
Jacob Grimmer (ca 1525-1590) - Primavera
Óleo sobre tela, s.d.
O administrador deste blogue é que é fantástico porque devia era limpar este post, como castigo por esta longa ausência... Mas enfim, julgo que o nosso Luís compreenderá os motivos que me levaram a este afastamento. Então hoje os prosimetronistas estão de parabéns! Felicidades para o nosso blogue e que ele celebre muitos mais aniversários. Beijos e abraços ao resto do grupo.
O Prosimetron faz hoje 2 anos. Um projecto colectivo de 9 personalidades muito diversas, embora com também muitas afinidades. E a verdade é que, apesar das múltiplas solicitações destes "tempos acelerados" em que vivemos, o "ritmo" não tem abrandado, ora mais impulsionado por uns, ora mais a cargo de outros membros deste "Grupo dos 9". Criaram-se amizades, aprofundaram-se outras e creio que se instituiu uma verdadeira "tertúlia virtual".
Chevalier aux Roses, 1914 , retirei daqui

Oil on canvas, 170 x 103 cm, Hungarian National Gallery, Budapest











A minha primeira escolha foi a cidade romana de Ammaia, em Marvão, que (ainda) não conheço mas que me chamou a atenção por ter ganho o Prémio Vasco Vilalva (FCG) 2009 por ser um "exemplar trabalho de recuperação". Mais um motivo de interesse numa zona deslumbrante. Esta imagem é da praça de entrada da cidade.
O segundo monumento, que conheço bem em razão de vários passeios familiares de Verão, é o Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, que festeja o seu terceiro século, embora o culto em causa venha desde o século XV. Espero que estas datas sirvam para valorizar este sítio e monumento que tem estado subaproveitado e a precisar de umas intervenções aqui e ali.









Outra vista do castelo
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Fraga
Compacta e densa
Vulcânica e dura
Equilibrada
na ponta do céu
Onde nasceu
Que idade tem
O que faz aí
Pedras & Silêncios
Uma forma infinita
Uma raiz infinita de luz
E o que me espanta
o que me assombra
é a sua infinita existência
João Apolinário Teixeira Pinto (1978) citado no livro de Domingos Bucho "Marvão Palavras e Olhares", retirado daqui
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Hoje ao passar na FNAC comprei as Crónicas: Imagens Proféticas e Outras de João Bénard da Costa que saiu em Fevereiro. Foi a partir delas que procurei a imagem. Deixo um trecho que me agradou logo que o abri ao acaso.
O TEATRO DA MEMÓRIA
Na memória, como no teatro, tudo se perde, tudo se cria e nada se transforma. lembrei-me disso, anteontem, quando abriu a nova bibloteca de Alexandria e quando me lembrei que Fílon (século I d.C.) terá criado para a antiga (tanto biblioteca como museu) a expressão «teatro da memória». Isso me trouxe de volta um livrinho intitulado L'Idea del Theatro, escrito em 1544 por um certo Giulio Camillo, chamado Delminio e cognominado pelos contemporâneos «o divino» (1480?-1544?). Livrinho que andou esquecido mais de quatro séculos, até ser desenterrado por um inglês, em 1970. (...) Todos sonhamos com dias claros em que possamos ver para sempre. Ver tudo o que foi, ver tudo o que será.

"In the inventories, the famous painting of Leda and the Swan was for three hundred years (until 1893) thought to be by Sodoma, or a copy by the latter. Its attribution is still doubtful, but from recent research into wills it is now thought to be an unfinished painting that was in Leonardo's house at the time of his death (1519) and inherited by his pupil Salai who reworked it. X-rays have revealed another composition beneath this one depicting Leda's four children (Castor, Pollux, Helen and Clytemnestra) emerging from the swan's eggs. Leda with her arms around the swan (Jupiter) in an elegant curving pose, her hair partially escaping from her plaits, set against the spacious river landscape, was most certainly conceived by Leonardo, but executed by different artists".