Prosimetron

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lá fora - 106 : Odilon Redon

Desde 1956 que Paris não via uma retrospectiva de Odilon Redon ( 1840-1916 ), desenhador, litógrafo e pintor, como a que está presentemente patente no Grand Palais, Paris, e irá depois para o museu Fabre de Montpellier.
O pintor dos sonhos ( e  muitos pesadelos... ) e dos símbolos, devoto de Edgar Allan Poe, amigo de Mallarmé e Huysmans -de quem ilustrou obras, e também algumas de Flaubert e Renan- e mais tarde próximo do Fauvismo.

Odilon Redon, prince du rêve, Galeries Nationales du Grand Palais, até 20 de Julho, e depois Musée Fabre de Montpellier, de 7 de Julho a 16 de Outubro.

Auto-retrato(s) - 104

Descobri estes dois auto-retratos de pintores espanhóis , Antonio Maria Esquivel y Suárez de Urbina ( 1806-1857 ) e Darío de Regoyos y Valdés ( 1857-1913 ), que fazem parte de uma série, onde menos esperava: no blogue filatélico do Florian Tirk.

O chá das cinco - 32


Abbott Fuller Graves (1859-1936) - High Tea

Em português - 102 : Maria Rita



Conversa De Botequim-Um clássico do samba, escrito por Noel Rosa nos anos 30, numa versão bem sucedida de Maria Rita.

Um quadro por dia - 162

Théophile Gautier ( 1811-1872 ), Jeune femme nue, 1831, óleo sobre tela.

2011 é também Ano Gautier, em honra do bicentenário do nascimento do escritor, crítico de arte e também pintor- talvez esta a faceta menos conhecida.
Estão planeadas conferências, reedições e exposições ( uma já patente na Maison de Balzac em Paris, em razão da amizade que uniu os dois escritores e colegas no jornalismo, e outra em Outubro em Sceaux ).

Citações - 164 : Os poetas perigosos...

Achei delicioso este excerto da entrevista a Harold Bloom que está na Vanity Fair, ed. norte-americana, de Maio:

Remember, there are three great poets whom neither you nor I would want to have lunch or dinner with, or even a drink with- Christopher Marlowe, François Villon, and Arthur Rimbaud. At least they would rob us and at the most they might kill us.

Três ovelhas negras da poesia...

Vitorino Magalhães Godinho (1918-2011)


Foto de Miguel Madeira.


Um dos nossos maiores historiadores faleceu ontem, em Lisboa, aos 92 anos. Foi professor em Clermont-Ferrand, no ISCSP e na Universidade Nova de Lisboa, ministro da Educação (em 1974) e director da Biblioteca Nacional (em 1984).


Ler biografia da autoria de Romero de Magalhães: http://cvc.instituto-camoes.pt/figuras/vmgodinho.html

«Como escreveu Vitorino Magalhães Godinho, a história é um modo – o mais pertinente, o mais adequado – de bem pôr os problemas de hoje graças a uma indagação científica do passado
António Nóvoa (http://pedagogiia.multiply.com/journal/item/18)

Sapatos: paixão de muitos











Ao folhear uma revista de automóveis encontrei um artigo interessante sobre a paixão por sapatos. Lembrei-me logo da nossa MR e dos seus posts. Aqui vão algumas curiosidades que explicam a loucura de muita gente por sapatos. Mais que um mito parece ser mesmo uma patologia mais comum do que se poderia imaginar.


Manolo Blahnik, Christian Louboutin e Jimmy Choo são três referências internacionais na arte de desenhar sapatos. Luós Onofre e Gi Carvalho são os grandes criadores nacionais;


Uns Blahniks podem custar até sete mil euros;


Keira Knightley tem sapatos que nunca tirou das caixas e alguns modelos que nem lhe servem; contenta-se em olhar para eles;


A criação de um par de sapatos de luxo passa por cem etapas desde o desenho até à colocação da sola e do salto;


Uma coleccionadora apaixonada pode ter até 100 pares de sapatos mas, claro, nada que se compare aos 1006 que Imelda Marcos tinha ou aos 5000 de Lindsay Lohan;


