Prosimetron

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Cranach no MNAA


Salomé com a cabeça de S. João Baptista
Óleo sobre madeira de tília, ca 1509-1510
Lisboa, MNAA
Judite com a cabeça de Holofernes
Óleo sobre madeira de tília, ca 1530
Nova Iorque, The Metropolitan Museum of Art

«A reunião destas duas pinturas [...] permite-nos ver a forma semelhante como Cranach retrata duas figuras diferentes, utilizando os mesmos artifícios e uma componente similar. Ao mesmo tempo, dá-nos a perceber a evolução estilista do pintor: de um período inicial, influenciado por Dürer e pelos pintores flamengos, à sua fase madura, cujas características englobam um desenho mais linear, contrastes vincados, uma cor menos vibrante e referências aos modelos germânicos e mesmo medievais, traduzindo um nacionalismo a que a Reforma Protestante não é, por certo, alheia. Este acontecimento molda para sempre a vida de Cranach.» (da folha de sala)
A cor será menos vibrante no retrato de Judite?

Estas duas obras podem ser vistas, lado a lado, até 28 de abril, no MNAA.

Humor pela manhã


A luta entre o cérebro e o coração, luta persistente em tantos casos...

Paris: place des Vosges

21, place des Vosges, onde Simenon se instalou em 1923, primeiro no rés-do-chão e mais tarde num apartamento maior no 2.º andar.
Esta foi durante anos a minha praça preferida de Paris, antes de conhecer a place Fürstenberg.

Aquilino Ribeiro


Serra da Lousã

Um escritor para mim nem sempre fácil de ler. 
Recordo-o quando se celebra o cinquentenário da sua morte. 

"Quando se passa à vista dessas serranias, perfiladas no horizonte, que têm o seu quê das monticulações dos formigueiros, cheias de povos, de passaredo, de bichesa humana e montesinha, toma-nos, da projecção da nossa pequenez sobre a imensidade e o mistério da distância, um sentimento que tanto pode ser de exaltar como de deprimir"

Aquilino Ribeiro in Geografia Sentimental

Retirado do Jornal das Letras. Ler mais.

domingo, 10 de março de 2013

Boa noite!


Léon de Bruxelles

No 131, boulevard Saint-Germain, onde Simenon gostava de comer quando foi para Paris nos anos 20 do século XX.
Ao domingo, ao jantar, mexilhões à descrição.
Na próxima ida a Paris, já sei onde terá lugar o jantar de domingo.

Frase da semana que passou



Não tenho 20 anos e não posso esperar que a crise na Europa passe.

- Lili Caneças, sobre a sua viagem aos EUA em busca de trabalho.

Nas montras de Paris - 5

Livros de cozinha numa livraria do boulevard Saint-Germain. Devem ser novidade porque estavam em destaque em muitas livrarias: receitas com queijo La Vache qui Rit, com Coca-cola, iogurte, bolachas, tomate, Nutela, etc.Os livros adquirindo os formatos das marcas. Todos com muito boa apresentação.

Quem entra Papa, sai Cardeal


Terça-feira começa a escolha do novo Papa. Existe um ditado que diz "quem entra Papa, sai Cardeal", vaticinando que a escolha sagrada não atende às vozes seculares. 


 Se a Igreja não desejar fazer grandes reformas, o Arcebispo de Milão, parece ser um escolha possível. Embora a passagem de um cardeal de bicicleta (o de Lyon, Philippe Barbarin), no Vaticano, tivesse dado alguma modernidade e atenção aos bastidores. 


Mas existem alguns outros: do Canadá, da Ásia, do Brasil e, já agora, de Portugal.

sábado, 9 de março de 2013

Boa noite!

O livro que estou a ler:

Ladurée

21, rue Bonaparte, na esquina com a rue Jacob. Madeleine Castaing abriu esta sala de chá em 1947. 
Em tempos já falei da casa-mãe, aberta em 1862 na rue Royal.

Paris: rue Bonaparte

Sartre viveu no n.º 42, em casa de sua mãe, de 1945 a 1962. 
O facto não se encontra assinalado no prédio.
Em 7 jan. 1962, a OAS (que lutava pela permanência dos franceses na Argélia) faz rebentar uma bomba neste prédio, erradamente à porta do apartamento de um vizinho. Devido às ameaças de morte, de que é alvo nesse ano, Sartre troca Saint-Germain por Montparnasse.

Nesta casa escreveu o livro autobiográfico As palavras e no seu quarto recebia a equipa de Les temps modernes, revista fundada em 1945, com Merleau Ponty. 
«En sa présence, j'avais autrefois demandé la permission de lire Madame Bovary et ma mère avait pris de sa voix trop musicale : "Mais si mon petit chéri lit ce genre de livre à son âge, qu'est-ce qu'il fera quand il sera grand?" - "Je les vivrai!" Cette réplique avait connu le succès le plus franc et le plus durable.»
Jean-Paul Sartre - Les mots
No n.º 5, então da rue des Petits Augustins, nasceu o pintor Manet, e viveram o marechal Lyautey e o escritor Henri Troyat.
Se Henri Toyat viveu neste edifício entre 1963 e 2002 é natural que algumas das obras que escreveu nesses anos, o tenha feito aqui.
Estes dois, foram os últimos livros que li de Henri Troyat, há relativamente poucos anos. Fui uma grande leitora das sagas deste escritor na minha juventude: A luz dos justos, Os Eygletière, etc.
Vistas do pátio.

«Ce qui compte, c'est ce qui est inscrit non sur les papiers d'identité d'un homme mais dans son coeur.» 
Henri Troyat - Le Bruit solitaire du coeur

sexta-feira, 8 de março de 2013

Boa noite!

No Campo Pequeno


Em Gaia


Um quadro por dia


Berthe Morisot, O porto em Lorient, 1869, óleo sobre tela, National Gallery of Art, Washington, EUA.

Já muito se escreveu neste blogue sobre esta impressionista francesa, mas vale a pena lembrá-la neste 8 de Março, nem que seja lembrar que na sua sepultura em La Muette apenas está escrito " veuve de Eugéne Manet ", e que na certidão de óbito consta " sans profession ". O tempo fez-lhe justiça, e está hoje nas colecções dos grandes museus europeus e americanos.

Citações


Não ousem dizer-nos como nos devemos vestir ou a que horas e com quem devemos sair. Com o pretexto de nos quererem proteger, pretendem tirar-nos a pouca liberdade que nos resta.

- Kavita Krishnan, presidente da Associação das Mulheres Progressistas da Índia.

Neste Dia da Mulher.

Esta noite, no Conservatório


Tocam Brahms

Parabéns, MR


          Embora atrasados, não quero deixar de felicitar a nossa MR. Espero que tenha tido um dia feliz!!

À mulher

Apesar de considerar que todos os dias devem ser Dia da Mulher, não resisto a associar-me às homenagens que neste dia se lhe presta.. Porque, para mim, Grace Kelly é o paradigma da beleza feminina, aqui fica a sua curta participação numa canção que, talvez por sua causa, é das minhas preferidas de sempre.

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Humor pela manhã


La Vie Parisienne

Algumas ilustrações da revista La Vie Parisienne, fundada em 1863. Foi muito popular nas primeiras décadas do século XX, tendo encerrado em 1970.

«La Parisienne», uma canção de Marie-Paule Belle, muito popular em 1976.