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quinta-feira, 25 de maio de 2023

No Dia da Costureira - 1

Um cartaz de Fred Kradolfer.

Marques de Oliveira - Interior (costureiras trabalhando), 1884.
Nikolaï Fechin (1881-1955) - Em casa, em Nova Iorque, 1924

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Paisagens Povoadas, no MNAC


Neste dia, sugiro-vos que vão a um museu. E a uma exposição, como a que se encontra no MNAC:


Cristino da Silva - A  passagem do gado, 1867
Silva Porto - Charneca de Belas ao por do sol, ca 1879
Alfredo Keil - Praia Grande,1880
Silva Porto - A volta do mercado, 1886
Marques de Oliveira - Praia de Banhos, Póvoa do Varzim, 1884
Carlos de Bragança - Charneca dos Almos, 1898
Luciano Freire - Perfume dos Campos, 1899

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Marcadores de livros - 629

Da esq. para a dir., pormenores de: António Carneiro - Contemplação, 1911; José Malhoa - À beira-mar (Praia das Maçãs), 1926; Marques de Oliveira - Praia de Banhos, Póvoa do Varzim, 1854. 
Lisboa, Museu do Chiado
Da esq. para a dir., pormenores de: José Malhoa - Campanário de Figueiró, 1908; Euène Boudin - Honfleur, 1890; Alfredo Keil - Primavera, 1882.
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

Estes marcadores foram publicados para a exposição «Fórmulas Naturalistas da Arte Moderna»  que se encontra na Casa-Museu Anastácio Gonçalves até 30 de abril.

sábado, 20 de novembro de 2010

Teixeira Gomes, os anos passados no Porto

Pormenor do retrato de Teixeira Gomes por Marques de Oliveira.
Porto, MNSR

É evocado o republicano, o escritor e o coleccionador que ofereceu ao Museu Nacional Soares dos Reis o seu retrato, pintado pelo amigo Marques de Oliveira, e o da filha do Visconde de Meneses, a quem o ligaram sentimentos cuja memória não quis deixar apagar.
A visita que Teixeira Gomes faz ao Porto, em 1924, como Presidente da República, é pretexto para, na exposição, se evocar a cidade desses anos.


Visconde de Meneses (1817-1878) - Retrato da filha, Elisa Wilfrida
Óleo sobre tela, ca 1878
Porto, MNSR


Gostava de ter aqui transcrito um trecho de uma carta de Teixeira Gomes a um amigo em que explica que deixou estas duas pinturas ao Museu Soares dos Reis, com a condição de ficarem expostas de determinada maneira, de modo que ficassem os dois a olhar um para o outro. Ele dizia qualquer coisa como: «Alguma vez poderemos olhar um para o outro.» :) Não consegui encontrar essa carta.

Um dia destes, vou até ao Porto ver esta exposição.

No Museu Nacional Soares dos Reis
Até Março de 2011

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Quotidianos - 3


Marques de Oliveira - Costureiras trabalhando
Óleo sobre tela
Porto, Museu Nacional Soares dos Reis

Resolvi mudar o nome desta secção para quotidianos, pelo que poderemos colocar tanto cenas de interior como de exterior, desde que respeitantes ao quotidiano.

sábado, 18 de outubro de 2008

18 de Outubro - 3

Manuel Teixeira Gomes
O escritor Manuel Teixeira Gomes, Presidente da República entre 1923 e 1925, morreu em Bougie (actual Bejaia), na Argélia, em 18 de Outubro de 1941. Vivia exilado desde 1925.

Marques de Oliveira – «Manuel Teixeira Gomes»,
óleo sobre tela, 1881
Porto, col. Museu Nacional de Soares dos Reis

DOIS EXCERTOS:

Junho, 14 [1895]
É um verdadeiro enigma o modo como se mantém o café do Hotel Internacional, conhecido geralmente pelo «Aquário dos imbecis». Os frequentadores, que são pouco numerosos, nada tomam: vão lá para conversar e ver a gente que passa a caminho da Avenida.
Um exemplo bem frisante: uma vez ouvi o barão da Regaleira dizer ao criado: - «Olha, Paço, se alguém procurar por mim dize que não tardo nada; vou ali a casa tomar café e já volto…»* Um freguês fixo, e invariável nas bebidas fortes, complicadas e caras, é o grandíssimo borrachão do encarregado de negócios da Rússia, mas esse nunca paga coisa a conta do hotel, onde ocupa há mais de um ano um belíssimo aposento.
Nisto pensava eu, muito repimpado em cómodo cadeirão, à porta do «aquário», esperando pelo Fialho, a quem dera rendez-vous, quando ele me aparece mais enfeitado do que uma noiva de aldeia. O que el trazia na gravata não era alfinete mas um autêntico broche; a abotoadura do colete de vidro colorido; e a cadeia do relógio toda resplandecente de pedraria falsa. A abordagem foi algo penosa. Não resisti a perguntar-lhe se eram aquelas as jóias com que a Emília das Neves representara «Joana a louca», e ele, todo abespinhado, faz menção de se ir embora. Mas serenei-o como pude e ficou. Passámos o dia juntos, alegres e descuidados como sucedia há dez anos; ele, despido de pompas literárias, estava singularmente feliz nos seus ditos, e eu ri de gosto vezes sem conto. […]
In: Regressos. 2.ª ed. Lisboa: Seara Nova, 1935
* Devíamos seguir este método: sentarmo-nos na Brasileira e ir tomar café à Benard.

Tunes, 7 de Janeiro de 1927
Meu caro Amigo [Ferreira Mira]:
Quando me soltei de Belém, para voltar às minhas antigas peregrinações, foi no propósito de me remeter ao mais absoluto e intangível silêncio. Não tencionava visitar lugares que tivesse visto antes, e a comparação das impressões actuais e passadas desdobrava-me suficientemente, para que eu pudesse manter comigo esse diálogo, a que tanto se prestam as viagens, e que na maioria dos casos torna apreciável a presença de um companheiro, ou a correspondência seguida com um amigo. Supunha-me suficientemente apetrechado para a existência solitária. O meu amor à solidão tem de particular que de forma alguma me exalta ou excita o espírito revolucionário. Dizia um filósofo da antiguidade que viver «sozinho» é próprio de um deus ou de uma fera. Graças ao progresso eu julgo que se pode viver contente na solidão, sem ser deus ou fera. Mesmo o espírito subversivo, hoje, pela complicação da vida actual, precisa, para se desenvolver e fortificar, da cooperação de muitos indivíduos –, aliás não cria asas e morre gorado, como o pinto na casca. […]
In: Miscelânea. Venda Nova: Bertrand, 1991, p. 39-40