Prosimetron

Prosimetron

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um quadro por dia - 130

Paul Gauguin( 1848-1903), Nature morte à L' Espérance, 1901, óleo sobre tela.

Contrariamente às regras, hoje há dois quadros, ou não fosse o leilão da Christie's ( Londres) de hoje um acontecimento relevante: além do Magritte que está abaixo, também obras de Monet, Picasso, Léger, Degas, Braque e este Gauguin, pintado no Taiti como homenagem ao seu antigo amigo Van Gogh. Os girassóis não enganam...

PENSAMENTO(S) - 155

O perigo de ser moderno é que podemos tornar-nos antiquados a qualquer momento.


Oscar Wilde

Em português - 74

Os Velha Gaiteira, que recuperam ritmos e instrumentos das Beiras, com Quarto minguante.

Um quadro por dia - 129

René Magritte, L' aimant , 1941, óleo sobre tela, 130,50x89,50cm.


Este nú pintado por Magritte já com a Bélgica ocupada pelas tropas nazis, vai hoje à praça na Christie's de Londres com uma base de licitação entre 4,15 e 6,5 milhões de euros.

Pinóquio no Egipto


José Rosado - Pinóquio no Egipto. Lisboa: Romano Torres, 1957. (Col. Manecas)
Il. Eugénio Silva (1937-).


Galleria Sevillana del Libro





Uma livraria ocupando um magnífico espaço, de um antigo teatro. Uma área de 1700m2 com 300000 volumes.
Calle Sierpes, 25
Sevilha

Cadernos Blaufuks


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tipos lisboetas


Eduarda Cary - O Ferro-velho
«As doze pinturas que agora se expõem ilustram alguns tipos característicos da cidade, vendedores ambulantes que percorriam Lisboa, durante os séculos XIX e XX. Estes tipos castiços, hoje desaparecidos, continuam a fazer parte do imaginário dos alfacinhas, inspirando os artistas plásticos e todos os que se interessam pelas suas tradições. Nestes quadros inspirei-me na obra do conhecido desenhador e aguarelista Calderon Dinis - Tipos e factos da Lisboa do meu tempo -, artista que tanto amou esta cidade e a quem presto a minha comovida homenagem.» (E.C.)

Fabula Urbis
R. Augusto Rosa, 27
Lisboa

A volta ao mundo em 80 dias


Il. de Henri Dimpre. Paris: Hachette, 1958. (Idéal-Bibliothèque)

No seguimento do post da Ana sobre Júlio Verne e A volta ao mundo em 80 dias, aqui fica uma promessa de há tempos: colocar a capa do primeiro livro francês que li.
Também eu espero, tal Phileas Fogg, partir de Londres com um devotado Jean Passepartout, para uma viagem à volta do mundo. Ou vice-versa.

«Porque é um homem de coração!»
«Às vezes», replicou Phileas Fogg, calmamente. «Quando tenho tempo.»

Foto de João H. Goulart, 1969.
Lisboa, Arq. Fot. CML PT/AMLSB/AF/JHG/S02703
O livro foi comprado na Livraria Bibliófila, que ficava na rua da Misericórdia, 102. A porta de entrada está, nesta foto, meio tapada pelo sinal de trânsito.
O prédio foi abaixo e no local está agora (parece-me) uma loja de roupa e acessórios.

Frutas - 42



J.W. Waterhouse - The orange gatherers
Óleo sobre tela, ca 1890


A minha fruta preferida. O Jad regressou de uma terra onde laranja se diz πορτοκάλι (Portukali), tal como acontece noutras línguas: turco, persa, hebraico e árabe, pelo menos.

