Prosimetron
terça-feira, 31 de maio de 2011
Boa noite!
Anat Cohen actuou no sábado no Estoril. Tenho pena, mas não pude ir.
Quotidianos de uma cidade cosmopolita
Hoje de tarde fui até ao escritório onde me encontrei com outro prosimetronista.
Uns chegaram, outros partiram... e por ali estive um bom pedaço de tempo, conversando com amigos. Na mesa ao lado, na esplanada onde se lanchou, abancou um grupo de turistas de nacionalidades diferentes, vindo certamente de uma excursão conjunta (viagem em cruzeiro de navio ?). Quando passava um monumento faziam comentários... umas vezes (a maioria, em inglês), mas também em francês, espanhol e até brasileiro. E é nesse contexto que um diz: vale a nota dez! [... e valia!...]
Lembrei-me de uma canção de Carnaval, de um velho álbum de 1935. Aqui fica, sem mais palavras a marcha: Eu te quero ou Grau 10 de (Lamartine Babo, Ary Barroso e Francisco Alves)
A vitória de ser tua, tua, tua, moreninha prosa
Lá no céu a própria lua, lua, lua não é mais formosa
Rainha da cabeça aos pés
Morena eu te dou grau 10
O inglês, diz: "yes, my baby!"
O alemão, diz: "Yá, corraçon!"
O francês, diz: "Bonjour, mon amour!"
Trés bien! Trés bien! Trés bien!
A vitória de ser tua, tua, tua, moreninha prosa
Lá no céu a própria lua, lua, lua não é mais formosa
Rainha da cabeça aos pés
Morena eu te dou grau 10
O argentino, ao te ver tão bonita
Toca um tango e só diz: "Milonguita"
O chinês diz que diz, mas não diz
Pede bis, pede bis, pede bis!
Uns chegaram, outros partiram... e por ali estive um bom pedaço de tempo, conversando com amigos. Na mesa ao lado, na esplanada onde se lanchou, abancou um grupo de turistas de nacionalidades diferentes, vindo certamente de uma excursão conjunta (viagem em cruzeiro de navio ?). Quando passava um monumento faziam comentários... umas vezes (a maioria, em inglês), mas também em francês, espanhol e até brasileiro. E é nesse contexto que um diz: vale a nota dez! [... e valia!...]
Lembrei-me de uma canção de Carnaval, de um velho álbum de 1935. Aqui fica, sem mais palavras a marcha: Eu te quero ou Grau 10 de (Lamartine Babo, Ary Barroso e Francisco Alves)
A vitória de ser tua, tua, tua, moreninha prosa
Lá no céu a própria lua, lua, lua não é mais formosa
Rainha da cabeça aos pés
Morena eu te dou grau 10
O inglês, diz: "yes, my baby!"
O alemão, diz: "Yá, corraçon!"
O francês, diz: "Bonjour, mon amour!"
Trés bien! Trés bien! Trés bien!
A vitória de ser tua, tua, tua, moreninha prosa
Lá no céu a própria lua, lua, lua não é mais formosa
Rainha da cabeça aos pés
Morena eu te dou grau 10
O argentino, ao te ver tão bonita
Toca um tango e só diz: "Milonguita"
O chinês diz que diz, mas não diz
Pede bis, pede bis, pede bis!
Auto-retrato(s) - 117
Laurence Madeline, Stéphane Guégan, Thomas Schlesser, Henri Soldani - L'autoportrait dans l'histoire de l'art : De Rembrandt à Warhol, l'intimité révélée de 50 artistes. Paris: Beaux Arts éditions, 2009
€39,00
Pascal Bonafoux - L'Autoportrait au XXe siècle. Paris: Gallimard, 2004
€8,40
Marie Cordié Levy - Autoportraits de photographes. Arles: Actes Sud, 2009
€12,80
«Um retrato pintado com alma é um retrato do artista e não do modelo. Este é apenas o pretexto. Não é ele, mas o próprio pintor que se manifesta na tela pintada.»
