Prosimetron

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Novidades


Mais um livro do prince-jardinier, Louis Albert de Broglie, sobre uma das suas paixões, o tomate. E trata-se mesmo de um especialista: há 14 anos que se realiza no seu castelo de La Bourdaisière um festival dedicado ao tomate, e é nessa propriedade que o príncipe tem a famosa estufa com 650 variedades diferentes... Este é um livro de receitas, publicado pela Michel Lafon.

Parabéns Filipe!


O bolo está escolhido :)

Lá fora : 100 sculptures animalières



Uma exposição num museu que não conheço, o Musée des Années 30 em Boulogne-Billancourt. A escultura do período entre as duas guerras, em mostra patente até 28 de Outubro.

Humor pela manhã...


Bom dia !



O duelo de banjos do grande ( e terrível... ) filme Deliverance.

Parabéns, Filipe!

Parabéns, Filipe! 
Na companhia de Audrey Hepburn e da princesa Grace Kelly deixo os votos de um dia muito feliz. :)

Retirei daqui.

For beautiful eyes, look for the good in others; for beautiful lips, speak only words of kindness; and for poise, walk with the knowledge that you are never alone. 
Audrey Hepburn, cortesia do google

Parabéns, Filipe!

Uma coleção de cartazes dos jogos olímpicos, já que eles vão começar no dia 27 em Londres, cidade que  o Filipe escolheu este mês para as nossas vinhetas.E duas canções londrinas da Petula Clark.


Um bom dia!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Boa noite!


Até parece que vamos a passear pelo Centro Comercial da Mouraria. :)  
Hina Nasrullah canta o poeta Baba Bulleh Shah.

London, the city of 2012: Heatwave, 1934


O Verão londrino de 2012 cumpre todos os clichés acerca dos caprichos estivais da capital britânica: chuva, frio, frio, chuva. Contudo, há registos de ondas de calor que os londrinos encararam à sua maneira muito particular, como nos mostra a imagem de Maio (!) de 1934. O recorde de longevidade calorosa foi atingido em 1976, quando o mercúrio subiu para valores acima dos 26ºC ao longo de 25 dias consecutivos. A terrível seca que acompanhou as elevadas temperaturas obrigou o Parlamento a decretar um Drought Act e a nomear um Minister for Drought que exerceu o seu cargo durante muito poucos dias. A temperatura mais alta, jamais registada no Reino Unido, foi de 38,5ºC em Faversham, Kent, a 10 de Agosto de 2003. 

Foto: H.F. Davis/Getty Images

नटराज


Há muitos anos que vou, com alguma frequência, ao Natraj da Rua do Sol ao Rato. Gosto bastante dos pratos e do atendimento. E ontem jantei lá com uns amigos. A qualidade/preço é bastante boa.


Os biryani de legumes e de frango são muito bons.

Kathleen Ferrier 1912/2012



Neste ano do centenário do nascimento da grande cantora inglesa, prematuramente desaparecida em 1953, iremos aqui ouvir a sua inesquecível voz algumas vezes.

A meio da manhã...



... até não dizia que não a esta mini-tablete Yuzu Macha, a mais recente criação da casa de chocolates bretã Henri Le Roux. Uma mistura de chocolate branco, chá verde Macha e do citrino japonês yuzu, que ganhou o prémio de inovação no último Salon du Chocolat de Paris.

Um quadro por dia ...


Henri Martin ( 1860-1943 ), Jeune fille devant le bassin de Marquayrol, óleo sobre tela.

Uma tela presentemente no acervo do Musée des lettres et manuscrits de Paris, que o comprou em Abril num leilão estabelecendo um novo recorde para uma obra de Martin ( € 929 400 ).

Humor pela manhã ...


Marcadores de livros - 62

Em geminação com o Arpose que apresentou este ratinho viajante há dias. Os marcadores saltaram para o Prosimetron mercê da contribuição de HMJ. Obrigada.

Bom dia !



