Prosimetron

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Carrier-Belleuse – Le maître de Rodin

Ora aqui está um escultor que conheço muito mal! Seria uma boa oportunidade para voltar a Compiègne... :)
Albert-Ernest Carrier-Belleuse foi um dos escultores mais famosos do Segundo Império. Ele desenhava e modelava tudo o que via, num estilo naturalista, utilizando terracota, bronze ou mármore. Rodin trabalhou na sua oficina e nesta exposição está patente a influência que Carrier-Belleuse teve sobre o autor de As Portas do Inferno.
Carrier-Belleuse - Alsácia, ant. 1883
Rodin - Busto de Carrier-Belleuse, 1882

domingo, 31 de agosto de 2014

Boa noite!

Viagem a Monserrate

A visita ao Palácio de Monserrate foi motivada pela exposição: Uma história de jardins. A sua arte na tratadística e na literatura que esteve patente na Biblioteca Nacional de Portugal, já aqui focada por vários prosimetronistas. Na exposição vi um filme com imagens de Monserrate, que me levou a visitar e viajar pelo romantismo em Portugal. 
A Quinta da Boa Vista, como inicialmente se chamava Monserrate, pertencia ao Hospital Real de Todos os Santos inaugurado por D. Manuel I (1508). Em 1606 a quinta de Monserrate* foi alugada pela família Castro Melo que a adquiriu em 1718. Caetano Melo e Castro tinha sido vice-rei na Índia, onde tinha negócios e onde vivia, acabaria por arrendar a propriedade a Gerard de Visme em 1790. Este começou as obras da casa em estilo neogótico, porém, dois anos depois subarrendou-a a William Beckford (1790) até ao ano de 1808. Não se sabe bem a quem se ficou a dever as obras.
Monserrate foi uma fonte de inspiração para William Beckford, pois parece ter sido na quinta que escreveu uma das suas obras de vulto, Vatheck, que infelizmente nunca li. Todavia, com as invasões francesas Beckford deixou Monserrate, esta "terá inclusivamente sido ocupada durante algum tempo pelas tropas francesas".  A casa ficou abandonada e parte em ruína quando foi arrendada pelo casal Francis e Emily Cook, adquirindo-a à família Melo em 1856.
Palácio de Monserrate

A construção do que hoje se encontra foi feita pela família Cook e pelo arquitecto James Knowles (pai); a sua passagem por Itália e o gosto por John Ruskin (desenhador e crítico de arte) mestre de várias gerações de artistas vitorianos, caracterizam a presente construção. De Itália note-se especialmente as janelas (sobrepozição das molduras dos dois pisos das Loggie do Palácio ducal de Veneza). O orientalismo "é sugerido pelos telhados com pequena inclinação, alguns dos quais circulares, pelos elementos decorativos dos pináculos, que lembram stupas, monumentos budistas existentes nos Himalaias (que supostamente acumulam energias positivas), pelo rendilhado dos arcos do pórtico sobre o relvado e por azulejos de várias proveniências entre as quais iznik (Turquia)". Os elementos decorativos dos átrios e corredores são elementos mais orientais do que góticos. "Os estuques são a marca mais portuguesa da casa pois foram executados por artesãos de Afife, sendo um dos padrões escolhidos semelhante a um dos existentes no Alhambra de Granada".
As informações foram baseadas na brochura: Parque e Palácio de Monserrate, Guia Oficial. Sintra: Parques de Sintra - Monte da Lua SA e Scala Publishers, 2011. 
Sala da Música
Tecto da Sala da Música, madeira e estuque

























A biblioteca da família Wook, hoje tem nas prateleiras Diários da República, na sua maioria. Retratos da família Wook.                                                                           O jardim através da janela


Em cima a cozinha, em baixo a biblioteca.

Em Monserrate encontrei escritores como: Lord Byron que visitou Sintra em 1809; William Becford, arrendatário e autor da Cascata no jardim; Thomas Cargill, médico e escritor, amigo dos Cook e John Ruskin (ensaísta, desenhador), autor de uma citação que encontrei na Wikipédia e que passo a registar porque a ligo com Monserrate:

"Está nas vossas mãos ver numa poça de água a lama do fundo ou a imagem do céu lá no alto". 