Oscar Wilde
In: O retrato de Dorian Gray
Centro Mário Dionísio : Junho de 2011
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|---|---|
ITINERÁRIOS - 8 e 9 Uma conversa com Gianfranco Azzali e Giuseppe Morandi Sábado, 11 de Junho, 16h8ª Sessão de uma série que se realiza de dois em dois meses: uma pessoa com um itinerário pouco vulgar conta a sua história. Neste caso, duas, vindas de Itália – ambas fundadoras da Lega di Cultura di Piadena, associação cultural com mais de 40 anos e sede numa pequena localidade do norte de Itália. A Lega organiza anualmente uma festa onde o Coro da Achada participou nestas duas últimas edições. A festa de 2011 teve como tema ‹‹Para que serve o canto popular››, tema discutido pelo o Coro e outras pessoas em três sessões na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio. Do trabalho no campo, nas fábricas e na secretaria da autarquia ao trabalho cultural e político: a fotografia, o cinema, a música, a recolha oral, as edições, os comunicados. A participação no movimento de 68 em Itália. Como nasceu a Lega di Cultura di Piadena. Como cresceu a sua festa anual. Por que razões se preocupam (ainda) com o canto popular. Além da conversa acontece a projecção de documentários de Giuseppe Morandi, uma pequena exposição da sua fotografia e canções pelo Coro da Achada. | |
MÁRIO DIONÍSIO, UM ESCRITOR Autobiografia por Rui Canário Sexta-feira, 3 de Junho, 18h 13.ª sessão de uma série com periodicidade mensal sobre livros e textos de Mário Dionísio. Rui Canário vem falar de Autobiografia (1987) de Mário Dionísio. ‹‹Contar a minha vida. Sempre que me falam nisso, imagino-me sentado num banco de cozinha, com um grosso camisolão, ombros caídos, a olhar por uma janela alta e estreita o que ela deixa ver da floresta. Alguém deixou um machado na pequena clareira em frente da janela. Andarão a rachar lenha. Grandes aves esvoaçam lá por fora, não muito alto decerto. E, além disto, silêncio. O profundo silêncio do que não volta mais. Mas que floresta? Nunca vivi em nenhuma floresta. Nem sequer perto de. Talvez uma lógica interna — penso então — comande os próprios desmandos do nosso pensamento. E esse indivíduo mais ou menos ruço, no meio da cozinha lajeada, olhando o que não existe, queira dizer apenas que tudo foi bastante diferente do que eu teria desejado. Ou será a suspeita (uma quase certeza) de que contar a nossa vida é impossível. Por isso, à ideia de lembrar o que vivi e como, correrei a meter-me na pele de um qualquer em que mal me reconheço. É o que se chama atropelamento e fuga.›› | |
CICLO DE CINEMA Revoltas e Revoluções Segundas-feiras, 21h30 No mês passado visitámos o 25 de Abril de 1974 e o PREC com Cenas da luta de classes de Robert Kramer e Gestos e fragmentos de Seixas Santos, o Maio de 68 visto fora das grandes cidades em Os malucos de Maio de Louis Malle, a Comuna de Paris em A nova Babilónia de Kozintsev e Trauberg e a Revolta na Bounty de Frank Lloyd sobre o motim no navio Bounty. Em Junho - último mês deste ciclo - chegaremos às revoltas camponesas em França entre 1702 e 1705, aos prisioneiros políticos no final do século XIX em Itália, à Inconfinência Mineira no Brasil e terminaremos com a luta no México contra a intervenção francesa em 1862. Com este ciclo tentamos aqui aumentar a ‹‹nossa›› História, diversificando continentes, países, épocas, classes sociais, derrotas e vitórias, autores, formas e locais de produção. Também por isso todos os filmes são legendados, apresentados e debatidos. Segunda-feira, 6 de Junho, 21h30 Os Camisardos de René Allio (1972, 100 min.) apresentação por Eduarda Dionísio Segunda-feira, 13 de Junho, 21h30 S. Miguel tinha um galo dos Irmãos Taviani (1972, 90 min.) apresentação por Gabriel Bonito Segunda-feira, 20 de Junho, 21h30 Os Inconfidentes de Joaquim Pedro Andrade (1972, 100 min.) Segunda-feira, 27 de Junho, 21h30 Juarez de William Dieterle (1939, 125 min.) apresentação por João Pedro Bénard | |
AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO - 3 Maria Keil - conversas e imagens Sábado, 18 de Junho, 16h Depois de duas sessões sobre outros dois amigos de Mário Dionísio, Manuela Porto e Fernando Lopes-Graça, nesta sessão falaremos de Maria Keil com Pitum Keil do Amaral e com quem mais a conhece. De Silves para Lisboa, sozinha, aos 15 anos, para estudar Belas-Artes. A Exposição Universal de Paris de 1937. Pintar e desenhar na ditadura: a Exposição do Mundo Português, as Exposições Gerais de Artes Plásticas. A II EGAP. Ilustrar, decorar. As paredes, os livros, os jornais. O azulejo e o papel. Trabalhar com arquitectos, trabalhar com escritores. As crianças. E o resto. Projecção de um vídeo. Pequena exposição-relâmpago: roupa a secar no Bairro Alto. | |
LIVROS DAS NOSSAS VIDAS Escorpião e Félix de Karl Marx por Mário Tomé Quinta-feira, 16 de Junho, 18h Nesta 12ª sessão de ‹‹Livros das nossas vidas›› continuamos, após uma conversa em Maio sobre o Manifesto do Partido Comunista, com um autor que Mário Dionísio referiu como um dos seus autores: Karl Marx. Mário Tomé vem falar do conto Escorpião e Félix de Karl Marx. | |
OFICINA DE BARRO Domingos, 12, 19 e 26 de Junho, das 15h30 às 17h30 Oficina de barro com Zé d'Almeida. Para todos a partir dos 6 anos. A oficina já se encontra lotada, no entanto é possível ainda aceitar inscrições caso existam desistências. Inscrições: casadaachada@centromariodionisio.org ou 218877090. | |
MARGARIDA GUIA LÊ POEMAS PELAS RUAS Sábado, 25 de Junho, 16h partindo do Largo da Achada Margarida Guia, actriz luso-francesa, lê poemas de Mário Dionísio e de outros autores pelas ruas do Bairro: S. Cristóvão, Socorro, Castelo, Sé, Madalena… | |
CICLO A PALETA E O MUNDO - II Leitura da 1ª parte da obra, ‹‹Expressão e compreensão›› Segundas-feiras, 18h30 Após a leitura dos dois primeiros capítulos de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, continuamos no mês de Junho com a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, do capítulo ‹‹Os caprichos têm data›› por Pedro Rodrigues. Ainda neste mês lê-se o capítulo ‹‹Um Mundo dentro do Mundo››. | |
SABIA QUE?... | |
… nas horas de abertura, é possível: - ver a exposição ‹‹Mário Dionísio - Vida e Obra››, que apresenta várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, e é constituída por 13 painéis biográficos, por vários documentos, fotografias, imagens e outros objectos. Também é possível marcar visitas guiadas para grupos de pessoas e associações. - ler na Biblioteca da Achada que tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc… ... informamos que: - o ciclo de cinema para os meses de Julho, Agosto e Setembro será ao ar livre, na Rua da Achada. - em Julho, no dia 16, voltamos a realizar a Feira da Achada para angariação de fundos da Casa da Achada - Centro Mário Dionísio. | |
| As novidades do Centro Mário Dionísio | |
Um quadro por dia - 174
Neste Dia do Pescador, uma tela de Tarsila do Amaral ( 1886-1973 ) que a vendeu em 1931 em Moscovo a um museu, onde está desde então.
Citações - 169
(...) A cultura é mais necessária em tempos de crise do que em momentos de pujança económica: ajuda a suportar os problemas e a motivar a sua superação. O mito de que a cultura é uma actividade subsidiodependente, ou um luxo marginal face à produtividade do país, não tem fundamento. Os estudos mostram que é um dos setores que dá um contributo líquido para a geração da riqueza nacional. De resto, a par do turismo e de algumas áreas do desporto, não sei em que mais, além da cultura, é que Portugal se pode comparar a um nível superior... O grau de maturidade de um povo não se mede pelo número de telemóveis mas pelo número de livros que cada pessoa lê. (...)
- Paulo Teixeira Pinto, em entrevista à Visão.
Iconografia
Encontrei esta iconografia oriunda do México quando procurava outras imagens. Achei assaz curiosa. Bom dia!
Eduard Toldrà
O compositor catalão e violinista Eduard Toldrà nasceu em Villanueva y Geltrú a 7 de abril de 1895 e faleceu em Barcelona, a 31 de maio de 1962.
Busto existente no Palau de la Musica Catalana.
Onde menos se espera, aparece um livro...
Em 2000 a Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa publicou o inventário do património cultural móvel das paróquias do seu Arciprestado. Tem por título Foz Côa Inventário e Memória.
O livro estava à venda no posto de Turismo (38 €). Olhei para ele e tive um sobressalto. Havia uma imagem de um missal que a minha memória visual não retinha.
