Prosimetron

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A minha escolha para o dia de hoje


Máscaras
Etrusco (500-470 a.C.)
Londres, BM, GR 1873.8-20665-6

Querem lanchar connosco?

Homenagem justa - Carlos Paredes

A 16 de Fevereiro de 1925, Coimbra acordou com um novo menino Carlos Paredes.
Tributo da COMPANHIA DE DANÇA DE LISBOA para Carlos Paredes, a partir de Alain Jomy e da gentileza da RTP. Para mais completa informação http://www.cidadevirtual.pt/cdl/carlo...


Em memória de Soares dos Reis!

Faz hoje 122 anos que Soares dos Reis se suicidou. A melhor homenagem é relembrar uma obra sua que já andou por aqui:
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António Soares dos Reis, O Desterrado
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Mármore de CarraraRoma (1872)178 x 68 x 73 cm, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto


À volta do Desterrado, desenhos retirados do site indicado. Serão de Soares dos Reis?

Pregões de Londres - 5



Vendedeira de fósforos, ca 1790.
Gravura de A. Cordon, a partir de um desenho de Francis Wheatley. Faz parte da série Cries of London.

Carnaval 4

Onde gostava de estar: Veneza. Este estudo de Turner encontra-se na colecção da galeria/museu Tate Britain, não se sabe se é Veneza mas, supõe-se que era. O trabalho esteve numa exposição intitulada:
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VENETIAN WHISPERS: TURNER & BYRON IN VENICE
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JMW Turner, A Study of Firelight (Venice?) c. 1840
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Gouache and watercolour on paper, 22.6 x 29.4 cm, Tate Britain, London
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Polichinelle (Pulcinella), c. 1650

Ilustração c. 27 x 19 cm. Chez N. Bonnart

Veneza: o carnaval , máscara de Polichinela
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Cá vamos nós ...

Para a cidade de Esmeralda. Olá, J. Soares & Miss Tolstoi, querem vir?

Vai um chá com scones?

Five o'clock tea - 6


Christian Von Schneidau (1893-1976) - Five o'clock tea
(A portrait of Mrs. Elwood Riggs)
Óleo sobre tela

Os doze trabalhos de Hércules - XII

O décimo segundo trabalho de Hércules, na pintura de Canato
Os pomos de ouro do jardim das Hespérides... (150x170 cm)

Conhecem Arnaud Fleurent-Didier?

Este jovem autor-compositor-intérprete, que também faz videoarte e é encenador, é verdadeiramente um fenómeno. Este tema France culture é uma boa análise da geração pós-68.

Novidades - 114 : Dumas sempre!

Se Alexandre Dumas não inventou o romance histórico, paternidade atribuível a Sir Walter Scott, a verdade é que deu ao género um fôlego notável, desde logo com esta obra-prima, como consta do subtítulo, que fez as delícias de inúmeras gerações.
Simone Bertière, a grande biógrafa das rainhas de França, dedicou-se ao estudo desta obra, analisando as condições em que a mesma surgiu, a "paternidade" partilhada ( é inegável a mão de Auguste Maquet, o négre principal de Dumas, na sua escrita ) e o gigantesco sucesso, inesperado mesmo para o enorme ego de Dumas, obtido à época.
- Dumas et les Mousquetaires, Histoire d' un chef-d'oeuvre, Simone Bertière, Éditions de Fallois, Novembro de 2009.

1961 : The Marcels

Foi a 15 de Fevereiro de 1961 que os The Marcels gravaram esta fabulosa Blue Moon, cantada por tantos outros nas décadas seguintes. Aqui estão eles, os originais, numa actuação especial 51 anos depois.

Números - 2 : Ainda os tigres...

Começou ontem, às 10h51, o Novo Ano Chinês, sob o signo do Tigre, que durará até 2 de Fevereiro de 2011. Um ano do Tigre associado à prosperidade, sobretudo económica.
É pois uma boa altura para falar dos tigres na China, não os astrológicos mas os de carne e osso.
Dos 3.500 tigres selvagens que ainda existem no mundo, cerca de 1.400 estão na Índia onde o Governo tem feito enormes esforços para sensibilizar as populações contra a caça furtiva e a expansão agrícola para os territórios dos tigres. Na China, estão recenseados apenas 50 tigres selvagens, mas existem 6.000 tigres em cativeiro espalhados por vários zoos e reservas.
O problema não é o número, mas sim a maneira como são tratados e as condições em que vivem que deixam muito a desejar.
A foto que está acima mostra uma prática seguida em vários zoos: ao contrário do que acontece em quase todo o mundo, os visitantes são autorizados a alimentar os tigres, levando-lhes uma galinha ou uma vaca viva consoante as suas posses. E depois ficam dentro dos autocarros, como se vê, a apreciar o espectáculo...