Porque foi um sonho de uma noite de verão.

domingo, 8 de julho de 2012

Os meus franceses - 209


Os meus franceses: Michel Polnareff

Michel Polnareff, já apresentado nesta plataforma por várias vezes, cantou Allô Georgina em 1971 - um convite a um passeio até à ilha grega de Mykonos. Há muito mais para além da crise helénica...
Boa noite!

London, the city of 2012: Cassius Clay, 1963

Com apenas 18 anos, Cassius Clay (Mohamed Ali) conquistara a medalha de ouro na categoria de "peso meio-pesado" nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960. Três anos depois, a 18 de Junho de 1963, enfrentou o seu rival britânico Henry Cooper, no Wembley Arena de Londres. A imagem mostra-nos o pugilista no seu quarto de hotel que nos indica com os seus cinco dedos da mão direita o número de rondas necessário para a vitória. A multidão de 55.000 espectadores não simpatizou muito com o herói que, sem qualquer sinal de modéstia, se proclamava "The Greatest". O norte-americano venceu o torneio, e aproveitou a visita à capital britânica para fazer algum "sightseeing".
Cassius Clay, o maior pugilista de todos os tempos, preenche a vinheta desta semana.

Imagem: Getty Images / Les Trievnor/ Hulton Archive

Sardinhas - 3

Mais umas "sardinhas" da expo  que se encontra naGaleria Millenium.

«Tirar sardinhas com a mão do gato.»

O Fado, segundo Teófilo Braga


«O Fado, como a xácara moderna, em que a ação senão tira da vida heróica, é uma narração detalhada e plangente dos sucessos vulgares, que entretecem o existir das classes mais baixas da sociedade. Há o fado do marujo, da Severa, do Soldado, e o do Degradado que se despede das moças da vida. Tem o fado a continuidade do descante, seguindo fielmente uma longa narrativa, entremeada de conceitos grosseiros e preceitos de moralidade com uma forma dolorosa, observação profunda na descrição dos feitos, graça despretenciosa, com uma monotonia de metro e de canto, que infunde pesar, quando os sons saem confusos do fundo das espeluncas, ou misturados com os risos dos lupanares. O ritmo do canto é notado com o bater do pé e com desenvoltos requebros; a dança e a poesia auxiliam-se no que se chama bater o fado.» (In: Historia da poesia popular portugueza. Porto: Typ. Luzitana, 1867, vol. 1, p. 89-90)

Para a Isabel.


sábado, 7 de julho de 2012

Elogio da Nobreza


E foi o Elogio da Nobreza, que José Vilhena publicou em 1962, o livro que me acompanhou para leituras nas horas vagas. Na folha de rosto informa o leitor de que o livro foi impresso "com licença da Santíssima Inquisição & Real Mesa Censória".
Parabéns José Vilhena.

Boa noite!


O chá das cinco - 43

Reinado Fonseca (1925-) - Hora do chá
Óleo sobre tela, 1971

No bicentenário dos contos de Grimm

E no dia em que Vilhena completa 85 anos. :)

Lisboa: J. Vilhena, 1962
Lisboa, 1966

Nos 85 anos de José Vilhena

Um dos nossos maiores ilustradores faz hoje 85 anos. Foi o autor que mais livros teve apreendidos pela Censura. E mesmo depois do 25 de abril  a sua Gaiola Aberta foi várias vezes querelada.
Parabéns!
Lisboa, 1958
Lisboa: José Vilhena, 1969
Lisboa: Branco e Negro, 1972
Lisboa: Branco e Negro, 1970
Lisboa: JVL, 2002
Lisboa: Branco e Negro, 1971




A obra de José Vilhena foi o objeto de estudo de Rui Zink na sua tese de doutoramento.

Oeiras: Celta, 2001
Lisboa: Notícias, 2002

Londres


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Boa noite!


A Companhia de Antonio Gadès dança hoje e amanhã no Festival ao Largo esta Carmen.

A  cidade vestiu-se de festa para homenagear a Rainha Santa Isabel.

A PADROEIRA


Rainha Santa. Pelas ruas fora,
Desliza a Procissão, solenemente...
Vai atrás muito povo, muita gente,
Que o povo todo, toda a gente implora!