E não retinha porque se trata de um livro raro. Só existe, conhecido, mais um exemplar, em Évora, e não consta no Catálogo que António Anselmo elaborou Bibliografia das Obras impressa em Portugal no século XVI.


António de Mariz fez outras edições deste livro
1573 (não registada por Anselmo): microfilme BN (F. 6207) sem indicação de origem no catálogo.
1575 (Anselmo, n.º 868) de que existe um exemplar incompleto em Évora.
1583 (não registada por Anselmo): exemplar na BNP http://purl.pt/14705
1588(1589) (não registada por Anselmo): exemplares em Évora e Foz Côa.
Anselmo regista uma edição de 1591 (n.º 897) de que não se conhecem exemplares
Manuale missalis romani ex decreto sacrosancti Conc. Tridentini
1577 (Anselmo, n.º 873) Lisboa (BN) Res 2890 P.
1596 (Anselmo, n.º 909) Lisboa (BN) Res 2616 P.
1573 (não registada por Anselmo): microfilme BN (F. 6207) sem indicação de origem no catálogo.
1575 (Anselmo, n.º 868) de que existe um exemplar incompleto em Évora.
1583 (não registada por Anselmo): exemplar na BNP http://purl.pt/14705
1588(1589) (não registada por Anselmo): exemplares em Évora e Foz Côa.
Anselmo regista uma edição de 1591 (n.º 897) de que não se conhecem exemplares
Manuale missalis romani ex decreto sacrosancti Conc. Tridentini
1577 (Anselmo, n.º 873) Lisboa (BN) Res 2890 P.
1596 (Anselmo, n.º 909) Lisboa (BN) Res 2616 P.
Julgo que a raridade destes exemplares se prende com uma imagem da Trindade Trifronte, que a Igreja post Trento terá combatido, vindo a ser proíbida por Bula de Urbano VIII (11.08.1628).
Quantos livros não se encontram perdidos nos sotãos das igrejas...
Para a HMJ, PP e JJG
Lisboa: Rua Abade Faria
Foto de Arnaldo Madureira (1940-), 1967?
PT/AMLSB/AF/ARM/S00545
Na sequência de um post de APS no Arpose e porque José Custódio de Faria nasceu em Candolim de Bardez, Goa, há 265 anos.
E se for verdade... comunicação escrita no Neolítico
Já pensou como é que um ser humano sem qualquer contacto com a civilização actual olha para uma etiqueta de um código de barras? Qualquer coisa como o que a imagem seguinte ilustra....
Katina Lillios pensou o mesmo quando olhou para as placas de xisto presentes em sepulturas do Neolítico no espaço que hoje se chama Portugal.
E se não forem placas votivas e forem antes placas de comunicação... , placas de identificação de famílias, placas de linhagens. Um mundo novo e fascinante. E se houver comunicação na pré-história?
Parece que Carlos Ribeiro, 1813-1882, ( o tal que criou um homem sapiens, no vale do Tejo, denominado homo sapiens ribeiroi ...) na Exposição Internacional de Paris, em 1878, já tentou defender o mesmo: "a complete system of ideographic writing that awaits decipherment and obscures facts of great importance."
Katina T. Lillios foi mais longe. Encontrou bases para esse sistema e apresenta o seu estudo num livro denominado Heraldry for the dead, publicado pela University of Texas Press, em 2008.
Katina Lillios pensou o mesmo quando olhou para as placas de xisto presentes em sepulturas do Neolítico no espaço que hoje se chama Portugal.
![]() |
| Arquivo Municipal de Portimão, Portugal |
Parece que Carlos Ribeiro, 1813-1882, ( o tal que criou um homem sapiens, no vale do Tejo, denominado homo sapiens ribeiroi ...) na Exposição Internacional de Paris, em 1878, já tentou defender o mesmo: "a complete system of ideographic writing that awaits decipherment and obscures facts of great importance."
Katina T. Lillios foi mais longe. Encontrou bases para esse sistema e apresenta o seu estudo num livro denominado Heraldry for the dead, publicado pela University of Texas Press, em 2008.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Em busca de um sopro...
Preciso de ter vontade para escrever. Mas não tenho. Ou julgo que não tenho..., dado que estou a escrever... Mas sinto um vazio enorme à minha volta. Parece que vou antes partir em busca de fonte de inspiração, não para o tema, esse é o que tenho de apresentar na Quarta-feira... Busca de inspiração para escrever.
