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sábado, 10 de dezembro de 2022

Marcadores de livros - 2420

No Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Ninguém fica igual depois de ler Se isto é um homem.


Não li nenhum destes livros com Auschwitz no título, e até duvido da qualidade deles, mas espero que, pelo menos, sirvam para deixar uma sementinha contra os totalitarismos nalgumas cabecinhas.


Porto: Livros do Brasil, 2022.

Marcador deste livro saído há pouco e apresentado como «a versão integral não censurada». A censura, neste caso, ocorreu no livro editado na União Soviética, em 1966, de que eu li a trad., no início dos anos 70. 
A edição agora publicada é a tradução do livro que Anatóli Kuznetsov (1929-1979) publicou em Londres em 1970, após ter fugido da União Soviética.
O autor nasceu em Kiev, filho de pai russo e mãe ucraniana. «Aos catorze anos, começou a registar os acontecimentos que testemunhou sobre o massacre de Bábi Iar, perpetrado pelos nazis durante a II Guerra Mundial.» 
Em 29 e 30 de setembro de 1941, mais de 33 000 judeus ucranianos foram levados para Bábi Iar, uma ravina que ficava então nos arredores de Kiev, e assassinados. Bábi Iar faz hoje parte da capital ucraniana. 
A nova edição deste livro já está na minha lista de futuras leituras.

Trad. Jorge Rosa. Lisboa: Livros do Brasil, [1970].

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Marcadores de livros - 1920

O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez, em 25 de junho de 1947. É um dos livros que mais tenho oferecido.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

domingo, 16 de julho de 2017

Marcadores de livros - 766

Marcador da livraria e postal com estátua de Anne Frank.
Reverso do marcador.

Um marcador e um postal da livraria Jimminkboek, de Amesterdão, na qual o pai de Anne Frank lhe comprou o diário. 
Já tinha lido sobre o assunto no Presépio com Vista para o Canal.

Exterior da livraria.
O diário no qual Anne Frank escreveu.
A 1.ª ed. (de 3000 exemplares) de O diário de Anne Frank é publicada em 25 jun. 1947 - há 70 anos.

Para a Sandra.

sábado, 30 de maio de 2015

Para acompanhar o café

algumas sugestões: as mais belas poesias de Olavo Bilac escolhidas por José Régio; Contos de Anne Frank, um livro com ilustrações curiosas (ambos comprados na Livraria Lumière) e Hotel Locarno de António Mega Ferreira, comprado na FNAC. Um livro de contos (13) em que se contam desencontros e incompreensões, * como os quartos fechados, sem portas de comunicação uns com os outros, à sombra do Hotel Locarno. Não sei se este último livro já andou por aqui. 


Capa de Infante do Carmo com ilustração de Miguel Flávio,      Ilustração Guida Santana Fernandes, 10 anos,  da
16 anos, da Escola António Arroio (sd)                               Escola Comercial e Industrial de Loulé (sd)


Pantum

Quando passaste, ao declinar do dia,
Soava na altura indefinido harpejo:
Pálido, o céu do sol se despedia.
Enviando à terra o derradeiro beijo.

Soava na altura indefinido harpejo...
Cantava perto um pássaro, em segredo;
E, enviando à terra o derradeiro beijo,
Esbatia-se a luz pelo arvoredo.

Cantava perto um pássaro em segredo;
Cortava fitas de ouro e firmamento...
Esbatia-se a luz pelo arvoredo:
Caíra a tarde; sossegara o vento.

(...)

Olavo Bilac, doze primeiros versos do poema Pantum, 

as mais belas poesia de Olavo Bilac escolhidas por José Régio, Artis, 1966, p. 11.
Desta edição fez-se uma tiragem com 120 exemplares, em papel Arte, numerados e assinados por José Régio, sendo os últimos vinte, (I a XX) fora do mercado.

Ilustrações de Manuel Lapa, Maria Keil, Rogério Ribeiro e Sá Nogueira.

*Emenda - 13 contos isolados, o Alentejo está presente num deles. (0:15 h, 2-6-15)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

In Memoriam

Dia Internacional da Memória do Holocausto
Centro de Coordenação Cultural de Viseu, exposição:
Coragem em tempo de Medo: Aristides de Sousa Mendes


sábado, 12 de julho de 2014

Marcadores de livros - 165

Um marcador (dobrado) da casa de Anne Frank. Em cima, a frente; em baixo, o interior aberto. 

Anne Frank teria feito 85 anos há precisamente um mês.