Memórias - Júlio Verne

Jules Verne nasceu em Nantes a 8 de Fevereiro de 1828 e faleceu em 1905, em Amiens. Povoou os sonhos de muitos jovens e ainda hoje continua a encantar. Não li todos os seus livros, embora recentemente tenha adquirido a colecção que saiu em 2005, quando se celebrou o centenário da morte do escritor. Escolhi o título - A Volta ao Mundo em Oitenta Dias - porque é um dos desejos e sonhos que acalento.
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Imagem daqui
«No ano de 1872, no prédio n.º 27 de Saville-row, Burlington Gardens (casa onde, em 1814, expirara Sheridan), residia Phileas Fogg, esquire, um dos membros mais singulares e notados do Reform-Club, Londres, parecendo embora empenhado em nada fazer susceptível de o tornar chamariz das atenções da colectividade.
A vaga aberta pela morte de um dos mais eloquentes oradores de que a Inglaterra se orgulha, fora, assim, preenchida por este Phileas Fogg, personagem enigmática, de quem nada se sabia a não ser que era extremamente polido e um dos mais brilhantes gentleman da alta sociedade inglesa.
(…)
»

Jules Verne, A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, Lisboa: Ed. Amigos do Livro(Tradução Rev. por S. Pinto)

Em português - 73

Mais uma banda nova, os La Chanson Noire.

A vida é um sonho


http://www.artvalue.com/image.aspx?PHOTO_ID=1910895&width=500&height=500
Marc Chagall - Le rêve vert, ca 1947

Acaso morremos e só na aparência estamos vivos,
nós, os gregos, caídos em desgraça,
imaginando que a vida é um sonho?
Ou estamos vivos e foi a vida que morreu?

Páladas (fl. ca 400)
Trad. Albano Martins

Bom dia!


Hoje com Mohamed Fawzy (1918-1966), um cantor egípcio, autor do hino argelino. Muitas das mais populares canções infantis egípcias foram compostas por Fawzy.

Quotidianos - 56


Moritz von Schwind (1804-1871) - Manhã cedo, 1858
Munique, Schack-Galerie

Este pintor austríaco faleceu a 8 de Fevereiro.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Καλώς ήρθατε! Bem vindo!


Boa noite!


Iannis Koutras canta o poema «Federico García Lorca», de Nikos Kavadias (1910-1975), com música de Thanos Mikroutsikos (1947-).

Federico García Lorca

Ανέμισες για μια στιγμή το μπολερό
και το βαθύ πορτοκαλί σου μεσοφόρι
Αύγουστος ήτανε δεν ήτανε θαρρώ
τότε που φεύγανε μπουλούκια οι σταυροφόροι

Παντιέρες πάγαιναν του ανέμου συνοδειά
και ξεκινούσαν οι γαλέρες του θανάτου
στο ρωγοβύζι ανατριχιάζαν τα παιδιά
κι ο γέρος έλιαζε, ακαμάτης, τ'αχαμνά του

Του ταύρου ο Πικάσο ρουθούνιζε βαριά
και στα κουβέλια τότε σάπιζε το μέλι
τραβέρσο ανάποδο, πορεία προς το βοριά
τράβα μπροστά, ξοπίσω εμείς και μη σε μέλει

Κάτω απ' τον ήλιο αναγαλιάζαν οι ελιές
και φύτρωναν μικροί σταυροί στα περιβόλια
τις νύχτες στέρφες απομέναν οι αγκαλιές
τότες που σ' έφεραν, κατσίβελε, στη μπόλια

Ατσίγγανε κι αφέντη μου με τι να σε στολίσω;
φέρτε το μαυριτάνικο σκουτί το πορφυρό
στον τοίχο της Καισαριανής μας φέραν από πίσω
κι ίσα ένα αντρίκειο ανάστημα ψηλώσαν το σωρό.

Κοπέλες απ' το Δίστομο, φέρτε νερό και ξύδι
κι απάνω στη φοράδα σου δεμένος σταυρωτά
σύρε για κείνο το στερνό στην Κόρδοβα ταξίδι
μέσα απ' τα διψασμένα της χωράφια τα ανοιχτά

Βάρκα του βάλτου ανάστροφη φτενή δίχως καρένα
σύνεργα που σκουριάζουνε σε γύφτικη σπηλιά
σμάρι κοράκια να πετάν στην έρημην αρένα
και στο χωριό να ουρλιάζουνε τη νύχτα εφτά σκυλιά.

Σ' ευχαριστώ πάρα πολύ φίλε,
Τα λέμε!

Νίκος Καββαδίας

Alguém quer traduzir o poema? Eu gostava...

