Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Holocausto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Holocausto. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Marcadores de livros - 3728


«Não falta, no século XX, literatura dedicada a atrocidades, mas é raro encontrar-se um relato escrito do ponto de vista de um cúmplice do crime. Regra geral, os autores envergonham-se desse papel. Mas, ao falarmos dos campos de concentração, o termo 'cúmplice' esvazia-se de sentido. A máquina é impessoal; a responsabilidade vai transitando de quem cumpre as ordens para quem lhas deu, sempre, até chegar ao topo.» (Czeslaw Milosz - A mente aprisionada. 2.ª ed. Amadora: Cavalo de Ferro, 2019, p. 159)
Esta é a introdução a um conto de um autor identificado como Beta sobre a chegada de um «transporte» a um campo de concentração. Páginas que devem ser lidas, mas com o estômago preparado.
Não tenho marcador deste livro.

Mais marcadores aqui, aqui, aqui e aqui.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Boa noite!

Não percam este filme, atualíssimo. O filme adapta o livro  The Nazi And The Psychiatrist, de Jack El-Hai. O nazi é Göring e o psiquiatra Douglas Kelley.
«1945. Hitler está morto e a Segunda Guerra Mundial aproxima-se do seu fim. Os Aliados têm a tarefa de garantir que o regime nazi seja responsabilizado pelos horrores da Guerra, ajudando a garantir que tais atrocidades nunca se repitam. O psiquiatra americano Douglas Kelley (Rami Malek), encarregado de determinar se os prisioneiros nazis estão aptos para serem julgados pelos seus crimes de guerra, vê-se envolvido numa complexo e perigoso duelo psicológico com o braço direito de Hitler, Hermann Goring (Russell Crowe).» (Sinopse do filme) Duas interpretações extraordinárias.
Douglas Kelley, psiquiatra do Exército dos EUA que foi destacado para a prisão de Nuremberga, com vista a avaliar os perfis psicológicos dos chefes nazis (entre os quais estavam Göring e Hesse) que iam ser julgados. O psiquiatra, através de conversas e testes de Rorschach, tentava compreender a natureza do mal, uma matéria de que Hannah Arendt se ocupou mais no julgamento de Eichmann. Douglas Kelley compilou material com que viria a escrever este livro.
No final do  filme, vê-se como o livro foi recebido nos EUA. E como muitas das situações analisadas no filme são pungentemente atuais.
Os dois livros mereciam uma tradução portuguesa.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Caixa do correio - 272


«Mil anos hão de passar que nem assim este crime da Alemanha cairá no esquecimento.»
Hans Frank (1900-1946), conhecido como «O Carniceiro da Polónia»

Marcadores de livros - 3285

Verso e reversos.

Com um agradecimento à Justa.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

A Insurreição do Gueto de Varsóvia

«Estes bandidos ofereceram resistência armada!» escreveu o general alemão Jürgen Stroop referindo-se aos judeus que se sublevaram em 19 de abril de 1943 no relatório para Himmler sobre a aniquilação do gueto de Varsóvia, em 16 de maio de 1943.
Uma insurreição feita por poucas centenas de pessoas com poucas armas que durou quase um mês e para acabar com ela os alemães tiveram de dizimar e incendiar o gueto de Varsóvia.

A exposição evocativa dos 80 anos da Insurreição do Gueto de Varsóvia está em Vila do Conde, no Centro de Estudos Anterianos, até final de julho.


terça-feira, 2 de maio de 2023

Boa noite!

Há uns dias vi este documentário sobre um assunto que eu desconhecia: um consul polaco em Berna (Konstanty Rokicki) que passou passaportes a judeus polacos para a América do Sul.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Leituras no Metro - 1153

Porto: Porto Ed., 2019. 

Um romance que tem como pano de fundo o gueto de Varsóvia e o orfanato em que o médico e pedagogo Janusz Korczak (1878-1942) cuidava de mais de 200 crianças. 
Korczak instituiu no seu orfanato um tribunal arbitral de crianças, através do qual estas avaliavam as causas apresentadas por elas próprias, podendo também levar a tribunal os seus educadores. 
Jean Piaget, que visitou o orfanato Dom Sierot (A Casa dos Órfãos), fundado e dirigido por Korczak, disse dele o seguinte: «Este homem maravilhoso teve a coragem de confiar nas crianças e nos jovens, com os quais trabalhava, ao ponto de transferir para as suas mãos as ocorrências disciplinares e de confiar a certos indivíduos as tarefas mais difíceis e de grande responsabilidade».