Agradeço a quem me ofereceu este marcador. :)

sábado, 31 de agosto de 2013

Casa Anne Frank, uma visita imperativa!

Visitar a Casa Anne Frank, mais propriamente o escritório e a fábrica onde fica o Anexo em que a família viveu durante a ocupação Nazi, em Amesterdão, é um imperativo. Impressiona a forma desumana como um esconderijo se torna prisão para preservação da vida...

Vista para a sala refeitório da Casa Anne Frank

«Grande comoção no Anexo! será que este é o início da esperada libertação? A libertação da qual falamos tanto, que ainda parece boa demais, semelhante demais a um conto de fadas para ser verdadeira? Será que este ano, 1944, nos trará a vitória? Ainda não sabemos. Mas onde há esperança há vida. Ela enche-nos de coragem renovada e torna-nos fortes outra vez. Talvez, como diz Margot, eu até possa mesmo voltar para a escola em setembro ou outubro.»
(6 de Junho de 1944).

Trecho do Diário de Anne Frank retirado do livro: Casa Anne Frank. Um Museu com uma história. Amesterdão: Anne Frank House, (tradução para português de Eliana Stella) edição de 2012, p. 114.

Este trecho foi escrito no dia em as forças Aliadas desembarcaram na  Normandia, uma esperança coartada. Na adolescência li o Diário que se tornou leitura inesquecível.
A Casa Anne Frank recorda as atrocidades contra a humanidade e impõe a reflexão sobre o holocausto. Viver sem esquecer o passado com vista a que no futuro nunca mais aconteça.

A fila para a visita da Casa é longa, demora-se cerca de uma hora para entrar. O circuito termina num espaço aberto com écrans gigantes onde surgem questões colocadas com três respostas prováveis acerca de intolerância religiosa e política. As questões podem ser respondidas por votação imediata e convertidas em estatística com as opiniões dos visitantes sobre a atualidade política e a intolerância que persiste no mundo. Um espaço interessante. 
Dentro do museu não é permitido tirar fotografias.


A Casa situa-se em Prinsengracht nº 263, junto a um canal muito bonito.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Ilse Losa (1913-2006)

Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil e este ano celebra-se o centenário do nascimento de Ilse Losa, nascida em Osnabrück, na Alemanha, em 20 de março de 1913. Para fugir ao nazismo, abandonou o seu país natal em 1930. Quatro anos mais tarde, veio para Portugal com um irmão, tendo-se estabelecido no Porto. No ano seguinte, casou com o arquiteto Arménio Losa.
Publicou o primeiro livro, escrito em português, em 1943: O mundo em que vivi. Escreveu muitos livros para crianças, traduziu do alemão para português (por exemplo, O diário de Anne Frank) e deu a conhecer na Alemanha a literatura portuguesa. Em 1984 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian pelo conjunto da sua obra na área da literatura infantil.
Faleceu no Porto, em 6 de janeiro de 2006.

Escolhi estas capas de obras de Ilse Losa para crianças:

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cultura e jornalismo

Os 22 jornalistas da revista Sábado foram submetidos a um teste de cultura geral compostos por 10 questões. Sem cábulas, nem ajuda da internet, eis os seguintes resultados:

100% sabem que Afrodite é a deusa do amor, da beleza e da sensualidade;
32% não sabem em que país está sediada a Nokia;
50% não sabem qual é a montanha mais alta da Europa Ocidental;
23% não sabem quem disse "Penso, logo existo";
14% não sabem onde fica a casa de Anne Frank;
9% não sabem quantos países são membros da UE;
36% não sabem quem foi o primeiro a avançar a teoria de que as doenças infecciosas são causadas por germes;
18% não sabem em que ano caiu o muro de Berlim;
32% não sabem que conflito acabou com o Tratado de Versalhes;
32% não sabem quem compôs o Hino à Alegria;
9% acertaram em todas as questões (2 jornalistas);
O que mais errou falhou 6 questões.

sábado, 1 de agosto de 2009

Um dos diários do século XX



Aposto que não há ninguém aqui no blogue que não o leu, até porque é um dos dez livros mais lidos no mundo, e estou também convicto de que todos se comoveram com estas páginas inesquecíveis. Vem isto a propósito de que a UNESCO revelou há dias que o Diário de Anne Frank, publicado pela primeira vez em 1947, é um dos 35 bens do património documental mundial propostos este ano para o programa Memória do Mundo. É uma excelente escolha.

sexta-feira, 12 de junho de 2009