Novidades - 169 : Os 100 objectos


Quem visitou o British Museum nos últimos anos deu certamente conta de uma edição em folhetos dos 100 objectos emblemáticos do Museu, que eram simultaneamente uma história do mundo. Esses objectos foram tratados em programas radiofónicos na BBC Radio, com enorme sucesso, divulgados na Internet e foram finalmente recolhidos em livro da autoria de Neil MacGregor, o dinâmico director do museu. Livro este que já vendeu em dois meses 150.000 exemplares...
Aqui fica um vídeo da revelação do centésimo objecto, um carregador de telemóvel à base de energia solar.



P.S.- E lembro-me que, tal como eu, outros prosimetronistas também foram guardando estes bem elaborados folhetos.

Património Imaterial da Humanidade - 5

Ouve-se falar pouco do Luxemburgo, ou Burgo de Luxo como um querido amigo lhe costuma chamar, mas a verdade é que o Grão-Ducado também tem tradições bem antigas, sendo que uma delas foi integrada na lista mais recente da UNESCO do património imaterial da Humanidade. Falo da Procissão de Echternach, realizada todos os anos, e desde o ano de 1100, na cidade homónima e que é a mais antiga do país, pelo Pentecostes e em honra do santo patrono da cidade- Santo Willibrod. Oito mil dançarinos desfilam pelas ruas da cidade, acompanhados por dezenas de milhares de pessoas.
Aqui fica um vídeo de há dois anos:

Feliz Ano Novo !


Devia já ter sido dado há uns dias relevo a este evento, mas só hoje, e depois do Coelho da exposição, é que me lembrei do Ano Novo Chinês , que começou no passado dia 3 sob o signo do Coelho. O novo ano na China, e é o ano 4709, será regido de acordo com a tradição zodiacal chinesa por este simpático animal, associado à paz. E como são os nativos do Coelho ( além dos nascidos este ano, também os de 1915, 1927, 1939, 1951, 1963, 1975, 1987 e 1999 ) ?
Diz a Wikipédia que são " calmos e gentis, mas persistentes".

Boa tarde !

A começar com a música imortal de Wolfgang Amadeus, interpretada pela jovem e brilhante violinista francesa Solenne Paidassi.


Frasco de perfume 540 a.C.

Novidades - 168 : Man Ray


É o rosto humano que me interessa. Quando vejo um rosto que acho interessante, adoro fotografá-lo.
- Man Ray
Este livro, recentemente editado com o apoio do Centro Pompidou, dá-nos a descobrir retratos inéditos dos amigos dadaístas e surrealistas de Man Ray, mas também os rostos dos expatriados americanos que viviam em Montparnasse e nomes conhecidos da literatura, da moda e do espectáculo.
Vende-se na Galignani.

Lá fora - 95 : Nós e os animais...






- La Condition Publique, antigo estabelecimento industrial agora convertido em espaço cultural, em Roubaix.
O tema que preside a esta mostra de cerca de 20 0bras do suiço Christian Gonzenbach é o relacionamento entre o humano e o animal. E pretende-se agitar as consciências, com moldes, vídeos, instalações e esculturas como este Coelho Gigante Empalhado, de 2006, formado pelas peles verdadeiras de 650 coelhos...
Noutra parte do recinto, está um rebanho de ovelhas que terminada a mostra será encaminhado para um matadouro, mas elas ali estão com palhas e água, cercadas e à disposição do olhar dos visitantes.
A exposição chama-se Zoonomia, de la nature humaine, e está patente na La Condition Publique de Roubaix até 27 de Março. Entrada livre.

O fantasma franquista ...


Já que fui "provocado", aqui fica mais um apontamento picaresco do recente périplo espanhol. Em Granada, um prosimetronista foi várias vezes vítima de um lapsus linguae ( ou será mesmo uma costela franquista que desconhecíamos? ) e trocava Generalife, o domínio contíguo ao Alhambra, por Generalíssimo, que como se devem recordar os mais antigos era a patente de Francisco Franco como comandante supremo das forças armadas espanholas.
Assim, foi hilariante ouvir várias vezes o dito prosimetronista a perguntar aos vigilantes do Alhambra pelo acesso ao Generalíssimo... Eles, porém, mantiveram-se imperturbáveis para grande desgosto dos demais prosimetronistas...
Foi assim que o fantasma de Francisco Franco Bahamonde (1892-1975), por la gracia de Díos Caudillo de España pairou sobre a visita a Granada.

Aurea

A portuguesa que surpreendeu tudo e todos.