1710 : Luís XV

- Luís XV em majestade, retratado por Hyacinthe Rigaud.
Pierre Soubleyras, - Le sacre de Louis XV, 1722, óleo sobre tela, Musée des Augustins, Toulouse.

Inicia-se hoje em Versalhes a comemoração discreta do tricentenário do nascimento de Luís XV(1710-1774) desde logo com uma série de visitas temáticas ao palácio e respectivos jardins. Apesar dos mais "falados" Luís XIV e Luís XVI-Maria Antonieta, a verdade é que foi Luís XV, nascido a 15 de Fevereiro de 1710, quem mais tempo ocupou o mítico palácio, nele tendo nascido, vivido e morrido ao contrário dos citados bisavô e neto.
Paradoxo dos paradoxos, Luís XV, rei de França aos 5 anos por morte do bisavô Luís XIV, é provavelmente a criança mais solitária do seu reino, vivendo isolado num palácio habitado por centenas ou milhares de pessoas. Aos 5 anos, quando herda o trono, é orfão de pai e mãe, não tem irmãos nem já avós paternos e o parente mais próximo é o rei de Espanha...
Mesmo o seu primo Filipe, duque de Orleães, não tem muito tempo para ele já que é o Regente de França, competindo-lhe o governo do reino até à maioridade de Luís.
A pessoa mais próxima do jovem rei é a ama, Madame de Ventadour, a quem Luís trata por Maman Ventadour.
Uma solidão que dura toda a infância e parte da adolescência e que será a causa provável da grande timidez de Luís XV, um dos traços de personalidade mais a evitar num rei...
Timidez que não o impediu, porém, de levar uma vida amorosa bastante agitada com amantes oficiais que nem sempre foram boas conselheiras: a Pompadour, a DuBarry.
Apesar de alguns ímpetos reformistas do monarca, a verdade é que há um erro seu que foi fatal a longo prazo para a monarquia francesa: nunca associou o seu neto e sucessor, Luís XVI, aos assuntos de Estado deixando o jovem Delfim de 17 anos rei de França completamente ignorante da "coisa pública".
As visitas guiadas temáticas são estas: Le roi dans ses appartements, Le style Louis XV, Peindre pour Louis XV e le Domaine de Louis XV. Até 18 de Junho.

Carnaval 3

Alain Donnat (1947), Carnaval em Veneza, pintura naif, 2009
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Óleo sobre tela, 73x60 cm, 2009
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“Se sonhar é Arte então provavelmente eu devo ser um artista”, Alain Donnat
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"Alain Donnat nasceu em 1947 em Neustadt, (Alemanha).
Encorajado por Jacqueline Bricard, a melhor especialista em Arte Naïf, Alain Donnat começa a expor em muitas galerias francesas e estrangeiras: Monique Gendre – Galerie Victor Hugo, Saintes; Amalia de Cordoba – Galeria Eboli, Madrid; Carmen Roglan – Galeria Roglan, Barcelona; J.C. Canfin – Canfin Gallery, Tarrytown, Nova Iorque; Josiane Saint Michel – Galerie La Dame Du Castellet, Castellet; Simine Garib – Galerie le Cameleon, Antibes; Jacqueline Bricard – Galerie Jacqueline B, Lourmarin; Agnès Giraud – Galerie A Mon Seul Desir, Saint-Tropez".
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Pregões de Londres - 4



Vendedor de laranjas, ca 1790.
Gravura de L. Schiavonetti, a partir de um desenho de Francis Wheatley. Faz parte da série Cries of London.

Uma exposição que gostaria de ter visto...!

