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quinta-feira, 23 de julho de 2026
terça-feira, 9 de abril de 2024
domingo, 23 de julho de 2023
sábado, 23 de julho de 2022
Os meus franceses - 895
Serge Reggiani nasceu há 100 anos (a 2 de maio) e morreu a 23 de julho de 2004.
terça-feira, 13 de julho de 2021
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
terça-feira, 10 de março de 2020
Os meus franceses - 755
Uma das canções de qe mais gosto por três dos meus franceses preferidos.
Escrita em fevereiro de 1954, esta canção foi interpretada por Mouloudji em maio. A guerra que estava por detrás desta canção era a da Indochina, que acabou em agosto desse ano.
«Le Déserteur [... Boris Vian] avait demandé à des tas de es de la créer, mais tous ont refusé, sauf moi. Le l'ai chantée pour la première fois le jour de la prise Diên Biên Phu [7 maio 1954]. Ça a fait tout de suite du remous. Il y a eu une interpellation à la Chambe. Le disque a été interdit d'antenne et de parution. J'ai continue à la chanter, Boris l'a reprise [... no ano seguinte], puis Pter, Paul and Mary pendant la guerre du Vietnam. [...]
«On m'a accusé alors d'avoir édulcoré Le Déserteur. Oser chanter cette chanson en pleine guerre prrouvait pourtant le contraire. Mais j'avais bien précisé à Vian qe je ne chanteri pas certains passages trop provoacteurs et trop violents, non pas que j'avais peur, mais je ne pouvais pas appeler des jeunes gens à tirer sur les gendarmes.» (Le Monde. Hors série. Paris. 2020, p. 79)
Boris Vian cantou-a em 1955 e um conselheiro municipal de Paris, Paul Faber, quis proibir a canção na rádio. A canção foi censurada a partir de 1958, com a guerra da Argélia.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
La Colombe d'Or
La Colombe d'Or é um restaurante em Saint-Paul de Vence, de que Serge Reggiani fala muito no seu livro Último correio antes da noite (Porto: Campo das Letras, 1996). Aí se encontrava com Simone Signoret, Yves Montand, Picasso, Lino Ventura e muitos outros.
«Por vezes, naquela Colombe d'Or onde te conheci, [Lino Ventura,] tomavas as cozinhas de assalto, sob o olhar inquieto e divertido dos cozinheiros e dos seus patrões., Titine, Yvonne e Francis. Após algumas dezenas de minutos heróicos, durante os quais os ajudantes mexiam as massas e preparavam os molhos sob as tuas ordens, enquanto que um tornado de caçarolas atravessava a cozinha, a entrada chegava sob o nariz dos convivas: era normalmente uma enorme travessa de tagliatelli à bolonhesa, uma montanha de gnocchi. Bons, Excelentes. Deliciosos. E mais do que suficientes para alimentar um regimento em campanha. Tu devoravas a tua dose num abrir e fechar de olhos e voltavas para os teus fornos para vigiar a preparação do prato de resistência. Eu não sabia que a Itália produzia tantas massas. Dois Linos esfomeados, penso eu, acabariam com as reservas de toda a península!
«"Prato de resistência": a expressão não é usurpada! Todo aquele que conseguisse acabar o segundo prato sempre cheio de massas, mas cozinhadas de outra forma - merecia bem uma condecoração reservada aos bravos que não curvavam perante o obstáculo. [...] Era impossível, depois daquilo, engolir fosse o que fosse; e no entanto, chegavas com a sobremesa, com a "tua" sobremesa, biscoitos embebidos em kirsch, dispostos num cilindro cheia de toda a espécie de cremes. Uma delícia pura... e um Himalaia intransponível depois de dois patos de massas à Lino. Mas "para o diabo as meias de descanso", era preciso mergulhar naquilo! Bastava imitar-te: avançavas para a sobremesa com todo os dentes, como se não tivesses comido nada ainda.» (p. 108)
Gosto de todas as massas, exceto gnocchis. Lino Ventura nasceu em Parma e Reggiani em Reggio Emilia.
Serge Reggiani e Lino Ventura no Colombe d'Or.