Se o rubro Sol de Julho já descora,
De o ter beijado, a Terra acha-se ardente;
Foguetes sobem e estralejam, rente
Do céu... na glória do ar, fluida e sonora.


Sobre o andor, a Rainha entra na ponte...
repercute, em seus ecos, cada monte
Salmos, hinos de sinos sobranceiros.


Na religiosidade da paisagem,
Que não perturba a mais pequena aragem,
Até rezam, curvados, os salgueiros.

Alberto de Monsaraz, in EnCantada Coimbra, Colectânea de Poesia sobre Coimbra, Lisboa: d. Quixote, 2003 (organização e notas de Adosinda Providência Torgal e Madalena Torgal Ferreira), p. 133.

Julho


Julgo que ainda não começaram as ceifas. Mas elas marcavam a principal actividade deste mês, em todos os breviários e livros de horas dos séc.s XV e XVI.


Breviário de Isabel a Católica.
Folha do mês de Julho.

original: Londres, British Library, Add. Ms. 18851

(existe uma ed. facsimilada, publicada em Barcelona, M. Moleiro editores)


(nessa época o signo Leão regia quase todo o mês de Julho; por isso figura como "astro" dirigente do mês, no canto superior esquerdo)

Post. dedicado a A.P.S.

Páris e Helena

«Ópera em 5 actos, estreada em 1770, que relata a história de amor e sedução entre Páris e Helena, um dos mais apaixonantes mitos da antiguidade e que até hoje continua a inspirar variadas manifestações artísticas. Esta obra, que será apresentada pela primeira vez em Portugal, é a terceira  das óperas reformistas do compositor alemão Christoph Willibald Gluck e do Poeta italiano Ranieri de’Calzabigi. A suavidade da música e a subtileza irónica do libreto, que ficciona o episódio  da chegada de Páris a Esparta até à sua fuga com Helena para Tróia, conferem-lhe um tom muito mais próximo das óperas de Mozart do que das suas antecessoras “Orfeo ed Euridice” e “Alceste”. Gluck dedicou esta obra a um português, D. João Carlos de Bragança Duque de Lafões, na altura residente em Viena e mais tarde fundador da Academia das Ciências de Lisboa. Este projecto resulta da parceria artística entre o Estúdio de Ópera da Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), a Companhia Clara Andermatt e O Espaço do Tempo. Clara Andermatt e Rui Horta, ambos com percursos marcados pela sua íntima relação com o universo da música, juntam-se aos alunos, ex alunos e professores da ESML para criar um projecto em que música, espaço e movimento se fundem num ambiente de intensa emotividade onde Deuses e Homens conspiram em nome do amor.» 
Cine-Teatro de Alcobaça
Hoje, 21h30

Tombuctu


Havia um lugar mítico chamado Tombuctu, onde nenhum europeu tinha ido. René Caillié (1800*-1838) parte para o Senegal em 1816. De 1824 a 1828 empreende uma viagem por África, disfarçado de árabe e praticando o islamismo. Em 1827 parte da costa africana para o interior, demorando um ano a chegar a Tombuctu. O lugar mítico revelou-se dececionante à chegada. Ficou ali apenas quinze dias e o regresso revelou-se bastante mais difícil que a primeira viagem. Este seu livro, publicado pela primeira vez, em 1830, é um retrato das sociedade árabes e africanas.

*«Nasci em 1800, em Mauzé, departamento dos Deux-Sèvres, de pais pobres; tive a infelicidade de os perder na infância. Não recebi outra instrução senão a que se ministrava na escola gratuita da minha aldeia; logo que aprendi a ler e a escrever, mandaram-me aprender um ofício do qual me  me desgostei em breve, graças à leitura de viagens que ocupava todos os meus momentos de lazer. Sobretudo, a história de Robinson inflamava-me a jovem cabeça; tal como ele, ansiava por aventuras; já sentia nascer no coração a ambição de me tornar famoso por uma qualquer descoberta importante.» (vol. 1, p. 13-14)

