Manuel de Jesus Pires nasceu no Porto a 6 de março de 1895, filho de um cabo. Estudou no Porto e matriculou-se na Faculdade de Ciências onde fez algumas cadeiras. Em 10 de junho de 1914 alista-se e ingressa no final desse ano na Escola de Guerra,
Integrou o Corpo Expedicionário Português e esteve em França um ano e três meses.
Em 1919 ofereceu-se como voluntário para combater a Monarquia do Norte.
Chegou a Timor em 25 de setembro de 1919, onde permanecerá até à sua morte em 1944, às mãos dos japoneses.
Lisboa: CEHCP, ISCTE, 2007
Só quando a RTP exibiu a minissérie Abandonados é que um amigo me disse que o tenente Pires tinha deixado um diário e que António Monteiro Cardoso o tinha publicado.
É um problema conseguirmos encontrar e mesmo saber de edições das Universidades, de câmaras municipais e de organismos da Administração Central. Não seria este um serviço que competiria às livrarias da Imprensa Nacional-Casa da Moeda disponibilizar? E mesmo serem distribuídos pela IN-CM?
Consegui o livro emprestado e li-o.
Parabéns a António Monteiro Cardoso (falecido em 2016) que, com a colaboração de Luísa Tiago de Oliveira, fez um excelente trabalho. Uma ótima introdução sobre a vida do tenente Pires e também o que era Timor no tempo em que o tenente ali viveu, especialmente durante a II Guerra Mundial.
O único livro que tinha lido sobre o assunto são as memórias de Carlos Cal Brandão (1906-1973) que esteve deportado em Timor entre 1931 e 1943, data em que foi evacuado para a Austrália, tendo regressado a Portugal em 1945. Natural do Porto, advogado, foi presidente do Centro Republicano Académico e toda a sua vida conspirou contra a Ditadura.
Lisboa: Perspectivas & Realidades, 1988.
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