Mas este pormenor, tirado de um quadro, visto em Madrid, no Museo Thyssen / Bornemisza (que mão amiga colocou uma reprodução, dentro de um livro oferecido), pode ser a inspiração.
Será que consigo "animar" o quadro e encontrar o sopro que me falta?
Mas... tanto mas!
![]() |
| Sebastiano del Piombo Retrato de Ferry Carondelet con sus secretarios, 1510-1512 óleo sobre madeira, 112,5 x 87 cm |
O Afeganistão
O British Museum dedica uma exposição temporária a um país que, desde a invasão soviética em 1980 até aos nossos dias, é lamentavelmente conotado apenas com o terrorismo e conflitos bélicos: o Afeganistão. Sob o título Afghanistan – Crossroads of the ancient world, são exibidas peças únicas do Museu Nacional afegão de Cabul que milagrosamente sobreviveram às mais diversas agressões das últimas três décadas.Quem visitar este espólio, descobrirá uma riqueza de obras única: o território, hoje pertença afegã, beneficiou de uma posição geográfica estratégica ao longo da Antiguidade, de um comércio intenso na rota (estrada) de seda, bem como da presença de múltiplas culturas. Assim, confluíram vários estilos artísticos nesta encruzilhada, com vestígios que, entre eles, remontam à idade do bronze, às antiguidades grega e romana e à vivência nómada do século I. Deste último período data um dos highlights desta exposição, uma coroa dobrável, encontrada no túmulo de uma mulher nómada na localidade de Tillya Tebe, a norte da capital afegã. (ver imagem). Destacam-se ainda 20 fragmentos de marfim, também do século I, descobertos por arqueólogos franceses na cidade de Begram entre 1937 e 1939, adquiridos recentemente por um anónimo afegão, residente em Londres, que pretende devolvê-los a Cabul.
Juntamente com mais 200 peças em ouro, vidro e pedra, este tesouro poderá ser visitado até 17 de Julho.
Citações - 168
(...) Termino com uma ideia muito acertada de Karl Popper: a grande vantagem da Democracia não está só no direito do povo de escolher aqueles por quem quer ser governado, mas também ( e, às vezes, sobretudo ) no direito do povo de, por via pacífica, eleitoral, mandar embora aqueles por quem não quer continuar a ser governado.
- Freitas do Amaral, na Visão.
Para bom entendedor... Quanto a mim, tenho muitas dúvidas mas uma grande certeza: o meu voto no próximo Domingo terá como fundamento o desejo de não continuar a ser governado por quem está.
- Freitas do Amaral, na Visão.
Para bom entendedor... Quanto a mim, tenho muitas dúvidas mas uma grande certeza: o meu voto no próximo Domingo terá como fundamento o desejo de não continuar a ser governado por quem está.
Maio quase no fim
Leandro Bassono (1557-1622) - Maio, 1595-1600
Viena, Kunsthistorisches Museum
Cloches naïves du muguet,
Carillonnez! car voici Mai!
Sous une averse de lumière,
Les arbres chantent au verger,
Et les graines du potager
Sortent en riant de la terre.
Carillonnez! car voici Mai!
Cloches naïves du muguet!
Les yeux brillants, l'âme légère,
Les fillettes s'en vont au bois
Rejoindre les fées qui, déjà,
Dansent en rond sur la bruyère.
Carillonnez! car voici Mai!
Cloches naïves du muguet!
Maurice Carême (1899-1978)
Dia Nacional de Prevenção do Cancro Cutâneo
O estado em que estamos...
Muitos não apreciam o estilo do Alberto Gonçalves, e eu nem sempre estou de acordo com ele, mas esta crónica em forma de vídeo vale a pena:
Números - 54
2300
Contrariando as minhas expectativas, e ainda bem, a campanha do fim de semana de recolha de alimentos foi um sucesso, tendo sido recolhidas 2300 toneladas de alimentos, mais 15% do que no ano passado.
Um ponto a favor da solidariedade lusa, coordenada por uma das organizações mais meritórias emanadas da sociedade civil nas últimas décadas.
Contrariando as minhas expectativas, e ainda bem, a campanha do fim de semana de recolha de alimentos foi um sucesso, tendo sido recolhidas 2300 toneladas de alimentos, mais 15% do que no ano passado.
Um ponto a favor da solidariedade lusa, coordenada por uma das organizações mais meritórias emanadas da sociedade civil nas últimas décadas.
