Prosimetron
sábado, 30 de novembro de 2019
Fernando Pessoa
«3 de dezembro [de 1935] - Morreu Fernando Pessoa. Mal acabei de ler a notícia no jornal, fechei a porta do consultório e meti-me pelos montes a cabo. Fui chorar com os pinheiros e com as fragas a morte do nosso maior poeta de hoje, que Portugal viu passar num caixão para a eternidade sem ao menos perguntar quem era.»
Miguel Torga – Diário. 2.ª ed. Coimbra, 1942, vol. 1, p. 18
Marcadores de livros - 1487
Verso e reversos de dois marcadores.
Hatchards é a livraria mais antiga de Londres, fundada em 1797 por John Hatchard, no n.º 187 de uma das ruas mais famosas do mundo: Piccadilly.
Oito gerações de clientes e vendedores de livros já frequentaram e trabalharam nesta loja, desde que ela abriu as suas portas há mais de dois séculos.
Em 2014, a Hatchards abriu uma nova loja em St. Pancras.
Para a Cláudia, porque hoje também é o seu dia. E com um agradecimento ao F. e ao Jad que em épocas diferentes me ofereceram estes marcadores.
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
Marcadores de livros - 1486
Marcadores de Maria Mateus com «Cenas do Caminho de Cima»:
Da esq. para a dir.: Pezinhos I e II (pormenores); Viagem I e II (pormenores); Primavera (pormenor)
Da esq. para a dir.: O Sinal I, II e III (pormenores); Tem mais samba II e I (pormenores);
Da esq. para a dir.:O menino da mamã (pormenor); Luiza (pormenor); Os meus pais (pormenor); Mãe vaca (pormenor); Ele (pormenor); Ela (pormenor).quinta-feira, 28 de novembro de 2019
Os meus franceses - 731
Esta voz que sabia fazer-se canalha e rouca,
ou docemente lírica e sentimental,
ou tumultuosamente gritada para as fúrias santas do “Ça ira”,
ou apenas recitar meditativa, entoada, dos sonhos perdidos,
dos amores de uma noite que deixam uma memória gloriosa,
e dos que só deixam, anos seguidos, amargura e um vazio ao lado
nas noites desesperadas da carne saudosa que se não conforma
de não ter tido plenamente a carne que a traiu,
esta voz persiste graciosa e sinistra, depois da morte,
como exactamente a vida que os outros continuam vivendo
ante os olhos que se fazem garganta e palavras
para dizerem não do que sempre viram mas do que adivinham
nesta sombra que se estende luminosa por dentro
das multidões solitárias que teimam em resistir
como melodias valsando suburbanas
nas vielas do amor
e do mundo.
Jorge de Sena
Etiquetas:
cinema francês,
Édith Piaf (1915-1963),
Jorge de Sena (1919-1978),
música francesa,
Os meus franceses,
poesia portuguesa,
Sacha Guitry (1885-1957)
Liebermann-Villa em Wannsee
The Garden Bench, 1916
The Kitchen Garden Toward the North-East, 1917
Vista do Lago Wannsee com barcos à vela, ca 1925
The Birch Path in the Wannsee Garden Towards West, 1926
Aos 62 anos, Max Liebermann decidiu comprar uma casa de Verão, na zona mais chique dos arredores de Berlim. Assim, em 1909, ele adquiriu um terreno, em Alsen, junto ao Lago Wannsee.
Liebermann contratou Paul Otto Baumgarten, um aluno de Alfred Messel, que já tinha construído em 1906 uma casa na vizinhança, a Villa Hamspohn, para lhe construir a casa. Ler mais aqui.
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Ilha de Cítera
Watteau - Embarque para Cítera, 1717
Berlim, Charlottenburg
Watteau - Peregrinação na ilha de Cítera
Paris, Museu do Louvre
Leituras no Metro - 1045
Resolvi ler este livro (que faz parte de uma lista de melhores obras que consultei recentemente) porque nunca tinha lido nada desta autora.
Não gosto do meu pescoço é um livro composto por várias crónicas, confessionais e bem humorada, em que a autora fala sobre homens, culinária, moda, bem estar, falta de vista. Kennedy, Bill Clinton, etc., e sobre o edifício Apthorp, onde vários anos e de onde teve de sair, vítima da especulação imobiliária que se abateu sobre Nova Iorque,
Neles se vê o olhar da roteirista de cinema que escreveu argumentos de filmes como Um amor inevitável, Você tem uma mensagem ou Julie & Julia, tendo também dirigido estes dois últimos..
Não me parece que vá repetir esta autora, mas o livro lê-se bem.
Edifício Apthorp.
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Parabéns, MLV!
Marcadores de livros - 1485
Versos e reversos de dois marcadores.
Tenho adquirido alguns livros na Bibliothèques sans Frontières, uma organização que merece ser conhecida.
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Onde me apetecia estar - 175
Em Lyon, onde decorre até 5 de Janeiro de 2020 a 15ª Bienal de Lyon, com meia centena de artistas de todas as gerações e nacionalidades. Um dos palcos principais é o supra, o Museu de Arte Contemporânea, outro são as antigas fábricas Fagor.
biennaledelyon.com
Um quadro por dia - 473
The Rainbow Room Birthday Party, da norte-americana Joan Zylkin, especialmente para o nosso MLV .
Muitos parabéns !
Bom dia !
Calou-se há dias a poderosa voz do Eduardo Nascimento . Um homem bom, que fez depois uma segunda carreira na TAP .
domingo, 24 de novembro de 2019
Clemenceau, le Tigre et l'Asie
Clemenceau morreu há 90 anos.
