Prosimetron

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domingo, 14 de junho de 2015

Alcalá de Henares

Alcalá de Henares é uma cidadezinha universitária, fica a 30 km de Madrid e foi a cidade natal de Miguel Cervantes. 
Os seus primeiros vestígios remontam aos celtíberos, foi conquistada pelos romanos e posteriormente pelos muçulmanos. Alcalá foi reconquistada em 1118, apresenta por isso um mosaico de culturas característico da Península Ibérica.
Em 1499, o cardeal Cisneros fundou a Universidade Complutense, convertendo-se num dos centros de irradiação da cultura renascentista europeia.

Miguel de Cervantes 

Plaza Miguel de Cervantes


Plaza Miguel de Cervantes, fotografia do guia turístico


Cervantes está acompanhado de inúmeras cegonhas ao redor da praça.

Campanário da Catedral Magistral de los Santos
Niños Justo y Pastor,  Plaza Santos Niños

Plaza Santos Niños, Catedral

Colégios universitários

Bairro medieval, ao fundo, do lado esquerdo situa-se a Casa Museo Miguel de Cervantes. 

Colégio Mayor de San Ildefonso


Colegio Mayor de San Ildefonso, Universidad de Alcalá

Facultad de Derecho de Alcalá, onde estive. 
Uma réplica da Vitória de Samotrácia? (Tem as asas cortadas)

Focarei o mundo de Cervantes noutro registo.

sábado, 13 de junho de 2015

Boa noite!


A UCI Cinemas tem transmitido, em direto, tanto óperas como bailados, da temporada 2014/2015 da Royal Opera House. 
Esta semana vi esta produção de John Copley, de que gostei imenso, com Anna Netrebko e Joseph Calleja - muito, muito bons, 

Pacotes de açúcar - 98

Vai um franguinho? Por acaso este não era nada mau.

Marcadores de livros - 225


Hoje no MNA


Tavira

Tavira, 30-31 maio 2015

Cheguei finalmente à vila da minha infância.
Desci do comboio, recordei-me, olhei, vi, comparei.
(Tudo isto levou o espaço de tempo de um olhar cansado).
Tudo é velho onde fui novo.
Desde já — outras lojas, e outras frontarias de pinturas nos mesmos prédios —
Um automóvel que nunca vi (não os havia antes)
Estagna amarelo escuro ante uma porta entreaberta.
Tudo é velho onde fui novo.
Sim, porque até o mais novo que eu é ser velho o resto.
A casa que pintaram de novo é mais velha porque a pintaram de novo.
Paro diante da paisagem, e o que vejo sou eu.
Outrora aqui antevi-me esplendoroso aos 40 anos — Senhor do mundo —
É aos 41 que desembarco do comboio [indolentão?].
O que conquistei? Nada.
Nada, aliás, tenho a valer conquistado.
Trago o meu tédio e a minha falência fisicamente no pesar-me mais a mala...
De repente avanço seguro, resolutamente.
Passou roda a minha hesitação
Esta vila da minha infância é afinal uma cidade estrangeira.
(Estou à vontade, como sempre, perante o estranho, o que me não é nada)
Sou forasteiro tourist, transeunte.
E claro: é isso que sou.
Até em mim, meu Deus, até em mim.

8-12-1931
Álvaro de Campos
In: Fernando Pessoa - Livro de Versos. Intr., transcr., org. e notas de Teresa Rita Lopes. Lisboa: Estampa, 1993

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Boa noite!

Lá fora - 226






Imperdível para os cinéfilos esta exposição dedicada aos 120 anos da Gaumont, uma das poucas empresas cinematográficas ( juntamente com a Pathé ) que cobre toda a história da sétima arte . Centenas de objectos raros, cartazes, trajes, mas também oficinas pedagógicas e até ante-estreias de filmes .

120 ans de cinéma, Gaumont, depuis que le cinéma existe , até 5 de Agosto no Centquatre , Paris .