De Roma trago imensas memórias, antigas e recentes. Das recentes, Villa Borghese foi o local que mais me tocou quer pela paisagem envolvente quer pelos palácios/museus existentes. Um desses palácios é hoje a Galleria Borghese, outrora residência do prelado Cardinal Scipione Borghese (1576–1633), sobrinho do Papa Paul V (papado 1605–1621). A Galleria guarda uma das esculturas da minha predilecção Apolo e Dafne de Bernini, só para evidenciar uma peça.
Gostaria de ter ido a Roma visitar a exposição "Caravaggio Bacon" que foi realizada para lembrar o IV centenário da morte de Caravaggio. O Luís já falou da exposição.
Deixo aqui as minhas escolhas:

Caravaggio, Madonna and Child with St. Anne (dei Palafrenieri),
1605-1606

Francis Bacon, Central panel of the Triptych in Memory of George Dyer, 1971




Celebrando o Ano do Tigre...


Esta canção volta ao Prosimetron.
Bom Ano!

Carnaval 2

Como gosto mais do carnaval Veneziano escolhi estes desenhos de Almada Negreiros com as figuras da Commedia dell'arte, tão em voga na primeira década do século XX. Carnaval é fantasia, é riso, é folia. Apesar do excerto do texto ser triste só me lembro dele no Carnaval.
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Almada Negreiros, Arlequim, litografia, 1/12


Pierrot carregando Columbine para o hospital

Desenho a tinta-da-China sobre papel, 14,5 x 14,5 cm.
(...)
Uma andorinha travêssa, linda como todas, avôa brincando rente á relva e beija ao passar o nariz de Pierrot. Elle accorda e a andorinha, fugindo a muito, olha de medo atraz, não venha o Pierrot de zangado persegui-la pelos campos. E a andorinha perdia-se nos montes, mas, porque elle se queda, de nôvo volta em zig-zags travêssos e chilreios de troça. E chilreia de troça, muito alto, por cima d'elle. Pierrot já se adormecia, e a andorinha em descida que faz calafrios pousou-lhe no peito duas ginjas bicadas, e fugiu de nôvo.
(...)

Almada Negreiros, Frisos - "Revista Orpheu nº1", Lisboa: Ed. António Ferro, 1915, p.53

Em torno do silêncio!

O Grande Silêncio foi o último filme/documentário que vi e não tenho palavras, ou elas são tão vagas de sentido que não chegam para definir este silêncio! Deixo as palavras de um monge cartuxo cego:


O passado e o presente são termos humanos.
Para Deus não existe o passado, só o presente!

É uma pena que o mundo tenha perdido o sentido de Deus.
Se suprimirmos a ideia de Deus, para quê viver na Terra?
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A ideia de Deus... Gostava de poder acreditar como eles acreditam...
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O documentário sobre a vida monástica dos cartuxos, de Philip Gröning (1959), granjeou prémios como o Melhor Documentário, Prémio Arte do Festival de Sundance; Prémio Especial do Júri - Melhor Documentário do Festival de S. Paulo; Melhor Documentário Festivais de Veneza, Toronto, Roterdão, Sidney e Cidade do México.
O realizador viveu 6 meses com os monges, só teve permissão para filmar 17 anos após ter pedido autorização e obteve-a mediante as seguintes condições: filmar a realidade, sozinho e sem utilizar os meios e a luz do cinema. É uma delícia ver o segundo DVD com extras, traz entrevistas mais prolongadas e uma série de documentos: cartas. Tive pena de não o ter visto no cinema.
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Vi o documentário depois de o ter descoberto aqui:

V&AM / The Medieval & Renaissance Galleries

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Feliz Ano do Tigre

Começou hoje o Novo Ano Chinês.

E viemos festejar até China Town...

Vai uma cidra?



Dedicado ao dia... as minhas escolhas

Adão e Eva (1530-1535)
Loy Hering (c. 1485-1554)

Sátiro e Sátira (1510-20)
Andrea Briosco, chamado Riccio (1470-1532)

Dulce est amare / Doce é amar (c. 1550)
Giacomo Mancini (fl. 1540-1555)

Cupido empunhando a tocha de Himeneu (c. 1831)
George Rennie (1802-1860)

Londres, V&AM

Cupido e Psiqué


Auguste Rodin - Cupido e Psiqué
Mármore, ca 1908
Londres, V&AM

Five o'clock tea - 5


Mary Fairchild (1866- 1946) - Between neighbours
(também conhecido como Tea al Fresco ou Five O'Clock Tea).
Óleo sobre tela, 1891

Eros e Psiqué!