O orfanato Dom Sierot. Varsóvia, 1939.
O orfanato Dom Sierot em 1940, ano em que as crianças e os seus educadores tiveram de mudar de edifício, por ordem dos alemães. Ocuparam então um edifício com poucas condições para albergar mais de 200 crianças.

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Os dirigentes da Insurreição do gueto de Varsóvia

«Não estamos a escrever história. Estamos a falar de memória».
Hanna Krall a Marek Edelman
 
Mordecai Anielewicz (1919 - 8 maio 1943)

Marek Edelman (1 jan. 1919 - 2 out. 2009)

 Hersz Berlinski (1908 - 27 set.1944)

 Yitzhak Zuckerman (13 dez. 1915 - 17 jun. 1981)

Michail Rosenfeld (1914? 1916? - 1943)

«Se eu estava calmo, foi provavelmente porque, no fundo, nada nos podia acontecer. Nada pior que a morte. A questão era sempre sobre morrer; nunca sobre viver.» 
Marek Edelman a Hanna Krall. In: Mémoires du ghetto de Varsovie: Un dirigeant de l’insurrection raconte.  Paris: Liana Levi: Scribe, imp. 1993.p. 91.

sábado, 22 de abril de 2023

Cidade dos Vivos / Cidade dos Mortos


No âmbito das comemorações do 80.º aniversário da Insurreição do Gueto de Varsóvia inaugura no dia 27 de abril, quinta-feira, às 18h00 no varandim na Torre dos Clérigos (Porto) a exposição fotográfica Cidade dos Vivos / Cidade dos Mortos, projeto fotográfico de Robert Wilczyński. A mostra combina fotografias de pessoas e lugares do Gueto de Varsóvia (da coleção do Museu do Gueto de Varsóvia) com imagens atuais de Varsóvia, utilizando a técnica da dupla exposição. O artista evoca e torna visível  deste modo um período dramático na história da cidade. 
«Face à aniquilação de quase toda a comunidade judaica de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial e à destruição do seu património material e cultural, as imagens do gueto e das pessoas ali encarceradas aparecem nas fotografias como vestígios fugazes de presença. Permeiam o tecido urbano contemporâneo como memórias, ancoradas dentro de uma cidade que já não existe e que exigem ser recordadas pela sua história. Nos painéis, as fotografias são acompanhadas de textos originais selecionados – retirados de diários e memórias, que documentam a vida quotidiana, o sofrimento e a morte dos habitantes do gueto de Varsóvia entre 1940 e 1942.» (Da Sinopse)
A exposição é organizada pelo Museu do Gueto de Varsóvia, cuja missão é, acima de tudo, preservar a memória deste evento dramático.

quinta-feira, 20 de abril de 2023

O rapaz da boina


«Quem não conhece a fotografia do rapazinho de boina, tirada por um SS em 1943, aquando das operações de destruição do gueto de Varsóvia? Nesta foto mundialmente conhecida, uma criança judia com cerca de 8 anos está em primeiro plano, de cara assustada. Ele encontra-se ligeiramente afastado de uma multidão de mulheres e de crianças que, como ele, saem de um edifício com as mãos no ar. Estão cercados por quatro soldados nazis ameaçadores armados de metralhadoras. O sentimento de terror que emana deste instantâneo é acentuado por uma mulher que se viram na direção de três soldados nazis postados à entrada do edifício. O que é que nos vai acontecer?, parece ela perguntar. A fotografia desta criança de calções, com um boné muito grande e um casaco que lhe chega quase aos joelhos, tornou-se um símbolo da Shoah, da barbárie nazi, mas também do desaparecimento da maior comunidade judaica da Polónia e da Europa.» 
Bruno Halioua - Les 948 jours du ghetto de Varsovie. Paris: Liana Levi, 2018.

