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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Leituras no Metro - 1063

Lisboa: Colibri, 2018

Memórias da sua vida associativa estudantil, de imigrada em Paris para acompanhar o seu marido  exilado Alfredo Noales, a vida difícil naquela cidade, o convívio com os exilados são parte do objeto deste livro de Helena Pato, nascida em Aveiro em 1939. O seu regresso a Lisboa com o marido que morreria um mês depois (mas mesmo assim foi preso pela PIDE à chegada ao aeroporto durante umas horas), a militância no PCP, a sua prisão, professora liceal e fundadora do MDM, são outras páginas da sua vida narradas neste livro.


«A noite mais longa de todas as noites é, pois, uma obra tecida com o fio do júbilo dos ideais, mas igualmente com os acontecimentos vividos no nosso país, então asfixiado por uma longa, cruel e impiedosa ditadura. Sendo tudo isto elaborado com uma vivacidade e uma argúcia que nos leva a lê-la até chegar ao fim, para logo desejar tornar ao seu começo». (Do pref. de Maria Teresa Horta)


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Marcadores de livros - 330

Alfragide: Dom Quixote, 2015

Dada a proximidade do Dia de São Valentim, apareceu nas livrarias há dias uma antologia de dezoito poemas portugueses Amar, amar perdidamente, na coleção Livro de Marcadores.

Morrer de amor 
ao pé da tua boca 

Desfalecer
à pele
do sorriso 

Sufocar 
de prazer 
com o teu corpo 

Trocar tudo por ti 
se for preciso

Maria Teresa Horta

Os outros poetas antologiados são: Almeida Garrett, António Nobre, Bocage, Cesário Verde, Diogo Bernardes, Eduardo Pitta, Fernando Pinto do Amaral, Florbela Espanca, Francisco Manuel de Melo, Judith Teixeira, Luís de Camões, Manuel Alegre, Marquesa de Alorna, Miguel Torga, Nuno Júdice, Ricardo Reis e Soror Violante do Céu. 
As ilustrações são um bocado foleiras.

terça-feira, 10 de junho de 2014

As vozes

Após a MR ter colocado o livro A Dama e o Unicórnio de Teresa Horta que tinha uma vontade imensa de o ler, ver e ouvir. Só hoje vi e li a beleza que guarda o livro. 
Agora compro livros de forma mais controlada mas este provocou a compra impulsiva. Agradeço a MR. 
Tornou-se uma recordação deste dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. 

A História coloca este problema dos que são invisíveis.

A posse ou o espírito de posse talvez seja horrível 
mas há livros que despertam este sentimento. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

É hoje posto à venda


«Poemas para Leonor é muito mais do que um livro de versos dedicado a Leonor de Almeida Portugal. Estes poemas, mais do que inspirados na mulher que foi a 4.ª Marquesa de Alorna, fazem parte do processo de escrita do romance As luzes de Leonor. Escritos ao mesmo tempo que o romance e ao longo dos mais de dez anos que durou a sua preparação, falam sobre a experiência da criação da personagem central, interrogam-na, acompanham-na, espelham-na, dialogam com ela.» (da nota à imprensa da Dom Quixote)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Prémio D. Dinis

Maria Teresa Horta recusou-se a receber o Prémio D. Dinis, que lhe foi atribuído pela sua biografia da Marquesa de Alorna, das mãos de Passos Coelho. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Biografia romanceada da Marquesa de Alorna

Leonor de Almeida Portugal, neta dos marqueses de Távora, foi enclausurada em 1758, com a mãe e a irmã, no Convento de S. Félix, em Chelas, por ordem do futuro marquês de Pombal, tendo aí vivido entre os 8 e os 27 anos.
Maria Teresa Horta recria a figura da Marquesa de Alorna em As luzes de Leonor. Editado pela Dom Quixote, estará à venda a 29 de Maio e custa €30,00.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

LIBERDADE

Pôr no peito a liberdade
Dobada na sua entrega
Compondo alma e avesso
Que mesmo assim não sossega

Liberdade sem bandeira
em país reencontrado

Coração incendiado
Num Portugal que por certo
Não lhe quer perder o hábito

Flor posta à botoeira
cousa que brota e não cessa

E rara experiência é essa
poder escrever liberdade
sendo livre e já sem pressa

Maria Teresa Horta
In: Na liberdade: antologia poética: 30 anos-25 de Abril. Peso da Régua: Garça, 2004, p. 205