Prosimetron

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Livros de cozinha - 30

Aqui há tempos, o Luís falou do programa de Nigella Lawson na SIC-Mulher. Na semana passada passei por um desses programas e estive a vê-lo. Nele ela apresentou a receita Anglo-italian trifle que pode ver em: http://www.nigella.com/recipe/recipe_detail.aspx?rid=313
No final, ela falou de três livros que consulta frequentemente: um de Jane Grigson (de que falarei amanhã), os Classic desserts e um de cozinha italiana (de que não recordo o título, mas tenho pena).

Em Portugal foram publicados este ano dois livros de Nigella:


Porto: DK: Civilização, 2010
€25,00

Delícias de Nigella inclui algumas das receitas apresentadas no programa Nigella Bites. O livro tem secções dedicadas a Pequenos-almoços tardios e a Jantares diante da TV.


Porto: DK: Civilização, 2010
€25,00

Em Na cozinha com Nigella, tradução de Nigella Express que vendeu mais de 1 milhão de livros no Reino Unido em menos de um ano, encontra receitas apetitosas, rápidas de preparar e fáceis de seguir.

Outros títulos de Nigella, publicados por Chatto and Windus:




Há 120 anos em Sintra



Hoje não passámos da Estefânia. Lanchámos aqui, para variar.


Duas das especialidades do Gregório: as queijadas e as broas de mel.

Into My Arms - Nick Cave!

Depois de passar no blogue do JL, ouvi esta música de Nick Cave que gosto muito . O artigo a ela associado deve-se à visita do Papa e é uma perspectiva interessante.

Porque adoro a música e já não a ouvia há uns meses aqui fica para pensar!


terça-feira, 11 de maio de 2010

«Et elle alla prendre le café dans l’autre monde!”»

Brillat-Savarin

«"La gueule tue plus de gens que le glaive", dit […] un proverbe. Le père du célèbre gastronome Grimod de la Reynière, au XVIIIe siècle, en fit la triste expérience. Il mourut d’indigestion! Quant à la mère du non moins célebre Brillat-Savarin, au siècle suivant, elle fut également prise de malaise à la fin d’un repas trop copieux. Elle réclama donc son dessert en toute hâte. Puis, elle s’éteignit subitement, comme une bougie d’anniversaire qu’on souffle sur un saint-honoré. Ce qui suggéra à Brillat-Savarin, jamais pris au dépourvu, ce commentaire laconique:
«"Et elle alla prendre le café dans l’autre monde!" Il est vrai qu’elle avait franchi le seuil de sa quatre-vingt-dix-neuvième année!»
Patrice Gélinet
In: 2000 ans d’histoire gourmande. Paris: Perrin, 2010, p.8. (Points; H419)

Comecei a ler este livro que me está a divertir. Estava num dos montes, desde Janeiro.
Obrigada, LB!

A Visita!

Escudo Português

Brasão do Papa Bento XVI

Situada na periferia em relação ao Sul e ao Norte do País, que vão receber o chefe de Estado do Vaticano, a nota que sublinho é apenas a seguinte:

Pense-se como a Igreja é reveladora da sua presença secular veiculada pela guerra santa que fez de um condado um reino e de um reino fez nascer uma república sob a égide do iluminismo. De uma conturbada relação, nos primórdios da República, conduziu o Estado Novo e continuou durante a democracia nascida em Abril, ajustando os laços com o Estado em obras de beneficência e assistência social em determinados planos que o Estado não assume.

Não querendo entrar em polémicas apenas quero dar uma achega nas relações seculares entre estas duas instituições que fazem, quer queiramos, quer não, parte da nossa cultura

Luís, chegou este convite para si:


Amanhã, às 17h00, em Highgrove.
Esperamos que possa aceitar. Queremos reportagem!

Para A. P. S.

O chá das cinco - 7


Hoje escolhi uns scones.

Que cada um identifique...

Pavão

Évora, frescos das chamadas "Casas pintadas" (séc. XVI)
Foto de Bernardo de Oliveira Nunes.
Aprendi (ou recordei... mas é como se tivesse de novo aprendido), durante a visita à Exposição de Natureza Morta, da Gulbenkian, que o Pavão serve também para simbolizar a ressureição de Cristo, dado que a carne do pavão é incorruptível (St.º Agostinho). Aqui fica como uma homenagem aos que nos visitam, aproveitando o dia de hoje.