Trad. de Luís Cadete. 
Mem Martins: Europa-América, 2007

«Por fim, chegámos felizmente a Tombuctu no momento em que o Sol tocava o horizonte. Via portanto esta capital do Sudão que era há tanto tempo o objetivo de todos os meus desejos.Ao entrar nesta cidade misteriosa, objeto das pesquisas das nações civilizadas da Europa, fui tomado por um inexplicável sentimento de satisfação; nunca experimentara uma tal sensação e a minha alegria era extrema. [...] Recobrado do meu entusiasmo, verifiquei que o espetáculo que tinha perante os olhos não correspondia à minha expectativa; fizera da grandeza e da riqueza desta cidade uma ideia completamente diferente: à primeira vista, ela apresenta-se como uma amontoado de casas de terra mal construídas; para onde quer que se olhe, não se vêem senão planícies imensas de areia solta de um branco quase amarelo e de enorme aridez. [...] 
«[...] Tombuctu pode ser considerada o principal entreposto desta parte da África. Nela se armazena todo o sal proveniente das minas de Toudeyni; este sal é transportado em caravanas no dorso de camelo. [...]
«Tombuctu possui sete mesquitas, entre as quais duas grandes, encimadas cada uma delas por uma torre de tijolo à qual se sobre por uma escada interior.
«Esta cidade misteriosa, que há séculos ocupava os sábios, e sobre cuja população se teciam ideias tão exageradas, tal como sobre a sua população e o seu comércio com o interior do Sudão [...] deve ter quando muito dez ou doze mil habitantes, todos comerciantes, incluindo os mouros estabelecidos.» (vol. 2,  p. 155-161)

Este livro é interessantíssimo.

Marcadores de livros - 61

Frente e verso de quatro marcadores.

Com um agradecimento a HMJ.

Celebrar José Vilhena


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os meus franceses - 208

Patrick Bruel, pseudónimo de Maurice Benguigui, nascido na Argélia em 1959.

London, the city of 2012: Cinema queue, 1937


As crianças desta imagem formam uma fila enorme, à entrada do único cinema no Reino Unido, destinado ao público infantil, e localizado em Plaistow Road, West Ham. Com grande expectativa, aguardam uma sessão dupla em que o seu herói Tarzan, protagonizado por Buster Crabbe, contracena em Tarzan the Fearless e Flash Gordon. A partir de 1930, surgiram inúmeras salas para cinema, construídas para esse propósito. O maior cinema da zona leste de Londres, o Commercial Road Troxy, orgulhava-se de uma capacidade de 3.250 lugares, superada apenas pela quantidade do célebre State Kilburn no noroeste londrino que acolhia 4.000 cinéfilos. A Sétima Arte vivia uma época d’oiro, estima-se que um terço da população do Reino Unido terá visto a super produção da RKO Pictures “Branca de Neve e os sete anões” de 1937.

Imagem: Getty Images; Reg Speller / Hulton Archive 

Em língua portuguesa (III)


Hortênsias são para mim uma flor barroca .
Pela primeira vez apareceram duas  irmãs, Filipinas, como diz a MR.








III/ O SÉCULO XVIII
( DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, A MUI LEAL E HERÓICA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO)

 Levantávamos a cidade: entre paludes, lagoas, brejos.
Entrada solene de Bispos. Cresciam palácios, igrejas
colégios...

Toque de rebate! Invasores entram! Ai! o assalto,
o saque, a traição...
Mas resgataremos a Cidade,
a Leal Cidade de S. Sebastião!

Faremos baluartes, armaremos os fortes,
reforçaremos os muros.
Secaremos os brejos, traçaremos as ruas,
construiremos aquedutos...

Levantávamos a Cidade!
Os próprios Santos tomavam parte nos nossos combates!

"...POR MEMÓRIA DO NOSSO HEROÍSMO E EXEMPLO
DE VALOR ÀS VINDOURAS GERAÇÕES "*


*(Frase atribuída a Estácio Sá por ocasião da fundação da cidade, em 1565) 

Cecília Meireles, Obra Poética, Biblioteca Luso-Brasileira, São Paulo: Companhia José Aguilar Editôra, 1967, p. 854-855