Faz hoje 32 anos que Lino Ventura faleceu. O centenário do seu nascimento ocorreu a 14 de julho. Mais logo, façamos-lhe um brinde.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Os meus franceses - 717
«Georges Moustaki [...] não se esqueceu em que circunstâncias tu aceitaste cantar o seu Milord. Ele tinha acabado de escrever, à sua maneira, o que iria ser um dos teus maiores êxitos, e veio apresentar-to. Tu recebeste-o gentilmente, leste a canção e o teu veredito caiu do alto da tua bela sinceridade: "Está perfeito. Retira tudo o que escreveste excepto 'Milord' e desenvencilha-te com isso". 'Jo' compreendeu bem a mensagem, e, sem orgulho descabido, seguiu o teu conselho. Em torno da palavra 'Milord' escreveu uma canção alternadamente lancinante e endiabrada que permanece em todas as memórias.»
Serge Reggiani - Último correio antes da noite. Porto: Campo das Letras, 1996, p. 90
domingo, 15 de setembro de 2019
Leituras no Metro - 1034
«[...] tu [Michel Vitold] sempre ficaste igual desde o nosso primeiro encontro [...]. Ainda te estou a ver com o teu barrete empoleirado no alto do teu crânio de Russkoff... Não confundas, para mim, "russkoff" não tem nada de pejorativo. Eu próprio sinto-me mais rital [nome pejorativo que se dá em França aos emigrantes italianos] que italiano, e não deixo de me divertir. Para nós, os exilados, a terra natal tem um sabor particular: quanto mais nos afastamos, mais ela fica sólida, amsi nos sentimos impregnados da nossa pátria, quanto mais não seja pelo olhar dos outros, que te fazem sentir bem que não és daqui. Eu deixei Reggio Emilia italiano, cheguei rital a Paris. Na época, possuías como único papel de identidade um estranho passaporte que tinha além do teu verdadeiro nome, Sayanoff, a referência "apátrida". Corrige-me depressa se me engano, mas estou a ver como se fosse ontem esse pedaço de papel que tu nos mostravas rindo.»
Serge Reggiani - Último correio antes da noite. Porto: Campo das Letras, 1996, p. 51sábado, 24 de agosto de 2019
Os meus franceses - 707
«Ousarei confessar-te que estou feliz e orgulhoso por te ter tido como amiga e colega?» - escreve Serge Reggiani a Simone Signoret.
E sobre Casque d'Or, em português Aquela Loura: «os produtores não me queriam: procuravam, para fazer o papel de Manda, um jovem galã - que eu nunca tinha sido. O meu aspeto taciturno e robusto assustava-os. Jacques Becker e tu insistiram tanto que eles acabaram por ceder. Nunca te agradecerei o suficiente: se tive uma pequena hipótese de deixar uma marca na história do cinema, é a esse papel que eu o devo. Um júri não designou Aquela Loura como o terceiro melhor filme francês da história, depois de Les Enfants du Paradis e Le Jour se Lève [...]
«A série de cenas que Jacques Becker desejava rodar em primeiro lugar incluíam as famosas valsas do princípio do filme., na tasca de Joinville. Como dançar a valsa com gesso na perna, o braço esquerdo bastante hirto ao longo do corpo, como queria a moda da época? Eu poderia ter contado contigo e deixar-me guiar, mas foi impossível. Já bastante apaixonada por Yves Montand, que filmava então, no Cantal, O Salário do Medo, de Clouzot, escapavas-te sempre que podias para ir ter com ele, cortando conscienciosamente as nossas lições de valsa. No plateau, confiavas... em mim! Felizmente, o teu vestido comprido escondia-te os pés, que, na realidade, mal tocavam o chão: eu pegava literalmente em ti com o meu único braço direito e rodávamos, rodávamos... Sem dúvida que é por isso que Manda tem um ar tão rígido e tão digno!»
Serge Reggiani - Último correio antes da noite. Porto: Campo das Letras, 1996, p. 55-56
Parabéns, Maria Franco!
Um postal de 1941 para lhe desejar um
Dia Feliz!
Une Vie d’Artiste é uma caixa com 18 CD e 2 DVD que assinala os quinze anos da morte de Serge Reggiani.
Uma das minhas canções preferidas interpretadas por Reggiani.
domingo, 11 de agosto de 2019
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Aquela Loura
Desconhecia que Casque d'or tinha o título português de Aquela Loura. Acho que o vou rever um dia destes no Monumental.
domingo, 15 de abril de 2018
sábado, 3 de junho de 2017
Os meus franceses - 538
Já postei aqui esta canção - uma das minhas preferidas - mais de uma vez.
Para Maria Franco.
domingo, 7 de maio de 2017
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
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