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sexta-feira, 20 de março de 2020

Ícones de Hollywood


Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas, uma exposição inédita com retratos dos maiores nomes da história do cinema, abriu no dia 6 de março no Centro Português de Fotografia, no Porto, onde vai ficar patente até 7 de junho. (Entretanto, deve estar encerrada.)
As fotografias - 161 retratos dos principais nomes da história do cinema - fazem parte do espólio da Fundação John Kobal.
Charlie Chaplin, Marilyn Monroe, Marlon Brando, Audrey Hepburn, Greta Garbo, Joan Crawford, Gary Cooper, Clark Gable, Marlene Dietrich, Hedy Lamarr, Lauren Bacall, Sophie Loren, Marcello Mastroianni, Burt Lancaster e Ava Gardner são algumas das estrelas retratadas nas fotografias, organizadas por épocas, na sua maioria a preto e branco. 


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Leituras no Metro - 102

Roma, 8 abr. 2005. Foto Max Rossi/Reuters

«Assim que resolvi deixar de me interessar por obituários, o Papa e Saul Bellow morreram. O luto pelo Papa parece bizarramente irreal. Fala-se muito das conversões que ele fez em África, onde a sua severa proibição de contracetivos encheu o céu dos católicos de anjos africanos. Entretanto, e como de costume longe da verdade, os meios de comunicação norte-americanos tratam-no como trataram Marlon Brando, outra superestrela que também nunca representava senão o seu próprio papel.»
Gore Vidal
In: Navegação ponto por ponto / trad. José Luís Luna. Cruz Quebrada: Casa das Letras, 2006, p. 97

sábado, 12 de julho de 2008

Grandes filmes (esquecidos?): 12 - Julius Caesar


Primeiro, uma nota não cinematográfica. Júlio César, líder militar, político e ditador vitalício de Roma, nasceu (possivelmente) a 12 de Julho de 100 A.C. e encontrou o seu destino final nos idos de Março (dia 15 de Março de 44 A.C.). Conquistou a Gália (menos uma pequena aldeia que resistiu ainda e sempre ao invasor) e atravessou o Rubicão; foi provavelmente o maior obreiro do Império Romano.

Em 1953, Joseph L. Mankiewicz adaptou a obra de Shakespeare, "Julius Caesar", peça que descreve os últimos dias de César. A MGM não se poupou a esforços: O elenco era um "who's who" de Hollywood: Marlon Brando interpretava Marco António; James Mason fazia o papel do "et tu, Brutus...?"; John Gielgud era Cássio; César era interpretado por Louis Calhern; Greer Garson era Calpúrnia; Deborah Kerr era Pontia; e Edmond O'Brien era Casca.

O filme, fiel à peça, narra o desenvolvimento da conspiração contra César, o seu assassinato no Senado e os dias subsequentes. O personagem central é Brutus, que debate furiosamente os ditames (e contradições) da lealdade e do dever para com a Pátria (que por sua vez são matizados em tons de cinzento). Os movimentos de manipulação evocam outras emoções, nomeadamente a ambição e a inveja, que são empregues para envenenar (ou acinzentar) o espírito dos próximos de César. No entanto, é Marco António que conquista o filme no seu discurso aos romanos, da escadaria do Senado. É um momento arrepiante.

"Julius Caesar" foi nomeado para cinco Óscares da Academia, incluindo Melhor Filme, Melhor Actor (Brando) e Melhor Música (de Miklós Rózsa, o compositor de "Spellbound"), tendo ganho Direcção Artística. Ganhou o BAFTA de Melhor Actor Britânico para Gielgud e de Melhor Actor Estrangeiro para Brando; James Mason ganhou o prémio para Melhor Actor do National Board of Review (que também concedeu o título de Melhor Filme).

terça-feira, 1 de julho de 2008

Marlon Brando (3 de Abril de 1924 - 1 de Julho de 2004)


O que dizer sobre Marlon Brando?
  • O seu Stanley Kowalski, bruto de camisa rasgada, violento com Blanche Dubois, com o grito de "Steeellllaaa!" em "A Streetcar Named Desire / Um Eléctrico Chamado Desejo" (1951), é reconhecido como um marco de mudança no cinema: em carne viva.
  • O seu discurso nos degraus do Senado Romano, como Marco António, é a mais marcante recordação do vibrante "Julius Caesar" (1953) de Mankiewicz.
  • Em "The Wild One" (1953), deu corpo à rebeldia do jovem americano, antes de Jimmy Dean com os seus rebeldes sem causa.
  • Como estivador-pugilista Terry Malloy em "On the Waterfront / Há Lodo No Cais" (1954), ganhou o primeiro dos seus Óscares.
  • Cantou no musical "Guys and Dolls" (1955), tendo merecido tal elogio que Barbra Streisand o recuperou em gravação para um dueto no seu concerto ao vivo ("I'll Know").
  • Reinventou Fletcher Christian (impossível! o papel de 1935 fora imortalizado por Clark Gable) em "Mutiny on the Bounty / Revolta na Bounty" (1962).
  • Interpretou o muito esquecido e notável filme de John Huston com Liz Taylor, "Reflections in a Golden Eye" (1967).
  • Foi Don Vito Corleone, em "The Godfather / O Padrinho" (1972): "But, now you come to me and you say "Don Corleone, give me justice." But you don't ask with respect. You don't offer friendship. You don't even think to call me Godfather..." (outro Óscar, que famosamente recusou).
  • "Dançou" para Bertolucci um "Last Tango in Paris / Último Tango em Paris" (1973).
  • Foi Jor-El, o pai do Super-Homem, em "Superman - the Movie" (1978).
  • Em "Apocalypse Now" (1979), foi o temível Coronel Kurtz ("the horror... the horror...").
Ao todo, recebeu 8 nomeações da Academia, a última das quais em 1989. Ganhou BAFTA, Globos de Ouro, um Emmy e um Prémio de Actuação em Cannes.

A sua vida pessoal foi igualmente mesmerizante e turbulenta, com 11 filhos, 3 casamentos e múltiplas relações, incluindo alegadamente Marilyn Monroe, Christian Marquand, Cary Grant, Rita Moreno e Rock Hudson. A sua vida familiar nos últimos anos foi tão famosa quanto a sua obesidade, com o filho mais velho condenado pela morte do namorado da irmã Cheyenne e o subsequente suicídio desta (e a morte desse filho mais velho, Christian, no início de 2008 aos 49 anos de idade). Até 2004, manteve uma actividade de desenvolvimento científico alvo de várias patentes nos EUA.

As suas cinzas foram misturadas com as de dois amigos de juventude (um deles o actor Wally Cox) e espalhadas no Tahiti e no Vale da Morte, nos EUA.
"I saw you standing at the gates
When Marlon Brando passed away
You had that look upon your face..."
Advertising Space, Robbie Williams