Normalmente conhecemos a foto através do pormenor (icónico) do «rapazinho da boina»:

quarta-feira, 19 de abril de 2023

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Leituras no Metro - 1142

Lisboa: Europa-América, imp. 1962

Mila 18, baseado em acontecimentos reais, abrange a ocupação nazi da Polónia (e principalmente de Varsóvia) e as atrocidades cometidas para desumanizar e eliminar os judeus, que constituíam então a maior comunidade judaica da Europa. 
Na rua Mila 18 (em polaco Rua Alegre), dentro do gueto de Varsóvia, estava instalado um bunker onde se reuniam os dirigentes da insurreição e onde a maioria deles se suicidou em 8 de maio de 1943.  Dias mais tarde, o gueto é incendiado e reduzido a escombros.
Quando se inicia a revolta contra os nazis, estes homens, de enorme coragem, com poucas armas, improvisam um exército, posicionam-se e assumem o comando da defesa do gueto. Eles sabem que não têm nada a perder: ou se revoltam (e morrem com dignidade) ou acabam mortos em Treblinka, pelo que preferem a insurreição, a primeira contra a ocupação alemã na Europa. 
Nunca tinha lido este livro. De Leon Uris li Exodus há muitos, muitos anos.
Em 2017, Harvey Weinstein estava a preparar a adaptação deste livro ao cinema. Nesse mesmo ano, como sabemos, foi acusado de assédio sexual e estupro. 

Marcadores de livros - 2463


Lisboa: Temas e Debates: Círculo de Leitores, 2020

«Quando ocorreu a Shoá e que etapas levaram a esse crime? Quando souberam os Aliados e o mundo da Shoá, e poder-se-ia tê-la evitado? Como e quando soube o governo português do genocídio nazi dos judeus europeus? Esteve também Portugal, embora neutral, na rota da Shoá? Como foram descobertos os campos de concentração e de extermínio e de que forma foram julgados os criminosos nazis? E a opinião pública portuguesa, a viver em ditadura, quando e o que soube? 
«"É para desfazer confusões, contribuindo para um conhecimento maior da Shoá, e também do papel de Portugal face a esse terrível acontecimento, com base na minha própria investigação, mas também na profusa bibliografia existente sobre o tema, em geral, e relativamente a Portugal, em particular, que proponho este livro."» (Sinopse)


Lisboa: Bertrand, 2023

«Um herói complexo. Uma história esquecida. A primeira testemunha a revelar toda a verdade sobre o Holocausto. 
«Em abril de 1944, Rudolf Vrba, de 19 anos, e Fred Wetzler tornaram-se os primeiros judeus a fugir de Auschwitz. Passaram sob cercas eletrificadas e por torres de vigilância fortemente armadas, escaparam a milhares de homens das SS e aos seus cães enraivecidos, percorreram pântanos, montanhas e rios em direção à liberdade. A missão de Vrba: revelar ao mundo a verdade do Holocausto. 
«Na fábrica da morte de Auschwitz, Vrba tornou-se uma testemunha ocular de quase todas as fases arrepiantes do processo industrial de genocídio nazi. Quanto mais via, mais convicto ficava da necessidade de avisar os judeus da Europa acerca do destino que os aguardava. Vrba reteve cada detalhe na sua memória, arriscando tudo para recolher os primeiros dados da Solução Final. Após a sua fuga, essa informação formaria um inestimável relatório de trinta e duas páginas que chegaria às mãos de Roosevelt, de Churchill e do papa e que acabaria por salvar mais de 200 000 vidas. 
«Mas a fuga de Auschwitz não foi a sua última. Depois da guerra, continuou a fugir do seu passado, do seu país de origem, do seu país adotivo, e até mesmo do seu próprio nome. Poucos sabiam da ação verdadeiramente extraordinária que tinha levado a cabo. 
«Graças ao trabalho de Jonathan Freedland, podemos conhecer finalmente o heroísmo de Rudolf Vrba. Ele passará a ocupar o merecido lugar ao lado das personalidades cujas histórias definem o capítulo mais sombrio da história.» (Sinopse)