - 2988

Barcarena: Marcador, 2023


(p. 25-28)

O melhor, mesmo, é ler o livro - atualíssimo. Este e outros livros de Amin Maalouf.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Tesouros de Gaza


«Nada é pior do que o abandono e o esquecimento. Esta exposição, que eu descreveria como uma saudação pública, presta homenagem a Gaza, vibrante e maravilhosamente jovem.»
Jack Lang 

Desde 2007, o Museu de Arte e História de Genebra (MAH) é o museu de refúgio de uma coleção arqueológica de cerca de 529 obras pertencentes à Autoridade Nacional Palestiniana que nunca puderam regressar a Gaza. Estas ânforas, estatuetas, estelas funerárias, lamparinas, estatuetas, mosaicos e outros objetos, que datam da Idade do Bronze até ao período otomano, formam uma coleção que se tornou uma referência à luz das recentes destruições.
Estas peças podem ser vistas no Instituto do Mundo Árabe, em paris, até 2 de novembro.


segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Cinenovidades



Com vontade de ver este The Operative, dirigido por Yuval Adler e baseado em factos reais. Diane Kruger é uma agente da Mossad que consegue infiltrar-se no Irão e que depois desaparece ...

quarta-feira, 30 de março de 2016

Citações


(...) O dinheiro do petróleo que paga o terrorismo e a guerra é o dinheiro que paga as centenas de madrassas da Ásia Central e as mesquitas da Europa. No atoleiro, Putin resolveu meter a pata para afirmar a sua estatura internacional. Vários mortos mais tarde, Putin retirou a pata, sabendo que as areias daquele deserto são o inverno russo de Napoleão. Obama, através de John Kerry, tentou equilibrar as coisas, repartindo território e inimigos. Os americanos ficaram com o Daesh. E a Europa ? A Europa, para variar, não tem posição, porque a Alemanha não tem posição. A Líbia é uma terra sem lei, passível de ser capturada por extremistas, e o Afeganistão, depois da retirada das últimas tropas, voltará ao tribalismo nacionalista e à brutalidade que o caracterizam . A Turquia já não é o nosso aliado. Nós, Ocidente. E a NATO já não existe . Resta o Norte de África que se mantém estável devido a regimes absolutistas ou militares. E o futuro ? Negro. A desagregação do Médio Oriente vai aumentar, e mais cedo ou mais tarde alguém poderá lançar a mão sobre arsenais químicos. O Daesh, na sua formação tecnológica e virtual, é invencível. Só a autodesagregação o eliminará. Nos campos de refugiados, na degradação e na humilhação, novos radicalismos se formarão. Com outros nomes. A integração desta população de apátridas que só tem o Islão como pertença é impossível .A guerra está apenas a começar. Os assassinos no meio de nós esperarão a hora. E aprenderemos a viver com medo .

- Clara Ferreira Alves, no Expresso do passado Sábado .

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Citações



(...) Uma vitória militar no Iraque e na Síria poderia ser, com a aliança dos russos, defensores dos xiitas, e dos americanos, aliados e fornecedores de armas aos sunitas, o princípio de uma terceira guerra mundial. No ponto em que estamos, qualquer batalha das forças ocidentais naquela região seria uma catástrofe. E um pesadelo operacional e logístico. Tanto mais que a Europa não tem um exército nem uma política de defesa por causa da desmilitarização compulsiva da Alemanha a seguir à guerra. Restam os bombardeamentos, e percebe-se que estes não conseguem liquidar o grupo terrorista mais rico e mais bem apetrechado de sempre . Deveriam, contudo, bombardear maciçamente a fonte principal de rendimentos, os campos de petróleo. Fazendo muitas vítimas inocentes, sem dúvida, e mergulhando a região numa catástrofe humana e ecológica .
Destruir campos de petróleo é um risco que as potências regionais não autorizam. O petróleo é a fonte de receitas e a arma diplomática. O que temos, definitivamente, é de deixar de vender armas ao Golfo Pérsico. E torcer-lhes o braço nas negociações. Nós e os russos.
Estamos condenados a viver no medo e a depender da guerra secreta enquanto o Islão se deixar devorar pelos seus assassinos.

