Prosimetron

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segunda-feira, 13 de abril de 2020

domingo, 12 de abril de 2020

Boa noite!


As cores da fé



No silêncio dos Monti Simbruini, em Subiaco, a 70 quilómetros de Roma, encontra-se o Santuario del Sacro Speco. Conserva há mais de mil anos um dos lugares mais significativos da espiritualidade beneditina: a gruta em que o jovem São Bento de Núrsia viveu como eremita durante três anos no início do século VI. Desiludido com a decadência da cidade de Roma onde prosseguia com os seus estudos, retirou-se numa cavidade natural desta montanha no Vale do rio Aniene. Aí, enriqueceu a sua fé e a sua força para fundar as primeiras comunidades monásticas nas proximidades.  


A gruta tornou-se rapidamente um local de oração e culto, e os mais antigos testemunhos artísticos remontam ao século VIII. A partir da segunda metade do século XI iniciou-se a estrutura do complexo como o conhecemos hoje: suspensa em posição espetacular entre a falésia e uma profunda ravina, foi realizada com blocos de pedra maciços sob amplas arcadas, conforme mostra a segunda imagem.
A vida monástica regular começou em finais do século XII, e entre os séculos XIII e XIV concretizaram-se as intervenções arquitectónicas mais importantes.
Hoje em dia, o mosteiro compõe-se de duas igrejas sobrepostas e de múltiplas capelas que seguem o percurso das paredes rochosas. A igreja inferior guarda o tesouro espiritual do santuário: a Grotta em que São Bento passou os seus três anos de eremitagem.


Para além deste tesouro, destacam-se os frescos únicos, quer na sua qualidade quer na sua beleza: os ciclos mais valiosos datam dos séculos XIII e XIV e centram-se na Paixão de Cristo, na vida da Virgem e, naturalmente, na vida de São Bento.  De destacar ainda o mais antigo retrato de São Francisco de Assis que em 1223 visitou o santuário (tratando-se por isso de um retrato “autêntico”), e da Última Ceia do século XIII no refeitório.


A todos, continuação de uma Boa Páscoa!

Papa Francisco - a nova vinheta

Antes de dar a benção Urbi e Orbi, o Papa Francisco relembrou o esforço incansável de médicos e enfermeiros no combate ao COVID19, mas também outros assuntos da atualidade política, não esquecendo o drama dos refugiados na ilha de Lesbos.
A sua presença carismática ao longo das últimas semanas a partir de uma Praça de São Pedro deserta e impressionante ao mesmo tempo, merece uma vinheta.




Elegâncias - 161



Modelos de chapéus e boné para a próxima estação.

Citações


Ainda o Público de Sexta, desta feita o intróito das 3 páginas da Alexandra Prado Coelho sobre o que nos espera. O descalabro económico já se sabe, mas também no plano das relações sociais e na política as perspectivas não são nada agradáveis.

Arrumações - 3


Em conjunto pela última vez os livros comprados em Bruxelas no mês de Janeiro. Já estão nas respectivas prateleiras para serem lido e/ou consultados.

Humor pela manhã


Esta é das máscaras que mais falta faz ...

Bom dia !





" We shall be saved "


1 Coríntios 15 : 51-53

Livros de cozinha - 112

Este ano adaptou-se o menu ao 'confinamento', de modo que mais logo vai sair um ossobuco, acompanhado de esparguete e feito a partir desta receita


retirada deste livro, que penso que já andou por aqui

Lisboa: Círculo de Leitores, 1996

Bom almoço!

Páscoa Feliz!

 

Ressurreição

Federico Zuccari - Études pour la Résurrection du fils de la veuve de Naïm, ca 1568
Paris, Fondation Custodia

Pacotes de açúcar - 214

No Dia Nacional do Ar.

sábado, 11 de abril de 2020

Boa noite!


Montras cheias de coisa nenhuma

Faz-me pena ver a «minha aldeia» vazia. A montra do meu oculista, na Rua Garrett (Lisboa), pela primeira vez, desde que eu tenho memória, não tem uma única armação de óculos. São montras sem nada de nada... cheias de coisa nenhuma. Até pensei que tinham acabado. 



A única coisa que se consegue visualizar é um borrifador de gel-álcool perto do acrílico de protecção que impede a passagens dos clientes logo após a porta.



Citações



(...) Eu queixava-me sempre do barulho, mas neste momento este silêncio é esmagador; é o silêncio de uma coisa maligna à porta, um silêncio de filme de terror. (...)

- Dulce Maria Cardoso, no Público de ontem.

Um quadro por dia - 484


Este é fresquinho ( Páscoa, 2020 ), do Nuno Castelo Branco ( Lourenço Marques , 1959 - ) .