Lá fora - 113 : Severini em Paris
Mais uma exposição parisiense, patente na Orangerie, que é a maior retrospectiva do franco-italiano Gino Severini (1883-1966) desde 1967: 70 obras, provenientes de colecções privadas e de museus europeus e norte-americanos ( Col.Peggy Guggenheim, Veneza, Col.Estorick, Londres, MOMA, Nova Iorque e Thyssen de Madrid ), que documentam o percurso de Severini do Divisionismo quando chegou a Paris em 1906 e era vizinho de atelier de Raoul Dufy, ao Futurismo a partir de 1910, passando depois ao Cubismo, regressando à figuração entre-guerras e terminando como pintor da Abstracção.
Aqui ficam três obras que estão expostas em Paris:
Gino Severini, Futuriste et Néoclassique, no Musée de l' Orangerie, até 25 de Julho de 2011.
Aqui ficam três obras que estão expostas em Paris:
Gino Severini, Futuriste et Néoclassique, no Musée de l' Orangerie, até 25 de Julho de 2011.
Bom dia !
Talvez já tenha sido postada antes, não pesquisei, mas gosto muito dela e aqui fica para exorcizar a chuva que marca esta manhã.
Pintores vistos por pintores - 7
Charles-François Daubigny (1817-1878) - Honoré Daumier, ca 1870-1876
Retrato inacabado
Londres, The National Gallery
domingo, 29 de maio de 2011
Um quadro por dia - 173
Norman Rockwell, The Baby sitter, 1946, óleo sobre tela, Burlington School District, Vermont, EUA.
Uma tela de Rockwell que respondeu ao pedido dos alunos do 6º ano da Taft Elementary School, hoje fechada, em 1946. Ainda hoje pertence à autoridade escolar estadual do Vermont.
Para M.R., que sabe porquê.
Uma tela de Rockwell que respondeu ao pedido dos alunos do 6º ano da Taft Elementary School, hoje fechada, em 1946. Ainda hoje pertence à autoridade escolar estadual do Vermont.
Para M.R., que sabe porquê.
ONDE ME APETECIA ESTAR- 52
Embora ontem tenha passado o dia em local que adoro ( Sintra ), o fim de semana ideal teria sido em Fontainebleau, onde decorreu de sexta até hoje o Festival de l'histoire de l'art, a primeira edição do evento com tema genérico da Loucura, celebrando o 500º aniversário do respectivo Elogio por Erasmo de Roterdão e o 50º aniversário de um livro que li várias vezes: Histoire de la folie à l'âge classique do Michel Foucault, sendo que o país convidado foi a Itália.
http://www.culture.gouv.fr/
O tempo das cerejas
Esta canção e o seu significado já andou aqui pelo Prosimetron. Volta hoje na voz de Yves Montand, a voz com que era recordada no comentário...
le temps de cerises
le temps de cerises
Por vezes temos saudades do passado...
...Hoje tive saudades do "Navio fantasma".
Slovak Philharmonic Orchestra of Slovakia
Maestro Alfred Scholz.
O prosimetron não fica completo sem um Boa-Noite
Para MR que todas as noites nos deixa um Boa-noite!
sábado, 28 de maio de 2011
Como imaginamos Dorian Gray?
Hurd Hatfield na adaptação cinematográfica de 1945
Ben Barnes no filme de 2009
«The reason I will not exhibit this picture is that I am afraid that I have shown in it the secret of my own soul.»
Oscar Wilde - O retrato de Dorian Gray
Aforismos
Amanhã voltaremos a falhar, mas teremos de ser melhor do que hoje.
27-05-2011
Inspirada em Samuel Beckett, dramaturgo (Dublin, 1906 - Paris, 1989): Falhar, falhar sempre, falhar cada vez melhor!
27-05-2011
Inspirada em Samuel Beckett, dramaturgo (Dublin, 1906 - Paris, 1989): Falhar, falhar sempre, falhar cada vez melhor!
(Não sei as referências da ilustração, mas ilustra o meu pensamento; estou na estrada, não no atalho).
A Torre da Memória
Leonora Carrington, A Torre da Memória, 1995
Leonora Carrignton nasceu a 6 de Abril, em Clayton Green, Inglaterra, no ano de 1917 e faleceu na Cidade do México, México, a 25 de Maio de 2011. A sua pintura está ligada ao movimento surrealista.
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