138 metros
A altura daquela que é desde 4 de Agosto a mais alta torre de observação do mundo . Fica na costa de Brighton, Inglaterra, elevando-se a 138 metros do solo . Um disco de vidro leva 200 passageiros de cada vez durante 30 minutos até ao sky bar que existe no topo .
A " arte de rua " está perfeitamente normalizada e circula também pelos leilões e museus . Mais um exemplo é este Lush Dagger, 1990, Aerosol e laca sobre tela , 228x328cm, de Crash ( John Matos, 1961 ) , que foi vendido esta semana em Paris na leiloeira Cornette de Saint Cyr .
Continuo a ler entusiasticamente a autobiografia de Keith Richards. O guitarrista nasceu em 1943 em plena II Guerra, tendo crescido no pós-Guerra. As pessoas falavam pouco sobre o assunto: «Em Inglaterra, imperava o nevoeiro: não apenas o físico, mas também um outro, um nevoeiro de palavras. As pessoas não manifestavam as suas emoções.» (p. 63). A mãe dele, Doris, ouvia muita música e sabia distinguir a boa e da má.
«A Doris era [...] uma pessoa muito musical, como o Gus [o avô]. No fim da guerra entre os três e os cinco anos, ouvi Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Big Bill Broonzy, Louis Armstrong. E aquela música falava-me, todos os dias a ouvia porque era o que a minha mãe punha a tocar. [...] a Doris ensinou-me a passear os ouvidos pela zona negra da cidade, sem sequer se dar conta disso. Sabia lá eu de que cor era a pele dos músicos: bem podiam ser brancos, pretos ou verdes. Mas s tiveres um ouvido um nadinha musical, passado algum tempo começas a notar a diferença entre o Aint That a Shame do Pat Boone e o Aint That a Shame do Fats Domino. Não é que a versão do Pat Boone seja particularmente má [..] mas comparada com a naturalidade da do Fats, soa oca e produzida.»
Ouvindo estas duas versões, estou de acordo com Keith Richards.
«A Doris também gostava do que o Gus ouvia. Ele recomendava-lhe Stéphane Grappelli, o Quinteto do Hot Club do Django Reinhardt - ah! o maravilhoso swing daquela guitarra -, Bix Beiderbecke. Ela gostava de um bom swing. Mais tarde, adorou ouvir o grupo de Charlie Watts no Ronnie Scott's.»
Sábado correu um boato, segundo o qual Charlie Watts, o baterista dos Rolling Stones, tinha falecido. Watts é considerado um dos maiores bateristas do mundo e tem gravado discos a solo, na área do jazz.
Desenho de figurino de uma bacante para o bailado Narcisse.
Capa do programa dos Ballets russes, Théâtre du Châtelet, jun. 1911
Pintor e decorador, Léon Bakst foi o principal dos Ballets russes nas suas primeiras apresentações, para as quais ele desenhou cenografias e trajes, como Shéhérazade, Le Spectre de la rose, L’Après-midi d’un faune ou Daphnis et Chloé. A sua obra revolucionou também a moda e as artes decorativas.
Por ocasião dos 150 anos do seu nascimento, a Ópera Garnier e a BnF organizaram uma exposição que apresenta cerca de 130 obras do artista que pensava a sua obra como uma ação, uma expressão.
A exposição permite seguir o itinerário de um artista nascido na Rússia que se tornou uma figura parisiense, de um pintor que influenciou Chagall e que foi amigo de Picasso. Um artista que trabalhou em diálogo com Claude Debussy, Maurice Ravel, Igor Stravinsky, Gabriele D'Annunzio, Vaslav Nijinski ou Ida Rubinstein. Um criador de modo que inspirou costureiros como Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld.
A exposição pode ser vista na Ópera Garnier (Paris) até 5 de março de 2017.
Em 28 de Setembro os penúltimos soberanos portugueses, D, Carlos e D. Amélia, nascidos em 1863 e 1865, comemoravam os seus aniversários. Da Rainha D. Amélia, em memória, um desenho do Paço de Sintra, do livro do Conde de Sabugosa,"O Paço de Cintra", de 1908.
Vale a pena visitar exposições , não só pelo prazer estético mas pela possibilidade de descobertas muito rentáveis como a que aconteceu há uns meses quando o dono do quadro supra ( 59x74cm ) o achou muito parecido com um patente na exposição do Louvre dedicada a Hubert Robert ( 1733-1808 ) , duas vezes maior e pertencente ao Getty Museum de Los Angeles . Feitas as perícias não há dúvida que se trata de um esboço de Démolition du Château de Meudon , pintado aquando da demolição do dito castelo entre 1803 e 1804 , depois do mesmo já ter sido incendiado em 1795 e vandalizado em 1789 ...