Aproveitem para ler...



Lisboa: Estampa
«Só vim a ler este livro [O Milagre segundo Salomé], de que aliás tinha referências, quando, pela primeira vez depois do 25 de Abril, o Papa veio a Portugal. Não sei precisar o dia, mas acho que foi em 1980. Estava o Sá Carneiro no Governo e eu na oposição. Durante três dias, em Portugal, não se falou de mais nada a não ser no Papa (Papa de manhã, à tarde e à noite) e eu, então, estava em casa, não havia nada para fazer, e disse: “ É agora que vou ler o livro.” E durante aqueles três dias regalei-me com O Milagre segundo Salomé, um livro realmente extraordinário. É uma obra que dá o retrato duma época, que ninguém antes tinha dado. É justamente a época da agonia da 1.ª República, os inícios dos anos 20, com a ascensão dos grandes industriais. A figura do grande industrial – cujo modelo se imagina que terá sido o Alfredo da Silva e a CUF – e a figura do anarquista – que é o próprio Miguéis, o homem que está ligado à Seara Nova e que encontra a Salomé, uma figura altamente complexa e extraordinária de mulher, como há poucas na literatura portuguesa. Miguéis trata esta figura com grande humanidade. E, como pano de fundo, a alegoria do que foi o milagre de Fátima. É um panorama único da sociedade portuguesa e, enquanto houver interesse pelo que é ser português, como é Portugal e as contradições em que vivem os próprios portugueses, este livro tem de ser lido e relido.» (da Intervenção de Mário Soares no colóquio realizado sobre José Rodrigues Miguéis, em 2001. In: José Rodrigues Miguéis: Uma vida em papéis repartida. Lisboa: CML, 2002, p. 166)

Quem ainda não leu este livro faça como Mário Soares e aproveite os próximos dias.

E depois veja o filme:

A partir de uma escultura um pensamento!

A procura da verdade é como subir uma escada sinuosa. Será que leva a algum lado?
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Escultura do afro-americano Martin Puryear
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Martin Puryear, Ladder for Booker T. Washington, 1996
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Ash and maple, (1097.28 x 57.785. cm, narrowing to 3.175 x 7.6 cm)
Modern Art Museum of Fort Worth, USA

"I have abandoned my search for truth, and am now looking for a good fantasy".

Ashleigh Brilliant .

[wikipedia: I Have Abandoned My Search for Truth, and Am Now Looking for a Good Fantasy: More Brilliant Thoughts (1980)]

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para c.a.: um intermezzo de Pergolesi


Já que este também é o ano de Pergolesi...
Boa noite!

FLOR NA AREIA

Que pensarão de mim quando eu for só
breve recordação enternecida,
quando de tudo o que foi sonho e vida
restar – quem sabe? – nem um grão de pó?

Quando alguma das netas for avó,
que dirá ela? Voando, na corrida,
as saudades virão a toda a brida,
como se, pela neve, algum trenó?

Quem lerá os meus livros? E estes versos?
e outros, há tanto, para aí dispersos,
que até perderam já perfume e cor?

Mas, se algum for relido, então decerto
será como se a areia do deserto
florisse a uma lágrima de amor…

Adolfo Simões Müller
In: Só netas: sonetos e outros versinhos do avô Adolfo. [Lisboa: A.S. Muller], 1980, p. 44

Para o Luís que visita o Arpose. E continuo à pesca do outro poema.
Mas isto como poesia…

Vestidos a condizer com as sandálias

Mais para o simples



Mais para o chic

MR, que tal estes?

O chá das cinco - 6

Hoje vamos até Piccadilly, tomar chá no Wolseley.

http://24.media.tumblr.com/tumblr_kq6rayGni31qa4prpo2_500.jpg


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0Pob5XSOhVdhl7ajy6NirIp4g9sSQ4VwOY_8hI31hYlogZM84kxCD6z6ENd_z0K6U2f2naQX7dH9Q3RJa2C4r2vekiSugP4r1BXSBYb13YhGk-2hLZbNnLXCuSbg3hGCLfIH-Wlt_/s640/The-Wolseley-Afternoon-Tea3b.jpg

As doçuras da foto de cima estão-me a fazer crescer água na boca.

In Memoriam: Lena Horne

Lena Horne, já referida neste blog aquando das suas 92 primaveras em Junho do ano passado, morreu ontem. Deixo-vos a sua "signature song".

