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segunda-feira, 6 de março de 2023

Leituras no Metro - 1146

Manuel de Jesus Pires nasceu no Porto a 6 de março de 1895, filho de um cabo. Estudou no Porto e matriculou-se na Faculdade de Ciências onde fez algumas cadeiras. Em 10 de junho de 1914 alista-se e ingressa no final desse ano na Escola de Guerra, 
Integrou o Corpo Expedicionário Português e esteve em França um ano e três meses.
Em 1919 ofereceu-se como voluntário para combater a Monarquia do Norte.
Chegou a Timor em 25 de setembro de 1919, onde permanecerá até à sua morte em 1944, às mãos dos japoneses.
Lisboa: CEHCP, ISCTE, 2007

Só quando a RTP exibiu a minissérie Abandonados é que um amigo me disse que o tenente Pires tinha deixado um diário e que António Monteiro Cardoso o tinha publicado.
É um problema conseguirmos encontrar e mesmo saber de edições das Universidades, de câmaras municipais e de organismos da Administração Central. Não seria este um serviço que competiria às livrarias da Imprensa Nacional-Casa da Moeda disponibilizar? E mesmo serem distribuídos pela IN-CM?
Consegui o livro emprestado e li-o. 
Parabéns a António Monteiro Cardoso (falecido em 2016) que, com a colaboração de Luísa Tiago de Oliveira, fez um excelente trabalho. Uma ótima introdução sobre a vida do tenente Pires e também o que era Timor no tempo em que o tenente ali viveu, especialmente durante a II Guerra Mundial.


O único livro que tinha lido sobre o assunto são as memórias de Carlos Cal Brandão (1906-1973) que esteve deportado em Timor entre 1931 e 1943, data em que foi evacuado para a Austrália, tendo regressado a Portugal em 1945. Natural do Porto, advogado, foi presidente do Centro Republicano Académico e toda a sua vida conspirou contra a Ditadura.

Lisboa: Perspectivas & Realidades, 1988.

sábado, 21 de maio de 2022

Boa noite!

Em 1999 andávamos todos na rua... Finalmente em 2002 Timor tornou-se independente.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Boa noite!



Poucos meses antes da II Guerra Mundial, uma família separa-se em Lourenço Marques: Maria vai para Timor, os irmãos João e José (depois conhecido por Zeca Afonso) vão para Coimbra, para continuarem os estudos. Com o alastrar do conflito ao Pacífico e a invasão de Timor pelo Japão, as comunicações cessam e os três anos no campo de concentração fazem temer o pior. Em Rosas de Ermera, partindo das memórias dos irmãos sobreviventes, Maria e João, e das músicas de Zeca, Luís Filipe Rocha (um dos realizadores portugueses da minha predileção) conta uma aventura familiar numa época funesta da história de Portugal.
Um belíssimo filme-documentário que passou no Indie Lisboa.

O pai de José Afonso recitava muitas vezes este poema de Camões.