[Um pouco mais...]


J.W. Waterhouse - Gathering almond blossoms
Óleo sobre tela, ca 1916
Um pouco mais
e veremos florescer as amendoeiras
os mármores brilharem ao sol
o mar a ondear
um pouco mais,
para nos levantarmos um pouco mais alto.

Yorgos Seferis (1900-1971)
In: Poemas escolhidos / trad. Joaquim Manuel Magalhães, Nikos Pratisinis. Lisboa: Relógio d'Água, 1993, p. 45

Dia

Dia
sem poesia
não é dia
é noite escura

Mas a poesia
é noite escura

Adília Lopes, Dobra, Lisboa: Assírio & Alvim.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Boa noite!


Agnès Baltsa (1944-) interpreta uma peça de Stavros Xarhakos (1934-).

Ainda Espanha- 2 : O picaresco


O primeiro episódio picaresco que tenho de relatar antes que a memória se desvaneça, teve lugar em Múrcia. Na falta de dinheiro vivo, tive de levantar umas centenas de euros numa "caixa multibanco". Tudo notas de 50 euros, como é frequente nos países ricos e menos por cá... . Ao tentar pagar uma compra no Museo Ramon Gaya, primeiro sobressalto: um funcionário inspecciona a primeira nota de 50 e levanta dúvidas sobre a autenticidade da mesma. Imagine-se a minha perplexidade, bem como a dos demais prosimetronistas, mas logo protestei mostrando o talão de levantamento e demais notas. O funcionário cede, a compra é feita, mas a dúvida instala-se no meu espírito e com ela a sugestionabilidade: as notas começam a parecer-me realmente diferentes, no tacto e nos elementos visuais! Seguiu-se, obviamente, o comportamento mais previsível: despachá-las o mais rapidamente possível, o que foi feito com a prestimosa colaboração dos compagnons de route, mas com o receio de que efectivamente alguma delas pudesse ser falsa e os dissabores que se seguiriam.



O segundo episódio podia chamar-se O Engraxador do Alhambra, não tão interessante como os contos de Washington Irving, a que voltarei em breve, mas digno de registo. Eis o cenário: eu e M.R. ansiosos por levantar as entradas do Alhambra, pois que a visita tinha hora marcada, vemo-nos e desejamo-nos para aceder à entrada principal. Depois de alguns contratempos logísticos, somos ajudados por um engraxador que imediatamente discorreu sobre Figo, Ronaldo e afins ao conhecer a nossa nacionalidade, mas que depois de nos encaminhar insistia em engraxar-me os sapatos, já com a respectiva caixa no chão. À beira da impaciência, menti e disse que seria à saída do Alhambra, não sem antes lhe meter um euro nas mãos. Ficou a promessa.




Ainda em Granada, não me esquecerei tão depressa de um susto em plena Carrera del Darro. Quase uma da manhã, vontade de tomar um chá quentinho, e três prosimetronistas olham para a montra de uma casa de chá árabe. Como um relâmpago, salta de dentro do estabelecimento o respectivo proprietário, corpanzil de sultão e olhar alucinado que nos interpela. Tudo acabou, no entanto, em ameno diálogo, com o argelino, pois era esta a nacionalidade, a desfiar memórias
de uma visita a Portugal, especificamente ao Porto, e a falar-se de Madjer...

Ainda Espanha- 1 : As visitas


Um dos meus "rituais pós-viagem" é recolher os bilhetes- o que significa guardar na devida caixa os bilhetes dos espectáculos, dos museus, das exposições e até de algum transporte mais exótico, ajudando assim à memória do que foi visitado.
Foi o que acabei de fazer, e aqui dou nota, a benefício de outros viajantes também, de tais lugares:
Em Mérida, o Museo Nacional de Arte Romano e Campo Arqueologico; em Madrid, a expo Jardines impresionistas ( nos dois locais: Museo Thyssen-Bornemisza e Fundación Caja Madrid ), expo Renoir no Museo Nacional del Prado, ainda a expo Alejandro Magno no Centro Exposiciones Arte Canal- a 1ª vez que visitei tal espaço, a Biblioteca Nacional de Espanha e o Teatro Marquina; em Valência a respectiva catedral, o Museu de Belles Arts de Valencia, o Museo Nacional de Cerámica y de las Artes Suntuarias e o Palau de les Arts Reina Sofía; em Múrcia, também a bela catedral e o Museu Ramon Gaya.
Em Granada, o Alhambra e o Generalife, a Real Capilla e a Catedral, ainda o Museo de Bellas Artes, a Casa de García Lorca e a Abadía del Sacro-Monte. Finalmente, em Sevilha, a deslumbrante Casa de Pilatos.
Se somarmos a esta lista todas as igrejas e outros sítios de entrada livre ou sem emissão de bilhete, bem se vê que foram "férias intensas"...
P.S.- Do reino vizinho, falta-me conhecer a extremidade norte: Astúrias, Cantábria, País Basco e Navarra, já que a Galiza conheço bem. Fica o desafio...