Arrumações - 2

 - Marcadores, que não tendo eu a paciência da nossa M.R. , se vão juntar caoticamente aos outros na respectiva caixa .
 - Postais, todos arrumados agora em caixas novas, sendo que alguns continuam nas saquetas originais e daí invisíveis - haja algum mistério !  :)
- Os 3 mais recentes, creio eu, 1 Dalí, à esquerda, e 2 Magritte, comprados em Janeiro ( Bruxelas )

Esta Páscoa


Sem abusar dos folares e cabritos, que não é fácil actualmente queimar tantas calorias :)

Boa tarde !





Em Sábado Santo voltamos a um dos compositores cuja vida dava mesmo um filme .

Máscaras e luvas


Cogumelos - 2


Hoje fiz uns cogumelos (frescos) para o almoço. Modéstia à parte, estavam ótimos. 

Tempo de solidariedade ou de fraternidade

Quando andamos cheios de pressa e rodeados de gente, os nossos olhos não conseguem ver o mesmo que se pode observar nestes dias de recolhimento.

Ainda não tinha visto os pelicanos esculpidos pelo Bordalo II na Rua de Santa Justa, quase esquina com a Rua do Carmo, em Lisboa. Não sei se vão conseguir sobreviver ao vandalismo de alguns selvagens que gostam de destruir... mas tive a sorte de conseguir fazer a foto.


O passeio de quarentena deixou-me observar o símbolo que nos deveria lembrar que o Montepio Geral foi fundado sob o lema da Solidariedade e da Fraternidade, nesses tempos da primeira metade do século XIX. Vão fazer muita falta, a Solidariedade e a Fraternidade, nestes tempos que surgem no horizonte.

Marcadores de livros - 1596


Marcadores com diferentes espécies patrimoniais de Barcelona.

Obrigada a quem mos ofereceu.

Ovo de Páscoa covid

Que ideia!

Em Landivisiau, na Finisterra, o pasteleiro Jean-François Pré vende o seu ovo de Páscoa: chocolate de leite com bocadinhos de amêndoa corada de vermelho.
Acho que nunca traria um ovo destes para casa.

Tulipas em Giverny

Fundação Claude Monet.


Boa Páscoa!


Passeios de quarentena

Quem tem problemas de saúde, por vezes, tem de caminhar um pouco. É o caso do autor destas palavras que só anda um décimo daquilo que o médico lhe impõe: pela sua saúde, ande!
Aliado ao problema de saúde um novo problema recomeçou: o aumento do peso... sim, já estive mais gordo, mas também já estive mais magro (este ano de 2020)... e em um mês a roupa começa a sofrer arrebentamento de botões e de outras coisas...
Comecei a dar uns pequenos passeios, devidamente equipado de máscara e luvas. E encontro a «minha aldeia» [frase de Fernando Pessoa] diferente, por vezes como eu nunca a tinha visto.

Conseguem imaginar a frente da Brasileira sem esplanada e sem uma única pessoa, assim como a Rua Garrett, em Lisboa?



E o céu de Lisboa estava mesmo lindo. Aqui ficam dois apontamentos:



sexta-feira, 10 de abril de 2020

Boa noite!

O fim dos Beatles foi anunciado há 50 anos:


Do último álbum do grupo.

Corona burguer

Um cozinheiro vietnamita de Hanói resolveu fazer este pão para servir os eus hambúrgueres. O aspeto não é muito atraente.

Mentira descarada e pérfida na capa do CM

Este jornal é o porta-voz do Chega? Já ontem o deputado do Chega tinha dito esta mentira em relação à libertação de certos presos. Foi desmentido na AR e a capa do CM de hoje volta à carga. 
Este é o jornalismo no grau zero.
O que faz a ERC? E o Sindicato dos Jornalistas que dá carteira profissional a tipos destes?

Leituras na quarentena - 20

Trad. Vasco Teles de Menezes.
2.ª ed. Lisboa: Bertrand, 2019

Gabriel Allon está no Vaticano a restaurar A descida da cruz de Caravaggio, também conhecido como A deposição de Cristo (1602-1603).
Entretanto uma das conservadoras da Pinacoteca aparece morta.


Gabriel Allon vive próximo da Praça de Espanha. Quando chega a casa, Chiara tinha-lhe aberto uma garrafa de Sangiovese e feito umas brushettas de alcachofras com ricota.



Nada mau! Até me dá uma ideia para esta noite: brushettas de queijo e tomate, as minhas preferidas.

A última videoconferência


Biografias e afins


No princípio do século passado eram raras e caríssimas, recorrendo à técnica da fécula de maçã dos irmãos Lumière. Seria preciso esperar umas décadas até à popularização da cor pela Kodak.
Este álbum reúne uma centena de fotografias, datadas de 1908 a 1930, e o assunto principal é Paris.