Das sandálias com sola de ouro usadas pelas imperatrizes romanas aos chinelos de brocado das aristocratas do séc. XIX, tão finos como papel e sola frágil que não resistiam a mais de dois passos fora de casa, até aos actuais mocassins Gucci que atingem centenas de euros, os sapatos foram sempre símbolo de status;


Os registos históricos mais antigos sobre sapatos datam do final do Paleolítico. Mas foi só a partir de 1822 que os sapateiros norte-americanos começaram a fabricar os "tortos", sapatos distintos para o pé direito e esquerdo;


Os saltos baixos ficaram famosos nos pés de Audrey Hepburn, no filme Sabrina;


Marilyn Monroe defendia que os saltos colocam a mulher num pedestal e que, por isso, o criador de tal proeza devia ser louvado;


Dizem que Nicolas Sarkozy usa sapatos com um salto de 7cm para chegar ao 1,77m de altura de Carla Bruni;


Berlusconi, Tom Cruise, Elton John e Lagerfeld são outros adeptos de sapatos com tacão;


Luís XIV calçada sapatos exclusivamente feitos pelo seu sapateiro pessoal, Nicolas Lestage. Tinham laços vistosos, brocados, pedras preciosas, sola vermelha e tacão. Inimitáveis, o Rei Sol chegou a condenar à morte quem ousasse copiar-lhe os modelos;


Para o Verão d 2011, a marca Louis Vuitton desenhou uns clássicos sapatos de homem feitos em pele de crocodilo, tornando-os os mais caros de sempre: mais de dez mil dólares o par.

Vale a pena ver

Kseniya Simonova foi a vencedora da edição ucraniana do Got Talent. Na final, ao vivo, fez uma animação da invasão da Ucrânia pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia. Trouxe lágrimas aos olhos do júri e do público.
Recebi por e-mail e vale a pena ver estes oito minutos maravilhosos:

Leituras no Metro - 59



Foi no Hotel Florida, na Plaza Callao, que estiveram alojados a maioria dos correspondentes estrangeiros que foram cobrir a Guerra Civil Espanhola: Geoffrey Cox, do News Chronicle; Henry Bucley, do Daily Telegraph; Ksawery Pruszynski, da revista Wiadomosci Lireackie; Herbert L. Matthews, do New York Times; e O. D. Gallagher, do Daily Express. Também Martha Gelhorn, que viria a ser a terceira mulher de Hemingway, aqui esteve hospedada como correspondente da revista Collier's e neste hotel escreveria algumas das melhores crónicas sobre la vida quotidiana no Madrid sitiado.

Projecto do arquitecto Antonio Palacios (1874-1945), com 200 quartos, foi inaugurado em 1924. Foi destruído em 1964 para dar lugar às Galerías Preciados.


«À l'hôtel Florida, à Madrid, où les Malraux ont leur chambre, loge une délégation internationale venue apporter son aide aux republicains espagnols. Dans cette tour de Babel, des journalistes, des écrivains, des aventuriers accorus des quatre coins du monde, se retrouvent chaque soir. Il y a là le poète Pablo Neruda, qui a été cônsul du Chili en Chine et en Annam, et l’est alor à Madrid, l’auteur torrentiel de Residência en la tierra […] et du futur España en el corazón […]; l’Américain John Dos Passos, qui vient tout juste d’achever sa fresque romanesque de l’Amérique en crise, USA; Nicolas Chiaromonte, le Sicilien; le Russe Mikhaïl Koltzov, correspondant de la Pravda, qui ne quitte pás l’ami Ilya Ehrenbourg, à ses divers passages; et Ernest Hemingway – Ernie -, qui écoute sans dire un mot, le regard fixe sur le fond de son verre, les palabres sans fin d’André Malraux. Il rêve déjà aux beaux personnages de Pilar et de Maria, dont Clara pourrait envier la force et la douceur, dans For Whom the Bell Tolls […].
«La communauté espagnole n’en est pas moins intense dans cette pépinière cosmopolite d’écrivains du monde entire. À l’hôtel Florida, les Malraux retrouvent pour dîner le poète et essayiste madrilène José Bergamin – Variación y fuga de una sombra […] -, qu’ils ont connu à Paris. Ils se liente avec Rafael Alberti, l’auteur de Mar y Tierra […]; avec António Machado […]; ou encore avec Léon Filipe – Versos y oraciones de caminante […] – qui arrive de Panamá et va bientôt partir pour le Mexique.»