Revisitando Almada Negreiros encontrei este documento da colecção de Alberto Lacerda. Como fala de amor, nada melhor do que o colocar hoje.
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Almada Negreiros, Eros e Psiqué
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Tinta-da-china sobre papel assinado, dedicado, s/d, 27×21cm ,Colecção Alberto Lacerda

Retirei-o daqui: http://www.fmsoares.pt/aeb/dossier14/images/08129.377.jpg

Be my Valentine - 2

O grande Chet Baker. Maldita heroína!

Citações - 65 : Comparações...

Fui primeiro-ministro três vezes. Fui muito menos atacado do que José Sócrates.

- Mário Soares, declarações à Lusa no passado dia 9.


Há comparações que efectivamente não beneficiam quem as faz. Esta, da autoria de um dos patriarcas da nossa democracia, é uma delas.

Be my Valentine - 1

Este foi certamente o maior sucesso de Pat Benatar: Love is a Battlefield. E ela tem toda a razão.

Acabem assim o dia...

Acabem assim o dia... Autor Aimé-Jules Dalou, 1879. V&A

Será o gato da Alice?



os doze trabalhos de Hércules - XI


O décimo primeiro trabalho de Hércules, na pintura de Canato
A luta com o guardião do mundo dos mortos: o cão Cérbero ... (150x170 cm)

Pregões de Londres - 3


Leiteira, ca 1790.
Gravura de L. Schiavonetti, a partir de um desenho de Francis Wheatley. Faz parte da série Cries of London.

1910 - 9



Hino ao Amor, Sagrado e Profano

No dia dos Namorados um quadro que foca os dois amores: o sagrado e o profano.

Erwin Panofsky divide a paisagem deste quadro de Ticiano em duas partes: "uma paisagem sombria com uma cidade fortificada e duas lebres ou coelhos (símbolos do amor e da fertilidade), e outra, mais rústica e menos luxuosa, mas mais luminosa, com um rebanho de ovelhas e uma igreja campestre."

xTizian Vecellio De Gregorio, O Amor Sagrado e o Amor Profano, 1514-1515

Óleo sobre tela, 118 x 279 cm, Galleria Borghese, Roma

Pormenor do quadro , Cúpido mais perto da figura terrena agita a água da fonte, amor neoplatónico
Amor profano, a paisagem é mais sombria e mostra uma cidade fortificada.

Segura na mão um vaso cheio de ouro e pedras preciosas
Amor sagrado, a paisagem é mais luminosa e mostra um campanário de uma igreja.

Segura na mão um vaso cheio de fogo, a chama que simboliza o amor a Deus.


Se olharmos para o quadro sem nos imbuírmos no espírito da época parece contraditório. A graça do quadro reside neste paradoxo. Estamos perante o humanismo renascentista, por isso, o amor sagrado é representado pela figura nua e a vestida pelo amor profano. Ticiano pintou de uma forma bela os dois tipos de amor.
Segundo Erwin Panofsky estas duas mulheres representam as "Vénus Gémeas" (ideia do filósofo renascentista Marcilio Ficino, 1433 - 1499) :

"A figura nua é a "Venere Celeste" que simboliza o princípio da beleza universal e eterna mas puramente inteligível. A outra é a "Venere Vogare", que simboliza a "força geradora" que cria as imagens transitórias, embora visíveis e tangíveis, da beleza terrena: os seres humanos e os animais, as flores e as árvores, o ouro e as pedras preciosas e as obras criadas pela arte ou a perícia.
O facto de Cupido estar colocado entre as duas Vénus, embora um pouco mais perto da terrestre ou natural e de agitar a água da fonte pode exprimir a crença neoplatónica de que o amor, um princípio de mistura cósmica, actua como intermediário entre o céu e a terra."

Erwin Paonofsky, Estudos de Iconologia, temas humanísticos na arte do renascimento, Lisboa: Editorial Estampa, 1995 (2ª edição), p. 130-131.

O que estou a ouvir... 2

Um malmequer para todos no dia de S. Valentim!

Bom dia de S. Valentim!
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Retirado da net