Da vinheta


A grande festa popular da cidade de Lisboa , em honra do também mais popular santo . Escolhi uma tela que poucos conhecerão, e ainda menos terão visto ao vivo já que está há muitas décadas no Chrysler Museum of Art, na cidade de Norfolk, Virgínia, EUA , museu fundado com as preciosas colecções do fundador da marca automóvel .
Chama-se Visão de Santo António de Pádua, pintada por Claudio Coello ( 1642-1693 ) em 1663 , e é compreensível que o pintor oficial da corte de Carlos II de Espanha tivesse optado pela outra cidade, embora até fosse filho de portugueses emigrados ...


Humor pela manhã


Bom dia !





Nostalgia do french disco .

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

http://www.estudokids.com.br/trabalho-infantil/

Bom pequeno-almoço - 46

Albert Anker - Pequeno-almoço para crianças

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Boa noite!

Talassas ou waffles

A Isabel falou há dias, no Palavras Daqui e Dali, de uma loja de waffles que abriu em Castelo Branco. 
Quando fomos à Feira do Livro, um dos meus netos queria uma waffle, de modo que, no domingo, resolvi fazer talassas. A verdade é que é difícil encontrar boas waffles. Normalmente são muito gordurosas.


A Deposição da Cruz de Rogier van der Weyden


Já há uns tempos que estava para colocar um vídeo sobre a obra de Rogier van der Weyden, onde aproximassem as figuras e se visse a maravilha que é a sua pintura. Só encontrei vídeo para A Deposição da Cruz. Na expo a que a Ana se referiu ontem e que está no Prado passam um filme magnífico. 

Em geminação com a Ana.

Ervas aromáticas

Manjericão  
Tomilho 
Alecrim  
Poejos 
Hortelã pimenta

Falta o cebolinho que está inapresentável, com as pontas cortadas.

Em geminação com a Ana.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Boa noite!

Mais uma canção de Joan Manuel Serrat, desta vez interpretada por Victor Manuel e Pablo Milanés.

Contra as dores

Reino Unido, 1940

Leituras no Metro - 213

 
Podem ler o livro aqui: http://purl.pt/6307

«Os romances são a fantasia, e na vida das mulheres a fantasia tem um grande lugar.» (p. 115)
Maria Amália Vaz de Carvalho


domingo, 7 de junho de 2015

Boa noite!

"Há uma política das plantas"

Na companhia de António Mega Ferreira, a minha última leitura entre leituras de trabalho.

Sandro Botticelli, Detalhe da Primavera, Galeria Uffizi, Florença

Imagem retirada daqui: http://picslist.com/image/88126679381

«Há uma política das plantas como há uma história, uma estética e uma ética.
No ritual dos mortos, são flores o que oferecemos. E são flores que enviamos num aniversário, quando alguém de que gostamos adoece, quando nos casamos, quando agradecemos uma receção mais calorosa, quando namoramos ou pretendemos namorar, quando nasce uma criança e quando se encena um discurso. O que é que faz das plantas um ritual for all seasons? O que é que as torna tão presentes, e, por isso mesmo, tão indiferentemente transparentes às circunstâncias da vida humana? Porque é que às plantas emprestamos as qualidades da urbanidade, da serenidade e do conforto? É porque são silenciosas, pura e simplesmente mudas e inócuas? Ou porque, precisamente pelo seu silêncio, nos murmuram constantemente as letras do seu segredo, essa sua intransponível proximidade com o animal, sedutora distância que alimenta as nossas fantasias? O que me interessa nas plantas não é a sua vida, mas a sua imagem no coração dos homens e as razões por que as tornámos comparsas privilegiados do nosso destino.»

António Mega Ferreira, Hotel Locarno. Lisboa: Sextante, 2015, pp. 122-123.

Aqui fica uma rosa que resume o texto lido. Um bom Domingo!

Domingo em Ascot


Para todos