Dominique Bona - Clara Malraux: «Nous avons éte deux». Paris: Bernard Grasset, 2010, p. 283

John Dos Passos imortalizou a sua estância num artigo intitulado «Room and Bath at the Hotel Florida», publicado pela revista Esquire, em Janeiro de 1938, escrito numa manhã de bombardeamentos.

Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia

Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia

Eu hontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.

Chorámos, rimos, cantámos.

Fallou-me do seu destino,
Do seu fado...

Depois, para se alegrar,
Ergueu-se, e bailando, e rindo,
Poz-se a cantar
Um canto molhádo e lindo.

O seu halito perfuma,
E o seu perfume faz mal!

Deserto de aguas sem fim.

Ó sepultura da minha raça
Quando me guardas a mim?...

Elle afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...

Ao longe o Sol na agonia
De rôxo as aguas tingia.

«Voz do mar, mysteriosa;
Voz do amôr e da verdade!
- Ó voz moribunda e dôce
Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...»
. . . . . . . . . . . . . . . .

E os poetas a cantar
São echos da voz do mar!

António Botto, in 'Canções'

Quotidianos - 65


Homem escrevendo uma carta, ca 1664-1666
Dublin, National Gallery of Ireland

Mulher lendo uma carta, ca 1664-1666
Dublin, National Gallery of Ireland

A National Gallery of Art, de Washington, mostra até 24 de Julho, cerca de 35 pinturas de cenas do quotidiano da autoria de Gabriel Metsu (1629-1667), um dos mais importantes pintores holandeses do século XVII.
http://www.nga.gov/exhibitions/metsuinfo.shtm

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sarah


Uma das minhas canções preferidas, mas nesta interpretação de Serge Reggiani.

Deixo-a também pelo seu criador:


Boa noite!

1960 : Anthony Newley-Do You Mind



26 de Abril de 1960: Com esta Do You Mind, Anthony Newley ( 1931-1999  ) chegava ao primeiro lugar do top britânico.

A nossa vinheta


John James Audubon
In: Sarah K. Bolton - Famous Men of Science. New York: Thomas Y. Crowell & Co., 1889

O naturalista John James Audubon, especializado na ilustração científica de aves, nasceu em 26 de Abril 1785, vindo a falecer em 27 de Janeiro 1851. É o autor da obra em quatro volumes The Birds of America (London: published by the author, 1827-1838). Para além do autor, foram também ilustadores desta obra William Home Lizars (1788-1859), Robert Havel, o novo (fl. 1820-1850), e Robert Havel, o velho (fl. 1800-1840) A obra tem 435 estampas e foi originalmente publicada em fascículos.

No ano 2000, a Christie's vendeu um exemplar desta raridade por cerca de $9,000,000. A Biblioteca Nacional de Portugal tem um exemplar, sendo um dos seus tesouros: http://www.bnportugal.pt/agenda/evento-birds.html
É difícil escolher uma das ilustrações dos Birds of America, provavelmente um dos livros mais belos do mundo. Aqui ficam alguns exemplos.


Blue Jay Close

Ivory-billed Woodpecker

Roseate Spoonbill

Little Blue Heron

Rock Grous

King Rail

Bald Eagle

São quatro volumes recheados destas maravilhosas ilustrações.

A arte do retrato - 28

Walter Tittle ( 1883-1966 ), Joseph Conrad, 1923-24, óleo sobre tela, National Portrait Gallery, Londres.

Um escritor de que gosto bastante, pela mão de um dos maiores retratistas norte-americanos.