John Ruskin, in, Georges Chevrot, As pequenas virtudes do lar (em pt). São Paulo: Quadrante, 1990. p. 50.

* A origem do nome dado à Quinta da Boa Vista foi provavelmente trazida pelo padre Gaspar Preto quando regressou de uma peregrinação à abadia Beneditina de Montserrate, em 1540, na Catalunha. O padre pediu autorização ao Hospital para construir uma Capela onde actualmente se situa o palácio.

Caixa do correio - 30

Gostava que me explicassem o que se passa com os Correios do Algarve. 
Mais um postal que chegou, desta vez, 22 depois do carimbo que traz. Sei de um outro, metido no mesmo marco de correio, ao mesmo tempo deste, e que chegou há sete dias, quer dizer quinze dias depois. «E esta, anh?!»

Ciclismo - 7


O mito Cleopatra

Até 7 de setembro na Pinacoteca de Paris.


Boas práticas para os mais pequenos

Barcarena: Presença, 2009
Barcarena: Presença, 2011

Só comprei estes dois, mas há mais: sobre a Amizade, o Bom Comportamento, a Saúde e Exercício.

sábado, 30 de agosto de 2014

Os meus franceses - 344

Frase da semana



Pensei que Salgado estava acima de qualquer suspeita e desiludiu-me.

Por um lado, até é de louvar a sinceridade das palavras de Miguel Beleza que contrastam com as daqueles que agora parece que tudo sabiam, desconfiavam de tudo etc, mas nunca fizeram nada ... Por outro lado, fico algo surpreendido com a aparente ingenuidade de alguém que teve tão altas responsabilidades nas Finanças e no Banco de Portugal .

Para ver Philip Seymour Hoffman e não só

Um bom filme, baseado no livro de John Le Carré
Alfragide: Dom Quixote, 2008

Como disse, no final, quem foi comigo: «Todos os dias somos enganados!»

Lá fora - 210





Infância Real , a grande exposição de Verão do Palácio de Buckingham com 150 objectos ligados ao que foi a infância dos membros da Família Real Britânica, da Era Vitoriana até ao presente de Barack Obama aquando do nascimento do filho dos Duques de Cambridge, passando pelo livro do baptismo do actual Príncipe de Gales, brinquedos em prata e coral de outros tempos ou os inevitáveis carrinhos de brincar.

Bom pequeno-almoço - 35

Que tal? O meu não foi bem assim: retire-se o bacon, as frutas e a flor. Mas os ovos souberam-me a pouco. :)

Onde me apetecia estar





Estaria muito feliz este fim de semana em Puy-en-Velay, no Haute-Loire , para assistir aos concertos dos dois últimos dias do 48º Festival de La Chaise-Dieu na monumental Abbatiale Saint-Robert. A edição deste ano foi dedicada à música sacra ( Haendel, Bach, Mendelssohn, Mozart ), mas houve também Schumann, Saint-Saëns e Rameau.

Humor pela manhã


A disputa interna no PS já era animada, agora com as datas dos debates atingiu proporções surreais ...

Bom dia !

1914: 30 de agosto


Bride of the Wind, 1914
Basileia, Offentliche Kunstsammlung
Bódegon with affair and rabbit, 1914

«Estes simples, esfomeados, desnorteados rapazes e homens, que nada possuem a não ser miséria nas suas vidas, estão a ser encaminhados para a morte, ou para ficarem incapacitados, e ninguém quer saber disso para nada. As ruas estão pejadas de mulheres dignas de pena, pálidas e doentes, mas qua ainda têm força de alma para não deixarem que os homens vejam como estão afetadas. Hoje, na minha rua, estava uma mulher que se abraçou ao pescoço do marido, como uma demente, porque ele tinha de partir; transportava o pouco que possuía num saco. E no entanto os recrutas eram dóceis, e agradeciam com um olhar de compreensão.»
Carta de Oskar Kokoschka a um amigo, 30 ago. 1914

Mini-livros - 24

Texto de Jenny Miglis; il. de Mandy Stanley.
Porto: Porto Ed., 2003. (Mochilinhas) 
Recebi este livrinho de pano, de herança, dos 'infantes'. :)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Boa noite!

