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quarta-feira, 17 de outubro de 2018
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
A arte do retrato - 234
Um novo recorde mundial para um dos maiores retratistas da Renascença : um pequeno ( 31,7x21,6cm ) desenho de François Clouet ( 1510-1572 ) que representa Charles de Bourbon, prince de la Roche-sur-Yon et duc de Beaupréau ,e pertenceu à colecção de Maria de Médicis. Foi vendido a 25 de Novembro no Mónaco por 1 040 000 euros .
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
sábado, 11 de julho de 2015
O que estou a ler
Uma das melhores descobertas que fiz recentemente foi a francesa Michèle Barrière , historiadora e discípula de Jean-Louis Flandrin, jornalista culinária, mas também autora de deliciosos policiais históricos e gastronómicos .
Cruzam-se personagens verídicas da história francesa e europeia com a história da alimentação e da gastronomia, e os livros têm sempre uns apêndices fantásticos.
O da esquerda acabei ontem, e além do mistério principal - que alimento é este tão bom e simultaneamente tão venenoso,temos viagens por Itália e no fim um conjunto de receitas da Renascença e um dossiê sobre o tal alimento .
Aqui fica um pequeno excerto :
(...) Michel de Nostre-Dame a publié il y a deux ans un ouvrage sur les confitures qui a eu un succés extraordinaire et il semblerait qu' il soit en train d' écrire une suite . ( P. 116 )
Pois é, até entra o famoso médico, astrólogo e pelos vistos gastrónomo imortalizado sob o nome de Nostradamus .
Etiquetas:
Alimentação,
gastronomia francesa,
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literatura policial,
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Nostradamus,
Renascença,
romance histórico
domingo, 13 de abril de 2014
A Semana Santa na música renascentista europeia
A Harmonia Mundi editou em 2012 um CD com obras dedicadas à liturgia da Semana Santa, interpretadas pelo conjunto de Música Antiga britânico, Stile Antico. Este CD contém textos, inspirados na Paixão e Ressurreição de Cristo. Duas transposições musicais do poema Woefully Arrayed, uma composta por William Cornysh (ca. 1465 – 1523), e outra pelo compositor contemporâneo John McCabe (nascido em 1939) em especial para este agrupamento, constituem pontos altos desta gravação. Estas e outras peças conduzem-nos a uma viagem pela música renascentista da Inglaterra e do continente europeu que começa com e entrada de Jesus em Jerusalém no Domingo de Ramos, seguida da Última Ceia na Quinta-Feira, Crucificação e Morte de Cristo na Sexta-Feira Santa, culminando na Ressurreição no Domingo de Páscoa.
O hino “Hosanna to the Son of David” inicia uma pequena série de obras
musicais que, ao longo desta semana, reproduzirá alguns registos de Stile
Antico e de outros conjuntos vocais. Hosanna to the Son of David é da autoria
de Orlando Gibbons (1583 – 1625) que sucedeu a Thomas Tallis e William Byrd na Chapel Royal inglesa.
Na interpretação do King’s College de Cambridge, ouçamos então este belo anthem para seis
vozes.
Imagem: Busto retratando Orlando Gibbons na Canterbury Cathedral
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Magnífica cabeça ...
... esta que vai hoje à praça em Paris, com uma base de licitação entre 200 000 e 300 000 euros. Em terracota, e datada entre 1480 e 1520. A posição e o tamanho ( 38cm de altura ) fazem indicar que faria parte duma estátua.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Esta noite
Inverno significa também, para muita gente, mais televisão por via de mais noites passadas em casa. Assim, recomendo esta série que estreia hoje no canal AXN, às 22h25, Os Bórgias. Uma das dinastias mais famosas, e com pior reputação, do Renascimento: do pai Rodrigo Bórgia, o Papa Alexandre VI, interpretado pelo grande Jeremy Irons aos filhos Lucrécia ( Holliday Granger ), César ( François Arnaud ) e Juan ( David Oakes ).
No entanto, com os habituais prodígios da história e da genealogia, as gerações seguintes desta família foram bem mais calmas: de São Francisco de Borja , 3º Geral dos Jesuítas, a vários monarcas europeus dos nossos dias que descendem de Lucrécia e do seu terceiro ( e mais sereno ) casamento.
No entanto, com os habituais prodígios da história e da genealogia, as gerações seguintes desta família foram bem mais calmas: de São Francisco de Borja , 3º Geral dos Jesuítas, a vários monarcas europeus dos nossos dias que descendem de Lucrécia e do seu terceiro ( e mais sereno ) casamento.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Lá fora - 117 : As iluminuras do Louvre
Jean Fouquet, Passagem do Rubicão.
Foi inaugurada ontem esta exposição do melhor que contém o fundo de iluminuras do Louvre, tendo sido escolhidas 70 iluminuras francesas, italianas, flamengas e alemãs para figurarem nesta mostra que também deu origem a algo que eu pensava que já existisse: um catálogo raisonné das iluminuras do Louvre.
São obras maravilhosas de Jean Fouquet, Simon Bening, Lorenzo Monaco e outros génios medievais e renascentistas já que se trata de obras do séc.XI ao XVI.
Enluminures du Moyen Âge et de la Renaissance, Louvre, de 7 de Julho até 3 de Outubro.