Quem representa?

Templo de Apolo

Delfos

Livros de cozinha - 42


Athènes: Ed. Michalis Tumbis, 1989

Lisboa: Círculo de Leitores, 199-

Hoje é dia de cozinha grega cá em casa. Porque será? Adoro comida grega e já há muito tempo que não fazia. E continua sem haver um restaurante grego em Lisboa. Houve um no Apolo 70 há muitos anos, depois o Dionísios em Belém, outro no Largo do Contador. E agora, não conheço nenhum. Ou há e não sei?
Tudo receitas já experimentadas: Τζατζίκι=Tzatziki (pasta de pepino), Μελιτζανοσαλάτα=Melitzanosalata (salada de beringelas, mas que é mais uma pasta); e Κρεατόπιτα=Kreatopita (empada de carne) com Χωριάτικη σαλάτα=Choriatiki salata (salada estival), a tradicional salada grega com queijo féta.
Um leite creme porque não sou fã de doces gregos.
O vinho também vai ser português. E nada de ούζο.


Μελιτζανοσαλάτα


Τζατζίκι
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRhBvDKL4_BhTHde4tz3tLovRs7Fsd-8t2qV_6i3EtigzwOBaqDtAcife-9d9BgC_xKva6-ceb5iGc7kQX9v0kRk3X2-n005mbFWcE6W63TReM2LX3rixRbPxVL6Wja_PfbAGOvVEZHOSc/s400/tzatziki.jpg

Bom almoço!

A caminho de Delphi

Em português - 72

Os fantásticos Deolinda continuam na ribalta, e agora não só por razões estritamente musicais. É deles um tema que se está a tornar um verdadeiro hino do Portugal contemporâneo, do Portugal da geração dos 500 euros, dos recibos verdes perpétuos, dos licenciados desempregados. Chama-se Parva que sou e vale a pena ouvir com atenção.

Bom dia! καλημέρα! Good morning!


http://www.chefseattle.com/images/article/193-turkish-coffee.jpg

Para todos, viajantes e não-viajantes: Bom domingo!

OS GREGOS


http://www.trekearth.com/gallery/Europe/Greece/Macedonia/Pieria/Olympus_Mount/photo725730.htm

Aos deuses supúnhamos uma existência cintinlante
Consubstancial ao mar à nuvem ao arvoredo à luz
Neles o longo friso branco das espumas o tremular da vaga
A verdura sussurada e secreta do bosque o oiro erecto do trigo
O meandro do rio o fogo solene da montanha
E a grande abóbada do ar sonoro e leve e livre
Emergiam em consciência que se vê
Sem que sev perdesse o um-boda-e-festa do primeiro dia -
Esta existência desejávamos para nós próprios homens
Por isso repetíamos os gestos rituais que restabelecem
O estar-ser-inteiro inicial das coisas -
Isto nos tornou atentos a todas as formas que a luz do sol conhece
E também á treva interior por que somos habitados
E dentro da qual navega indicível o brilho

O novo filme de Mike Leigh


Um ano mais é formado por quatro histórias simples (que decorrem nas quatro estações do ano), cujo elo de ligação é um casal da classe média inglesa. Um ano na vida de Tom, geólogo, e Gerri, assistente social, e dos seus amigos e familiares. Um filme sobre gente comum, sobre a vida de todos os dias, sobre a família, a amizade, a fraternidade e o amor, a alegria e a tristeza, a solidão e a esperança. Mike Leigh no seu melhor.