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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Boa noite!


«- Auden. Ali, na pilha ao lado do lugar onde estás sentada, Clara. Consigo vê-lo - disse Myrna. - As Obras Completas de W. H. Auden
«Clara entregou a Myrna o pesado volume. 
«- Cá está - disse Myrna. - Leu a homenagem de Auden a Herman Melville. [...]
«Peter estendeu a mão para pegar no livro [..].
«Pedro olhou para o lume, ouvindo o murmúrio das vozes familiares. Colocou suavemente no livro um pedaço de papel e fechou-o.
Louise Penny - Natureza morta. Alfragide: D. Quixote, 2014, p. 343.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

«Tratem-me por Ismael»!

Il. Jerry LoFaro

Num inquérito estival que a revista Marianne está a fazer a seis escritores, à pergunta sobre a frase mais prometedora de um livro, Pierre Michon refere, entre outras: «"Call me Ismahel", l'ordre sans replique qui entame Moby Dick.»
Este é também para mim um dos melhores inícios de livros que li.
Os outros são: «Hoje, a mãe morreu. Ou talvez ontem.» (Camus - O estrangeiro). Nesta linha, Vergílio Ferreira abre Alegria breve com «Enterrei hoje a minha mulher». Pelo menos, eu quando li este romance lembrei-me do início de O estrangeiro.
Também me recordo muitas vezes do princípio de Páscoa feliz, de Miguéis:
«O juiz mandou-me finalmente erguer e, sem tirar os olhos dum maço de processos que tinha sobre a mesa, perguntou-me:
«- Tem mais alguma coisa a alegar em sua defesa?»

Capa de Fred Kradolfer

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

«Tratem-me por Ismael»!

Joseph Oriel Eaton - Herman_Melville, 1870 
Harvard University, Houghton Library 

Herman Melville nasceu há 150 anos.

«Tratem-me por Ismael. Há alguns anos - não interessa quando - achando-me com pouco ou nenhum dinheiro na carteira, e sem qualquer interesse particular que me prendesse à terra firme, apeteceu-me voltar a navegar e a tornar a ver o mundo das águas. É uma maneira que eu tenho de afugentar o tédio e de normalizar a circulação. [...] Embora inconscientemente, quase todos os homens sentem, numa altura ou noutra da vida, a mesma atração pelo oceano.» (Ed. Relógio d'Água)
Assim começa um dos mais empolgantes romances da literatura universal. Li-o muito jovem numa versão que Alsácia Fontes Machado fez para a Biblioteca dos Rapazes.


Muito mais tarde, li a obra numa tradução de Alfredo Margarido e Daniel Gonçalves para a Relógio d'Água:

1990

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Logo ao fim da tarde

Uma boa oportunidade para saber das afinidades entre estes dois contos. Pelo menos para mim que nunca li Bartleby.

terça-feira, 24 de março de 2009

Dos meus presentes - 1

A CASA DEVASTADA


Em pedaços o vaso rupestre jaz,
Seus elos de dança desfeitos,
E, junto a ele, sarças definham,
Abafada fonte do sol!
A aranha no loureiro a teia tece,
A erva daninha exila a flor:
E, qual estufa, o busto de Apolo
Gera cal para a torre de Mamona.


-
Herman Melville, Poemas, selecção, tradução e introdução de Mário Avelar, Assírio&Alvim, Março de 2009.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Pensamento do dia


www.historycooperative.org

«Um navio baleeiro foi a minha Yale e a minha Harvard.»
Herman Melville