Bridget Riley: Paintings and Related Work



Trabalhos de Bridget Riley (1931-) na National Gallery, de Londres, até 22 de Maio.

Auto-retrato(s) - 103



Julius Leblanc Stewart (1855-1919) - Auto-retrato, 1886

Boris Vian - Serge Regianni

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Esta tarde


Lembrar o 25 de Abril!

Após a colocação do poema de Natália Correia a lembrar o que era Portugal antes da democracia presto homenagem a quem tornou este país livre do jugo da censura, das prisões políticas e do fascismo:


MFA- Movimento das Forças Armadas, um graffiti na ponte pedonal Pedro e Inês, Coimbra



Recordando todos os que se movimentaram para tornar Portugal um país livre, e uma especial homenagem a Salgueiro Maia!

Brinquedos - 4


Um cão de madeira. Era puxado por um cordel.

Citações - 163

Na segunda-feira é 25 de Abril. Há foguetes à meia-noite e manifestações durante o dia. Vão encher-se praças e avenidas com jovens de futuro incerto e velhos saudosos da juventude perdida, lembrando sonhos frustrados e as tristezas adquiridas. Discursam presidentes em Belém, mas o Parlamento está fechado, o que vai bem com esta democracia cinzenta onde temos eleições à vista, mas os verdadeiros programas dos partidos estão a ser escritos por técnicos estrangeiros instalados no Ministério das Finanças. Foi aqui que chegámos. Mas depois do tempo, tempo vem. Hoje, mais do que nunca é preciso recuperar o orgulho e não deixar morrer a esperança. Um cravo pode ajudar.

- Fernando Madrinha, no Expresso.

Em português - 101



Que Há-de Ser De Nós? ( 1983 ). Letra de Sérgio Godinho e música de Ivan Lins.

Liberdade!


Ainda bem que se tem liberdade, mais que não seja para se poder dizer, livremente, mal dela!

Valeu a pena! Vale a pena!


Lisboa, Rua Garrett, 25 de Abril de 1974.
Foto de Alfredo Cunha.

Claro que valeu a pena. Só quem não viveu o tempo anterior ao 25 de Abril é que pode dizer que não valeu a pena. Sabemos como os portugueses têm a memória curta, mas não exageremos. Lembram-se de como o país era atrasado? Como demorávamos um dia para chegar de Braga, Bragança ou da Guarda a Lisboa? Como se vivia nas cidades de província, nas vilas e nas aldeias? Como era o saneamento básico e a saúde? Quantos estudavam? Quantos frequentavam a Universidade? Há reformas baixas? E antes quantos tinham reformas?
Em 37 anos demos um salto... Podia ter sido melhor? Talvez pudesse. Mas também podia ter sido pior.
Vale todos os dias a pena vivermos em democracia.

A nossa vinheta


Mary Cassatt - Femme avec un oeillet rouge, 1891
Washington, National Gallery of Art

"Queixa das Almas Jovens Censuradas"

QUEIXA DAS ALMAS JOVENS CENSURADAS

Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
Mais um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma de uma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crâneos ermos
Com as cabeleiras das avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa historia sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Somos vazios despovoados
De personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco
Dão-nos um pente e um espelho
Pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
Um avião e um violino
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida, nem é a morte

Natália Correia
(Album "Mudam-se os tempos mudam-se as vontades" (1971 - J.M.Branco)

domingo, 24 de abril de 2011

A fé, a religião e a paz

Desenvolveram-se , ao longo dos três séculos passados, os direitos do homem, os princípios de um estado de direito e da democracia. A democracia tornou-se na ideologia mundial. Conduziu a uma participação política das populações governadas, revelou-se, contudo, também de forma agressiva na História – já Péricles e os Atenienses iniciavam guerras muito naturalmente. O colonialismo inglês ou holandês foi igualmente encetado por democratas.

Ainda assim, nós, os europeus, vemos na democracia parlamentar a melhor forma para sociedade e estado – em comparação com todas as formas de governação, alicerçadas em religião ou ideologia. Na Europa e em ambos os continentes americanos podemos falar do triunfo da democracia. Resta em aberto se esta vitória é duradoura.