Peret faleceu ontem, em Barcelona.

Leituras no Metro - 176

Trad. Fernando de Utra Machado
Lisboa: Gleba, 1944

Este livro faz parte de uma lista de «50 livros a ler antes de morrer» de um marcador que a Isabel postou no Palavras Daqui e Dali.
Eu não conhecia nem o livro nem o autor. Alta ignorância porque Trollope é um romancista inglês, conhecido e respeitado da era vitoriana. Não sei se fará parte daqueles escritores muito conhecidos, muito lidos e que venderam muitos livros, na sua época, mas que hoje são quase ignorados. Por cá há muitos assim e dos atuais também os haverá no futuro.
A verdade é que resolvi ler Crepúsculo, que em inglês se intitula An old man's love e que foi publicado, postumamente, em 1884. É, segundo me parece, o único livro deste autor traduzido em Portugal.
Lê-se bem, mas tenho muitos 50 livros para colocar numa lista, mesmo 200 ou 300 ou 400, antes deste.

Passeando em Lisboa - 3

19 ago. 2014

Cogumelos na Av. da Igreja. E de que tamanho! :)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Boa noite!

Quotidianos - 131


Foi a loucura!...

28 ago. 1964

Os Beatles há 50 anos na América.

Balzac, un flâneur parisien dans le Marais

Les Boulevards de Paris. Du Cadran-Bleu, restaurant au coin de la r. Charlot à la rue Neuve Vivienne
Ao lado do restaurante, encontrava-se o Café Turc. Estes dois locais aparecem em muitas páginas de A Comédia Humana.

Paris é um dos principais personagens de A Comédia Humana. Paris de Balzac situa-se entre uma Paris real, uma Paris desaparecida e aquela que se perde com o crescimento urbano, bem como a Paris dos parisienses, vivida. 
Com base na leitura de A Comédia Humana e conduzido por um especialista na matéria, realiza-se esta tarde um passeio no Marais. Parafraseando o Luís, gostava de lá estar... 

Um biombo do Museu do Oriente

 
Biombo, China, séculos XVII-XVIII
A Virgem, Santa Ana e São Joaquim
Três músicos celebrando o nascimento de Cristo.

São Mateus e São Martinho

As fotos estão um bocado ordinárias, mas foi o que consegui. O museu é um bocado escuro.
Volto sempre a este museu com grande prazer.

Todos os dias sigo este conselho

Jace Grey

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Boa noite!

Tenho andado a ver uns vídeos (poucos, porque não gosto de ver cinema em casa) que estavam num montinho. Um deles foi este sobre a digressão europeia da New Orleans Jazz Band, na qual Woody Allen toca clarinete. 
Este filme é de 1998, anterior à vinda da banda ao CCB, em 2005, espetáculo a que assisti e de que gostei.

Este livro passou-me hoje pelas mãos

Lisboa: Excelsior, 1968

Para JMS.

Gaffes na imprensa


"Helen Mirren tem casas em Londres, Los Angeles e Salento, mas não tem problema de adaptação quando viaja entre o Reino Unido, Estados Unidos e Espanha."

Excerto de uma notícia que pode ler-se na edição de hoje do site "Notícias ao Minuto". Acontece que segundo as minhas pesquisas, e se não estou enganado, em Espanha não existe nenhuma cidade chamada Salento, mas sim em Itália. Trata-se da Península Salentina situada na região da Apúlia, também conhecida como o "Tacão de Itália".
Percorrendo o mapa do mundo, pode encontrar-se outra Salento na distante Colombia. É uma região produtora de café localizada nas montanhas também dedicada ao turismo rural.