Foi inaugurada ontem esta exposição do melhor que contém o fundo de iluminuras do Louvre, tendo sido escolhidas 70 iluminuras francesas, italianas, flamengas e alemãs para figurarem nesta mostra que também deu origem a algo que eu pensava que já existisse: um catálogo raisonné das iluminuras do Louvre.
São obras maravilhosas de Jean Fouquet, Simon Bening, Lorenzo Monaco e outros génios medievais e renascentistas já que se trata de obras do séc.XI ao XVI.
Enluminures du Moyen Âge et de la Renaissance, Louvre, de 7 de Julho até 3 de Outubro.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Bom dia !
Se houvesse um Nobel da Música, um dos agraciados teria de ser o Jordí Savall. Acompanho o trabalho dele há muitos anos, um esforço notável de recuperação e divulgação das tradições musicais europeias mas que não esquece a proximidade com o Oriente e o Levante.Exemplo disso é este Dinastia Bórgia, que fecha 2010 em beleza. Uma edição de 3 cd, um dvd com documentário da criação do disco e um livro de 450 páginas que relembra esta família que teve protagonismo na Europa durante quase um século e que deu personagens tão díspares como César Bórgia ou São Francisco de Borja...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A arte do retrato - 1
Piero della Francesca (1422-1492), Sigismondo Malatesta, 1450, óleo sobre madeira, Louvre.Sigismondo Malatesta ( 1417-1468), Senhor de Rimini, deve ter sido o retratado mais tenebroso a cargo de Della Francesca. Um dos mais temidos e eficazes de toda a legião de condottieri que dominou a península italiana durante a Renascença, foi um homem temido também fora dos campos de guerra: matou duas das suas mulheres, alegadamente dormiu com a sua filha e tentou sodomizar o filho. Curiosamente, ele que chegou ser Capitão-General dos Exércitos Papais, acabou excomungado pelo Papa Pio II. Não, como seria de esperar, pela sua tumultuosa vida familiar, mas por heresia...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
PENSAMENTO(S) - 137
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Lá fora - 67 : Francisco I e Solimão

Ainda não foi desta que conheci o belo castelo de Écouen, jóia renascentista sita na Grande Paris e sede aliás do Museu Francês da Renascença. Está nos últimos dias a exposição sobre um "escândalo" da história europeia: a aliança entre o rei cristianíssimo Francisco I de França e Solimão o Magnífico, sultão otomano. É uma exposição sobretudo documental ( gravuras, cartas, tratados ) mas que conta também com obras de arte.
- François I et Soliman le Magnifique. Les voies de la diplomatie à la Renaissance.
Até 15 de Fevereiro.
Até 15 de Fevereiro.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Lá fora - 22 : Ariosto no Louvre
- Roland furieux, Jean Charnod.Está patente na ala Denon do Louvre uma exposição dedicada a Ludovico Ariosto, grande poeta da Renascença italiana que inspirou muitos artistas ao longo dos séculos. A exposição explora essas ligações entre a arte e a literatura, e é acompanhada por colóquios, espectáculos e sessões de leitura da poesia de Ariosto.
- Imaginaire de l' Arioste, L' Arioste imaginé, ala Denon do Museu do Louvre, Paris, de 26 de Fevereiro a 18 de Maio. Mais informações em http://www.louvre.fr/
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Novidades - 24: Dois condottieri
- Sigismondo Malatesta, por Piero della Francesca.
- Catedral de S. Francisco, Rimini
- Federico da Montefeltro, por Piero della Francesca
-Palácio Ducal de Urbino
Esta mais recente obra de Hugh Bicheno é dedicada à rivalidade entre dois grandes condottieri : Sigismondo Malatesta, Senhor de Rimini, e Federico da Montefeltro, Duque de Urbino. Uma rivalidade que se estendeu da política às artes, não sendo por acaso que os retratos de ambos que melhor conhecemos tenham sido pintados pelo grande Piero della Francesca. Sigismondo Malatesta tem uma das piores reputações da história italiana, mesmo a do séc.XV o que já dá uma ideia do calibre deste governante, tendo o Papa Pio II dito dele que era um dos preferidos de Satanás. As acusações contra o Senhor de Rimini eram tremendas: heresia, necrofilia e sodomia dos próprios filhos. Federico da Montefeltro apesar de ter como profissão as armas, era um governante muito mais tranquilo na sua vida pessoal e um grande bibliófilo, tema a que voltarei em breve.
Mas a tese central deste livro gira à volta desta aparente contradição: como é que estes homens violentos puderam patrocinar grande e inovadora arte?
Malatesta mandou construir a Catedral de S.Francisco em Rimini, que apesar de ser dedicada ao grande santo de Assis é na verdade o mausoléu de Sigismondo Malatesta e da sua amante preferida Isotta degli Atti, e onde por toda a parte se encontram inscrições que glorificam a vida de Malatesta, bem como o monograma deste. Não é por acaso que esta catedral é também conhecida como Tempio Malestiano e o Papa se recusou a lá entrar.
Montefeltro deixou-nos o Palácio Ducal de Urbino, também ele uma jóia arquitectónica.
Dois condottieri que foram verdadeiros precursores da Renascença.
- Vendetta. High art and low cunning at the birth of the Renaissance, Hugh Bicheno, 290p, Weidenfeld and Nicholson, 2008.
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