É vendido hoje, em Nantes, avaliado entre 40 000 e 60 000 euros .
Os chocolates da Le chocolat des Français são deliciosos, mas também atraem muito pelas embalagens que apetece mesmo guardar . Uma das novidades apresenta um dos mais conhecidos franceses ...
O Segundo Império Francês acabou muito mal ( com a Guerra Franco-Prussiana ... ) , mas foi um dos períodos mais prósperos da história moderna francesa e talvez por isso também a época escolhida pelo Museu d' Orsay para celebrar os seus 30 anos de vida . Pintura, escultura, joalharia, arquitectura demonstram todas as inovações dessas duas décadas , acompanhadas as mostras de muitos colóquios , conferências e ateliês para crianças .
Começa hoje , 27 de Setembro , e dura até 16 de Janeiro .
Spectaculaire Second Empire , 1852-1870 . musee-orsay.fr
Só mais conhecida a partir de 1956, com as revelações de Deborah Kerr , a recentemente falecida Marni Nixon ( 1930-2016 ) foi a grande " voz fantasma " de Hollywood dobrando Kerr mas também Marylin Monroe, Nathalie Wood , Audrey Hepburn e outras estrelas desde 1948 .
Uma rockalhada de Bruce Springsteen do seu último disco, Chapter and Verse, que inclui cinco temas inéditos do início da sua carreira. O disco foi feito para acompanhar a leitura da autobiografia, Born to Run, que é hoje publicada mundialmente - em Portugal, pela Elsinore.
A seguir à leitura de Keith Richards, vou continuar no rock. Já perceberam que vão ter de me aturar.
Depois de ler esta crónica de António Prata publicada num livro a que me referi, resolvi abalançar-me a ler as memórias de Keith Richards. Quando saíram, em 2011, foram muito elogiadas e eu fiquei com a pulga atrás da orelha.
Pois estou a lê-las, tal como a mulher do cronista brasileira, com enorme prazer. Um enorme trambolho.
«Das melhores autobiografias de uma estrela rock de sempre.»
Rolling Stone
«Da música a Mick [Jagger], das drogas às mortes: Richards deixa muito pouco por contar no seu imensamente legível livro de memórias.»
Sunday Times
«A biografia de uma estrela rock mais brutalmente honesta e importante desde há muito tempo.» Washington Post
«Como legendário guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards fez mais coisas, foi mais coisas e viu mais coisas do que o leitor ou eu alguma vez sonhámos. Ler Life, a sua autobiografia, deverá despertar (caso tenha um pulso e um QI acima de 100) a estrela de rock que há em si... Acredite que não vai querer perder nem uma palavra. [...] Ler este livro é como fechar-se dentro de um quarto com Keith Richards e perguntar-lhe sobre tudo aquilo que sempre quis saber acerca dos Rolling Stones, e ele responder-lhe de forma completamente honesta.»
Liz Phair, in New York Times Book Review
Já apelidada de Santo Graal das biografias de estrelas de rock, Life foi celebrado como um fenómeno incrível: mais de um milhão de cópias vendidas em menos de um ano. Em Life, Keith revela-nos os seus excessos e fragilidades, mas também todo o seu sentido de humor e coragem. Desde música, sexo, drogas, a lutas de facas, pouco fica por contar neste seu relato entusiástico e vibrante que nos revela os bastidores da maior banda de rock do mundo, os Rolling Stones: o seu nascimento, a passagem de Brian Jones pela banda, as rusgas policiais, os problemas com a lei, a conturbada relação de Keith Richards com Mick Jagger, e a verdade acerca de todos os boatos e mitos que rodeiam uma das mais carismáticas figuras musicais de todos os tempos.
Keith Richards foi o vencedor do prémio Writer of the Year 2011, instituído pela revista britânica GK.
Há cerca de dois anos li um livro que Keith Richards escreveu para os netos sobre o seu avô Gus, que lhe ofereceu a sua primeira guitarra e que o ensinou a tocar Malagueña. Acho que me referi a esse livro, aqui no blogue.
Esta gravação não é famosa, mas foi a que consegui. Deviam ter posto um microfone junto à guitarra, mas provavelmente ele não quis.