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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Parabéns, Arpose!



Quem sabe, com umas castanhas...

John F. Francis (1808-1886) - Maçãs e castanhas, 1867
Col. particular

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Parabéns, Arpose!

Para festejar este aniversário, nada melhor que umas castanhas e um vinho:
Nunca experimentei este Quinta de S. Francisco licoroso doce 20 anos.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Começa o cheirinho e o sabor da castanha assada



Uma agradável nuvem de fumo precede o aparecimento dos vendedores de castanhas, que no outono surgem nas esquinas das ruas com os seus carrinhos e fornos próprios onde assam as castanhas.
Já na pré-História este fruto era usado como complemento calórico na alimentação humana, como substituto do pão, da batata ou como farinha. Os gregos e os romanos enchiam ânforas de castanhas com mel silvestre. Na Idade Média, passaram a integrar o receituário conventual, sendo a farinha de castanha largamente usada pela Europa. Com o Renascimento, ganhou nova vida, sobretudo na confeitaria.
Surgiram em França e Itália as "marrons glacés", castanhas cristalizadas em açúcar. Foi depois das Cruzadas, quando o açúcar foi trazido para a Europa, que esta especialidade apareceu, por volta do século XVI, na zona de Piemonte, onde havia muitos castanheiros. Além de assada ou cozida, a castanha também pode ser servida em puré ou em sobremesas, como no "crème de marrons", uma compota de castanha e açúcar com um travo de baunilha.

E, afinal, porque temos o hábito de comer castanhas em novembro? E por que chamamos a este período do ano, em que celebramos o magusto, "Verão de S. Martinho"?
Martinho era um soldado nascido na Hungria em 316, que aos 15 anos foi para Pavia, em Itália, e mais tarde, em França, abraçou a via do sacerdócio. Reza a lenda que num certo dia de novembro muito chuvoso e frio, Martinho seguia a cavalo a caminho de Amiens, ao serviço do imperador deste país, quando rebentou uma tremenda tempestade - e um pobre se abeirou da estrada a pedir-lhe esmola. Não tendo nada para lhe dar, Martinho cortou com a espada a sua capa ao meio, para que este pudesse proteger-se do frio. Nesse momento, conta-se que a chuva parou e o sol começou a brilhar. Por isso é que se fala no "Verão de S. Martinho", para assinalar uma altura em novembro em que o frio costuma dar tréguas e o bom tempo reaparece.
O dia de S. Martinho (que entretanto se entregou à vida sacerdotal, tendo sido bispo de Tours) ficou marcado a 11 de novembro, data em que o santo foi sepultado, quando costumamos celebrar o Magusto. Diz o provérbio: "No S. Martinho come castanhas e prova o novo vinho". Este vinho novo refere-se ao vinho guardado após as vindimas, mas também se tem por hábito beber água-pé ou jeropiga.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Já agora ,


o meu São Martinho : num recanto de Lisboa, assadas e boas as castanhas, acompanhadas por uma água pé igualmente agradável .

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Uma, duas, três receitas para cozer (assar) castanhas

Para todos pois é fácil. Em especial para MR.

Estas receitas vieram via Macau.

Jan Voerman Jr., Castanhas, 1957

Jan Voerman Jr.
Chestnuts
1957

http://stilllifequickheart.tumblr.com/post/72578368845/jan-voerman-jr-chestnuts-1957

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

S. Martinho, dia de castanhas

Desejo que tenha sido um óptimo dia de S. Martinho sem faltar as respectivas castanhas.


Hoje na Baixa havia dois assadores de castanhas lado a lado.

Boa noite. :))

sábado, 1 de novembro de 2014

A evitar

John F Francis, Natureza Morta, maçãs amarelas e castanhas que derramam uma cesta (1856)


A evitar assar castanhas no micro-ondas pois ficam secas e rijas.

Boa noite!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Humor pela manhã


Esta semana tem sido mais gelados, mas parece que para a semana serão as castanhas a mandar :)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Quentinhas e boas, a estalar na brasa


E porque estamos no tempo das castanhas, a vinheta da semana é dedicada a este delicioso fruto que há mais de 100 mil anos acompanha a história humana. Rica em vitamina C e hidratos de carbono que nos dão energia, a castanha deve ser consumida de forma moderada para não acelerar o ponteiro da balança! Dizem os entendidos que a dose diária recomendável varia de acordo com o sexo: 3 castanhas para as mulheres e 6 para os homens. Acho pouco, mas enfim. Pena é que estejam caríssimas: 12 castanhas assadas na rua custam em Lisboa 2 euros. Num país de castanhas e ao que parece num ano de boa produção, é um roubo.

sábado, 17 de novembro de 2012

Em geminação com o Arpose: «Castanhas assadas»

 Alguém andava à procura na net da crónica de Maria Judite de Carvalho «Castanhas assadas», e foi parar ao Arpose. A referida crónica saiu no Diário de Lisboa em 13 nov. 1968 e foi coligida, por Ruth Navas e José Manuel Esteves, na antologia Este tempo (p. 77-78). Aqui fica.

http://sm1.imgs.sapo.pt/mb/x/J/5/O/NH8sRc4vzrEu,hJcT7EsnzM_.jpg

Castanhas assadas

O velho vendedor desta tarde, ali à esquina da rua, lembrou-me outro, lá longe, no passado de uma cidade diferente, esse diluído não só em tempo ou em bruma mas também num fumo aromático que não aquecia, fumo frio, talvez, e que atravessava ossos porosos que existiam, que estavam ali dentro de mim, um pouco arrepiados também. Eu passava todos os dias pelo homem, que usava boina e samarra, talvez fosse espanhol, já não me lembro, e detinha-me sempre para comprar o eterno cartucho de castanhas, que logo metia, em partes iguais, nos bolsos já largueirões do casaco, deixando ficar as mãos naquele leve, apesar disso reconfortante calor. Cá fora havia nevoeiro, ou então um espesso teto de nuvens baças separava-nos da estrela da vida, que desaparecera do nosso convívio há muito tempo. E eu, mesmo sem querer, mesmo pensando que isso era impossível, não a imaginava lá em cima mas muito longe, para o sul,  aquecendo e iluminando a  minha terra. Fazia o resto do percurso devagar, ia aproveitando aquela sensação tão doce. Quando chegava ao hotel tinha as mãos enfarruscadas e as castanhas estavam quase frias, mas paciência, comia-as mesmo assim.
Hoje, aqui, não comprei castanhas ao velho vendedor. Hoje, aqui, não quero sujar as mãos e, de resto, o casaco não tem bolsos. Hoje, aqui, ainda não faz frio e o Sol é sedentário e amigo, mora lá em cima, nunca anda muito tempo a viajar. Ou brilha ou brilhou ou vai brilhar um dia destes, talvez amanhã. O fumo também nunca chega a ser névoa e as castanhas têm outro sabor. Nem melhor nem pior. Um sabor diferente.

Maria Judite de Carvalho

Lisboa: Caminho, 1991