Bem bom mais

É bonito que esta semana se cumpra sob o signo do BB+. Refiro-me, obviamente, à vitória do Benfica e à visita de Bento XVI. Têm a minha simpatia porque ambas trazem, a uma quantidade impressionante de pessoas, duas coisas importantes: alegria e esperança. Mas é verdade que não é só por altruísmo que me alegro com a felicidade e fé alheias. Sim, também é porque... daí saco vantagem. Pessoas felizes são mais generosas, mais atenciosas, têm menos tendência a chatear o próximo (ou seja, eu) do que pessoas frustradas, ressentidas. Corro menos riscos de ser atropelado, levar um tiro ou ser mal atendido na repartição – e não ser atropelado nem levar um tiro nem ser tramado com a papelada são (vá lá saber-se porquê) coisas a que ligo alguma coisa. Há anos o comandante da Brigada de Trânsito da GNR confirmou-me esta tese: quando a vida corre bem aos portugueses, somos menos agressivos ao volante e há menos desastres. O Braga por acaso também começa por B, fazendo o triângulo perfeito, sendo que Braga sempre foi a cidade mais religiosa de Portugal. Também não desmerecia ganhar. Mas a vitória do Benfica conjuga-se melhor – a começar pelo nome do treinador – com a vinda de Bento, que até tem nome de antigo guarda-redes do Benfica. Por isso não alinho com a malta ateia em abaixo-assinados pela “laicidade”. Sabiam que também num ateu o fanatismo é uma chatice? E quanto a vós, amigos do Porto: cadê o mal de, depois da vossa fartura, o Benfica ganhar? Hã? Aprendamos, com o Pai, com a Mãe, com o Tio, com o Roque, com a Amiga, a viver e a deixar viver. Sobretudo numa altura em que as agências de “reitingue” nos tiraram o AA+, é bem bom termos pelo menos esta semana de festejos BB+. Viver e deixar viver, ouvisteis, pá? Aceitar como nossa a alegria dos outros. Ide por mim. É tão simples que nem parece complicado.

Rui Zink
In: Metro, Lisboa, 10 Maio 2010, p. 9

Calçada vai para a BN ...


Para MR com um beijinho

A noite das barricadas

Em 10 de Maio de 1968, 20 mil estudantes enfrentam a polícia nas Universidades e ruas de Paris.


Jacques Lagrange (1917-1995) - Les barricades de Mai



Os Sonhadores (2003), filme de Bertolucci: um grupo de estudantes assiste ao Maio de 68 da janela de um quarto.

Cornejar


Hoje andei tentando saber algumas coisas sobre Belchior Cornejo (séc. XVI), secretário da embaixada de Portugal ao Concílio de Trento, onde proferiu (1562) um famoso discurso, em latim, que ainda não sei se é mesmo seu ou de outro autor. Estou mais inclinado para a segunda hipótese. Primeiro foi encarregue Aquiles Estaço (1524-1581) que se recusou de o proferir dizendo "que também sabia escrever em Latim".

Mas ao consultar a Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira (vol. 7, p. 669) aprendi que cornejar (v. i.) é "estender o caracol os paus". E como estamos na época dos caracóis, hoje devem muitos ter deixado de cornejar (com este tempo) foram caçados e cozinhados... pelo menos cheirava bastante a caracóis quando fui "almolanchar".

Enrique Valero!

Enrique Valero nasceu em Alcácer Quibir, reside em Madrid mas viveu cerca de 25 anos na ilha Terceira, em Angra do Heroísmo.

O título que atribuo às pinturas escolhidas é Rostos. Gosto do olhar penetrante que o pintor utilizou para nos observar. O que é que eles nos dizem?

Enrico Valero



Desde o olhar inquiridor ao mais afectuoso todos eles reflectem luz. No último retrato as flores
acompanham a vinheta colocada por MLV.

Esta noite ... no La Scala!

Esta noite viajei com o Mezzo até ao La Scala de Milão para ver Mediterranea coreografia de Mauro Bigonzetti



"bisogna avere un caos dentro di sé per partorire una stella danzante"
(Friedrich Nietzsche)
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Citado pelo coreógrafo Mauro Bigonzetti

O bailado, a musica e a coreorafia foram excelentes.

domingo, 9 de maio de 2010

La nuit de Mai


«La nuit de Mai», ilustração de Eugène-Louis Lami (1800-1890) para Les nuits, de Alfred de Musset.