No outro dia, estava a arrumar papéis e apareceu-me o jornal desta exposição que esteve no Guimet em 2014 e de que gostei imenso:
Romanischen Café
Lesser Ury - Empregada no Romanischen Café, 1911
Este café berlinense ficava na Romanisches Haus, construída em 1897-1899, segundo projeto de Franz Schwechten. O café abriu em 1916. Muita gente conhecida o frequentou, como Bertolt Brecht, Otto Dix, Alfred Döblin, George Grosz, Erich Kästner, Erich Maria Remarque, Joseph Roth, Franz Werfel ou Billy Wilder.
O café foi completamente destruído por um raid aéreo em 1943.
Etiquetas:
Berlim,
Bertolt Brecht (1898-1956),
Cafés,
Erich Maria Remarque (1898-1970),
George Grosz (1893–1959),
Lesser Ury (1861-1931),
Otto Dix (1891-1969)
sábado, 23 de novembro de 2019
Boa noite!
Um dos meus filmes.
Leituras no Metro - 1044
Porto Salvo: Desassossego, 2018
Júlio Fogaça, oriundo de uma nobreza rural, nasceu em Alguber (Cadaval) em 1907. Aderiu ao PCP na mesma altura que Álvaro Cunhal e durante várias décadas defenderam orientações políticas opostas: o primeiro a Política de Transição Pacífica ou Solução Democrática e Pacífica; o segundo o Levantamento Nacional.
Júlio Fogaça converteu-se ao comunismo em Lisboa e chegou à direção do partido depois de ter sido preso, torturado e por duas vezes desterrado para o Tarrafal. Foi expulso do PCP, mas as circunstâncias dessa expulsão e da derradeira prisão pela PIDE ainda hoje continuam encobertas. Quem o denunciou aquando da sua última prisão na Nazaré? Não parece ter sido o seu companheiro, um operário que nada tinha a ver com o PCP. Por que foi deixado para trás na fuga coletiva de Caxias? E por que foi expulso do PCP? Duas circunstâncias devem ter pesado: a 'rivalidade' com Cunhal e a sua homossexualidade. Ainda hoje, o PCP é um partido reacionário em questões de costumes.
Segundo Carlos Brito, depois da prisão de Cunhal, «Júlio Fogaça foi assumindo cada vez mais protagonismo, até atingir o seu ponto máximo, no V Congresso [o do Estoril]. Não era um comandante como Álvaro Cunhal, que se impunha naturalmente, mas Júlio Fogaça destacava-se claramente pelas suas qualidades intelectuais.» (p. 198)
Morreu em Lisboa em 1980 e o seu arquivo encontra-se na Academia das Ciências de Lisboa.
Gostaria de saber onde Adelino Cunha se fundamentou para afirmar que «a PIDE desmantelou organizações clandestinas e conseguiu recrutar vários rachados, entre os quais um membro do Comité Central [do PCP], Manuel Domingues, que acabou por ser assassinado depois da sua expulsão.» (p. 177)
Uma das versões para o assassinato de Manuel Domingues, e que a mulher deste sempre defendeu, é que ele queria abandonar o PCP e ir para o estrangeiro, por já viver há demasiados anos na clandestinidade. Foi convocado para um encontro, onde foi morto. Quem o matou? A seguir ao 25 de Abril, ela quis consultar o processo dele da PIDE e este tinha desaparecido...
Segundo Carlos Brito, depois da prisão de Cunhal, «Júlio Fogaça foi assumindo cada vez mais protagonismo, até atingir o seu ponto máximo, no V Congresso [o do Estoril]. Não era um comandante como Álvaro Cunhal, que se impunha naturalmente, mas Júlio Fogaça destacava-se claramente pelas suas qualidades intelectuais.» (p. 198)
Morreu em Lisboa em 1980 e o seu arquivo encontra-se na Academia das Ciências de Lisboa.
Gostaria de saber onde Adelino Cunha se fundamentou para afirmar que «a PIDE desmantelou organizações clandestinas e conseguiu recrutar vários rachados, entre os quais um membro do Comité Central [do PCP], Manuel Domingues, que acabou por ser assassinado depois da sua expulsão.» (p. 177)
Uma das versões para o assassinato de Manuel Domingues, e que a mulher deste sempre defendeu, é que ele queria abandonar o PCP e ir para o estrangeiro, por já viver há demasiados anos na clandestinidade. Foi convocado para um encontro, onde foi morto. Quem o matou? A seguir ao 25 de Abril, ela quis consultar o processo dele da PIDE e este tinha desaparecido...
Fogaça retratado pela irmã Beatriz?
Lisboa, Academia das Ciências
Júlio Fogaça no Chiado.
A casa da Quinta do Porto Nogueira, onde Júlio Fogaça nasceu, é hoje um turismo de habitação.
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Marcadores de livros - 1481
A RTP2 começou a transmitir no passado domingo um documentário (em seis episódios) sobre os Kennedy.
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
Parabéns, Sandra!
Um cartão com votos de
Um dia feliz
Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1910
Um livro que trata dos seguintes assuntos: I – As Origens (resenha histórica desde os tempos de Filipe II de Espanha, I de Portugal); II – Primeiros aspectos (Amesterdão); III – Campos e aldeias; IV – As cidades (Amesterdão, Roterdão, Haia, Scheveningen, Arnhem, Alkmaar, Haarlem, Utrecht, Leyde e Delft); V – As casas e os indivíduos; VI – As colónias; VII – A arte; e VIII – A cultura intelectual.
E já que falamos da Holanda, umas tulipas de David Hockney:
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
Subscrever:
Mensagens (Atom)










