- Clara Ferreira Alves, no Expresso do passado Sábado.

sábado, 4 de maio de 2013

Lá fora : o Tesouro do Santo Sepulcro




O Tesouro do Santo Sepulcro, peças oferecidas durante séculos pelas cortes europeias ao Santo Sepulcro de Jerusalém e guardadas até aos nossos dias pelos Franciscanos da Terra Santa, pela primeira vez exposto ao público em Versalhes e na Maison de Chateaubriand. Até 14 de Julho.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Biografias, autobiografias e afins - 73

Esta é a autobiografia do Padre Manuel Musullam, escrita a meias com o jornalista francês Jean-Claude Petit. As memórias de um observador privilegiado, já que o padre Musullam foi durante 14 anos o pároco de Gaza, e hoje, aos 72 anos, é o Presidente da Comissão Islâmico-Cristã da Palestina.
E sobre o que se passa em Gaza, controlado pelo Hamas, desde o bloqueio total imposto pelos israelistas desde 2007, o antigo pároco diz isto: " Gaza é o inferno, sofremos o terror da guerra e, agora, vivemos como escravos de Israel. Os pobres não têm nada para comer, vasculham os caixotes do lixo, vagueiam pelas ruas, parecem autênticos zombies".

Curé à Gaza, Manuel Musullam e Jean-Claude Petit, Éditions L' Aube, Maio de 2010, 205p, €17.

E este livro suscita-me duas reflexões: a primeira, sobre a "vastidão" da Igreja Católica- dos corredores adamascados do Vaticano à paróquia de Gaza, quase noutro planeta; a segunda, é fruto da minha leitura recente do último romance de Richard Zimmler, Os Anagramas de Varsóvia, já que a descrição da vida quotidiana em Gaza está tão próxima do que eram os dias dos judeus no gueto de Varsóvia...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Assim não.

Por mais que se defenda o direito de Israel ter fronteiras seguras, e por pouca simpatia que se tenha pelo governo do Hamas na Palestina, o que aconteceu esta manhã, em águas internacionais, é inaceitável e intolerável.
Pela primeira vez na minha vida, estou a pensar juntar-me esta tarde à manifestação contra a actuação do exército israelita sobre a frota da paz que se dirigia para o porto de Gaza.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A realidade e a ficção...

Revi ontem, por mero acaso do zapping, o thriller Os Três Dias do Condor, de Sydney Pollack. Como se devem lembrar, o filme de 1975 conta com grandes nomes: Robert Redford, Max von Sydow, Faye Dunaway e Cliff Robertson.
Esta manhã, via TSF, fiquei a saber como se tinha dado o atentado da semana passada na base norte-americana no Afeganistão: um agente duplo jordano fez-se explodir, eliminando sete agentes da CIA. Lembram-se como começa o Os Três Dias do Condor? Pois é, com um agente mais ou menos duplo que mata sete agentes da CIA. É só trocar o petróleo da Venezuela pelo do Médio Oriente...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Táxis de e para mulheres

Foi criada no Líbano uma empresa de táxis conduzidos por mulheres e destinados a mulheres. Chama-se Banet Taxi ( táxi para mulheres ) , e a frota é composta por carros de cor rosa, sendo que as condutoras usam uma gravata da mesma cor. A empresa tem como principais clientes pais que preferem que as suas filhas sejam conduzidas por mulheres especialmente à noite, e mulheres que estejam fartas do comportamento de certos táxistas. Apesar de tudo, o Líbano é um óasis no Médio Oriente onde em vários países as mulheres nem sequer podem ter carta de condução ( Arábia Saudita, Irão etc ) .