LA MUSE
Poète, prends ton luth et me donne un baiser;
La fleur de l’églantier sent ses bourgeons éclore,
Le printemps naît ce soir; les vents vont s’embrasser,
Et la bergeronnette, en attendant l’aurore,
Aux premiers buissons verts commence à se poser.
Poète, prends ton luth et me donne un baiser.

LE POÈTE
Comme il fait noir dans la vallée!
J’ai cru qu’une forme voile
Flottait là-bas sur la forêt.
Elle sortait de la prairie;
Son pied rasait l’herbe fleurie:
C?est une étrange reverie;
Elle s’efface et disparaît.
[…]

Alfred de Musset
In: Les nuits. Paris: Ed. Nilsson, s.d., p. 8

Felicitar os prosimetronistas!

Embora prefira o leão à águia, venho felicitar os meus colegas pelo desempenho da equipa vencedora, o Benfica.

Águia-real ou águia-dourada.

Parabéns!

Beatrix Potter em Portugal

Os primeiros contos de Beatrix Potter publicados em Portugal, foram-no no ano de 1990, traduzidos por Maria Isabel de Mendonça Soares: A história do Pedrito Coelho, A história do alfaiate velhote (The tailor of Gloucester) e A história do esquilo trinca-nozes. Nos anos de 1991 e 1992 saíram outras histórias traduzidas pela mesma e por Carlos Grifo Babo.


Em 1997 (reed. 2007), a Europa-América publicou O coelho Pedro e outras histórias, com tradução de Maria de Mello.






Ultimamente é a Civilização que tem estado a publicar a obra de Beatrix Potter, de que apresento apenas algumas capas.

O chá das cinco - 5

Hoje vamos até ao V&A. E o que podemos lá encontrar referente ao chá?

Richard Collins (atribuído) - A family of three at tea
Óleo sobre tela, ca 1727

A family at afternoon tea
Stereograph, 1855-1860


Cartaz da autoria de Ludwig Hohlwein, 1910

Rótulo, 1928

Do calendário de Edmund Spenser - Maio!

À semelhança dos meses anteriores e também com algum atraso: bom mês de Maio!


May from The Shepheardes Calendar, showing two shepherds, Piers and Palinodie, represented as a Protestant and a Catholic minister. In the sky we see the zodiac sign for Gemini, together with the twins.

[Images from The Works of Edmund Spenser, Volume I edited by Professer W. L. Renwick, printed at the Shakespeare Head Press in St Aldates Oxford and published for the press by Basil Blackwell in 1930]

...onimo



alónimo - o autor que usa nome diferente do seu; aquele que se serve do nome de outra pessoa;

anónimo - aquele que não revela o seu nome;

autónimo - aquele que assina ou publica as suas obras com o seu verdadeiro nome;

criptónimo - que dissimula ou oculta o nome (com um anagrama ou com iniciais);

heterónimo - nome imaginário que um criador identifica como o autor das suas obras e que, ao invés do pseudónimo , designa alguém com qualidades e tendências marcadamente diferentes das desse criador;

ortónimo - nome civil completo e correcto ou o ordinariamente declarado pelo próprio denominado;

pseudónimo - nome adoptado por autor ou responsável por uma obra, que não usa o seu nome civil verdadeiro ou o se nome consuetudinário, por modéstia ou conveniencia ocasional ou permanente, com ou sem real encobrimento da sua pessoa, situando-se entre a anonímia e a criptonímia.

As diferentes maneira de uma pessoa se identificar. Usei o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

Voz do povo


Com atraso, era para ter publicado no dia 1 de Maio:
'Quem trabalha muito, pode errar muito;
quem trabalha pouco, erra menos;
quem não trabalha não erra,
e quem não erra é promovido.'

"La Wally" - Callas!

Gosto muito desta interpretação de "Ebben? ne andrò lontana", (I acto) da ópera "La Wally"

Compositor: Alfredo Catalani; Maria Callas: soprano.

Pequeno-almoço Inglês


O nosso querido Luís mandou uma imagem do seu apetitoso pequeno-almoço. É só para fazer inveja... mas para aqueles já estão a salivar, este pequeno-almoço foi o de ontem, o de hoje foi muito, muito, muito melhor.