Helmut Schmidt, Die Zeit, 14.04.2011

Páscoa / Passagem

Andrea Mantegna (1431-1506)

Cristo morto (c. 1480) pormenor

Milano, Pinacoteca di Brera.


Da decomposição da carne renasce a vida!

Bom almoço!


Aqui está o folar transmontano. Cá por baixo chamam-lhe bôla. :)

Folar

1 kg farinha de trigo
12 ovos
300 g margarina ou azeite
50 g fermento de padeiro
1 kg carnes variadas(frango cozido, chouriço, salpicão, presunto, etc.)

Receita:
Faz a massa de pão incorporando logo os ovos e a gordura, pelo que não deve levar tanta água. Depois de lêveda, coloqu~-a numa forma redonda ou num tabuleiro de paredes altas, às camadas, alternado as ccamada seja de massa. , de modo a que a última arnesDeve ter o cuidado de colocar as carnes da mesma variedade por cada camada. Deixe-a levedar por um pouco mais de tempo, pincele com ovos batido e leve a forno forte.
O número de ovos e a quantidade de carnes varia de casa para casa, conforme o gosto e tradição de cada família.

Isabel Gomes Mota
In: Trás-os-Montes à mesa. Lisboa: Quetzal, 1995, p. 17

A nossa vinheta


Umas florinhas para os nossos visitantes.
Boa Páscoa!

Ainda na Outra Banda

 Andava eu a ver como estão as pêras-abacate, quando me deparei com este abandonado ninho de melro. Não deixo de me surpreender pela perfeição do "trabalho", que incorpora tudo o que está à mão inclusive pedaços de plástico e outros materiais pouco naturais:

Feliz Domingo de Páscoa!

Numa visita ao Museu Regional de Beja encontrei estas duas telas: a primeira tela intitula-se Ressurreição e a segunda Ascensão, são de António Nogueira, século XVI. (Influência Italiana).




António Nogueira, Ascensão, século XVI. Imagem retirada do site, Museu Regional de Beja



Feliz dia!

São servidos?

Já estão no forno a lenha os assados pascais. Este ano são 3 recipientes, porque há mais convivas, e os temperos foram mais exóticos, trazidos de viagens. Vamos ver se são bem recebidos...

Citações - 162

(...) A História tem destas coisas. Em Portugal, nas duas intervenções anteriores, as pessoas tendiam a olhar para o FMI como uma agência do capitalismo impiedoso norte-americano. Era comum, até, ver-se escrito nas paredes frases do tipo «yankee go home, e leva o FMI contigo!». Desta vez, pelo andar da carruagem, é melhor começarmos a treinar as letras «european go home, e leva o FEEF contigo!».
A União Europeia, que devia ser um espaço emblemático de solidariedade, até já rouba o lugar de papão do capitalismo selvagem ao FMI. Quando isto acontece na Europa, alguma coisa de muito mau está a acontecer no mundo.

- Pedro Camacho, O amigo FMI, na Visão.

Helena Nazaré

No meio da crise, e da chacota geral que recai actualmente sobre a Lusitânia, como antes sobre a Grécia ou a Irlanda, sabe bem ler que a Prof. Helena Nazaré, ex-reitora de Aveiro, foi eleita por larga margem para a direcção da Associação Europeia de Universidades, a primeira vez que tal acontece com um português. Parabéns!

Um quadro por dia - 161

Bramantino ( 1465-1535 ), Cristo Ressuscitado, 1490, óleo sobre madeira, 109x75cm, Museu Thyssen-Bornemizsa, Madrid.

Sempre me impressionaram duas coisas nesta tela: a expressão do rosto e o manto ( há um brilho quase metálico neste tecido ).

Bom dia !



O terceiro andamento, Aleggro ma non troppo, do Terceiro Concerto Para Piano de Prokofiev, com o francês Vincent Larderet ao piano e a Sinfónica de Brno.

Boa Páscoa!


«Natal na praça e Páscoa em casa.»

Com um agradecimento a APS.